ENVELHECIMENTO CICLOS DE VIDA 2 Helena Akemi Wada
































































































































- Slides: 128
ENVELHECIMENTO CICLOS DE VIDA 2 Helena Akemi Wada Watanabe 2018 1
Envelhecer n https: //www. youtube. com/watch? v=MHg c. Q 76 v. RM 8 2
Velho n O que vem à sua mente quando dizemos “velho”? 3
Você já se perguntou como será quando envelhecer? n Como você se imagina aos 85 anos? 4
2900 A. C. 2016 D. C. 2013 D. C.
Sebastião Salgado http: //www. techway. com. br/techway/revista_ido so/fotos. htm Sebastião Salgadohttp: //www. techway. com. br/techway/re vista_idoso/fotos. htm
200 países, 200 anos em 4 minutos n 200 países, 200 anos 7
Processo de envelhecimento nos países em desenvolvimento 8
9
10
11
12
13
https: //image. slidesharecdn. com/conassenvejecimientoysaludportugues-brasil-160824181758/95/8 -assembleia-doconass-envelhecimento-e-sade-no-brasil-desafios-e-oportunidades-11 -638. jpg? cb=1472063319 14
15
16
17
Um quadro de saúde pública para o envelhecimento saudável: oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida 18 Fonte: OMS Relatório mundial de envelhecimento e saúde, 2015
Dinâmica demográfica brasileira n n n Durante a maior parte de sua História, o Brasil se caracterizou como país jovem, rural e pouco povoado. 1980 - 2016, a expectativa de vida dos brasileiros passou de 62, 52 anos para 75, 5 anos (IBGE). 2015 – 14, 3% da população tinha 60 anos ou mais 2017 – PNAD estima que no país haviam mais de 30, 2 milhões de idosos, (56% mulheres). Nos últimos cinco anos, caiu de 14, 1% para 12, 9% o número de crianças de 0 a 9 anos de idade no total da população 2025 teremos quase 32 milhões de idosos, 15% da população, 2060 - 33, 7%. Depois de 2030, esse grupo de pessoas será maior que o de crianças com até 14 anos. Em 2055, sua participação na população total será maior que a de 19 crianças e jovens com até 29 anos.
20
Brasil envelhecendo n Segundo o IBGE o índice de envelhecimento, (proporção de pessoas com 60 anos e mais para cada 100 indivíduos de 0 a 15 anos de idade): - 1995: 24 idosos p/ 100 jovens - 2001: 31, 7% - 2010 44, 8% - 2011: 51, 8% - 2020: 58 % - 2025: 74 % 21
Closs VE, Schwanke CHA. A evolução do índice de envelhecimento no Brasil, nas suas regiões e unidades federativas no período de 1970 a 2010. Rev. bras. geriatr. gerontol. [Internet]. 2012 Sep [cited 2017 May 28] ; 15( 3 ): 443 -458. Available from: http: //www. scielo. br/scielo. php? script=sci_arttext&pid=S 1809 -98232012000300006&lng=en. http: //dx. doi. org/10. 1590/S 180998232012000300006. 22
Fonte: IESS, 2013 23
Fonte: IESS, 2013 24
Fonte: IESS, 2013 25
Pessoas com mais de 65 anos irão sobrepor as com menos de 5 anos de idade
Transição demográfica n O termo se refere a um processo gradual em que a fertilidade e a mortalidade de um país passa de alta para baixa. Essa transição se caracteriza inicialmente pelo declínio da mortalidade infantil, seguida pela queda na fertilidade, e na mortalidade em todas as idades. 27
Queda nas taxas de fecundidade e de mortalidade Em São Paulo, 1, 76 (2016), mas em alguns bairros como a Consolação era de 0, 4
Mortalidade proporcional por causa, Brasil, 1930 -2004 29
Características epidemiológicas dos países em desenvolvimento n n n aumento da frequência de problemas relacionados com condutas não saudáveis: consumo de drogas, violência, sedentarismo e dieta inadequada; e persistência e, em alguns casos, aumento das doenças infecciosas : cólera, malária, AIDS, tuberculose e em grupos com maiores índices de pobreza, deficiências nutricionais Mas não devemos nos esquecer que as condições de vida e de trabalho têm enorme influência no processo saúde doença 30
Velhice n Velhice é uma categoria natural e é: n n Fato universal e natural: ciclo biológico Fato social e histórico Fato político Fato econômico
MAS AFINAL, O QUE É ENVELHECER?
“Envelhecer é um processo sequencial, individual, acumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio-ambiente e portanto aumente sua possibilidade de morte”. (OPAS)
n Segundo a OMS, em países em desenvolvimento a velhice começa aos 60 anos e nos países desenvolvidos, 65 anos. 34
Queda Funcional Fisiológica (Senescência)
Senescência n Processo normal de envelhecimento: capacidade de adaptação do indivíduo aos rigores e agressões do meio ambiente
Queda Funcional Patológica (Senilidade) Senilidade
ENVELHECER: a melhor coisa que pode te acontecer. . . é só pensar na alternativa!
A abordagem do “envelhecimento e saúde” sob a ótica do curso de vida
As crianças de Ontem são os adultos de Hoje, os idosos de Amanhã
1, 7 milhão vive em instituições 660 mil acamados 16, 5 milhões independentes para o autocuidado Os idosos do Brasil 5, 5 milhões com alguma incapacidade 13, 2 milhões com alguma doença crônica Giacomin, 2012
Cerca de 9 milhões de idosos necessitando de cuidados de longa duração
n O envelhecimento da sociedade pode afetar o crescimento econômico e muitas outras áreas, incluindo a sustentabilidade das famílias, a capacidade dos Estados e das comunidades de prover recursos para os cidadãos idosos e até mesmo relações internacionais
Perfil de pessoas com dependência Área PSF – Município S. Paulo - 2003 (Obs. Inquérito da SMS/SP) n n n 17 totalmente dependentes / 10. 000 hab 30 a 50 pessoas acamadas / área abrangência de UBS padrão Maioria é de idosos (Fonte: Paschoal, SMP. Mesa redonda Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, São Paulo, 2007) 44
Hoje n n n 12% da população é idosa 15 a 50% deles tem alguma incapacidade. A chance de um velho pobre ficar dependente é 7 vezes maior que a de um velho não pobre. Doenças e incapacidades semelhantes, recursos muito diferentes (Giacomin, 2015) 12, 6% dos idosos vivem sós
Envelhecimento social n Mudança de papéis sociais ao longo da vida n n n Infância e adolescência: brincar e estudar Adulto: estudar, trabalhar, reproduzir, criar os filhos, prover a família Idoso: aposentadoria, tempo livre(? ), . . . Mudança de papéis sociais n Reinserção no mercado de trabalho, nova carreira n
IMPLICAÇÕES PARA A ATENÇÃO AOS IDOSOS
TENDÊNCIAS PARA O SÉCULO XXI CUIDADO GERONTOLÓGICO Muito rápido envelhecimento populacional Aumento das doenças e condições crônicas Cuidados inovadores mudanças nos modelos assistenciais
CUIDADO DA PESSOA IDOSA Compreende a avaliação das condições funcionais e de saúde das pessoas idosas; diagnóstico, planejamento e implementação de serviços e cuidados à saúde que atendam as necessidades identificadas dessa população além da avaliação da efetividade de cada cuidado.
Doenças crônicas Distribuição (%) dos idosos segundo doenças crônicas referidas. São Paulo, Estudo SABE, . 2010 Número de doenças Nenhuma Uma Duas ou mais Doenças crônicas referidas Hipertensão Diabetes DPOC Doença cardiovascular Acidente cerebral vascular % 16, 6 28, 0 55, 4 67, 0 25, 0 9, 2 22, 9 7, 0 Doença osteoarticular 31, 9 Osteoporose 19, 4
FUNCIONALIDADE
FUNCIONALIDADE Níveis de “funcionamento” (função) de uma pessoa em diferentes áreas como: integridade física, autocuidado, desempenho de papéis, estado intelectual, atividades sociais, atitude em relação a si mesmo e estado emocional” (Lawton, 1971)
FUNCIONALIDADE E ENVELHECIMENTO ISSO É IMPORTANTE?
Pergunte a qualquer pessoa como gostaria de morrer:
Pergunte a qualquer pessoa como gostaria de morrer: “. . . de repente”
Pergunte a qualquer pessoa como gostaria de morrer: “. . . de repente” Pergunte às pessoas idosas o que elas mais temem no futuro:
“. . . ficar dependente”
Capacidade funcional (Pnad 2003, 2008) n n n A proporção de pessoas de 60 anos ou mais de idade que não conseguiam ou tinham grande dificuldade de caminhar 100 metros era de 12, 2% em 2003 , passando, em 2008, para 13, 6%. Influência do gênero: 15, 9% das mulheres tinham dificuldade de caminhar 100 metros, contra 10, 9% dos homens Renda per capta: Quanto maior a renda, menor a declaração de incapacidade 58
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA 18/10/2006
CAPACIDADE FUNCIONAL Idosos vulneráveis à fragilização Idosos Independentes Dr. José Luiz Telles - MS
ESTRATÉGIAS DIFERENCIADAS DE AÇÃO Ministério da Saúde, 2006
NECESSIDADE DE AUXILIO PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES COTIDIANAS
ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DE VIDA DIÁRIA R A I IL M A F A C I M IN D A D O Ã Ç A Z I N GA R O E R
ATIVIDADES BÁSICAS DE VIDA DIÁRIA L A I C N E S E R P R O D A D I U C E D DE A D I S S E NEC
AVALIAÇÃO FUNCIONAL INDEPENDENTE PARCIALMENTE DEPENDENTE TOTALMENTE DEPENDENTE
CAPACIDADE FUNCIONAL O que ocorre ao longo da vida?
Um “novo paradigma”: capacidade funcional n Capacidade que a pessoa tem para realizara atividades físicas e mentais necessárias para a manutenção de suas atividades básicas: tomar banho, vestir-se, realizar a higiene pessoal, transferir-se, alimentar-se, manter a continência) e instrumentais (fazer compras, cozinhar, tomar remédios, arrumar a casa, usar o transporte coletivo, o telefone, caminhar certa distância) 67
68
ESCALONAMENTO HIERÁRQUICO DE GUTTMAN RELACIONADO À FUNCIONALIDADE DAS PESSOAS IDOSAS EM 2010 Vestir (21, 4%) NECESSIDADE MÍNIMA Usar transporte (17, 6%) Mobilizar-se (17, 0%) Compras (13, 4%) NECESSIDADE MODERADA Tomar medicamento (12, 3%) Administrar $ (9, 3%) Ir ao Banheiro (8, 6%) Andar (8, 6%) ESTUDO SABE BRITO; NUNES; LEBRÃO; DUARTE, 2010 modificado de RAMOS, et al. , 1993 NECESSIDADE DE CUIDADO Tomar banho (8, 2%) Comer(2, 9%) NECESSIDADE MÁXIMA
Distribuição (%) dos idosos segundo necessidade de cuidado. São Paulo. Estudo SABE, 2010. 11. 7 37. 1 43. 5 7. 6 Autocuidado Necessidade mínima Necessidade moderada Necessidade máxima
AVALIAÇÃO DA PESSOA IDOSA
ENVELHECIMENTO Início - 2 a Década de vida (pouco perceptível) Ao final da 3 a Década - 1 as Alterações funcionais e/ou estruturais A partir da 4 a Década há uma perda aproximada de 1% da função /ano nos diferentes sistemas orgânicos.
COM O ENVELHECIMENTO OCORREM AS SEGUINTES MODIFICAÇÕES GERAIS NO ORGANISMO: do tecido adiposo em MMSS e MMII e uma > concentração da gordura abdominal da altura total da elasticidade dos tecidos corporais alongamento progressivo das orelhas e nariz
HIPERCIFOSE TORÁCIA CIFOESCOLIOSE ↓ DISCOS INTERVERTEBRAIS (achatamento) ALTURA ↓ 1 cm (homens) e 1, 5 cm (mulheres)/ década a partir dos 40 -50 anos
ÁGUA 70% na criança 60% no adulto jovem 52% no idoso Frente a perdas moderadas de líquidos já apresenta DESIDRATAÇÃO EVIDENTE
TERMORREGULAÇÃO
TERMORREGULAÇÃO Regulação da temperatura Habilidade de adaptação térmica comprometida n n n Disfunção hipotalâmica Lentificação da resposta aos pirogênios Dificuldade da produção e conservação do calor n n Redução da gordura subcutânea Lentificação da vasoconstrição periférica
Temperatura basal é mais baixa que nos + jovens Alterações de 1, 3 o. C na temperatura basal (habitualmente medida) deve ser considerado diagnóstico de febre, independente do local onde foi feita Nas infecções a febre está ausente em cerca de 30% dos casos. Quando presente, está associada à doença viral ou bacteriana grave 9 a 10% dos idosos com infecção apresentam Hipotermia e 80% desses entram em choque séptico.
ALTERAÇÕES NA TERMORREGULAÇÃO Dieta inadequada Doenças crônicas ↓ mobilidade Perda de massa magra < isolamento térmico (↓ tec adiposo subcutâneo e ↓ da água corporal - < 60% ↓ taxa metabólica ↓ reflexo de tremor ↓ vasoconstrição periférica ↓ capacidade de detectar a temperatura ambiente Falha na resposta adaptativa ao frio
MODIFICAÇÕES DO SISTEMA TEGUMENTAR
Modificações ndo sistema tegumentar n n n n n Achatamento e junção da derme Lentificação da renovação epidérmica Adelgaçamento da derme Degeneração das fibras de elastina da elasticidade da pele Perda de gordura subcutânea e das glândulas sebáceas e distribuição alterada de melanócitos Alteração na consistência, distribuição e coloração de pelos Crescimento lentificado das unhas (mais frágeis e quebradiças) 81
CORAÇÃO E SISTEMA VASCULAR
MODIFICAÇÕES NO SISTEMA CARDIOVASCULAR: • • da força e da eficiência do mm. cardíaco leva a uma do débito cardíaco sob condições de estresse fisiológico as válvulas atrioventriculares tornam-se mais espessas e rígidas do coração não está associado somente com a idade da força contrátil do músculo cardíaco não é compensada pelo da eficiência dessa contração
CORAÇÃO Diminuição do débito cardíaco por diminuição da força contrátil do miocárdio. Tal diminuição procura ser compensada pelo aumento da FC durante o exercício que demora mais tempo para se normalizar após cessação do estímulo. A presença de hipertensão é comum entre os idosos mas, apesar disso, não pode ser considerada normal no envelhecimento uma vez que predispõe o idoso à insuficiência cardíaca, AVC, doença renal, doença coronariana e doença vascular periférica.
SISTEMA VASCULAR
COM O ENVELHECIMENTO OCORREM AS SEGUINTES MODIFICAÇÕES VASCULARES: • há um da fibrose, do acúmulo de Ca e lipídios e da proliferação celular na túnica íntima (camada + interna) dos vasos contribuindo para o desenvolvimento da aterosclerose • há uma e calcificação das fibras de elastina e do colágeno na túnica média (camada intermediária) ocasionando o enrijecimento dos vasos, da resistência periférica e da PA sistólica • a túnica adventícia (+ externa) é pouco ou nada afetada pelo processo de envelhecimento
TÓRAX E PULMÕES
Diminuição da força da musculatura respiratória, Calcificação das cartilagens intercostais, Desenvolvimento de cifose dorsal decorrente de alterações vertebrais por osteoporose, Aumento da rigidez torácica, Diminuição da expansibilidade pulmonar Diminuição do reflexo de tosse.
MODIFICAÇÕES DO SISTEMA GENITURINÁRIO
MODIFICAÇÕES DO SISTEMA GENITURINÁRIO tecido conjuntivo intersticial tamanho e peso dos rins - atrofia no de néfrons função tubular - reabsorção da glicose (proteinúrias e glicosúrias podem não ter um significado diagnóstico importante) da filtração glomerular - 45% entre 20 e 90 anos do fluxo sanguíneo - 53% da filtração tubular - 50% aos 70 anos Lentificação da excreção de metabólitos
SISTEMA URINÁRIO A hipertrofia da próstata é comum entre os homens idosos deslocando a pressão para o colo da bexiga e resultando em retenção urinária, incontinência e infecção do trato urinário. Os idosos podem apresentar dificuldade em iniciar a micção e na manutenção do jato urinário.
As mulheres idosas, em especial as multíparas, podem apresentar incontinência por estresse ou seja, liberação involuntária de urina quando do aumento da pressão intra-abdominal (tosse, espirro, carregar peso, gargalhar, etc) em decorrência do enfraquecimento da musculatura pélvica e da bexiga. Pode ainda ocorrer outros tipos de incontinência (urgência, funcional, hiperfluxo e mista) mas isso não deve ser considerada uma alteração normal do envelhecimento. co
SISTEMA GENITURINÁRIO • • • urgência miccional e nictúria podem estar presentes entre os idosos enfraquecimento dos mm. da bexiga a capacidade de retenção de urina esvaziamento vesical pode estar dificultado propiciando a ocorrência de infecções enfraquecimento do assoalho pélvico pode ocasionar a liberação involuntária de urina quando do da pressão intra-abdominal cerca de metade dos homens idosos tem algum grau de prostatismo
Consequências n n Uso de fralda (!? ) Isolamento social Diminuição na ingesta de líquidos Desidratação
SISTEMA DIGESTÓRIO
A diminuição da peristalse e das secreções pode levar ao desenvolvimento de intolerância a certos alimentos e desconforto devido ao esvaziamento gástrico retardado. As alterações do trato gastrointentinal inferior podem levar à obstipação, flatulência ou diarréia.
Bôca n n n Dentes: perda de dentes não é normal com o envelhecimento. Edentulismo parcial ou total Uso de dentadura = mastigação de 75 a 85% menos eficiente do que a mastigação natural diminuição no consumo de carnes, frutos e vegetais frescos; dificuldade de higienização, na adaptação (ulcerações, infecções)
Principais problemas n n n Desgaste dental, alteração na mucosa Xerostomia (40%), alteração na capacidade gustativa (80%), língua saburrosa Gengivite, doença periodontal (inflamação gengival, retração, exposição da raiz do dente, perda de estrutura óssea), disfunção da articulação temporo-mandibular Periodontite é fator de risco para osteoporose, diabetes, doenças respiratórias e doenças cardíacas Prótese inadequada/mal adaptada
Esôfago n n Com o envelhecimento, a inervação intrínseca sofre importante redução, alterando sua motilidade; por vezes há relaxamento do esfíncter superior, (assintomático), disfagia Limiar de dor esofágica aumentado, assim queixa de dor esofágica não deve ser associada à gravidade de lesão nesse órgão
Estômago n n Discreta a moderada demora no esvaziamento gástrico, principalmente para líquidos Redução na secreção de ácido clorídrico (manifestação de gastrite atrófica. Em idosos saudáveis não), de pepsina e de fator intrínseco para absorção de vit B 12. Hipocloridria pode levar a redução na absorção de Ferro, mas não leva à anemia. Alteração no muco protetor da mucosa gástrica
Intestino Delgado n n Redução da superfície mucosa, redução das vilosidades intestinais. O tempo de trânsito intestinal não se altera, mas pode haver alterações na motilidade, que permitem a proliferação de bactérias ( Peso). Função absortiva pouco alterada para a maioria dos nutriente, incluindo açúcares e proteínas. Discreta redução na absorção de lipídeos Redução de absorção de: Vit D, ác. fólico, Vit B 12, cálcio, cobre, zinco, ácidos graxos e colesterol Pode haver aumento na absorção de vit A e glicose
Intestino grosso n n n Perda de elasticidade da musculatura lisa. Aumento na prevalência de constipação (sedentarismo, dieta pobre em fibras e líquidos e alterações hormonais), na incidência de neoplasias e na prevalência de doença diverticular Prevalência de incontinência fecal é maior em idosos (déficit cognitivo, AVC, neuropatia diabética, alterações na musculatura do esfíncter exterior, na elasticidade retal)
SISTEMA NERVOSO Diminuição neuronal contínua a partir da metade da 2ª década de vida levando, na velhice, a alterações funcionais. Menor sensação de equilíbrio e respostas motoras desordenadas podem ocorrer.
DEMÊNCIA n Doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro. n A Doença de Alzheimer e doenças similares ocasionam uma severa e progressiva perda de memória que atinge pessoas sadias de meia-idade e idosas, e criam um profundo impacto nas pessoas com demência e nos membros de suas famílias. n A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro e não um envelhecimento normal.
CONCEITO DE DEMÊNCIA • • Alteração progressiva da memória suficiente para interferir com o dia a dia. Alteração associada em outra área da cognição (p. ex. função executiva ou linguagem). Podem haver alterações do comportamento associadas As alterações devem ocorrer com nível de consciência preservado
A DEMÊNCIA É UMA DOENÇA COMUNITÁRIA • Atinge a família inteira, ou seja, a sua estrutura emocional, organizacional e financeira. • Surpreende todos pela falta de conhecimento da doença, e principalmente, de saber como cuidar. • Não importa o tamanho da família. • Atinge a vida social de todos os membros da família bem como a comunidade onde vivem.
ALTERAÇÕES NO SONO
As alterações no sono são frequentemente reportadas pelas pessoas idosas e incluem: • diminuição do tempo de sono total; • dificuldade para dormir e para permanecer dormindo; • dificuldade para voltar a dormir depois de acordar; • despertar muito cedo; • cochilo diurno excessivo
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS QUE OCORREM NO ENVELHECIMENTO INÍCIO DISCRETO E PROGRESSIVO Não causam insuficiência absoluta do órgão ou sistema (exceções) gradativa da reserva funcional; comprometimento da capacidade de adaptação às modificações do meio interno e/ou externo
PROGRESSIVA DA CAPACIDADE DE MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO HOMEOSTÁTICO CONDIÇÕES BASAIS CONDIÇÕES DE SOBRECARGA não produz distúrbio funcional ↑ risco de desenvolvimento de morbidades
Queda Funcional Fisiológica (Senescência) Senescência Queda Funcional Patológica (Senilidade) Senilidade Grandes Síndromes Geriátricas Epifenômenos e Sintomas Variados Pneumonia, Infecção, Fraturas, etc
AS GRANDES SÍNDROMES GERIÁTRICAS � � � � Incontinência Iatrogenia Instabilidade postural Imobilidade Insuficiência cognitiva Insuficiência familiar Fragilidade Guimarães, 2004
de da li ni Se ia c Se s ne c ên Iatrogenia Incontinência Ins. cognitiva Imobilidade Instabilidade Manifestações Fragilidade
EFE I T DOM O INÓ
Síndrome da fragilidade 115
CUIDADO DA PESSOA IDOSA
NECESSIDADE DE CUIDADO RECEBIDO
RECURSOS NECESSI DADES
Quais os desafios para a saúde pública? n Contexto do envelhecimento brasileiro n n n Políticas públicas de proteção social: saúde, previdência e assistência Pobreza, doenças crônicas Escassez de serviços de cuidados de longa duração 119
Desafios. . . n Como envelhecer “bem”? n n n n Qualidade de vida e trabalho ao longo do curso de vida, segurança Compressão da morbidade, controle de doenças crônicas Participação social, educação, engajamento com a vida Infraestrutura urbana Serviços Recursos humanos Financiamento dos cuidados 120
n Envelhecimento com incapacidade: quem cuidará dos idosos? n n Família, sociedade e Estado Serviços para a atenção ao idoso: n n n Centro de convivência Centro dia Hospital Dia Atenção domiciliária Hospitalização Institucionalização 121
Alternativas de cuidados de longa duração Intensivo Hospitalização Menos intensivo Clínicas geriátricas Residências coletivas Internações de curta duração Abrigos Serviços comunitários Centros-dia Visitas domiciliares Ajuda doméstica Apoio familiar Benefícios monetários para cuidadores Grupos de apoio a cuidadores Fonte: Dados extraídos de Redondo e. Lloyd-Sherlock (2009, p. 6) In Camarano e Mello, 2010. p 20 122
n o envelhecimento da população representa dois grandes desafios: estruturar o atendimento do idoso enfermo e/ou dependente, ao mesmo tempo, adotar um conjunto de políticas de promoção da saúde e de prevenção para que as pessoas possam envelhecer livres de incapacidade. 123
Fim da vida n n n Final do ciclo vital A morte é um evento inexorável para todos s seres vivos 9 em 10 pessoas morrerão de doenças crônicas, degenerativas ou câncer (morte anunciada) n 124
n n n Não estamos preparados para morrer, nem para lidar com a morte. O aumento da tecnologia não veio acompanhado com um aumento do preparo dos profissionais de saúde para lidar com a morte Segundo Elizabeth Kubler Ross, há 5 estágios pelos quais as pessoas passam quando estão na fase final de vida: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação https: //www. youtube. com/watch? v=ZMi-R 8 hq. Iy. A 125
Diretivas de final de vida n n Testamento vital: lista as vontades da pessoa sobre os tratamentos que deseja ou não ser submetido em caso de doença terminal (só não tem valor caso o médico entenda que o procedimento pode contribuir para a cura ou seja um infração ao código de ética médica) Onde deseja ser cuidado, orientações para cuidados ao final de vida, velório, enterro/cremação Pode ser registrado em cartório, mas não existe garantia de que a vontade do paciente será respeitada https: //www. youtube. com/watch? gl=LU&hl=fr&v=5 SY Tkquhhw. U 126
O cuidado paliativo n n Ana Cláudia Arantes TED x https: //www. youtube. com/watch? v=ep 3 54 ZXKBEs 127
































































































































