Fisiologia Cardiovascular Fisiologia do SNA Plnio Vasconcelos Maia

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Fisiologia Cardiovascular & Fisiologia do SNA Plínio Vasconcelos Maia Hospital Municipal Esaú Matos (Vitória

Fisiologia Cardiovascular & Fisiologia do SNA Plínio Vasconcelos Maia Hospital Municipal Esaú Matos (Vitória da Conquista, BA) www. paulomargotto. com. br Brasília, 23 de agosto de 2014

Objetivo da aula • Estudar a íntima relação entre o sistema cardiovascular e o

Objetivo da aula • Estudar a íntima relação entre o sistema cardiovascular e o sistema nervoso autônomo • O entendimento dos efeitos da intervenções clínicas sobre o SCV passa necessariamente pelo entendimento do funcionamento do SNA, que é o principal regulador do SVC

Objetivo da aula • Na população neonatal, o correto entendimento das respostas cardiovasculares e

Objetivo da aula • Na população neonatal, o correto entendimento das respostas cardiovasculares e autonômicas passa, necessariamente, pelo entendimento da “transformação” e do “desenvolvimento” que ocorrem no sistema cardiocirculatório fetal após o nascimento.

Circulação Fetal • Alta resistência vascular pulmonar • Baixa resistência vascular periférica • Shunt

Circulação Fetal • Alta resistência vascular pulmonar • Baixa resistência vascular periférica • Shunt direita-esquerda – Pelo forame oval – Pelo canal arterial

Circulação Fetal • Ao nascimento e após o início da respiração: – Queda da

Circulação Fetal • Ao nascimento e após o início da respiração: – Queda da resistência vascular pulmonar – Aumento da resistência vascular sistêmica – Fechamento funcional do forame oval – Shunt bidirecional pelo canal arterial pode ocorrer até 24 hr de vida, até o fechamento funcional – Fechamento anatômico em pouco dias.

Circulação Fetal • Hipoxemia ou acidose durante os primeiros dias de vida: retorno da

Circulação Fetal • Hipoxemia ou acidose durante os primeiros dias de vida: retorno da circulação ao padrão fetal – – vasoconstrição arterial pulmonar hipertensão pulmonar redução do fluxo sanguíneo pulmonar Aumento da pressão em átrio esquerdo: pode abrir forame oval e canal arterial

Saturação de O 2 Pressões

Saturação de O 2 Pressões

Adaptação Neonatal • Adaptação neonatal – Gradiente AE>AD: fechamento funcional do FO • Fechamento

Adaptação Neonatal • Adaptação neonatal – Gradiente AE>AD: fechamento funcional do FO • Fechamento funcional do CA: 10 a 15 hrs. – Aumento da Pa. O 2 – Queda da RVP (Pa. P 60 mm. Hg 20 mm. Hg) – Aumenta FSP (20 ml/Kg/min 180) – Aumento da RVS

Miocárdio • O miocárdio imaturo desenvolve menos força contra um carga do que a

Miocárdio • O miocárdio imaturo desenvolve menos força contra um carga do que a do adulto (Anderson et al. , 1984) – Tolera pouco maiores aumentos da pós-carga • Menor velocidade e quantidade de encurtamento do sarcômero em relação ao adulto (Nassar et ai. , 1987). – Menor reserva inotrópica

Miocárdio • Alto conteúdo de colágeno, alta relação entre colágeno Tipo I e Tipo

Miocárdio • Alto conteúdo de colágeno, alta relação entre colágeno Tipo I e Tipo III podem ser responsáveis por menor complacência e menor capacidade de tolerar sobrecarga volêmica • Limita a capacidade de aumentar DC após aumento da pré-carga

Miocárdio • Papel limitado do mecanismo de Frank. Starling • Dependencia da FC para

Miocárdio • Papel limitado do mecanismo de Frank. Starling • Dependencia da FC para manter DC – DC = FC x Volume sistólico – Volume sistólico depende de: pré-carga, póscarga, contratilidade, sincronismo.

SN Simpático • O sistema nervoso simpático modula uma vasta gama de eventos críticos

SN Simpático • O sistema nervoso simpático modula uma vasta gama de eventos críticos no miocárdio em desenvolvimento – crescimento celular – diferenciação e distribuição de sensibilidade ao cálcio. – Aumento da quantidade de neurotransmissores e o número de receptores adrenégicos

Anatomia do SNA

Anatomia do SNA

Anatomia do SNA

Anatomia do SNA

Fisiologia do SNS

Fisiologia do SNS

Fisiologia do SNS

Fisiologia do SNS

Receptores SNP

Receptores SNP

Fisiologia do SNS Metabolismo • Recaptação neuronal é o principal mecanismo responsável pelo término

Fisiologia do SNS Metabolismo • Recaptação neuronal é o principal mecanismo responsável pelo término de sua ação • Metabolismo hepático, renal e pulmonar

Fisiologia do SNS Metabolismo • Os pulmões funcionam como filtro bioquímico no clearance plasmático

Fisiologia do SNS Metabolismo • Os pulmões funcionam como filtro bioquímico no clearance plasmático das catecolaminas endógenas – 25% da noradrenalina.

Fisiologia do SNS & SCV • Metabolismo – Vasos sanguíneos: pouca recaptação de noradrenalina

Fisiologia do SNS & SCV • Metabolismo – Vasos sanguíneos: pouca recaptação de noradrenalina – Tonus vascular: taxas rápidas de síntese norepinefrina – Coração: alta taxa de recaptação

Fisiologia SCV • Manipulação farmacológica do sistema cardiovascular tem como objetivo melhorar a perfusão,

Fisiologia SCV • Manipulação farmacológica do sistema cardiovascular tem como objetivo melhorar a perfusão, global ou de órgãos nobres, através: – Do aumento do inotropismo do miocárdio ou – Da alteração do tônus vascular • O mediador final comum para ambos processos é a modulação da concentração de cálcio no citosol.

Receptores Farmacológicos

Receptores Farmacológicos

Receptores Farmacológicos • Receptores Alfa 1 (pós-sinápticos): – Musculatura lisa por todo o corpo

Receptores Farmacológicos • Receptores Alfa 1 (pós-sinápticos): – Musculatura lisa por todo o corpo (midríase, broncoconstrição, vasoconstrição) – Vasoconstricção arteriolar nos leitos: cutâneo, renal e esplâncnico. – Aumento das pressões de perfusão coronariana e cerebral. – Inotrópico positivos em mamíferos

Receptores Farmacológicos • Receptores Alfa 2 (pré-sináptico): – Inibe ativação da adenilciclase: limita liberação

Receptores Farmacológicos • Receptores Alfa 2 (pré-sináptico): – Inibe ativação da adenilciclase: limita liberação de noradrenalina. – SNS: sedação + reduz fluxo simpático: • Diminuição em RVS • Diminuição do DC • Inotropismo negativo – Clonidina e dexmedetomidina

Receptores Farmacológicos • Receptores Beta 1 (pós-sináptico): – Aumento da função dos tecidos do

Receptores Farmacológicos • Receptores Beta 1 (pós-sináptico): – Aumento da função dos tecidos do coração. – Dwon regulation em situações de estimulação crônica por catecolaminas ou insuficiência cardíaca – Aumenta lipólise e glicogenólise – Liberação de renina

Receptores Farmacológicos • Receptores Beta 2 (pré-sinaptico): – 15% dos receptores dos ventrículos e

Receptores Farmacológicos • Receptores Beta 2 (pré-sinaptico): – 15% dos receptores dos ventrículos e 30 -40% dos átrios – Não sofrem Down regulation – Principal receptor beta da musculatura lisa vascular – Musculatura lisa e células glandulares. – Remove cálcio do citosol para o reticulo endoplasmático

Receptores Farmacológicos • Receptores Beta 2 (pré-sináptico): – Broncodilatação – Acentua os efeitos cronotrópicos

Receptores Farmacológicos • Receptores Beta 2 (pré-sináptico): – Broncodilatação – Acentua os efeitos cronotrópicos dependentes de receptores Beta 1 – Vasodilatação arteriolar: principalmente em nível muscular • Diminuição da pressão arterial sistêmica. – Ativa bomba Na. K – Hiperglicemia

Receptores Farmacológicos

Receptores Farmacológicos

Inervação Autonômica • Coração: inervação simpática – T 1 -T 4 – Gânglio estrelado

Inervação Autonômica • Coração: inervação simpática – T 1 -T 4 – Gânglio estrelado direito • Região epicárdica anterior • Septo interventricular • Aumenta freqüência cardíaca – Gânglio estrelado esquerdo • Superfície posterior e lateral dos ventrículos • Inotropismo, aumenta pressão arterial

Inervação Autonômica • Vasos Sanguíneos – SNS: exclusivo na maior partes dos vasos. –

Inervação Autonômica • Vasos Sanguíneos – SNS: exclusivo na maior partes dos vasos. – Arteríolas e veias – Alfa-2: vasodilatação – Alfa-1: vasoconstrição • Pele, mesentério e mucosas

SNS & SRAA • Renina: 85% da pressão arterial em repouso

SNS & SRAA • Renina: 85% da pressão arterial em repouso

Reflexos SNA & SCV • Reflexo barorreceptor – Manutenção da pressão arterial – Capacidade

Reflexos SNA & SCV • Reflexo barorreceptor – Manutenção da pressão arterial – Capacidade limitada

Reflexos SNA & SCV • Reflexo de Bainbridge – Receptores de estiramento – Átrio

Reflexos SNA & SCV • Reflexo de Bainbridge – Receptores de estiramento – Átrio direito – Junção cavoatrial – Distensão do átrio direito causa diminuição reflexa da atividade parassimpática. • Taquicardia na sobrecarga volêmica

Reflexos SNA & SCV • Reflexo de Bezold-Jarisch – Quimioreceptores ventriculares – Via aferente

Reflexos SNA & SCV • Reflexo de Bezold-Jarisch – Quimioreceptores ventriculares – Via aferente e eferente: nervo vago – Bradicardia sinusal, hipotensão arterial, vasodilatação periférica, sialorreia, náuseas e broncoespasmo. – Este reflexo pode ser abolido com atropina

Reflexos SNA & SCV • Reflexo Oculocardíaco • Manobra de Valsalva – Diminuição do

Reflexos SNA & SCV • Reflexo Oculocardíaco • Manobra de Valsalva – Diminuição do retorno venoso diminuição do DC estimula barorreceptor aumento da aitivdade do SNS

Adrenérgicos e Vasodilatadores

Adrenérgicos e Vasodilatadores

Introdução • O objetivo de toda a manipulação farmacológica do SNA e SCV é

Introdução • O objetivo de toda a manipulação farmacológica do SNA e SCV é manter o consumo de oxigênio dentro da normalidade, ou seja, manter o DO 2 acima do DO 2 crítico

Simpatomiméticos Classificação • Catecolaminas naturais – Adrenalina – Noradrenalina – Dopamina • Catecolaminas sintéticas

Simpatomiméticos Classificação • Catecolaminas naturais – Adrenalina – Noradrenalina – Dopamina • Catecolaminas sintéticas – Isoproterenol – Dobutamina

Simpatomiméticos Classificação: • Fármacos não catecolaminérgicos (sintéticos) – Efedrina – Metaraminol – Fenilefrina

Simpatomiméticos Classificação: • Fármacos não catecolaminérgicos (sintéticos) – Efedrina – Metaraminol – Fenilefrina

Simpatomiméticos DO 2 = DC x Ca. O 2

Simpatomiméticos DO 2 = DC x Ca. O 2

Adrenalina • 0, 02 mcg/Kg/min: Beta 2 em vasos periféricos • 0, 05 mcg/Kg/min:

Adrenalina • 0, 02 mcg/Kg/min: Beta 2 em vasos periféricos • 0, 05 mcg/Kg/min: Beta 1 • >0, 1 a 0, 3 mcg/Kg/min: Alfa e Beta • 2 a 10 x mais potente que noradrenalina na diminuição do FSR

Adrenalina • • Acelera fase 4 do potencial de ação Cronotrópico positivo Inotrópico positivo

Adrenalina • • Acelera fase 4 do potencial de ação Cronotrópico positivo Inotrópico positivo Diminui a eficiência do miocárdio: o aumento no consumo de O 2 pelo miocárdio é maior que o aumento no inotropismo.

Adrenalina • 0, 02 mcg/Kg/min: Beta 2 em vasos periféricos – Vasodilatador periférico •

Adrenalina • 0, 02 mcg/Kg/min: Beta 2 em vasos periféricos – Vasodilatador periférico • T 1/2 B de 1 minuto • População pediátrica: usado no choque refratário.

Noradrenalina • Neurotransmissor liberado nas terminações nervosas simpáticas pós-ganglionares. • Suprarrenal 20% • Potente

Noradrenalina • Neurotransmissor liberado nas terminações nervosas simpáticas pós-ganglionares. • Suprarrenal 20% • Potente estimulante Alfa 1 • Potencia equivalente à adrenalina em estimular receptores Beta 1

Noradrenalina • • • Aumenta fluxo coronariano Aumenta pressão de perfusão cerebral Aumenta retorno

Noradrenalina • • • Aumenta fluxo coronariano Aumenta pressão de perfusão cerebral Aumenta retorno venoso Pode alterar a resistência vascular pulmonar Não aumenta o DC. Diminui fluxo sanguíneo para rins, pele e mesentério

Noradrenalina • Diminui fluxo sanguíneo para rins, pele e mesentério • Em voluntários sadios:

Noradrenalina • Diminui fluxo sanguíneo para rins, pele e mesentério • Em voluntários sadios: diminui clearance de creatinina • Em pacientes hipotensos pode aumentar débito urinário

Noradrenalina • Vasopressor de primeira escolha na hipotensão causada pelo choque séptico em adultos

Noradrenalina • Vasopressor de primeira escolha na hipotensão causada pelo choque séptico em adultos • Acidose metabólica. • Aumenta trabalho cardíaco • Aumenta consumo de O 2 cardíaco

Noradrenalina • Eleva pressões na artéria pulmonar – Cateter de átrio esquerdo – Podemos

Noradrenalina • Eleva pressões na artéria pulmonar – Cateter de átrio esquerdo – Podemos associar um vasodilatador pulmonar • Extravasamento pode causar necrose tecidual.

Dopamina • 0, 5 a 3 mcg/Kg/min: D 1 • 3 a 10 mcg/Kg/min:

Dopamina • 0, 5 a 3 mcg/Kg/min: D 1 • 3 a 10 mcg/Kg/min: Beta 1 • > 10 mcg/Kg/min: Alfa 1

Dopamina • Ação indireta: liberação de noradrenalina nos terminais nervosos • Não atravessa a

Dopamina • Ação indireta: liberação de noradrenalina nos terminais nervosos • Não atravessa a BHE em quantidades suficientes para ação no SNC. • Menor efeito arritmogênico que a adrenalina. • JAMA 1994; 272: 1354– 1357: fim da “dopa renal”

Dopamina • Pode atravessar BHE em neonatos pré-termos – Sem aumento na velocidade de

Dopamina • Pode atravessar BHE em neonatos pré-termos – Sem aumento na velocidade de fluxo em artéria cerebral média • A study in 35 very low birth weight neonates with hypotension randomly assigned to receive dopamine or dobutamine confirmed an inhibitory dopamine effect on prolactin, thyroid-stimulating hormone, and thyroxine secretion

Dopamina • No neonato: – Ainda é a primeira linha no tratamento do choque

Dopamina • No neonato: – Ainda é a primeira linha no tratamento do choque séptico refratário à reposição volêmica.

Dobutamina • Catecolamina sintética com ação seletiva nos receptores Beta 1 • L-isômero: potente

Dobutamina • Catecolamina sintética com ação seletiva nos receptores Beta 1 • L-isômero: potente Alfa 1 agonista. • D-isômero: potente Beta 1 e Beta 2 agonista e antagonista Alfa 1, com maior atividade Beta 1. • D-isômero é 10 vezes mais potente que o Lisômero

Dobutamina • Aumento dose dependente do DC, sem alterações significativas na PA e FC.

Dobutamina • Aumento dose dependente do DC, sem alterações significativas na PA e FC. • Diminui discretamente a RVS por efeito nos receptores Beta 2 • Diminui resistência vascular pulmonar, aumenta shunt intrapulmonar. • Diminui pressões de enchimento ventricular e aumenta fluxo coronariano.

Fenilefrina • Agonista Alfa 1. • Pequeno efeito indireto liberando noradrenalina. • Menor efeito

Fenilefrina • Agonista Alfa 1. • Pequeno efeito indireto liberando noradrenalina. • Menor efeito sobre receptores Alfa 2 • Efeito maior no leito venoso

Metaraminol • Age como falso neurotransmissor, substituindo a noradrenalina na terminação nervosa • Potencia

Metaraminol • Age como falso neurotransmissor, substituindo a noradrenalina na terminação nervosa • Potencia 10 vezes menor que a noradrenalina – Hipotensão profunda após retirada súbita de infusão contínua. – Hipotensão após 2 -3 horas de infusão no paciente hipertenso.

Clonidina • Agonista Alfa-2 200: 1 (α 2: α 1). • Reduz a liberação

Clonidina • Agonista Alfa-2 200: 1 (α 2: α 1). • Reduz a liberação central e periférica de noradrenalina. • Não afeta reflexo barorreceptor: ausência de hipotensão ortostática. • BB não seletivo na retirada da clonidina pode piorar a hipertensão

Dexmedetomidina • Agonista Alfa-2 1600: 1 • Sedação, analgesia e amnésia

Dexmedetomidina • Agonista Alfa-2 1600: 1 • Sedação, analgesia e amnésia

Vasodilatadores • Os vasodilatadores periféricos com ação na circulação sistêmica são mais frequentemente utilizados

Vasodilatadores • Os vasodilatadores periféricos com ação na circulação sistêmica são mais frequentemente utilizados na clínica para: • Tratar crises hipertensivas • Produzir hipotensão “controlada” • Facilitar a ejeção ventricular esquerda

Vasodilatadores • Conceitualmente, esses agentes diminuem a PA por: – Decréscimo da resistência vascular

Vasodilatadores • Conceitualmente, esses agentes diminuem a PA por: – Decréscimo da resistência vascular sistêmica: vasodilatadores arteriais – Decréscimo do retorno venoso e DC: vasodilatadores venosos

Nitroprussiato de Sódio • Vasodilatador periférico não seletivo de ação direta: arterial e venoso.

Nitroprussiato de Sódio • Vasodilatador periférico não seletivo de ação direta: arterial e venoso. • Ausência de efeito significativo em musculatura lisa não-vascular. • Extremamente potente, exige monitorização rigorosa da PA durante sua utilização, preferencialmente de forma contínua.

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio Efeitos Cardiovasculares • Vasodilatação arterial e venosa: PA. • retorno venoso

Nitroprussiato de Sódio Efeitos Cardiovasculares • Vasodilatação arterial e venosa: PA. • retorno venoso => pressão em AD • resistência vascular pulmonar • Reflexo barorreceptor: FC e inotropismo.

Nitroprussiato de Sódio Efeitos Cardiovasculares • DC: pode aumentar na IC, regurgitação Ao e

Nitroprussiato de Sódio Efeitos Cardiovasculares • DC: pode aumentar na IC, regurgitação Ao e Mitral • PA => FSR renal => hipertensão rebote na interrupção • Pré-carga: diminui o trabalho miocárdico.

Nitroprussiato de Sódio Fluxo sanguíneo cerebral: • Vasodilatador: FSC e Volume sanguíneo cerebral. •

Nitroprussiato de Sódio Fluxo sanguíneo cerebral: • Vasodilatador: FSC e Volume sanguíneo cerebral. • Pacientes complacência cerebral diminuída: PIC • Hiperóxia e hipocarbia: amenizam/impedem PIC • Os efeitos potencialmente adversos na PIC não ocorrem se a droga é administrada após abertura cirúrgica da dura máter.

Nitroprussiato de Sódio Vasoconstrição pulmonar hipóxica: • Atenuação da vasoconstrição pulmonar hipóxica: • Aumenta

Nitroprussiato de Sódio Vasoconstrição pulmonar hipóxica: • Atenuação da vasoconstrição pulmonar hipóxica: • Aumenta shunt intrapulmonar • Pa. O 2

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio Agregação plaquetária: • Aumento no GMPc inibe agregação plaquetária Anesthesiology 1989;

Nitroprussiato de Sódio Agregação plaquetária: • Aumento no GMPc inibe agregação plaquetária Anesthesiology 1989; 70: 611 -615;

Nitroprussiato de Sódio Toxicidade: • Cianeto • Metemoglobinemia • Tiocinato

Nitroprussiato de Sódio Toxicidade: • Cianeto • Metemoglobinemia • Tiocinato

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio

Nitroprussiato de Sódio Intoxicação por Cianeto: • Até 2 mcg/Kg/min não há acúmulo de

Nitroprussiato de Sódio Intoxicação por Cianeto: • Até 2 mcg/Kg/min não há acúmulo de cianeto • Cianeto + metemoglobina = cianometemoglobina • Cianeto + tiossulfato = tiocinato • Cianeto + citocromoxidase = intoxicação por cianeto. • Anóxia celular: metabolismo anaeróbio e acidose lática – Arritmias cardíacas – Aumento da quantidade de O 2 venoso: paralisia da citocromo oxidase

Nitroprussiato de Sódio Intoxicação por Cianeto: • Sinal precoce de intoxicação: resistência aguda aos

Nitroprussiato de Sódio Intoxicação por Cianeto: • Sinal precoce de intoxicação: resistência aguda aos efeitos hipotensores do nitroprussiato. => mecanismo não elucidado. • Usar por períodos curtos em gestantes, pelo potencial de intoxicação fetal por cianeto.

Nitroprussiato de Sódio Tratamento da intoxicação por cianeto: • Interromper a infusão • Oferecer

Nitroprussiato de Sódio Tratamento da intoxicação por cianeto: • Interromper a infusão • Oferecer O 2 a 100% (apesar de Sp. O 2 normal) • Tiossulfato de sódio 150 mg/Kg, correr em 15 minutos. – Age como doador de sulfato, convertendo cianeto em tiossinato. • Nitrato de Sódio a 3% 5 mg/kg, correr em 5 minutos – Age oxidando a hemoglobina em metemogblobina • Hidroxicobalamina + Cianeto = cianocobalamina – 25 mg/Hora até 100 mg.

Nitroprussiato de Sódio Intoxicação por tiocinato: • Depurado pelos rins: T 1/2 de eliminação

Nitroprussiato de Sódio Intoxicação por tiocinato: • Depurado pelos rins: T 1/2 de eliminação de 3 a 7 dias • Evento raro – Seria necessário uma infusão de 7 a 14 dias a 25 mcg/Kg/min para produzir concentrações potencialmente tóxicas de tiocinato. • Sintomatologia: fadiga, náuseas, vômitos, hiperreflexia, confusão mental, psicose, miose => convulsões, coma.

Nitroprussiato de Sódio Metemoglobinemia: • Efeitos adversos são raros, a não ser que o

Nitroprussiato de Sódio Metemoglobinemia: • Efeitos adversos são raros, a não ser que o paciente tenha alguma inabilidade congênita para converter metemoglobina em hemoglobina

Nitroprussiato de Sódio Dose: • 0, 3 mcg/Kg/min • 10 mcg/Kg/min (por no máximo

Nitroprussiato de Sódio Dose: • 0, 3 mcg/Kg/min • 10 mcg/Kg/min (por no máximo 10 minutos) • >2 mcg/Kg/min: resulta em acúmulo de cianeto – Associar adjuvantes – Associar hidrocobalamina

Nitroglicerina • Nitrato orgânico que age preferencialmente nos leitos de capacitância • Pode ser

Nitroglicerina • Nitrato orgânico que age preferencialmente nos leitos de capacitância • Pode ser utilizada pelas vias: – Venosa – Sublingual – Transdérmica • Mecanismo de ação: geração de NO • Metabolismo: hidrólise no fígado e sangue, com formação de nitrito, que pode converter Hb (Fe 2+) em Mete. Hb (Fe 3+)

Nitroglicerina

Nitroglicerina

Nitroglicerina Efeitos Cardiovasculares: Venodilatação: Retorno Venoso, PDFVd PDFVe • DC • RVS e RVP

Nitroglicerina Efeitos Cardiovasculares: Venodilatação: Retorno Venoso, PDFVd PDFVe • DC • RVS e RVP • Aumenta fluxo subendocárdico: aumenta fluxo coronariano para áreas isquêmicas. • PDFVd PDFVe: – Demanda miocárdica de O 2 e Perfusão endocárdica • Menor hipertensão rebote

Óxido Nítrico 1987: Fator relaxante de endotélio foi identificado como sendo o NO: Palmer

Óxido Nítrico 1987: Fator relaxante de endotélio foi identificado como sendo o NO: Palmer RMJ, Ferrige AG, Moncada SA. Nitric oxide release accounts for the biological activity of endothelium-derived relaxing factor. Nature 1987; 327: 524– 526

Óxido Nítrico Síntese e transporte: • Óxido nítrico sintetase: produzem NO a partir da

Óxido Nítrico Síntese e transporte: • Óxido nítrico sintetase: produzem NO a partir da Larginina. • Forma constitutiva: isoformas endotelial e neuronal. – Produzido no endotélio, difunde-se rapidamente para o interior da célula muscular lisa vascular. • Forma indutível: é cálcio dependente, participa citotoxidade dos macrófagos, vasodilatação do choque séptico.

Óxido Nítrico

Óxido Nítrico

Óxido Nítrico Efeitos Cardiovasculares: • Regulador do tônus vascular • Produção endotelial do NO

Óxido Nítrico Efeitos Cardiovasculares: • Regulador do tônus vascular • Produção endotelial do NO determina a distribuição do DC • Produzido principalmente pelas artérias • PO 2: aumenta produção de NO

Óxido Nítrico Plaquetas: • GMPc: Ca intravelular: inibe agregação plaquetária. Sistema Nervoso: • Neurotransmissor:

Óxido Nítrico Plaquetas: • GMPc: Ca intravelular: inibe agregação plaquetária. Sistema Nervoso: • Neurotransmissor: SNC e SNP • Antinocicepção e modulação de feitos anestésicos.

Óxido Nítrico NO inalado: • Vasodilatação com queda na resistência vascular pulmonar • Sem

Óxido Nítrico NO inalado: • Vasodilatação com queda na resistência vascular pulmonar • Sem efeitos sistêmicos: reage rapidamente com a Hb. • É um gás inalado: maior concentração em áreas bem ventiladas: diminui os defeitos V/Q. • Dose habitual: 0, 5 a 20 ppm – Aumento pode causar queda paradoxal na Pa. O 2

Óxido Nítrico Toxicidade: • NO inalado é rapidamente oxidado em NO 2, especialmente sob

Óxido Nítrico Toxicidade: • NO inalado é rapidamente oxidado em NO 2, especialmente sob altas concentrações de O 2 2 NO + O 2 N 2 O 4 2 NO 2 • Limite superior para o NO 2 inalado é de 5 ppm • Efeitos tóxicos: edema pulmonar e pneumonite química