LINGUSTICA CONCEITOS METODOLGICOS SEMITICA SIGNO SEMIOSE 1 Profa











![TRI NGULO SEMIÓTICO significado Signo lingüístico Interpretante “x” significante Signo Objeto/Referente [cavalo] /cavalo/ intérprete TRI NGULO SEMIÓTICO significado Signo lingüístico Interpretante “x” significante Signo Objeto/Referente [cavalo] /cavalo/ intérprete](https://slidetodoc.com/presentation_image/24374a9a133af64e0fb44d0a82029330/image-12.jpg)









![OBJETO DO SIGNO. Está no universo das coisas ou das expectativas . [algo] individual. OBJETO DO SIGNO. Está no universo das coisas ou das expectativas . [algo] individual.](https://slidetodoc.com/presentation_image/24374a9a133af64e0fb44d0a82029330/image-22.jpg)


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LINGUÍSTICA: CONCEITOS METODOLÓGICOS (SEMIÓTICA, SIGNO, SEMIOSE) 1 Profa Dra Vânia Mara Alves Lima Profa Dra Cibele de Araújo Camargo dos Santos Disciplina: Linguística documentária 2017 ECA/USP
LÍNGUA/SIGNOS Não é uma nomenclatura que se aplica a uma realidade preexistente. Signos não são etiquetas que são colocadas nas coisas. Signos são uma forma de apreender a realidade. A língua é uma forma de categorizar, organizar e interpretar o mundo. Exemplo: No léxico de uma língua agrupamos nomes em classes: violeta, rosa, margarida pertence à classe das flores e ao mesmo tempo podemos falar de coisas que nem existem. 2
ATIVIDADE LINGUÍSTICA Palavras denominam conceitos. Conceitos ordenam a realidade, categorizam o mundo. Apagar / Deletar Só através dos signos distinguimos 2 ideias de modo claro e constante. O significado é composto de traços funcionais como morde/não morde; come cerais/não come cereais 3
SEMIÓTICA OU SEMIOLOGIA? . Estudo das significações. Estudo da vida dos signos no seio da vida social. Teoria geral dos modos de significar Semiologia Termo mais usado na tradição européia Semiótica termo mais usado nos países anglo-saxônicos; hoje, generalizado 4
SEMIÓTICA Técnica de pesquisa que a Filosofia da Linguagem pratica expressamente para falar de signos e que consegue dizer-nos de um modo bastante exato como funcionam a comunicação e a significação. É a disciplina que estuda as relações entre código e mensagem e entre signo e discurso. 5
O SIGNO COMO ELEMENTO DO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO O signo é usado para transmitir uma informação, para indicar a alguém alguma coisa que um outro conhece e quer que os outros também conheçam. E M D Mensagem organização complexa de muitos signos. código Sistema de significação comum ao Emissor e ao Destinatário com uma série de regras que atribui ao signo um significado. 6
PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO SEM CÓDIGO Processos de estímulo resposta Estímulo = não está por outra coisa, mas provoca outra coisa; não há inferência, nem processo lógico-intelectual; processo não-reversível. Exemplo: Uma luz forte que me obriga a fechar os olhos. 7
PROCESSO SÍGNICO É reversível podendo-se passar do signo ao seu referente e vice-versa, característica dos processos intelectuais. Exemplo: Ordem verbal que me manda fechar os olhos. Decodifico a mensagem (processo sígnico) e depois decido se vou obedecer (processo volitivo). 8
O SIGNO COMO ELEMENTO DO PROCESSO DE SIGNIFICAÇÃO Para os Estóicos em cada processo sígnico deve-se distinguir: semainon signo, entidade física ou o que é dito pelo signo e que não representa uma entidade física semainomen objeto a que o signo se refere, entidade física, acontecimento, ação pragma 9
SIGNO Significado Significante Referente Exemplo: O significante /cavalo/ corresponde a um <<X>> significado. Todos os cavalos que já existiram, existentes e que existirão são indicados como referente do significante /cavalo? 10
TRI NGULOS SEMIÓTICOS Significado, conceito (Saussure) Interpretante (Peirce) Designatum (Morris) Conteúdo (Hjelmslev) Intensão (Carnap) Referência (Ogden & Richards) Sentido (Frege). . . Significante (Saussure) Símbolo (Ogden & Richards) Signo, representamen (Peirce) Veículo sígnico (Morris) Expressão (Hjelmslev) Referente (O&R). . Objeto (Peirce). . . . Extensão (Carnap) 11
TRI NGULO SEMIÓTICO significado Signo lingüístico Interpretante “x” significante Signo Objeto/Referente [cavalo] /cavalo/ intérprete contexto 12
SIGNO Objeto fundamental da pesquisa semiótica Alguma coisa está em lugar de outra (helenistas; teóricos medievais) Presença que remete a algo não presente “Tudo aquilo que, aos olhos de alguém, está no lugar de alguma outra coisa sob algum aspecto ou capacidade” (Peirce) 13
SIGNO. Aquilo que cria algo na Mente do Intérprete . É um cognoscível determinado por algo que não ele mesmo (seu Objeto) e que determina alguma Mente concreta ou potencial (Interpretante). Forma vazia. . . que só pode significar algo ou algo. . . mais definido 14
3 MANEIRAS DE CONSIDERAR O SIGNO (MORRIS) Semântica: o signo é considerado em relação aquilo que significa. Sintática: o signo é considerado enquanto inserível em sequências de outros signos com base em regras de combinação Pragmática: o signo é considerado quanto as próprias origens, aos próprios efeitos sobre os destinatários, aos usos que dele fazem. 15
UNIDADE MÍNIMA DE SIGNIFICAÇÃO Aristóteles onoma : signo que por convenção significa uma coisa como /navio/ rema : signo que tb significa uma referência temporal como /é, são/ logos: signo complexo, um inteiro discurso significativo Gramáticos medievais - Sincategorema /a/ - Categorema /casa/ Sema = unidade portadora de significado /vem aqui/ Signo = qualquer entidade mínima que pareça ter um significado preciso 16
Peirce Rema = termo simples Dicisigno = proposição /Sócrates é mortal/ Argumento = é um raciocínio complexo, como um silogismo. Signo simples = /chávena/ Signo complexo = /a chávena de café/ Os dois denotam alguma coisa e podem formar um enunciado que comportam vários signos. 17
SIGNOS LINGUÍSTICOS Embora essencialmente psíquicos, não são abstrações. São realidades concretas no plano fônico, mas também da escrita, pois as imagens acústicas podem ser fixadas por imagens visuais (sistema da escrita). Mas, as palavras da língua não são etiquetas colocadas sobre as realidades do mundo, a língua não traduz o pensamento. O fato que as mesmas realidades possuem nomes diferentes em diversas línguas é uma prova da nãocoincidência entre a língua e o mundo.
SIGNO LINGUÍSTICO Une não uma coisa a uma palavra, mas um conceito e uma imagem acústica, não é o som, mas a impressão psíquica desse som. Conceito Significado Signo. Imagem acústica Significante O laço que une significante e significado é arbitrário, isto é, não existe entre eles nenhum laço natural na realidade, exemplo: boi (portugues), boef (francês)e oks (alemão).
LEMBRETES Não existe significante sem significado e nem significado sem significante, pois o significante sempre evoca um significado, enquanto um significado não existe fora dos sons que o veiculam. A imagem acústica /gatu/ não evoca um gato em particular, mas a ideia geral de gato, que tem um valor classificatório. O significado não é a realidade que ele designa, mas a sua representação. As unidades da língua são definíveis não pela sua descrição isolada e diacrônica, mas pelo seu lugar e suas relações no interior do sistema. /um sábio pouco psicólogo/ /um psicólogo pouco sábio/ As unidade da língua não tem nenhuma característica própria fora das relações que elas entretêm com as outras.
SIGNO É a correlação de uma forma significante com uma unidade que definimos como significado. Cada signo liga o plano da expressão (plano significante) ao plano do conteúdo (plano significado), ambos opondo ao seu nível substância e forma. Os signos se diferenciam é na articulação da forma significante. Não existe nunca como entidade física observável e estável, dado que ele é produto de uma série de relações. 21
OBJETO DO SIGNO. Está no universo das coisas ou das expectativas . [algo] individual. Objeto imediato: objeto enquanto conhecido no Signo, idéia, qualidade da sensação. Objeto dinâmico: . . . tal como é, independentemente de qq aspecto particular seu, referido à condição real, o Objeto em relações tais como seria mostrado por um estudo definitivo e 22 ilimitado
CÓDIGO Regra de junção de elementos da expressão com elementos do conteúdo, depois de ter organizado em sistemas formais os dois planos. Pode ser considerado uma estrutura, ou seja um sistema, em que cada valor se institui pela posição e diferença e que se evidenciam apenas qdo diferentes fenômenos são mutuamente comparados em referência ao mesmo sistema de relações. Ex. Governo/Estado Para que exista código é indispensável que exista correspondência convencionalizada e socializada. 23
CÓDIGO É condição necessária e suficiente para a subsistência do signo. Um sintoma médico é signo na medida que existe um código da semiótica médica. Dificuldade de comunicação quando o signo é reconhecido, mas o código é defeituoso , incompleto, provisório e contraditório 24
INTERPRETANTE. [algo que], de modo mediato e relativo, [foi] criado pelo Objeto do Signo na mente do intérprete. aquilo que o próprio signo expressa; [algo] que requer. . . raciocínio. o sentido de um signo é outro que o traduz mais explicitamente. mecanismo semiótico, através do qual , o significado é predicado de um significante. . qualquer signo, ou complexo de signos que traduz o primeiro signo em circunstâncias adequadas. 25
INTERPRETANTE Pode ser um outro signo da mesma semia Um sinônimo Um signo de outra semia que use a mesma substância da expressão termo equivalente em outra língua Um signo de semias com substância expressiva diversa um desenho, uma cor um objeto assumido como signo uma definição intensional das propriedades atribuídas comumente ao suposto objeto do signo. 26
IMPORTANTE Um signo não representa um objeto, ele só pode ser usado corretamente numa ato de referência se o código lhe atribuir o mesmo interpretante que atribui a certos objetos considerados como signos ostensivos que significam a classe do objetos a que pertencem. 27
OBSERVAÇÃO COLATERAL. Fato independente da ação do signo. . Hábito pelo qual um signo traz à tona uma série de atributos. . Pré-requisito para se obter qualquer idéia significada pelo signo. . Prévia familiaridade com aquilo que o signo denota. . Não faz parte do Interpretante, mas é elemento relacionado formador do Interpretante. . Experiência prévia; conhecimento de fundo. . Algo que é necessário para que o signo seja entendido. Ex. Hamlet era louco. 28
SEMIOSE. Processo pelo qualquer coisa age como signo, ou seja, significa . Processo que compreende 3 fatores: . Um signo/representamen (1 o. termo de uma relação triádica) . seu Objeto (2 o. termo) . seu Interpretante (3 o. termo). um quarto (Morris), Intérprete . Passagem contínua de signo a signo . A definição completa da semiose é também a definição do signo: “Um signo, ou representamen, é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém" (Peirce) 29
SEMIOSE. “Para estabelecer o significado de um significante (signo) é necessário nomear o primeiro significante por meio de um outro significante que, a seu turno, conta com outro significante que pode ser interpretado por outro significante, e assim sucessivamente “(ECO, Lector in fabula) . “A significação (e a comunicação) opera por meio de deslocamentos contínuos, que referem um signo a outros signos ou a outras cadeias de signos, circunscreve as unidades culturais. . . sem jamais 'tocá-las' diretamente, mas tornando-as acessíveis através de outras unidades culturais” (ECO, Tratado geral de semiótica) . “A realidade é um processo criativo, dialético e contextualista” 30 (Adriano Rodrigues, Introdução à semiótica )
Semiose ilimitada S I 1 I 2 I 3 O Cada interpretante de um signo é uma unidade cultural ou unidade semântica. Um interpretante remete a outro interpretante ad infinitum. Cada interpretante de um signo é uma unidade cultural ou unidade semântica. 31
UNIDADE CULTURAL/SEM NTICA Constituem-se autonomamente, numa cultura, num sistema de oposições, no sistema semântico global. Geralmente são individualizadas como constituídas em campos semânticos ou em simples eixos oposicionais. O sistema das unidades semânticas representa o modo como uma certa cultura segmenta o universo perceptível e pensável e constitui a Forma do Conteúdo. Uma unidade cultural é uma unidade observável e manobrável, porque se manifesta através de seus interpretantes: palavras, gestos. . . 32
POSTULADO DA SIGNIFICAÇÃO O processo de significação só se verifica quando existe um código, sistema de significação que une entidades presentes e entidades ausentes. É necessário que ao sistema de significantes corresponda um sistema de unidades culturais. No círculo da semiose ilimitada as unidades culturais se reestruturam continuamente na sua correlação, ou sob o impulso de novas percepções, ou pelo jogo das suas recíprocas contradições. Um signo denota uma posição no sistema semântico. 33
SISTEMA SEM NTICO É descrito, às vezes intuído, sob a forma de campos e eixos parciais. Campo de unidades correspondentes às que os signos denotam. 34
Denotação é o reenvio, realizado em circunstâncias e contextos dados, para aquela posição no Sistema Semântico para a qual, primeiramente e potencialmente, o código fazia com que o significante tivesse que remeter. Pode ser entendida como a extensão de um signo, no sentido de que o signo remete para o conjunto das unidades semânticas (culturais) a que o código faz corresponder. Conotação define-se como o reenvio em cadeia de unidade cultural para unidade cultural. É necessário que uma relação entre o significado que se acrescenta e o significado já presente no signo denotado. Ex. Olho de gato/olho-de-gato traço comum 35
SEMEMA É a árvore hierárquica dos interpretantes possíveis da unidade cultural. É dado pelo conjunto dos reenvios que a unidade cultural realiza no interior de eixos ou campos oposicionais de outras unidades culturais de que dadas posições são consideradas como interpretante da primeira unidade cultural. /cadeira/ com encosto, com pés, para sentar-se, para uma pessoa /cavalo/ animado, não humano, mamífero, quadrúpede 36
DEFINIÇÃO Artifício metalinguístico através do qual se ligam as diversas componentes semânticas que constituem o semema, ou pelo menos as que relevam do ponto de vista definicional considerado. A definição é logicamente uma definição das intensões do termo, isto é, das componentes semânticas que o código atribui ao semema correspondente. 37
CÓDIGO Sistema convencionalizado de regras metalinguisticas que ligam dados elementos expressivos a dadas unidades culturais, coordenando-as em sememas e atribuindo a cada ligação as seleções restritivas, contextuais e circunstanciais. Atribui ao semema não só as marcas semânticas e diferenciadores, mas também seleções restritivas que indicam a que outros sememas pode o semema estar amalgamado e tb seleções contextuais e circunstanciais que estabelecem quais sentidos devem ser amalgamados segundo a circunstância. O contexto é resultante da amálgama de sememas. 38
SENTIDO O sentido de um termo é o percurso de leitura que no interior do semema se escolhe, tendo em conta as restrições resultantes do contexto. Exemplo: “Encontrei a velha bibliotecária” “Encontrei a bibliotecária velha” 39
RELAÇÃO SIGNO/REALIDADE Signo – substitui ou representa coisas (realidade). Saussure – não são as coisas, mas os signos que circulam entre o falante e o ouvinte no circuito da fala (signo: liga um conceito a uma imagem acústica) arbitrariedade relação significante/significado (contrato social) acesso à realidade condicionada pelos signos não há relação direta entre símbolo e referente 40
REALIDADE EXTRALINGUÍSTICA Referente não deve ser confundido com um dado imediato do real. Referência é a relação que une uma expressão linguística empregada num enunciado com o objeto do mundo que se encontra designado por esta expressão. Cada língua especifica utiliza diferentes traços do referente (chauffer, driver, motorista) Língua conforma o pensamento. Não há pensamento sem linguagem. ] A língua organiza a estrutura conceitual do universo; papel modelizante. 41
REFERENTE - “O atual rei da França é calvo” (Frege) - . . . verdade ou falsidade, problemas da Lógica e da Moral: não é um problema lingüístico. - Amor, justiça, interjeições (oi, ai), operadores pragmáticos (por favor, com licença), dêiticos (isto, este, aquilo), quantificadores (um, dez), operadores profrasais (não, sim, ou), unidades relacionais (inglês: the, to) - . . . “os limites referenciais das unidades léxicas são indeterminados: por exemplo, é impossível precisar a qual momento, em que etapa intermediária, deve ser estabelecida a divisão entre colina e montanha, entre pintinho e frango, entre verde e azul, etc. ”(Lyons, 1970, p. 327, citado por Lopes, 42 1987, p. 248)
PROBLEMA DA REFERÊNCIA “o papel da linguagem é o de funcionar como uma instância de mediação entre o homem e o mundo e é essa mesma propriedade, intrínseca à função semiótica, que investe as diferentes práticas sociais do seu papel de códigos e que instaura as unidades desses códigos, os signos. Assim como o signo não é objeto ou coisa que ele representa, a linguagem não é o mundo; ela é, apenas, um saber sobre o mundo, capaz de fazer-se intersubjetivo e de relacionar consciências. Eis porque só tem sentido falar-se de ‘objeto’ como quadro de referência comum ao remetente e ao destinatário da mesma mensagem”. “O processo de significação não relaciona um signo e um ‘objeto’: relaciona signos entre si” (Lopes, 1987, p. 249). 43
SIGNIFICADO Imagem mental associada à coisa significada. Relação recíproca e reversível entre o nome e o sentido (ULLMANN) Mas, vários nomes podem estar ligados a um mesmo sentido (little, small) diversos sentidos podem estar ligados a um mesmo nome (manga) as palavras estão tb associadas a outras palavras, com as quais tem qualquer coisa em comum, no som, no sentido, ou em ambos: light (luz) com darkness (escuridão) ; com o adjetivo light (leve); com o adjetivo light (claro) com o verbo to light (iluminar), etc. 44
Dicionários lexicográficos: partem dos nomes e procuram sentido, ou sentidos. Semasiologia: parte do nome e procura identificar o sentido Dicionários conceituais como o Thesaurus de Roget: partem do sentido em busca do nome. Onomasiologia : ramo da semântica que parte do sentido e procura identificar o nome, ou nomes, que lhe estão ligados. O significado de uma palavra é o seu uso na língua. (WITTGENSTEIN) Processo de Indexação é semasiológico e onomasiológico. 45
SIGNIFICAÇÃO Compreender uma palavra pode consistir: numa tal familiaridade com essa palavra que é possível às pessoas aplicá-la corretamente; numa análise abstrata da concepção ou compreensão de suas relações intelectuais com outros conceitos; num conhecimento do possível resultado fenomenal e prático da asserção do conceito. 46
SIGNIFICADO Uma palavra possui significado na medida em que somos capazes de utilizá-la para comunicar nosso conhecimento a outros e na medida em que somos capazes de apreender o conhecimento que os outros procuram comunicar-nos. É de uma forma mais completa a soma total de todas as predições condicionais pelas quais a pessoa que a utiliza pretende tornar-se responsável ou pretende negar. Nunca se pode dizer qual o poder de uma palavra para mudar a face do mundo. 47
Sentido: análise lógica ou definição Significado: intenção de quem se exprime Significação: Interpretante final 48
DA PERCEPÇÃO À RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO Na representação deve-se: considerar o universo conceitual e diversidade sociolinguística do usuário; Especificação dos conceitos (conceptualização) Categorização (que difere de cultura para cultura) Identificação do objeto pretendido A seleção de uma representação sintático-semântica do objeto A codificação dessa representação 49
PLANTAS Roseira Macieira Hortelã Capim Santo REMÉDIOS Boldo Penicilina Arnica 50
Caía a tarde feito um viaduto E um bêbado trajando luto Me lembrou Carlitos. . . A lua Tal qual a dona do bordel Pedia a cada estrela fria Um brilho de aluguel E nuvens! Lá no mata-borrão do céu Chupavam manchas torturadas Que sufoco! Louco! O bêbado com chapéu-coco Fazia irreverências mil Prá noite do Brasil. Meu Brasil!. . . Que sonha com a volta Do irmão do Henfil. Com tanta gente que partiu Num rabo de foguete Chora! A nossa Pátria Mãe gentil Choram Marias E Clarisses No solo do Brasil. . . Mas sei, que uma dor Assim pungente Não há de ser inutilmente A esperança. . . Dança na corda bamba De sombrinha E em cada passo Dessa linha Pode se machucar. . . Azar! A esperança equilibrista Sabe que o show De todo artista Tem que continuar. . . 51 ( O Bêbado e a equilibrista - João Bosco/Aldir Blanc)
REFERÊNCIAS ECO, U. O signo. 4 a. ed. Lisboa: Ed. Presença. p. 7 -30 FIORIN, J. L. Teoria dos signos. In: FIORIN, J. L. , org. Introdução à linguística, I, Objetos teóricos. São Paulo: Contexto. p. 55 -74 PEIRCE, C. S. O que é o significado? , de Lady Welby. In: ____. Semiótica. São Paulo: Perspectiva. , 1977. p. 157 -164. 52




















































