HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA CYNTIA WOITEXEN CAMPOS R 1

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HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA CYNTIA WOITEXEN CAMPOS R 1 TI CEPETI - 2017

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA CYNTIA WOITEXEN CAMPOS R 1 TI CEPETI - 2017

HEMORRAGIA DIGESTIVA As hemorragias digestivas clinicamente evidentes são majoritariamente oriundas do trato gastrointestinal alto;

HEMORRAGIA DIGESTIVA As hemorragias digestivas clinicamente evidentes são majoritariamente oriundas do trato gastrointestinal alto; HDA ocorre em 85% dos casos; Manejo diagnóstico e terapêutico é melhor definido do que nas HDB; Causa e localização precisa da HDB são mais difíceis de serem determinadas e tratadas; Tanto HDA quanto HDB tendem a ceder espontaneamente em 80 -85% dos casos

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Sangramento intraluminal de qualquer localidade entre o esôfago superior e o

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Sangramento intraluminal de qualquer localidade entre o esôfago superior e o ângulo de Treitz. Acomete 47, 7 pacientes a cada 100. 00 internações Mortallidade de 10 -14% Incidência 2 x maior em homens Maior ocorrência proporcional à idade Altos custos hospitalares Altas taxas de morbidade e mortalidade

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA CAUSAS MAIS RECORRENTES Doença ulcerossa péptica 55% Varizes esofagogástricas 14% Malformações

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA CAUSAS MAIS RECORRENTES Doença ulcerossa péptica 55% Varizes esofagogástricas 14% Malformações arteriovenosas 6% Mallory-Weiss 5% Tumores 4% Erosões 4% Lesão de Dieulafoy 1% Outros 11%

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Erosivas e ulcerativas • Doenças ulcerosas pépticas • Infecciosas: H. pylori,

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Erosivas e ulcerativas • Doenças ulcerosas pépticas • Infecciosas: H. pylori, CMV, HVS • Induzidas por drogas: AINE e AAS • Úlceras e erosões induzidas por estresse • Síndrome de Zollinger-Ellison • Idiopáticas • Esofagites • Pépticas • Infecciosas: Cândida albicans, HVS, CMV, miscelânea • Induzidas por drogas: alendronato, tetraciclina, KCL, AAS, AINE Hipertensão portal • Varizes esofágicas, gástricas e duodenais • Gastropatia portal hipertensiva

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Malformações vasculares • • • Lesão de Dieulafoy Watermelon stomach Síndrome

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Malformações vasculares • • • Lesão de Dieulafoy Watermelon stomach Síndrome de Osler-Weber-Rendu Telangiectasias induzidas por radiação Síndrome blue rubber bleb nevus Traumáticos ou pós-cirúrgicos • Rotura de Mallory-Weiss • Fístula aortoentérica • Polipectomia esofágica, gástrica ou duodenal Neoplasias • Benignas: leiomioma, lipoma, pólipos (hiperplásicos, adenomatosos e hamartomatosos) • Malignos: adenocarcinoma, GIST, linfoma, sarcoma de Kaposi, carcinoide, melanoma

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - CLÍNICA Melena Fezes pretas, pastosas, odor fétido Hematêmese Vômito com

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - CLÍNICA Melena Fezes pretas, pastosas, odor fétido Hematêmese Vômito com sangue vermelho-vivo ou tipo borra de café Enterorragia e hematoquezi a Sangue vivo exteriorizado pelo reto com ou sem fezes Pode estar relacionada a sangramento de colon direito HDB Transito intestinal lento HDA volumosa ou do intestino delgado se trânsito rápido

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - HISTÓRIA CLÍNICA E ETIOLOGIA PROVÁVEL Uso de AINE ou Varfarina

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - HISTÓRIA CLÍNICA E ETIOLOGIA PROVÁVEL Uso de AINE ou Varfarina Enxerto aortofemoral ou aneurisma de aorta • Úlcera gastroduodenal • Fístula aortoentérica Hepatopatia crônica • HDA por varizes esofagogástricas Polipectomia prévia • HDB pós-polipectomia • Henoch-Schonlein, plaquetopenias, vasculites e leucemia • Angiodisplasias Púrpura e petéquias Ausência de dor abdominal AIDS Vômitos ou soluços intensos – pós ingesta alcoólica • Kaposi, CMV, HVS, fungos, micobactérias • Síndrome de Mallory-Weiss

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - EXAMES COMPLEMENTARES Endoscopia digestiva alta • Diagnóstico e terapêutico •

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - EXAMES COMPLEMENTARES Endoscopia digestiva alta • Diagnóstico e terapêutico • Alta sensibilidade e especificidade • Riscos: aspiração por indição do reflexo de vômito, perfuração e aumento ou recorrência do sangramento Angiografia • Fonte do sangramento • Casos com fluxo > 0, 5 m. L/min • Pode ser terapêutico Cintilografia • Identifica sangramentos com fluxo >0, 1 m. L/min • Sem precisão da localização • Exame que antecede a angiografia quando EDA é não conclusiva

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - AINES Cerca de 80% dos casos fatais em idosos Sintomas

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - AINES Cerca de 80% dos casos fatais em idosos Sintomas podem ocorrer na ausência de Lesões Complicações podem ocorrer na ausência de sintomas

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - AVALIAÇÃO HEMODIN MICA Classe III Classe IV Perda volêmica(%) <

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - AVALIAÇÃO HEMODIN MICA Classe III Classe IV Perda volêmica(%) < 15 15 -30 30 -40 >40 Perda volêmica (m. L) < 750 -1. 500 -2. 000 >2. 000 FC (bpm) <100 >120 >140 PA Inalterada Hipotensão ortostática Hipotensão Enchimento capilar Inalterado Reduzido FR <20 20 -30 30 -40 >35 Débito urinário (m. L/h) >30 20 -30 5 -20 Desprezível Nível de consciência Pouco ansioso Ansioso Confuso Letárgico

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO Gravidade clínica da hemorragia Idade

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO Gravidade clínica da hemorragia Idade avançada Doenças associadas Fatores que compromete m a coagulação Aspecto endoscópico da lesão Resangramento

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - MANEJO CLÍNICO Volume Transfusã o 1. Estabilização hemodinâmica Fatores de

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - MANEJO CLÍNICO Volume Transfusã o 1. Estabilização hemodinâmica Fatores de risco Perda sanguín ea estimada 2. anamnese, antecedentes, exame físico EDA 3. Exames complementares

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - CUIDADOS INICIAIS NA HDA GRAVE Reanimação adequada Proteção de vias

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - CUIDADOS INICIAIS NA HDA GRAVE Reanimação adequada Proteção de vias aéreas Monitorização hemodinâmica Acesso venoso satisfatório Reposiçã o volêmica

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ULCERAS DE ESTRESSE Causa comum de HDA em pacientes hospitalizados,

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ULCERAS DE ESTRESSE Causa comum de HDA em pacientes hospitalizados, principalmente em doentes críticos. Maior mortalidade em comparação aos que são admitidos por HDA. O risco de sangramento é maior em pacientes com insuficiência respiratória aguda e naqueles com coagulopatia. Profilaxia primária com agentes anti-secretores como inibidores H 2 ou inibitores de bomba de prótons diminui o risco de úlcera de estresse e HDA em pacientes de alto risco.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ÚLCERA DE ESTRESSE: EPIDEMIOLOGIA Estima-se que a incidência de hemorragia

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ÚLCERA DE ESTRESSE: EPIDEMIOLOGIA Estima-se que a incidência de hemorragia disgestiva entre pacientes críticos esteja entre 1. 5 a 8. 5%, mas pode chegar a 15% nos pacientes que não recebem profilaxia. A maioria dos episódios de hemorragia GI nos pacientes críticos ocorrem devido a ulceração gástrica ou esofágica. Perfuração é rara, ocorrendo em menos de 1% dos pacientes cirúrgicos em UTI.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA -ÚLCERAS DE ESTRESSE - PROFILAXIA Para quem prescrever? • Pcts de

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA -ÚLCERAS DE ESTRESSE - PROFILAXIA Para quem prescrever? • Pcts de alto risco – quem são? Guideline da ''American Society of Health System Pharmacists‘’ (Qualquer um dos seguintes): • • 1) Coagulopatia: PLQ <50, 000, (INR) >1. 5, ou PTT >2 vezes o controle 2) VM por mais de 48 h 3) História de úlcera ou sangramento GI no último ano 4) Dois ou mais dos seguintes fatores de risco — sepse, admissão em UTI há mais de 1 semana, sangramento GI oculto por mais de 6 dias, e corticoterapia (mais do que 250 mg de hidrocortisona ou equivalente)

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ÚLCERAS DE ESTRESSE – O QUE USAR? Eficácia X risco

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ÚLCERAS DE ESTRESSE – O QUE USAR? Eficácia X risco potencial • IBP e IH 2 reduzem mais sangramento mas aumentam risco de Pneumonia nosocomial; Custo: Escolher o mais barato e selecionar os pcts de alto risco Há relatos de que IBP podem ser mais custo-efetivos que IH 2 (menor custo de medicações VO e menos falha de tto com IBP). Estima-se que seja necessária a profilaxia para somente 30 pacientes de alto risco para prevenir um evento hemorrágico (GI), comparado à necessidade de profilaxia em 900 pacientes de baixo risco, para a mesma prevenção. Sempre lembrar de descontinuar a profilaxia se o paciente não está mais sobre alto risco.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ÚLCERAS DE ESTRESSE Risco potencial — Aumento da incidência de

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - ÚLCERAS DE ESTRESSE Risco potencial — Aumento da incidência de Pneumonia nosocomial com os agentes que aumentam o p. H gástrico (IBP, IH 2, antiácidos), comparado ao sucralfato (não altera p. H). Teoria: Aumento do p. H gástrico promove o crescimento bacteriano (BGN do duodeno), refluxo GE e broncoaspiração levando à colonização e PNM.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - VARICOSA Cada episódio de hemorragia varicosa está associado a aumento

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - VARICOSA Cada episódio de hemorragia varicosa está associado a aumento de 30% na mortalidade. O risco de ressangramento é alto (60 a 70%) até que as varizes sejam tratadas. Fatores preditivos de sangramento: 1) tamanho das varizes; 2) grau de disfunção hepática; 3) presença ou não de sinais vermelhos Profilaxia primária: Propranolol ou nadolol. Indicada nas varizes de médio e grosso calibre, nas varizes de pequeno calibre com sinais vermelhos ou nos cirróticos Child B ou C. Profilaxia secundária: Ligadura elástica endoscópica + Beta-bloqueador não seletivo (pode-se associar nitrato – mononitrato de isossorbida)

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - VARICOSA Tratamento • • estabilização clínica farmacológico (terlipressina ou octreotide

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - VARICOSA Tratamento • • estabilização clínica farmacológico (terlipressina ou octreotide por pelo menos 24 -48 h) endoscópico (escleroterapia ou ligadura elástica); sempre fazer profilaxia para PBE!!!!! (Norfloxacino 400 mg 12/12 h por 7 dias) Perigo de vida iminente • Balão de Sengstaken- Blackmore Casos refratários • TIPS ou cirurgia descompressiva

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Tumores (TGI superior) • Menos de 3% das hemorragias GI severas.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Tumores (TGI superior) • Menos de 3% das hemorragias GI severas. • Representa um estágio avançado da doença. • Sangramento pode resultar de ulceração mucosa difusa ou da erosão de um vaso subjacente. EDA • Úlceras com margem irregular, massa exofítica. • Realizar Bx, escovado ou aspirado com agulha para Dx definitivo. • US endo pode ser útil para estadiamento local, TC para Mx à distância. Tratamento • Pobre prognóstico se malignidade; • Maioria vai a óbito dentro de 12 m. • Ressecção cirúrgica curativa ou paliativa é o tratamento de escolha, com ou sem QT e RT. Pode-se utilizar escleroterapia, eletrocoagulação e laser como ponte para a cirurgia. • Ressangramento é comum.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Lesão de Mallory-Weiss • laceração na mucosa esofago-gástrica devido ao esforço

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Lesão de Mallory-Weiss • laceração na mucosa esofago-gástrica devido ao esforço de tosse ou emese • Ddiagnóstico e tratamento • EDA (escleroterapia)

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - EDA Injeção de substâncias (álcool absoluto, etanolamina, polidocanol, adrenalina, trombina

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA - EDA Injeção de substâncias (álcool absoluto, etanolamina, polidocanol, adrenalina, trombina com Na. Cl, água destilada, glicose hipertônica) Método térmico (heater probe, eletrocoagulação mono/multipolar ou com gás Argônio) Mecânico (hemoclipes) Laser Terapia combinada (dois métodos) se mostrou superior a monoterapia

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Usar Omeprazol IV nos casos de HDA por úlcera péptica (usar

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA Usar Omeprazol IV nos casos de HDA por úlcera péptica (usar até confirmação diagnóstica ou não pela EDA): Inibidor de bomba de prótons (Omeprazol): • Eficaz em diminuir o sangramento dos pacientes com sucesso da terapia endoscópica • Usar 80 mg IV + 8 mg/h por 72 h (BIC); • Nos que aguardam terapia endoscópica, pode-se usar VO nos pacientes de baixo risco e IV nos de alto risco.