I Seminrio de Formao PNAIC UEMG 20172018 FLUXOGRAMA














































































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I Seminário de Formação PNAIC UEMG 2017/2018
FLUXOGRAMA Horários 8 h às 9 h 30 min Mód. 1º 20 de março Auditório: Coord. Lílian 9 h 30 min às 10 h às 12 h Mód. 5º Intervalo 2º Leitura deleite – Avaliação das formações anteriores – 12 h às 13 h 30 min 6º Caderno Leitura como Processo. 7º Atividade do Caderno 6 “Planejamento” relacionada aos módulos anteriores 5 e 6. Almoço 13 h 30 min às 15 h 3º 15 h às 15 h 30 min às 17 h 30 min 21 de março Leitura deleite – Caderno Leitura como Processo. Caderno Leitura Literária. Intervalo 4º Atividade do Caderno 6 “Planejamento” relacionada aos módulos anteriores 2 e 3. 8º Avaliação do Seminário; planejamento dos encontros locais; Orientar os Estudos Colaborativos.
Módulo II Avaliação das atividades realizadas em novembro e dezembro
CONTATOS UEMG Uemg. pnaic 2017@gmail. com Blog pactuando Pactuando. wordpress. com Formador Regional (cada formador preencher com o seu e-mail para contato)
COMBINADOS Pontualidade e Assiduidade. Participação efetiva nas atividades desenvolvidas em sala de aula. Utilização consciente do celular (deixar o celular no modo silencioso, e em caso de urgência, usá-lo fora da sala de aula). Observação: A avaliação do SIMEC é estabelecida considerando índices de 0 a 100% para mensurar a nota do cursista. Para este seminário fica estabelecido a redução equivalente ao percentual de 5% para cada hora de não comparecimento e participação efetiva nas atividades previstas.
LEITURA DELEITE Estratégia presente nas formações do Pacto Nacional pela Alfabetização na idade Certa – PNAIC que visa o incentivo à leitura. Consiste na leitura diária pelo professor com a finalidade de incentivar o interesse e despertar o gosto pela leitura nos estudantes. Ler por prazer. No âmbito das ações do PNAIC foram distribuídos acervos literários para ficarem nas salas de aula, das turmas de 1º ao 3º ano, compostos por uma variedade de gêneros literários, ampliando as possibilidades de ação diária pelo professor e possibilitando a inserção dos alunos no universo literário. Fonte: Caderno de Formação PNAIC Nº 04 “A organização do trabalho escolar e os recursos didáticos na alfabetização”, MEC, 2015, p. 47 - texto adaptado.
AVALIAÇÃO 1 - Segundo Artur Gomes de Morais, a leitura deleite é uma forma prazerosa de ler, que precisa ser trabalhada na escola desde a Educação Infantil e Ensino Fundamental. Nas discussões, após assistir ao vídeo da palestra, como o grupo de cursistas percebeu a leitura deleite como prática pedagógica em sala de aula?
AVALIAÇÃO 2 - O professor Artur Gomes destaca como ponto possível de melhoria no trabalho do professor o aspecto da leitura compreensão, pois ela pressupõe do estudante não apenas a habilidade de contextualização dos temas dos textos e o acionamento dos conhecimentos prévios sobre o assunto/autor, mas também a estrutura da língua usada na construção do texto. Como foi a discussão com seus cursistas, considerando a compreensão do texto para além da habilidade de contextualização?
AVALIAÇÃO 3 - Artur Morais, afirma que existem dois processos de mediação do conhecimento que resulta em aprendizado: memorização e aprendizagem significativa. Como o grupo de cursistas discutiu esses dois processos?
AVALIAÇÃO 4 - Na discussão com os cursistas sobre a atividade “Memória” as experiências de leitura relatadas demonstraram influência da escola, de algum professor ou de vivência nos espaços da biblioteca? Outras influências foram identificadas nos relatos dos cursistas? 5 - Relate como foi a discussão com seus cursistas após o estudo do Caderno 1: “Estratégias de leitura nas escolas Estaduais do Estado de Minas Gerais” e aponte os pontos relevantes.
AVALIAÇÃO 6 - Relate como foi a discussão com seus cursistas sobre a atividade “Conhecendo o acervo da biblioteca”. 7 - Como o grupo viu as atividades propostas para os estudos colaborativos?
Módulo III “Literatura e Leitura Literária na Formação Escolar” Coleção alfabetização e letramento Ceale/Fa. E/UFMG, 2005
Objetivos do caderno Formar o professor para que ele seja capaz de: Identificar especificidades do texto literário e de sua leitura. Identificar os principais fundamentos teóricos que sustentam o conceito de leitura literária. Trabalhar adequadamente com leitura literária nos anos iniciais.
LEITURA “A compreensão de um texto não deve ser entendida como simples decodificação”. (P. 15) “Ir além da aquisição da técnica pela técnica, chegar aos textos e aos sentidos, construções e contextualizações”. (p. 8) “Habilidades, atitudes, conhecimentos e vivências que façam parte da vida dos sujeitos para além da sua formação escolar. ” (p. 9)
Estratégias de Incentivo à Leitura Eixos Norteadores Apropriação da Biblioteca Escolar Agente de Incentivo à Leitura Ir além do espaço e do acervo. Possibilidade de emancipação dos sujeitos. LEITURA LITERÁRIA Professor mediador, condutor da prática de leitura.
“Se o professor é leitor – possui o hálito (hábito) da leitura – lê para seus alunos, se encanta diante das histórias, das poesias, dos contos fantásticos, também os alunos vão desejar ser leitores. Se o professor comenta suas leituras, ele mobiliza os alunos para estar com os livros, e esse prazer cristaliza já na infância. E, uma vez despertado, ele não nos abandona jamais. ” (Bartolomeu de Campos de Queirós- Citação retirada do Caderno de Estratégias de Incentivo à Leitura, p. 7 )
TEXTO LITERÁRIO É uma produção artística. Possui elementos que devem ser observados em sua leitura. Pressupõe a interação do leitor com o texto. Apresenta um mundo ficcional. Dimensão Estética: imaginação, desejos, medos, admiração. Pluralidade de Vozes • Pacto de Leitura • Espaços da Literatura • Tempo da Narrativa • É impossível trabalhar a leitura literária apenas no nível do explícito, do previsto, do já respondido.
Apresenta enredo, personagens, narrador. Narrativa Gêneros Literários Tipos de Obras para Crianças Poema • É Ações praticadas em um determinado espaço, tempo e sequência. • Mitos • Lendas • Fábulas • Apólogos • Contos • Novelas uma produção literária. • Pode ser apresentado na língua oral e escrita. • Geralmente são em versos, mas pode vir em forma de poema narrativo, com linguagem poética e expressiva. • A leitura requer atenção à sua sonoridade e efeitos.
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? Na escolha do texto literário considerar a realidade dos estudantes prevendo temas e estratégias de trabalho. • • Apresentar diferentes tipos de textos e instigar os estudantes a novos interesses. Para crianças das séries iniciais, o trabalho com textos literários deve ter como ponto de partida a oralidade. • O trabalho de leitura crítica deve ser feito com todo tipo de texto, portanto, o literário está incluído. • Pressupostos de uma leitura crítica: saber expor oralmente e por escrito, de forma clara e organizada, sua opinião sobre o que foi lido levando em consideração sua visão de mundo; saber ouvir o ponto de vista dos colegas, repensar a sua opinião, defender seu ponto de vista ou mesmo mudar de ideia. •
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? O trabalho para o desenvolvimento das competências inerentes à uma leitura crítica deve considerar os seguintes elementos: Contextualização da Obra Análise da Obra Diálogo com outras Obras
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? 1 – Contextualização da Obra: breve levantamento do contexto histórico do texto. Em geral a leitura literária não escolar, realizada no dia-a-dia das pessoas não leva em conta esse conhecimento, e nem por isso deixa de ser realizada. Portanto, o que destaca-se como contextualização da obra deve partir do professor, do incentivo aos estudantes para buscarem esses conhecimentos 2 – Análise da obra: interpretação do texto considerando aspectos como o pacto de leitura ficcional, a pluralidade de vozes, tempos e espaços etc. É interessante o professor elaborar perguntas que guiem a leitura de forma provocativa. 3 – Diálogo com outras obras: estabelecer relações com outros textos que dialoguem com o texto trabalhado. Ampliar o repertório de leituras que se dialogam.
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? Atividade Coletiva Exemplificação de uma prática pedagógica que favoreça o trabalho com Leitura Crítica: Poema: Arca de Noé – Ruth Rocha Leitura Individual do poema pelos cursistas (Anexo) Leitura pelo professor formador conduzindo as perguntas de forma a considerar todos os elementos indicados para o desenvolvimento da leitura crítica. No encerramento do Módulo é proposto a audição da música “A Arca de Noé”, cantada por Milton Nascimento e Chico Buarque. Os cursistas podem acompanhar seguindo a letra no caderno p. 38.
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? “Arca de Noé – Ruth Rocha” 1 – Contextualização da Obra: É interessante fazer um breve levantamento do contexto histórico do texto: Quem Onde já ouviu sobre a história da Arca de Noé? já ouviu? Quem contou? Comentar sobre a história na Bíblia – narrativas orais tão antigas quanto a humanidade
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? “Arca de Noé – Ruth Rocha” 2 – Análise da obra: • Fazer observação sobre a forma como a história é apresentada (em versos) • Quando foi que aconteceu essa história? • Em que local se passou a história? • O que é uma Arca? Por que a Arca foi o meio de transporte escolhido? • Enumerar as personagens, lembrar outras que poderiam estar na Arca. • Perguntar se conhecem todos os bichos citados no poema. • Por que na Arca não tinha “bicho d’água”? • Que partes do poema consideram mais engraçadas? • Comentar da convivência das personagens na Arca. • Motivo da escolha do pombo para sair da Arca primeiro. • Sentimentos e atitudes dos bichos ao saírem da Arca. • Motivo do arco-íris. • O que mais gostaram no texto?
Como Trabalhar o Texto Literário na Sala de Aula? “Arca de Noé – Ruth Rocha” 3 – Diálogo com outras obras: • Estabelecer um diálogo com a história da Bíblia e a Música “Arca de Noé” de Vinícius de Moraes- pág. 31 • Pode-se (2016) também utilizar filmes infantis – sugestão: Epa! Cadê Noé ?
Emergência (Mário Quintana) Quem faz um poema abre uma janela. Respira, tu que esta numa cela abafada, esse ar que entra por ela. Por isso é que os poemas têm ritmo - para que possas profundamente respirar. Quem faz um poema salva um afogado. (poema retirado do Caderno Literatura e Leitura Literária na Formação Escolar, p. 31)
Bibliografia Paiva, Aparecida. Literatura e leitura literária na formação escolar: caderno do professor/ Aparecida Paiva; Graça Paulino; Marta Passos – Belo Horizonte: Ceale, 2006. SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Caderno de Estratégias de Incentivo à Leitura nas Escolas Estaduais do Estado de Minas Gerais. 2017.
MÓDULO IV LENDO E AGRUPANDO FRASES
Realizar Leitura da Atividade 22: Lendo e Agrupando Frases, extraída da Coleções Instrumentos da Alfabetização- Vol. 6 Planejamento da Alfabetização: Capacidades e Atividades - páginas: 168 a 173.
ATIVIDADE EM GRUPO – 3 GRUPOS Grupo 1: Diálogo com outras obras. Descobrindo a história através de pequenos trechos. Grupo 2: Análise da obra: Analisar as estruturas da Fábula “O Leão e o Rato” - Elementos presentes: Pacto de leitura; Pluralidade de vozes; Tempos e espaços. Grupo 3: De que forma poderíamos realizar com nossos alunos a análise e contextualização da música: “Trem Bala da Ana Vilela”?
APRESENTAÇÃO DOS GRUPOS o GRUPO 1: Diálogo com outras obras. o GRUPO 2: Análise da obra. o GRUPO 3: Contextualização da Obra.
MÓDULOS V E VI LEITURA COMO PROCESSO
Cafieiro, Delaine. Leitura como processo. Belo Horizonte: Ceale/Fa. E/UFMG, 2005. 68 p. Coleção Alfabetização e Letramento.
Reflexões a serem realizadas ao longo dos Módulos 5 e 6: - Como construímos sentidos para os textos que lemos? - O que fazemos quando lemos um texto? - Como ajudar o aluno a compreender bem os diversos textos que circulam na sociedade? Objetivo dos Módulos: Entender como os alunos compreendem, para que possamos ajudá-los a ler melhor. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 07
PRESENTE DE GREGO Herói era o que não faltava na Grécia Antiga. Havia para todos os gostos. Tinha Hércules, o forçudo. Tinha Aquiles, o invulnerável. Tinha o corajoso Teseu e muitos outros. Mas o mais astuto e inteligente de todos era Ulisses, que sempre vencia os inimigos usando a esperteza. Com tanta gente boa assim do lado deles, os gregos não aguentavam desaforo de ninguém. Aconteceu, então, que um príncipe muito sem-cerimônia da cidade de Tróia resolveu raptar uma princesa da Grécia. Os gregos não perdoaram a ofensa e declararam guerra aos troianos. Todos os heróis da Grécia foram mandados de navio até Tróia para liquidar a cidade e trazer a princesa de volta. Ulisses também foi chamado. Despediu-se da mulher e do filhinho pequeno e embarcou. Mas quando o exército grego chegou em Tróia, viu que não ia ser fácil ganhar a guerra. Tróia era uma fortaleza. Muitíssimo bem protegida, toda cercada de muros altos e fortes. De modo que os gregos atacavam. . . e davam com os narizes nas muralhas. Por sua vez, os troianos saíam da cidade para atacar os inimigos. . . e davam com toda a turma dos heróis gregos. Então, voltavam correndo para dentro das muralhas. Isso aconteceu durante muitos anos. Os gregos já estavam com os narizes amassados, e os troianos com os pés inchados. A guerra poderia continuar por muito tempo ainda, se não fosse o espertíssimo Ulisses. Ele bolou um plano espetacular para os gregos penetrarem em Tróia.
Pessoal! – disse ele. – Vamos construir um cavalo bem grande de madeira! Todo mundo estranhou. Ora, cavalo-de-pau é brincadeira de criança! Mas, se for oco por dentro e couber bastante gente, será arma de guerra! – respondeu Ulisses. E o cavalo foi construído. Bem escondido para os troianos não verem. Bem grande para caber bastante grego na barriga dele. E com cara bem simpática para enganar os troianos. Então, os gregos fingiram que foram embora, que tinham desistido da guerra. Mas, antes, Ulisses e uma porção de amigos já tinham se escondido dentro do cavalo. E o tal cavalo foi deixado na porta principal de Tróia. No dia seguinte, os troianos ficaram contentíssimos. Davam vivas de alegria: Os gregos desistiram! Viva nós, os vencedores! Depois, quando viram aquele cavalão tão bonito, tão bem-feito, a maioria deles pensou: Que maravilha! Foram os deuses que nos mandaram um presente! E, embora, alguns troianos achassem que o cavalo poderia ser uma cilada dos gregos, a opinião da maioria venceu. Tróia abriu as portas para deixar entrar o gigantesco e simpático cavalo-de-pau. Houve, então, muitos festejos, muita dança e muito vinho para a comemoração da vitória e do presente. Os troianos caíram que nem patinhos. . . De noite, quando todos dormiam, cansados da folia, Ulisses e seus soldados saíram de mansinho da barriga do cavalo. Abriram todas as portas de Tróia para o resto do exército grego. Então foi fácil liquidar a cidade de Tróia. Os troianos foram totalmente derrotados. E, muito desenxabidos por terem sido enganados por um cavalo-de-pau, devolveram a princesa roubada. Ulisses foi aclamado pelos gregos: Viva Ulisses. Viva o herói mais valente e esperto do mundo! (ALMEIDA, Elenice Machado. Presente de grego. Rio de Janeiro: Salamandra. In: Cafieiro, Delaine. Leitura como Processo. Belo Horizonte. Ceale/Fa. E/UFMG, 2005, p 13 -14. Coleção Alfabetização e Letramento. . )
LEITURA Processo cognitivo, histórico, cultural e social de construção de sentidos. Ao ler, o leitor está produzindo sentidos EM UM CONTEXTO CONCRETO DE COMUNICAÇÃO, a partir do material escrito que o autor fornece. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p.
Leitura, tradicionalmente Considerada atividade mecânica de decodificar palavras, de garimpar sentidos que estariam prontos no texto. Acreditava-se que o leitor competente precisava ler no primeiro ano de escolaridade, no período de alfabetização e que já estaria pronto para ler qualquer texto. O insucesso decorria do curto tempo para os alunos desenvolverem as habilidades necessárias para compreender a diversidade de textos escritos que circulam na sociedade. Alfabetização era entendida somente como processo de aquisição do sistema de escrita. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 07 e 08
Leitura, hoje • O leitor produz sentido a partir das relações que estabelece entre as informações do texto e seus conhecimentos. Complexa • Ao ler as pessoas executam uma série de operações mentais (perceber, memorizar, analisar, sintetizar, avaliar, relacionar, entre outras) que vão além da decodificação e utilizam Cognitiva estratégias (conscientemente e inconscientemente) Social O ensino da leitura não se esgota na alfabetização. • Interação entre escritor e leitor, cada um tendo seus objetivos, expectativas e conhecimento de mundo. Pressupõe objetivos e necessidades que são determinados na interação (ler para quê, com que objetivos, para interagir com quem e por qual motivo). A leitura é uma atividade tão presente e corriqueira que talvez seja por isso mesmo que nem sempre tenhamos consciência de sua importância. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 8
Importância da Leitura Você já observou como a leitura é importante em nossa vida? o sujeito que domina a leitura e a escrita amplia as suas possibilidades de participação social e de efetivo exercício da cidadania por fazer uso consciente e competente da linguagem.
Pontos importantes da compreensão O sentido não é uma propriedade do texto, não se encontra pronto em sua superfície, depende da ação de quem o processa. O aluno pode ter decodificado e saber exatamente que palavras e frases estão lá, mas, se não conseguir estabelecer relações entre o que decodificou e seus conhecimentos anteriores, ele não compreenderá. É preciso, então, que o professor forneça a ele uma base de conhecimentos para que ele processe o texto coerentemente. Isto é, que junte as instruções do texto de modo a encontrar sentidos possíveis de serem construídos a partir das relações estabelecidas entre os elementos (palavras, expressões, frases), organizados no próprio texto e informações que já fazem parte de seus conhecimentos. 2. 1 - Texto escrito: como ele se organiza, como funciona socialmente, como é estruturado. Além disso, é o objeto que busca gerar uma resposta ou um efeito de sentido no leitor. 2. 2 - Ações do Leitor: seus conhecimentos, as operações mentais que realiza para compreender e as condições em que ele vai ler o texto. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 17 e 18
2. 1 – Texto Escrito Vamos considerar que o texto escrito apresenta-se como um todo, formado de palavras, expressões, frases que se articulam para possibilitar a construção de sentido pelo leitor (pg. 17). Do ponto de vista da organização linguística, podemos dizer que o texto escrito é um conjunto de instruções porque ele é o ponto de contato entre escritor e leitor, é o material concreto que permite a quem escreve partilhar com quem lê suas ideias, intenções, crenças e ideologias (pg. 18). Organização das sequências de enunciados ou de sequências linguísticas que compõem o texto (tipo textual) Dimensão social do texto (funcionamento do texto em situações comunicativas) – (gênero textual) CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p.
Trem de Ferro Café com pão Virgem Maria que foi isso maquinista? Agora sim Café com pão Agora sim Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Formador: os elementos linguísticos se articulam formando conexões entre as partes(a cadência, ritmo, rimas, etc. Tudo planejado, organizado, para construir sentido para quem lê. BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro. Cia. José Aguilar, 1967. p. 236 -237 (fragmento). In: Cafieira, Delaine. Literatura como processo. Belo Horizonte, Ceale/Fa. E/UFMG, 2005, p 21
O que abordam as dimensões para a compreensão do texto escrito Organização linguística Organização da estrutura dos enunciados - Palavras e frases Funcionamento social dos (enunciados); Sequências de textos - recursos coesivos enunciados (tipos que marcam a cadeia textuais – algumas - Gêneros: notícia, referencial; categorias): - narrativa, reportagem, conto, - as relações de - descritiva, histórias em quadrinhos, tempo, causa, - argumentativa, - lendas, provérbios, artigos consequência, de expositiva, - dialogal, - etc. lugar, entre outras. injuntiva. - Domínios: jornalístico, jurídico, publicitário, Em um texto não aparece exclusivamente uma religioso, literário etc. categoria, mas podem aparecer várias. (p. 23)
CHAPEUZINHO VERMELHO (FRAGMENTO) Era uma vez uma menina de quem todo mundo gostava, que morava com sua mãe numa casinha bem pequena, mas aconchegante e ensolarada. Mãe e filha viviam bem felizes. Sua avó gostava tanto dela que fez uma capinha vermelha com um capuz para ela usar. Como era lindo o capuz e como ela ficava bonita com ele! A menina usava sempre o capuz e, por isso, era chamada de Chapeuzinho Vermelho. Um dia, sua mãe pediu à menina que levasse uma cestinha de doces para a vovó, que estava doente. A mãe recomendou à menina que tomasse muito cuidado: - Não corra de um lado para o outro, não fale com estranhos, dê bom-dia para as pessoas conhecidas e não pare no caminho! – Pode deixar, mamãe, eu vou com cuidado – prometeu Chapeuzinho, beijando sua mãe. A vovó morava um pouco longe da cidade, no meio da floresta. Assim que entrou na floresta, Chapeuzinho encontrou o lobo. Como não sabia que o lobo era mau, ela não sentiu medo nenhum (. . . ) (Disponível em: www. colmagno. com. br/quemconta/Historia/Chapeu- fragmento) CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 23
CHAPEUZINHO VERMELHO (FRAGMENTO) Enunciado narrativo Enunciado descritivo Era uma vez uma menina de quem todo mundo gostava, que morava com sua mãe numa casinha bem pequena, mas aconchegante e ensolarada. Mãe e filha viviam bem felizes. Sua avó gostava tanto dela que fez uma capinha vermelha com um capuz para ela usar. Como era lindo o capuz e como ela ficava bonita com ele! (Disponível em: www. colmagno. com. br/quemconta/Historia/Chapeu- fragmento) cadeia referencial a retomada de elementos no texto, ou seja, as diversas formas como um mesmo personagem, um lugar, um objeto, por exemplo, podem aparecer no texto. Organização da estrutura dos enunciados – sequências de enunciados – tipologia narrativa, descritiva, argumentativa, expositiva, dialogal, injuntiva. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 23
CHAPEUZINHO VERMELHO (FRAGMENTO) Causa e consequência, A menina usava sempre o capuz e, por isso, esclarecimento era chamada de Chapeuzinho Vermelho. Um dia, sua mãe pediu à menina que levasse uma cestinha de doces para a vovó, que estava doente. A mãe recomendou à menina que tomasse muito cuidado: (Disponível em: www. colmagno. com. br/quemconta/Historia/Chapeu- fragmento) Relações de tempo Intensidade Organização linguística – palavras e frases (enunciados); recursos coesivos que marcam a cadeia referencial, as relações de tempo, causa, consequência, de lugar, entre outras. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 23
CHAPEUZINHO VERMELHO (FRAGMENTO) - Não corra de um lado para o outro, não fale com estranhos, dê bom-dia para as pessoas conhecidas e não pare no caminho! - Pode deixar, mamãe, eu vou com cuidado – prometeu Chapeuzinho, beijando sua mãe. A vovó morava um pouco longe da cidade, no meio da floresta. Assim que entrou na floresta, Chapeuzinho encontrou o lobo. Como não sabia que o lobo era mau, ela não sentiu medo nenhum (. . . ) Enunciado dialogal Distância (Disponível em: www. colmagno. com. br/quemconta/Historia/Chapeu- fragmento) Organização da estrutura dos enunciados – sequências de enunciados – tipologia narrativa, descritiva, argumentativa, expositiva, dialogal, injuntiva. Organização linguística – palavras e frases (enunciados); recursos coesivos que marcam a cadeia referencial, as relações de tempo, causa, consequência, de lugar, entre outras. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 23
Mas lidar apenas com a organização das sequências linguísticas que compõem o texto (tipo textual) NÃO GARANTE UM TRABALHO EFETIVO. É NECESSÁRIO QUE O ALUNO COMPREENDA A DIMENSÃO SOCIAL DO TEXTO GÊNEROS TEXTUAIS Segundo Schneuwly e Dolz (2004), são disponíveis nas interações sociais. São historicamente mutáveis e, consequentemente, relativamente estáveis. Emergem em diferentes domínios discursivos e se concretizam em textos, que são singulares. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa-PNAIC, Unidade 5, Ano 2. 2012, p 7.
Por que o trabalho com GÊNEROS TEXTUAIS é importante na prática escolar? Por favorecer ao aluno a percepção das características de um tipo de sequência e as características de outro. Exemplo: o professor poderá promover uma discussão em sala de aula sobre quais são os elementos linguísticos (tempos verbais, classes gramaticais, etc. ) que se apresentam no texto e que ajudam a construir um tipo de sequência narrativa ou argumentativa.
Como os Gêneros são aprendidos - pelo contato e uso em situações de comunicação cotidianas. - nas atividades de ensino, ao contemplar a diversidade dos gêneros. - ao favorecer a pesquisa junto aos alunos dos textos que lhe são úteis ou interessantes de aprender, ampliando para outros domínios.
Domínios discursivos Os textos pertencem a domínios bastante específicos ou fazem parte de esferas particulares da atividade humana (Bakhtin, 1992): o domínio jornalístico, publicitário, didático, acadêmico, comercial, literário, pessoal.
2. 2 - Ações do leitor O bom leitor precisa realizar uma série de operações como: percepção estabelecimento de relações verificação de hipóteses memorização previsão inferência análise levantamento de hipóteses generalização síntese associações avaliação, etc CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 30.
Mobilização de conhecimentos prévios: enciclopédicos, ou de mundo; sobre o assunto do texto; sobre como funciona a comunicação e os textos, sobre o gênero, a situação em que o texto foi escrito, o momento histórico que ele representa, a cultura, entre outros. o: ã ç a c i if Decod amento s proces mações r de info gicas, fonoló as, fonétic cas, gi ó l o f r o m as. sintátic Processamento do Texto Construção da coerência: integração de informações do texto e informaçõ es que fazem parte d o conhecimento do leitor. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 07 e 08
Sugestões de estratégias de processamento de leitura • Pausa Protocolada - Partes do texto são lidas e após o leitor explica o que entendeu. • Perguntas para que o leitor entenda o significado das palavras e expressões no contexto e/ou que ajudem a antecipar a continuidade da história. • texto todo recortado em partes soltas, como se fosse um quebra-cabeça e pedir ao aluno que o monte, isso o obriga a prestar atenção nas relações entre partes. • Texto com lacunas estratégicas obriga o leitor a ir costurando partes para descobrir o que falta. O aluno pode fazer isso individualmente por meio de leitura silenciosa ou em dupla, o que provavelmente vai estimulá-lo muito. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 49 -50
Sugestões de estratégias de processamento de leitura • Fazer uma montagem no texto - inserindo nele partes que não lhe pertencem e propor aos alunos que identifiquem essas partes. • Apresentar um texto incompleto e pedir que o aluno escolha, entre um leque de opções que lhe são dadas, qual é a continuação dele • Dar textos manchados ou em que faltem palavras também exige dos alunos o estabelecimento de relações. • Transformar o texto num desenho também pode ajudar a compreendê-lo melhor. Quando forem predominantemente narrativos, os desenhos deverão apresentar os personagens, o cenário (pode ser, inclusive, uma história em quadrinhos), quando for um texto de apresentação de informações, podem ser feitos esquemas. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 49 -50
Dinâmica para abordar as estratégias de leitura Texto: Presente de grego ANTES: - Acionar conhecimentos prévios; - Estabelecer objetivos de leitura; - Fazer previsões, suposições, levantar hipóteses; CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 35
DURANTE: - Verificar as hipóteses e previsões que levantou; - Localizar informações no texto; - Articular informações vindas de várias fontes, realizando inferências; - Confrontar várias partes do texto; - Sintetizar ou resumir informações; - Levantar novas previsões e hipóteses à medida que for lendo; DEPOIS: - Construir uma representação global do texto; - Avaliar a compreensão. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p. 35
Ensinando a compreender: desenvolvimento de habilidades na leitura de diversos gêneros Ensinar a ler = - Ensinar estratégias de leitura - Ensinar a lidar com a diversidade de gêneros usando estratégias específicas para a leitura de cada um. - Ensinar a fazer perguntas ao texto. - Ensinar a monitorar a leitura. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p.
Atitudes e valores do leitor competente - Gostar de ler livros diversos; - Frequentar biblioteca; - Valorizar a leitura como fonte de fruição estética e entretenimento; - Cuidar dos livros e demais materiais escritos; - Ter atitude crítica diante de textos persuasivos; - Ler jornais e revistas sistematicamente, entre outros. CAFIEIRO, Delaine. Leitura como Processo. Ceale/Fa. E/UFMG. 2005, p 44
LINGUAGEM COMUNICAÇÃO VISÃO DE MUNDO DIVERSÃO VOCABULÁRIO AMPLIA PROPORCIONA ENVOLVE MEMÓRIA REFLEXÃO ESTIMULA LEITURA ESCRITA FAVORECE CONDUZ A POSSIBILITA ORTOGRAFIA ELEVA A APRENDIZAGEM AUTOESTIMA FACILITA
“O processo de leitura deve garantir que o leitor compreenda o texto e que pode ir construindo uma ideia sobre seu conteúdo, extraindo dele o que lhe interessa, em função dos seus objetivos. ” Isabel Solé, 2008
MÓDULO VII TRABALHANDO COM A PAUSA PROTOCOLADA A PRINCESA E A ERVILHA Adaptado do conto de Hans Christian Andersen
O TÍTULO: A PRINCESA E A ERVILHA q Que tipo de texto é esse? q. Onde encontro esse tipo de história? q Como podemos diferenciar o conto dos outros tipos de textos? q. Por que será que tem uma ervilha nesse conto?
PRIMEIRA PARTE DO TEXTO q Em sua imaginação, quais são os personagens que vão aparecer na história? q Como você pensa que a história vai começar? q Onde, em qual espaço ou lugar, a história vai começar? q Como você imagina a personagem “Princesa”? q O que você imagina que uma princesa poderá fazer com uma ervilha?
LEITURA DA PRIMEIRA PARTE DO TEXTO ERA UMA VEZ UM PRÍNCIPE QUERIA SE CASAR COM UMA PRINCESA, MAS UMA PRINCESA DE VERDADE, DE SANGUE REAL MEEEEESMO. VIAJOU PELO MUNDO INTEIRO, À PROCURA DA PRINCESA DOS SEUS SONHOS, MAS TODAS AS QUE ENCONTRAVA TINHAM ALGUM DEFEITO. NÃO É QUE FALTASSEM PRINCESAS, NÃO: HAVIA DE SOBRA, MAS A DIFICULDADE ERA SABER SE REALMENTE ERAM DE SANGUE REAL. E O PRÍNCIPE RETORNOU AO SEU CASTELO, MUITO TRISTE E DESILUDIDO, POIS QUERIA MUITO CASAR COM UMA PRINCESA DE VERDADE. q Para o professor: Retomar as previsões feitas pelos alunos para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas.
SEGUNDA PARTE DO TEXTO q O que vocês pensam que vai acontecer, na segunda parte da história, depois da volta do príncipe sem ter encontrado aquilo que desejava? q Em qual espaço, vocês imaginam que vai desenvolver a essa parte da história? q Será que vão aparecer novas personagens? q Haverá vilã, heroína, herói nessa parte da história e quem serão eles?
LEITURA DA SEGUNDA PARTE DO TEXTO UMA NOITE DESABOU UMA TEMPESTADE MEDONHA. CHOVIA DESABALADAMENTE, COM TROVOADAS, RAIOS, REL MPAGOS. UM ESPETÁCULO TREMENDO! DE REPENTE BATERAM À PORTA DO CASTELO, E O REI EM PESSOAFOI ATENDER, POIS OS CRIADOS ESTAVAM OCUPADOS ENXUGANDO AS SALAS CUJAS JANELAS FORAM ABERTAS PELA TEMPESTADE. q Para o professor: Retomar as previsões feitas pelos alunos para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas.
TERCEIRA PARTE DO TEXTO q Na sua imaginação, de que forma a rainha conseguirá provar se o que a moça dizia era verdade? q Por que ela colocou uma ervilha debaixo de vinte colchões na cama da princesa? q Como será que a princesa conseguiu subir numa cama com vinte colchões?
" Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando. . . que era difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real. A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou numa forma de provar se o que ela dizia era verdade. Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no quarto de hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”.
LEITURA DA TERCEIRA PARTE DO TEXTO A MOÇA ESTRANHOU A ALTURA DA CAMA, MAS CONSEGUIU, COM A AJUDA DE UMA ESCADA, SE DEITAR. NO DIA SEGUINTE, A RAINHA PERGUNTOU COMO ELA HAVIA DORMIDO. — OH! NÃO CONSEGUI DORMIR — RESPONDEU A MOÇA, — HAVIA ALGO DURO NA MINHA CAMA, E ME DEIXOU ATÉ MANCHAS ROXAS NO CORPO! O REI, A RAINHA E O PRÍNCIPE SE OLHARAM COM SURPRESA. A MOÇA ERA REALMENTE UMA PRINCESA! SÓ MESMO UMA PRINCESA VERDADEIRA TERIA PELE TÃO SENSÍVEL PARA SENTIR UM GRÃO DE ERVILHA SOB VINTE COLCHÕES!!! q Para o professor: Retomar as previsões feitas pelos alunos para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas.
QUARTA PARTE DO TEXTO q Na sua opinião, como terminará a história? q. . .
LEITURA DA QUARTA PARTE DO TEXTO O PRÍNCIPE CASOU COM A PRINCESA, FELIZ DA VIDA, E A ERVILHA FOI ENVIADA PARA UM MUSEU, E AINDA DEVE ESTAR POR LÁ. . . ACREDITE SE QUISER, MAS ESTA HISTÓRIA REALMENTE ACONTECEU! q Para o professor: Retomar as previsões feitas pelos alunos para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas.
CONTO - A PRINCESA E A ERVILHA Era uma vez um príncipe queria se casar com uma princesa, mas uma princesa de verdade, de sangue real meeeeesmo. Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos seus sonhos, mas todas as que encontrava tinham algum defeito. Não é que faltassem princesas, não: havia de sobra, mas a dificuldade era saber se realmente eram de sangue real. E o príncipe retornou ao seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar com uma princesa de verdade. Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia desabaladamente, com trovoadas, raios, relâmpagos. Um espetáculo tremendo! De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi atender, pois os criados estavam ocupados enxugando as salas cujas janelas foram abertas pela tempestade. Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando. . . que era difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real. A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou numa forma de provar se o que ela dizia era verdade. Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no quarto de hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”. A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda de uma escada, se deitar. No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido. — Oh! Não consegui dormir — respondeu a moça, — havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas roxas no corpo! O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça era realmente uma princesa! Só mesmo uma princesa verdadeira teria pele tão sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte colchões!!! O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha foi enviada para um museu, e ainda deve estar por lá. . . Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu! Adaptado do conto de Hans Christian Andersen Disponível emhttp: //www. microvip. com. br/vipkids/historias/princesa_ervilha. htm
PNAIC UEMG 2017/2018 MODULO VII : ATIVIDADE EM GRUPO: 1. Elabore uma atividade de leitura que poderá ser desenvolvida em um dos anos de escolaridade do ciclo de alfabetização – 1º ao 3º ano. Identifique as habilidades de leitura que a atividade visa desenvolver. RECURSO: LIVRO DIDATICO Material: Folha orientadora à ser entregue.
REFLEXÕES COM O GRUPO As atividades apresentadas estavam adequadas, conforme conceitos apresentados no caderno nos aspectos: a) Leitura; decodificação; estratégias; letramento; compreensão textual; competência leitora; papel do professor; Além da análise geral quanto: . . . b) Texto escolhido; c) Intervenções feitas no decorrer da leitura; d) Grau de dificuldade em cada ano de escolaridade. e) As habilidades trabalhadas correlacionam com a intencionalidade proposta?







































