Estratgias de Apoio Matricial ESTRATGIA DE APOIO MATRICIAL































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Estratégias de Apoio Matricial “ESTRATÉGIA DE APOIO MATRICIAL” AMBULATÓRIOS MÉDICO DE ESCECIALIDADES BARRETOS MUNICÍPIOS DA CIR NORTE
Estratégias de Apoio Matricial O Apoio: função gerencial que pressupõe relação horizontal, desburocratizada, suporte, dimensão pedagógica. Se dá sobretudo em ato, nos “encontros”. APOIO MATRICIAL Pede porosidade, capacidade de afetar e ser afetado. Prática técnica e relacional. Pode ampliar a potência de pensar, de inventar, de (inter)agir, de cuidar.
Estratégias de Apoio Matricial A ATENÇÃO BÁSICA “A Atenção Básica, depositária da enorme responsabilidade em responder por 80% das necessidades de atenção à saúde, ainda não desenvolveu plenamente suas responsabilidades face às inúmeras dificuldades e desafios que se colocam. ”
Estratégias de Apoio Matricial ATENÇÃO BÁSICA / PORTA DE ENTRADA PREFERENCIAL? A defesa da Atenção Básica como principal porta de entrada muitas vezes não encontra referência no modo como a população utiliza a rede de serviços de saúde do SUS, como uma tendência, relatada por muitos gestores municipais, de procura do Pronto Socorro como porta de entrada preferencial. . .
Estratégias de Apoio Matricial SERVIÇOS SECUNDÁRIOS/TERCIÁRIOS COMO PORTA DE ENTRADA Quando se diz que o sistema está “invertido”, faz-se referência ao uso de serviços secundário, terciários, pronto atendimento, etc. como “porta de Entrada”, ou seja, como espaço utilizado pela população como sendo o local de primeira procura para cuidados de saúde. Essa situação, que compromete a eficácia, a efetividade e a eficiência de todo sistema, é fundamentalmente de responsabilidade do próprio sistema, ou melhor, do modo como está organizado para responder às diferentes demandas por cuidados de saúde da população. ”
Estratégias de Apoio Matricial Aproximação entre os Serviços Quem está na Atenção Básica tem um ponto de vista diferente e complementar ao de quem está num outro tipo de serviço ou é de uma área especializada do conhecimento. A equipe tem mais condições de conhecer as famílias ao longo do tempo, a situação afetiva, o significado e a repercussão do sofrimento/adoecimento para esta população. O especialista tem, no geral, outra abordagem. Assim, esses distintos profissionais e serviços podem promover discussões ricas e produtivas para a construção de projetos terapêuticos para os usuários e comunidade. Ao lado disso, este processo contribui para aumentar a autonomia das equipes e dos trabalhadores, produzindo troca de saberes que os qualificam. Esta aproximação pode também evitar encaminhamentos desnecessários e facilitar/qualificar o processo de contra referência, ao estimular o contato direto entre referência e apoio, entre generalista e especialista.
Estratégias de Apoio Matricial MATRICIAMENTO A constituição de rede de especialistas que apoiam o trabalho de equipes da atenção básica foi dado o nome de Apoio Matricial.
Estratégias de Apoio Matricial Referência para 18 municípios População de 419 mil habitantes 23 Especialidades Médicas Oferecidas 20 Procedimentos Apoio Diagnóstico (Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Pequenas Cirurgias)
Estratégias de Apoio Matricial OS AMEs E ATENÇÃO BÁSICA Os AMEs - Barretos, desde a sua implantação, têm obtido um bom grau de satisfação dos usuários que para ali são encaminhados, entretanto, quando se avalia os casos encaminhados, observa-se que muitos deles são passíveis de resolução no próprio município, e assim, as vagas que deveriam ser destinadas a casos de maior complexidade, acabam se esgotando no atendimento a casos mais simples.
Estratégias de Apoio Matricial CONCEITO DE REDES É oportuno rememorar o conceito de Redes de Atenção à Saúde, que é a forma de organização das ações de serviços de promoção, prevenção e recuperação à saúde, em todos os níveis de complexidade, de um determinado território, de modo a permitir a articulação e a interconexão de todos os conhecimentos, saberes, tecnologias profissionais e organizações ali existentes, para que o cidadão possa acessá-los, de acordo com as necessidades de saúde, de forma racional, harmônica, sistêmica e regulada e conforme uma lógica técnico-sanitária
Estratégias de Apoio Matricial NECESSIDADE DE PROTOCOLOS É fundamental, portanto, que, além de aumentar a capacidade resolutiva da Atenção Básica e promover o acesso de outros pacientes com diagnósticos dependentes de maior densidade tecnológica, valer-se dos protocolos, como instrumentos auxiliares do processo assistencial e de regulação, já que interferem tanto na condução dos casos individuais como no direcionamento dos pacientes na Rede de Saúde, colaborando para o aumento da resolução dos casos, a otimização dos recursos em cada ponto da Rede, a qualificação da gestão e a humanização do atendimento.
Estratégias de Apoio Matricial PROJETO DE MATRICIAMENTO Diante disso, os AMEs-Barretos em parceria com o Departamento Regional de Saúde de Barretos - DRS-V, compreendendo a necessidade de qualificação da assistência ao usuário SUS, elaboraram o Projeto de Matriciamento da Atenção Básica que traz um leque de proposições a serem desenvolvidas coletivamente com os municípios, visando a integração com a Atenção Básica, com foco na integralidade da atenção prestada ao usuário SUS nessa região.
Estratégias de Apoio Matricial OBETIVO GERAL Propiciar a integração dos AMEs com a rede de atenção básica dos municípios de abrangência do DRS-V Barretos, por meio de apoio matricial, a partir de diagnóstico dos recursos disponíveis e das necessidades dos serviços e profissionais da atenção básica.
Estratégias de Apoio Matricial MATRICIAMENTO FLUXOGRAMA Treinamento/ reciclagem Elaboração, adequação, protocolos/li nhas de cuidado Suporte assistencial e técnico pedagógico PLANEJAMENTO DIAGNOSTICO Qualificação dos serviços de apoio Apoio a Regulação Local/Regional
Estratégias de Apoio Matricial PLANEJAMENTO FLUXOGRAMA DIAGNOSTICO Oficinas com Atenção Básica e Regulação Grupos Focais Com Usuários Visita aos municípios Oficinas com motoristas
Estratégias de Apoio Matricial Colegiado Norte v Colegiado Sul V
Estratégias de Apoio Matricial ETAPAS PREVISTAS 1ª Etapa - Elaboração de Diagnóstico Regional; 2ª Etapa - Planejamento em conjunto com municípios; 3ª Etapa - Desenvolvimento
Estratégias de Apoio Matricial METODOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO 1ª ETAPA - DIAGNÓSTICO Para elaboração do Diagnóstico Situacional da Atenção Básica: Realizadas Oficinas com os Motoristas da região para escuta das principais dificuldades no transporte sanitário dos usuários e nas relações motorista e usuário; motorista e AMEs e ainda o processo de trabalho desses profissionais face à organização dos Serviços; Oficinas com os responsáveis pela Atenção Básica e pelos responsáveis pela regulação municipal visando identificar as lacunas de conhecimento e as necessidades locais; Utilizados Grupos Focais com conselheiros de saúde/usuários para escuta e coleta de dados acerca das suas concepções sobre a Atenção Básica e sobre o papel do AME na Rede;
Estratégias de Apoio Matricial QUETIONÁRIO APLICADO 1. Qual é a população do município? 2. Quais são os indicadores de saúde do município? a) Internação hospitalar 1. O município é territorializado? Se sim, qual é a distribuição população/unidade? 2. Quais são os maiores problemas da unidade? 3. Quantos pacientes são encaminhados por dia? Qual é o destino? 4. Qual são as especialidades mais carentes? 5. Quais são as vagas médicas ociosas no município? 6. Há programas de educação continuada no município? 7. O que é bom no AME – Barretos? 8. O que é ruim no AEM – Barretos? 9. O que pode melhorar no AME – Barretos. 10. Quais são os equipamentos de saúde do município? 11. O que pode melhorar no AME – Barretos.
Estratégias de Apoio Matricial 12. Quais são os equipamentos de saúde do município? (Quantidade) (Tipo Estabelecimento) Unidades Básicas de Saúde; ESFs; Ambulatório Especializado; Consultório Odontológico; Hopital Geral; Maternidade; Pronto Socorro Geral; SADT (laboratórios); Vigilância em Saúde; Unidade Móvel Terrestre. (Tipo Equipamento) Mamógrafo; Radiografia Simples; Ultrassonografia (ecógrafo, doples colorido); TC; Endoscópio (digestivo/vias urinárias); Eletrocardiógrafo; Eletoencefálico; Outros.
Estratégias de Apoio Matricial 13. Quantos profissionais trabalham na rede; 14. Estrutura da Unidades de Saúde; 15. Conversa com o médico; A - Quais são os maiores problemas da unidade? B - Quantos pacientes você atende por dia? C - Os pacientes são agendados? D - Atende pacientes eventuais? Quantos? E - Faz seguimento de pacientes contra-referenciados do AME? F - Quantos por dia são encaminhados? G - Qual são as especialidades mais carentes? H - O que é bom no AME – Barretos? I - O que é ruim no AEM – Barretos? J - O que pode melhorar no AME – Barretos. K - Falar do projeto
Estratégias de Apoio Matricial 16. CONVERSA COM O ENFERMEIRO: A) Quais são os maiores problemas da unidade? B) A área de abrangência é territorializada? C) Há agenda para o médico? D) Qual é o tempo de espera para consulta eletiva? E) Há atendimentos eventuais? F) Há triagem dos pacientes? Há classificação de risco? G) Atende pacientes? Quanto? H) Quantos pacientes são atendidos por dia na unidade? I) Quantos são encaminhados? J) Qual são as especialidades mais carentes? K) Há programas de atenção em saúde em vigor? L) Há Programa de hipertensão/diabetes/saúde bucal/saúde mental? M) O programa de vacinação é eficiente? N) Há programa de educação continuada? O) O que é bom no AME? P) O que é ruim no AEM? Q) O que pode melhorar no AME?
Estratégias de Apoio Matricial 17. VISITA À FARMÁCIA/DISPENSÁRIO MEDICAMENTOS A) Tem farmacêutico? B) Como é o sistema de estoque? C) Quais são os medicamentos padronizados? D) Despacha medicamentos de alto custo? E) Quais são os outros locais de dispensação de medicamentos da cidade? Mesmas perguntas para cada uma.
Estratégias de Apoio Matricial • A intervenção interdisciplinar teve o auxilio de diversas outras áreas para atualizar e qualificar as ações da Atenção Básica dos municípios;
Estratégias de Apoio Matricial PROCESSO DE EXECUÇÃO
Estratégias de Apoio Matricial PROCESSO DE EXECUÇÃO
Estratégias de Apoio Matricial PROCESSO DE EXECUÇÃO
Estratégias de Apoio Matricial RESULTADOS Maior aproximação dos AMES com a gestão dos municípios; Diagnóstico Situacional da Atenção Básica da região (cada municípios); Planejamento das ações de saúde visando a integralidade da atenção; Qualificação da demanda dos encaminhamentos dos usuários SUS aos AMES; Contra-referência dos AMES para o devido seguimento na rede básica dos municípios; Treinamento e reciclagem de profissionais dos municípios, conforme as necessidades apontadas; Criação de canal de comunicação permanente - AMEs e Atenção Básica-ofertando suporte assistencial e suporte técnico-pedagógico, visando ainda a discussão de casos de maior complexidade, favorecendo a adoção de conduta terapêutica para acompanhamento do usuário no próprio território; Qualificação dos serviços de apoio, inclusive o transporte sanitário dos usuários encaminhados aos AMEs; Qualificação da regulação local/regional visando otimização das vagas ofertadas pelos AMES.
Estratégias de Apoio Matricial RESULTADOS • Importância da Atenção Básica de qualidade, avaliação d a real necessidade do referenciamento para a atenção secundária; • Planejamento conjunto-equipe do AME, equipe do DRS e representantes dos municípios das ações a serem desenvolvidas que nortearão a próxima etapa do Projeto (2ª Etapa); • Aperfeiçoamento do existente e a construção de novo se necessário e coletivamente dos protocolos clínicos e de regulação do acesso, através de um ciclo de Oficinas, com metodologia participativa e problematizadora que leve em consideração a singularidade dos territórios e suas necessidades de saúde, com envolvimento de todos os profissionais da Atenção Básica, valendo-se do preconizado pelas Políticas de Educação Permanente e Humanização do SUS (3ª Etapa).
Estratégias de Apoio Matricial CONCLUSÃO A solução dos problemas da saúde pública no Brasil passa pela recomposição do seu orçamento e pela efetiva implementação do SUS público e universal e não por mais privatização e favorecimento do capital em detrimento das necessidades sociais da população trabalhadora. A Lei Complementar 141/12, apesar de necessária não resolve a situação da insuficiência de recursos, o fato é que na verdade retornamos ao velho argumento da escassez para explicar as escolhas políticas e econômicas; escamoteando assim, a disputa cada vez mais acirrada pelo fundo público. Diante do histórico subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) que impossibilita à universalização do acesso e a qualidade na prestação dos serviços de saúde as respostas que vem sendo dadas por setores, principalmente governista, é a de que este se constitui um problema de gestão, e não de falta de recursos. CONCLUIMOS assim, que está vendo um retrocesso na presença pública (Federal e Estadual) da cobertura de despesas e investimentos com saúde e, gestores e principalmente todos os cidadãos, em particular aqueles dependentes do SUS devem ficarem atentos, porque cada centavo retirado do financiamento do SUS pode significar perda da dignidade, da saúde e da vida e este projeto nos mostra com clareza que se tiver vontade se faz mais com o mesmo, pois financiar nem sempre significa dinheiro propriamente dito, a abertura de portas para atendimentos de secundários e terciários pelos prestadores do Estado, também é financiar.
Estratégias de Apoio Matricial Enfim FIM !!!!!!! Adileu Storti storti@hotmail. com