Tipos de Raciocnio Retrica Silogismo deduo Induo Falcia


































































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Tipos de Raciocínio
Retórica ü Silogismo (dedução) ü Indução ü Falácia ou Sofisma ü Dialética Retórica É a arte do convencimento que não tem compromisso com a verdade. Surgida na Grécia antiga, era ensinada aos homens de vida pública, para que eles conseguissem o que desejavam por meio do poder das palavras. Comumente é vista de modo negativo (discurso político = discurso retórico), mas a retórica é neutra. Observe uma situação anedótica que exemplifica a retórica:
Silogismo É uma dedução feita a partir de duas premissas – uma maior, geral, e outra menor, particular – para se chegar a uma conclusão (nem sempre verdadeira). Logo, a dedução vai do geral para o particular. Observe: Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal. Silogismo inválido Todos os flamenguistas são marginais. Marcelo é flamenguista. Logo, Marcelo é marginal.
O Silogismo e o humor Silogismo 1 Deus é amor. O amor é cego. Steve Wonder é cego. Logo, Steve Wonder é Deus. Silogismo 2 Disseram-me que eu sou ninguém. Ninguém é perfeito. Logo, eu sou perfeito. Mas só Deus é perfeito. Portanto, eu sou Deus. Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!! Meu Deus, eu sou cego!!
Falácia ou Sofisma Designa-se por falácia um raciocínio enganoso com aparência de verdadeiro. As falácias que são cometidas involuntariamente designam-se por paralogismos; as que são produzidas de forma a confundir alguém numa discussão designam-se por sofismas. Observe algumas formas de argumentação falaciosa: 01. Argumento ad hominem: ataca-se o adversário, sem discutir o assunto que está em questão. O que fulano diz sobre o balanço da empresa não pode ser levado a sério; afinal, ele traiu a mulher.
02. Argumento ad populum: Apela-se à emoção das pessoas, não à sua razão. É claro que Suzana Von Richthofen não teve nada a ver com a morte dos pais. Você não viu como ela chorou no enterro? 03. Argumento ab baculum: Perante a ausência de argumentos, ameaça-se com punições. Ou te calas ou não de dou dinheiro para o cinema!
04. Perguntas capciosas: a pergunta presta-se a confusões. Nesse caso, faz-se uma pergunta que tem como pressuposto outra que não foi respondida. Perante uma situação em que são solicitadas respostas do tipo sim ou não, pergunta-se a alguém que se vê envolvida num furto ocorrido numa escola ou que é acusado de bater em sua esposa: “Já deixou de roubar na escola? “ “Você já parou de bater em sua mulher? ” Qualquer resposta - do tipo sim ou não - compromete o sujeito em atos ilícitos. 05. Apelo à autoridade – pessoas famosas ou competentes em determinadas áreas fazendo propaganda de serviços ou produtos.
6. Redução ao absurdo ü Se você permite que seu filho de seis anos roube um beijo na bochecha da coleguinha da escola hoje, ele vai querer agarrá -la e, mais tarde, se tornará um maníaco sexual. ü Se eu fizer uma exceção para você, vou ter que fazer para todo o mundo. 07. Generalização apressada Minha avó tem dor de cabeça crônica. Meu vizinho tinha dor de cabeça crônica e descobriu que o motivo era câncer. Logo, minha avó tem câncer. 08. Apelo à multidão ü O clip do Beijinho no Ombro da Valesca Popozuda tem mais de 28 milhões de views! É um ótimo clip! #pro recalque passar longe ü A Vivo é a operadora que mais clientes possui no país. Logo ela é a melhor.
09. Apelo à tradição - “quanto mais antigo, melhor” ü Essas práticas remontam aos primeiros séculos da nossa igreja. Como você pode questioná-las? ü É claro que os duendes existem. As lendas sobre eles têm séculos e séculos de existência. 10. Eufemismo ü Homem verticalmente desafiado (ou prejudicado) – anão ü Ser convidado a se retirar do recinto – ser expulso de algum lugar
Indução A indução parte do particular para o geral. É o oposto da Dedução. Pela indução partimos da observação e da análise dos fatos, concretos e específicos, para chegarmos a uma conclusão. Por exemplo: Quando se quer explicar algo e parte-se de um exemplo pessoal para que se entenda, a posteriori, a explicação. Este pássaro que vi é branco. Logo, todos os pássaros desta praça são brancos.
Dialética A noção de dialética, nas ciências humanas modernas, foi introduzida por Kant e posteriormente difundida por Hegel e sobretudo Marx. Trata-se de um instrumento analítico, isto é, de uma linha de raciocínio, que se desenvolve a partir do estabelecimento de um paradoxo. Neste sentido, a escravidão pode ser entendida como uma situação dialética, na medida em que o senhor e o escravo, ao mesmo tempo em que são adversários, só podem existir por referência - ou oposição - de um ao outro. É uma relação de confronto e cooperação, que gera condições para a sua manutenção enquanto seus resultados forem positivos para o conjunto da sociedade.
Outro exemplo de situação dialética é a relação sociedade-criminoso. Para a sociedade, a ocorrência de crimes tem efeitos tanto negativos quanto positivos. Poupando uma explicação óbvia dos efeitos negativos, a explicação para a existência de efeitos positivos reside no fato que é através da punição aos atos criminosos que a sociedade mantém sua ordem interna e afirma sua força sobre os indivíduos. É através dos crimes condenados pelas leis que se reconhecem os valores de uma sociedade.
Questões UERJ Tipos de raciocínio UERJ 2001 - 2º exame Questão 01 Digamos que um político em campanha eleitoral afirme: “se um partido é mais organizado, devemos votar nele; ora, o meu partido é mais organizado; logo, vocês devem votar nos candidatos do meu partido; como um destes candidatos sou eu mesmo, não lhes parece bastante razoável que vocês votem em mim? ” Para apoiar sua tese, ele recorre a um professor de Lógica que, consultado, concorda que o argumento é válido. Entretanto, o argumento do candidato pode ser questionado.
Este questionamento, segundo os mesmos princípios de Lógica, deve defender que: (A) quando se admite a validade de um argumento, não se admite ao mesmo tempo a sua verdade (B) uma vez que o professor de Lógica é humano, ele pode estar tão errado quanto o candidato (C) já que o exercício da democracia exige compromisso político, não se pode pautar o voto apenas pela lógica (D) como o argumento do candidato beneficia todos os candidatos do seu partido, tanto faz votar nele como nos outros
GABARITO: A
Questão 02 O personagem Policarpo Quaresma, no trecho acima, se encontra preso, prestes a ser executado pelo exército de Floriano Peixoto, por ter escrito uma carta ao presidente protestando contra o assassinato de prisioneiros. Antes de ser executado, ele reflete sobre a noção de pátria. Nos dois primeiros parágrafos, ele parte de suas próprias experiências, o que configura o seguinte método de raciocínio: (A) indutivo, pensando do particular para o geral (B) dedutivo, pensando do abstrato para o concreto (C) dialético, pensando a partir das suas contradições (D) sofismático, pensando do geral para o particular
GABARITO: A
UERJ 2003 Texto I Fórum de Discussão MENSAGEM 1: A ciência, para muitos, tem um lado maligno. Para alguns, estamos passando por uma nova Idade Média, onde a técnica alienante faz as vezes da religião católica. Até agora, minha conclusão é pessimista: por mais que violentemos nosso pensamento, nossa razão ainda estará subordinada ao desejo. E assim, não há certo ou errado. A ciência nos dá (ou melhor, vende) armas contra a natureza, que usamos contra nós mesmos, apenas isso. Não existe nada mais irracional que o trabalho científico dos dias atuais.
MENSAGEM 2: Caro M. , o que você entende exatamente por “ciência”? Um oráculo todo-poderoso e prepotente que diz aos pobres e tolos homens o que está certo e o que é errado? Como pode dizer que ela nos dá armas contra a natureza? Não me vem à cabeça neste momento característica mais própria da natureza humana do que o modo científico de pensar. Você não consegue encontrar nada de científico no método de caça de um aborígene australiano? Ou então no modo de um crenacarore* do Amazonas tratar a terra para o cultivo? Você está claramente confundindo aplicação da tecnologia com ciência. Muitos filósofos têm tido problemas para separar uma coisa da outra (e muitos cientistas também). Se você acha que construir uma bomba atômica, por exemplo, é um trabalho científico, está enganado. É pura e simplesmente um trabalho tecnológico. É claro que ele depende do conhecimento científico, mas é impossível construir conhecimento científico visando sua aplicação imediata.
Aqueles que, como você, confundem Igreja Católica da Idade Média com ciência, esquecem-se (ou não sabem) que esta última tem embutida em si um mecanismo de correção de erros, que é o motor que a move. Nenhuma questão é tratada pela ciência como fechada, nenhum conhecimento está imune de questionamento e dúvida. Com certeza eu não concordo com muito do que a humanidade vem construindo através da aplicação do conhecimento científico; no entanto, a própria ciência é a arma mais poderosa que temos para enfrentar estas questões, e por isso criticá-la é um tiro pela culatra. Você pode fazer como muitos histéricos e criticar a ciência porque a Monsanto patenteou uma soja que tolera um único pesticida, cinco vezes mais forte que os tradicionais, além do fato de o pesticida ser da própria Monsanto. Mas você estará também sendo contra a salvação de milhares de vidas na África, onde o único modo de obter-se vacinas é cultivando bananas transgênicas que contêm antígenos. Para mim, isto é que é ser irracional.
*indivíduo pertencente à tribo indígena de mesmo nome Fórum Cético Brasileiro − janeiro de 2002 – http: //www. nitnet. com. br Questão 01 De acordo com a primeira mensagem, o trabalho científico caracteriza-se pelo irracionalismo. Pela exposição do autor, esse irracionalismo não é superado porque: (A) o desejo comanda a ciência (B) o trabalho científico aproxima-se da religião (C) a alienação resulta do desenvolvimento técnico (D) a natureza contrapõe-se ao conhecimento científico Questão 02 Os parênteses são utilizados por ambos os autores para: (A) fazer ironias provocativas (B) acrescentar informação acessória (C) estabelecer intimidade com o leitor (D) preservar a informalidade da mensagem
GABARITO: A / A
Questão 03 O autor da segunda mensagem emprega elementos de coesão ou ligação entre frases ou ideias para compor sua estratégia argumentativa: aceitar, em um primeiro momento, os argumentos do outro para, depois, combatê-los. O trecho que exemplifica o uso de elementos de coesão para construir esse tipo de estratégia é: (A) “Não me vem à cabeça neste momento característica mais própria da natureza humana do que o modo científico de pensar. ” (B) “Ou então no modo de um crenacarore do Amazonas tratar a terra para o cultivo? ” (C) “Com certeza eu não concordo com muito do que a humanidade vem construindo. . . no entanto, a própria ciência é a arma. . . para enfrentar estas questões, ” (D) “. . . porque a Monsanto patenteou uma soja que tolera um único pesticida, . . . , além do fato de o pesticida ser da própria Monsanto. ”
GABARITO: C
Questão 04 O mesmo autor, na sua resposta, emprega um sofisma: desvia-se da questão em debate e sugere uma desqualificação do oponente. Esse sofisma está contido na seguinte alternativa: (A) “Caro M. , o que você entende exatamente por ‘ciência’? ” (B) “Você está claramente confundindo aplicação da tecnologia com ciência. ” (C) “Se você acha que construir uma bomba atômica, por exemplo, é um trabalho científico, está enganado. ” (D) “Você pode fazer como muitos histéricos e criticar a ciência”
GABARITO: D
UERJ 2003 – 2º exame A arte da conversa (fragmento) Estou hoje com bem pouca disposição para escrever. Conversemos. A conversa é uma das coisas mais agradáveis e mais úteis que existe no mundo. (. . . ) Questão 01 O escritor José de Alencar publicou nos jornais várias crônicas, à época chamadas folhetins. Ele inicia o folhetim “A arte da conversa” com um recurso retórico comum, que se pode descrever como: (A) imprimir tom coloquial à própria conversa (B) dizer que não vai fazer o que está fazendo (C) negar a importância do que acha importante (D) invocar a autoridade de um autor já reconhecido
GABARITO: B
Questão 04 “Se forem dois namorados em tête-à-tête, que estiverem a desfazer-se em ternuras e meiguices, requebrando os olhos e afinando o mais doce sorriso, podeis ter a certeza que ou zombam um do outro, ou buscam uma incógnita que não existe neste mundo – a fidelidade”. Alencar formula, no fragmento destacado, um argumento dedutivo, conhecido como: (A) tese (B) dilema (C) sofisma (D) hipótese
GABARITO: B
OBS. : Dilema 1. Designação de circunstância em que o indivíduo é obrigado a optar por uma de duas hipóteses mutuamente exclusivas; ; 2. Escolha complicada, penosa ou ingrata; situação que não apresenta uma solução satisfatória; ; 3. Alegação constituída por duas premissas que se contradizem entre si. . (Etm. do grego: dílemma; do latim: dilemma)
UERJ 2005 Texto I Lóri, pela primeira vez na sua vida, sentiu uma força que mais parecia uma ameaça contra o que ela fora até então. Ela então falou sua alma para Ulisses: - Um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa mas seremos um só. Olhou para Ulisses com a humildade que de repente sentia e viu com surpresa a surpresa dele. Só então ela se surpreendeu consigo própria. Os dois se olharam em silêncio. Ela parecia pedir socorro contra o que de algum modo involuntariamente dissera. E ele com os olhos miúdos quis que ela não fugisse e falou:
- Repita o que você disse, Lóri. - Não sei mais. - Mas eu sei, eu vou saber sempre. literalmente disse: um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa mas seremos um só. - Sim. Lóri estava suavemente espantada. Então isso era a felicidade. De início se sentiu vazia. Depois seus olhos ficaram úmidos: era felicidade, mas como sou mortal, como o amor pelo mundo me transcende. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta. Não, não quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. Ah, milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade. Ela se despediu de Ulisses quase correndo: ele era o perigo. (LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990. )
Questão 05 Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres tem como protagonista uma personagem – Lóri –, que se depara com a descoberta do amor em sua totalidade, iniciando a busca do reconhecimento de si mesma, do mundo e do outro – Ulisses. A alternativa que melhor expressa esse processo de descoberta pela personagem Lóri é: (A) “Só então ela se surpreendeu consigo própria. ” (B) “Os dois se olharam em silêncio. “ (C) “E ele com os olhos miúdos quis que ela não fugisse” (D) “– Mas eu sei, eu vou saber sempre. ” Questão 06 “- Um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa mas seremos um só”. Nessa declaração, o discurso da personagem se estrutura a partir de um raciocínio que pode ser caracterizado como: (A) silogístico (B) dedutivo (C) dialético (D) indutivo
GABARITO: A / C
UERJ 2003 - 2º exame Texto II Paradoxo “Paradoxo” é um modo de expressão que se encontra à margem da “doxa” – mas então se torna necessário definir doxa. Doxa pode ser explicado como a opinião de toda a gente, o conhecimento do senso comum, habitual. Logo, um paradoxo é a expressão de um raciocínio que não segue a lógica do senso comum. Há vários tipos de paradoxos. Entre os mais famosos, encontramos aquele que foi formulado pelo grego Epimênides: “todos os cretenses são mentirosos”. Como Epimênides era cretense, constitui-se em um paradoxo: se a afirmação é correta, Epimênides, por ser cretense, está mentindo; se Epimênides está mentindo, a afirmação, entretanto, deveria ser falsa. Este paradoxo e um outro, de Macedonio Fernandes — “neste mundo faltam tantas coisas
que, se faltasse mais uma, não haveria lugar para ela” —, não se podem classificar nem como falsos, nem como verdadeiros. Justamente pelo fato de se constituírem em complicadores para o pensamento, os paradoxos podem promover descobertas importantes. Seu valor pode ser resumido na sentença de Miguel de Unamuno: “o supremo triunfo da razão consiste em duvidar da sua validade”. Em outras palavras: nos termos do pensamento, vence quem não acredita em vitória e continua: continua lutando, duvidando, pensando, escrevendo. Em termos mais populares, equivale à noção de que o melhor da festa se encontra no preparar a festa, e não na festa propriamente dita. Em termos filosóficos, equivale a compreender que o sentido do esforço intelectual não reside na resposta, mas sim na pergunta, tão metódica quanto permanente. (Verbete em CEIA, Carlos (Org). Dicionário de Termos Literários. Lisboa: Editorial Verbo, 2002. )
Questão 06 A descrição do paradoxo formulado pelo grego Epimênides (2º parágrafo) mostra a dificuldade de se atribuir o juízo de falso ou verdadeiro a esse tipo de formulação. Em “todos os cretenses são mentirosos”, um exemplo de paradoxo, a dificuldade de julgar o conteúdo como falso ou verdadeiro ocorre porque: (A) o enunciador da frase pertence ao conjunto dos cretenses (B) uma definição generalizante é passível de interpretações contraditórias (C) a avaliação acerca da veracidade da afirmação depende de cada interlocutor (D) a noção de verdade contida na frase é referente a um ponto de vista particular
GABARITO: A
Questão 08 A apresentação do significado de paradoxo poderia ser desmembrada da seguinte forma: I) para significa “proximidade”, “ao lado de”; II) doxa pode ser explicado como a opinião de toda a gente; III) Logo, um paradoxo é a expressão de um raciocínio que está à margem do senso comum. Quanto à forma, essa construção – com duas afirmações seguidas de uma conclusão – poderia ser associada ao silogismo, meio de expressão do raciocínio dedutivo. Porém, sabendo-se que a dedução é um método que parte do geral para o particular, a construção acima não pode ser vista como silogismo, porque: (A) a conclusão carece de sustentação ou comprovação suficiente (B) a conclusão não é decorrente da associação entre as duas outras afirmações (C) a primeira afirmativa não representa uma proposição maior em relação à segunda (D) a segunda afirmativa expressa uma consideração específica e a primeira, abrangente
GABARITO: C
UERJ 2009 - 2º exame Questão 03 O método dedutivo organiza-se a partir de premissas gerais que são confirmadas por premissas particulares para se chegar a uma conclusão. A frase do texto que evidencia uma premissa geral é: (A) “Quando eu era criança, passava todo o tempo desenhando super-heróis. ” (l. 1 -2) (B) “Todo super-herói deve atravessar alguma via crucis. ” (l. 9) (C) “São todos símbolos da solidão, da sobrevivência e da abnegação humana. ” (l. 29 -30) (D) “Não houve nenhuma literatura que tenha me marcado mais do que essas histórias em quadrinhos. ” (l. 47 -48)
GABARITO: B
UERJ 2013 – 1º exame Texto II Recordações do escrivão Isaías Caminha Eu não sou literato, detesto com toda a paixão essa espécie de animal. O que observei neles, no tempo em que estive na redação do O Globo, foi o bastante para não os amar, nem os imitar. São em geral de uma lastimável limitação de ideias, cheios de fórmulas, de receitas, só capazes de colher fatos detalhados e impotentes para generalizar, curvados aos fortes e às ideias vencedoras, e antigas, adstritos a um infantil fetichismo do estilo e guiados por conceitos obsoletos e um pueril e errôneo critério de beleza. LIMA BARRETO Recordações do escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2010.
Questão 06 “só capazes de colher fatos detalhados e impotentes para generalizar, . . . ” Esse trecho se refere à utilização do seguinte método de argumentação: (A) indutivo (B) dedutivo (C) dialético (D) silogístico
GABARITO: A
UERJ 2013 – 2º exame Nós, os escravocratas Questão 07 No desenvolvimento da argumentação, o autor enumera razões específicas, facilmente constatadas no cotidiano, para sustentar sua opinião, anunciada no título, de que todos nós seríamos ainda escravocratas. Esse método argumentativo, que apresenta elementos específicos da experiência social cotidiana, para deles extrair uma conclusão geral, é conhecido como: (A) direto (B) dialético (C) dedutivo (D) indutivo
GABARITO: D
UERJ 2014 – 2º exame Questão 14 “. . . ler nos faz mais felizes. É um caminho para o autoconhecimento, e o exercício constante de autoconhecimento é um caminho para a felicidade”. (l. 5 -6) Neste argumento, Rodrigo Lacerda formula uma premissa geral e uma premissa particular, para relacionálas na conclusão. Essa estrutura caracteriza o argumento como: (A) indutivo (B) dialético (C) dedutivo (D) comparativo
GABARITO: C
UERJ 2016 - 1º exame TERRORISMO LÓGICO O TERRORISMO É DUPLAMENTE OBSCURANTISTA: PRIMEIRO NO ATENTADO, DEPOIS NAS REAÇÕES QUE DESENCADEIA. Said e Chérif Kouachi eram descendentes de imigrantes. Said e Chérif Kouachi são suspeitos do ataque ao jornal Charlie Hebdo, na França. Se não houvesse imigrantes na França, não teria havido ataque ao Charlie Hebdo. Said e Chérif Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal Charlie Hebdo, eram filhos de argelinos. Zinedine Zidane é filho de argelinos. Zinedine Zidane é terrorista. Zinedine Zidane é filho de argelinos. Said e Chérif Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal Charlie Hebdo, eram filhos de argelinos. Said e Chérif Kouachi sabiam jogar futebol.
Muçulmanos são uma minoria na França. Membros de uma minoria são suspeitos do ataque terrorista. Olha aí no que dá defender minoria. . . A esquerda francesa defende minorias. Membros de uma minoria são suspeitos pelo ataque terrorista. A esquerda francesa é culpada pelo ataque terrorista. A extrema direita francesa demoniza os imigrantes. O ataque terrorista fortalece a extrema direita francesa. A extrema direita francesa está por trás do ataque terrorista. Marine Le Pen é a líder da extrema direita francesa. “Le Pen” é “O Caneta”, se tomarmos o artigo em francês e o substantivo em inglês. Eis aí uma demonstração de apoio da extrema direita francesa à liberdade de expressão - e aos erros de concordância nominal.
Numa democracia, é desejável que as pessoas sejam livres para se expressar. Algumas dessas expressões podem ofender indivíduos ou grupos. Numa democracia, é desejável que indivíduos ou grupos sejam ofendidos. Os terroristas que atacaram o jornal Charlie Hebdo usavam gorros pretos. “Black blocs” usam gorros pretos. “Black blocs” são terroristas. Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é um abacate. Antonio Prata Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
Questão 13 “O terrorismo é duplamente obscurantista: primeiro no atentado, depois nas reações que desencadeia”. O subtítulo do texto sugere uma explicação para o título. Essa explicação é melhor compreendida pela associação entre: (A) tiros e opiniões (B) armas e negociações (C) convicções e mentiras (D) crenças e esclarecimentos
GABARITO: A
Questão 14 Antonio Prata, ao comentar o ataque ao jornal Charlie Hebdo, construiu uma série de variações do argumento típico do método dedutivo, conhecido como “silogismo” e normalmente organizado na forma de três sentenças em sequência. A organização do silogismo sintetiza a estrutura do próprio método dedutivo, que se encontra melhor apresentada em: (A) premissa geral - premissa particular - conclusão (B) premissa particular - premissa geral - conclusão (C) premissa geral - segunda premissa geral - conclusão particular (D) premissa particular - segunda premissa particular - conclusão geral
GABARITO: A
Questão 15 Considere o último parágrafo do texto para responder às questões 15 e 16. “Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é um abacate”. Este parágrafo indica como o leitor deve ler todos os anteriores. Segundo essa indicação, os argumentos apresentados pelo cronista devem ser compreendidos como: (A) críticas irônicas (B) exercícios formais (C) raciocínios aceitáveis (D) recriações linguísticas
GABARITO: A
Questão 16 Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes. O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde. Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento: (A) enumeração incorreta (B) generalização indevida (C) representação imprecisa (D) exemplificação inconsistente
GABARITO: B


































































