AQUISIO E PERDA DA PROPRIEDADE CC art 1

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AQUISIÇÃO E PERDA DA PROPRIEDADE CC, art. 1. 238 a 1. 276.

AQUISIÇÃO E PERDA DA PROPRIEDADE CC, art. 1. 238 a 1. 276.

Aquisição da Propriedade Imóvel Os modos de aquisição da propriedade, conforme previstos no ordenamento

Aquisição da Propriedade Imóvel Os modos de aquisição da propriedade, conforme previstos no ordenamento civil e constitucional são os seguintes: 1. usucapião, 2. registro de título de transferência no Registro de Imóvel, 3. acessão e 4. direito hereditário.

Quanto à procedência, a propriedade pode ser adquirida de forma: • Originária: ocorre quando

Quanto à procedência, a propriedade pode ser adquirida de forma: • Originária: ocorre quando não há transmissão de um sujeito para o outro. Por exemplo, na acessão natural e na usucapião. Nesse caso, não há manifestação da vontade do proprietário ou possuidor anterior. • Derivada: quando a transmissão da propriedade acontece mediante uma relação negocial entre o anterior proprietário e o adquirente. Desse modo, ocorre transmissão do domínio em razão da manifestação de vontade, do vendedor ou doador ao adquirente.

1. Aquisição da propriedade imóvel pela usucapião Espécies de Usucapião: 1) Usucapião Extraordinária: art.

1. Aquisição da propriedade imóvel pela usucapião Espécies de Usucapião: 1) Usucapião Extraordinária: art. 1. 238, CC/02. 2) Usucapião Ordinária, denominada também Usucapião Regular ou Comum: art. 1. 242, CC/02.

3) Usucapião Constitucional ou Especial Rural, denominada usucapião pro labore ou rústico: art. 1.

3) Usucapião Constitucional ou Especial Rural, denominada usucapião pro labore ou rústico: art. 1. 239, CC/02; art. 191, CF/1988 e Lei nº 6. 969/1981.

4) Usucapião Urbano ou Pro-Misero: art. 183, CF/88 e art. 1. 240, CC/02. Considera-se

4) Usucapião Urbano ou Pro-Misero: art. 183, CF/88 e art. 1. 240, CC/02. Considera-se uma espécie de usucapião especial e constitucional, uma vez que prevista na norma constitucional.

4) Usucapião Coletiva: O art. 10 do Estatuto da Cidade (Lei nº 10. 257/2001).

4) Usucapião Coletiva: O art. 10 do Estatuto da Cidade (Lei nº 10. 257/2001). 5) Usucapião no Direito de Família, denominada Usucapião de meação ou por abandono do lar: CC, art. 1. 240 -A (Lei n. 12. 424, de 16 -6 -2011). 6) Usucapião Extrajudicial ou por via administrativa – CPC, art. 1. 071.

Pressupostos da usucapião, ou elementos para a aquisição por usucapião: • Coisa hábil ou

Pressupostos da usucapião, ou elementos para a aquisição por usucapião: • Coisa hábil ou suscetível de usucapião; • Posse mansa, pacífica e contínua, com animus domini (intenção de ser dono), sendo esta posse ad usucapionem; • Decurso do tempo (lapso temporal); • Justo título (para a usucapião ordinária); • Boa-fé, dependendo da modalidade da usucapião.

Não há usucapião de bens públicos, conforme art. 183, § 3º e art. 191,

Não há usucapião de bens públicos, conforme art. 183, § 3º e art. 191, parág. único, ambos da CF/88; art. 102 do Código Civil de 2002. Prevê o art. 1. 244, CC/02, que não se verifica usucapião entre os cônjuges, na constância do casamento; entre ascendentes e descendentes; durante o poder familiar. Não corre a prescrição (art. 198, CC/02) contra os absolutamente incapazes de que tratam o art. 3º, do CC/02.

Ação de usucapião: O fundamento da usucapião é a consolidação da propriedade. Deve ser

Ação de usucapião: O fundamento da usucapião é a consolidação da propriedade. Deve ser ajuizada no foro onde é localizado o imóvel (foro rei sitae), conforme art. 47, CPC. Ver o art. 246, § 3º e art. 259, I, do CPC (Lei nº 13. 105, de 16 -3 -2015). Ação de natureza declaratória (art. 1. 241, CC).

USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA Previsão legal: CC, art. 1. 238. Requisitos: Posse por 15 anos (lapso

USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA Previsão legal: CC, art. 1. 238. Requisitos: Posse por 15 anos (lapso temporal), Ininterrupta, Sem oposição, Animus domini (possuir como sua/intenção de ser dono).

Não exige para a usucapião extraordinária: Título e Boa fé. Redução do prazo de

Não exige para a usucapião extraordinária: Título e Boa fé. Redução do prazo de posse – parág. único, art. 1. 238, CC: Prazo: 10 anos (reduzido). Desde que o possuidor tenha: § Moradia habitual, no imóvel usucapiendo ou § Realizado obras ou serviços de caráter produtivo.

Usucapião Ordinária Previsão legal: art. 1. 242, CC. Requisitos: - posse de 10 anos,

Usucapião Ordinária Previsão legal: art. 1. 242, CC. Requisitos: - posse de 10 anos, - exercida com ânimo de dono (animus domini), - de forma contínua, mansa e pacificamente, - com justo título e boa-fé.

- O prazo pode ser reduzido para 5 anos, conforme estabelece o parág. único

- O prazo pode ser reduzido para 5 anos, conforme estabelece o parág. único do referido artigo. - Trata-se da posse-trabalho, decorrente da função social, como fator redutor do prazo (Ver TARTUCE, Flávio. Direito das Coisas. São Paulo: Método, 2013, p. 165).

O justo título significa, conforme texto do Enunciado 86, CJF: “A expressão justo título

O justo título significa, conforme texto do Enunciado 86, CJF: “A expressão justo título contida nos arts. 1. 242 e 1. 260 do CC abrange todo e qualquer ato jurídico hábil, em tese, a transferir a propriedade, independentemente de registro”. Observação: A Lei nº 6. 015/1973, em seu art. 214, § 5º, trata da denominada Usucapião Tabular, instituto nem sempre comentado pela doutrina civilista.

Usucapião Especial rural, denominada também usucapião pro labore ou rústico: art. 1. 239, CC/02;

Usucapião Especial rural, denominada também usucapião pro labore ou rústico: art. 1. 239, CC/02; art. 191, CF/1988 e Lei nº 6. 969/1981. Requisitos: a) não ser o usucapiente proprietário rural nem urbano; b) posse de 5 anos, contínua, mansa e pacífica, isto é, sem oposição; c) área rural contínua, “não superior a 50 hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia”. Não são exigíveis justo título e boa-fé. Não pode recair sobre bens públicos.

Trata-se da finalidade de assegurar o direito constitucional à moradia (CF/1988, art. 6º). Enunciados

Trata-se da finalidade de assegurar o direito constitucional à moradia (CF/1988, art. 6º). Enunciados do Conselho de Justiça Federal correspondentes: En. 313, CJF/STJ – “Quando a posse ocorre sobre área superior aos limites legais, não é possível a aquisição pela via da usucapião especial, ainda que o pedido restrinja a dimensão do que se quer usucapir”.

En. 312, CJF/STJ – “Observando o teto constitucional, a fixação da área máxima para

En. 312, CJF/STJ – “Observando o teto constitucional, a fixação da área máxima para fins de usucapião especial rural levará em consideração o módulo rural e a atividade agrária regionalizada”.

Súmula 11, STJ: “A presença da União ou de qualquer se seus entes, na

Súmula 11, STJ: “A presença da União ou de qualquer se seus entes, na ação de usucapião especial, não afasta a competência do foro da situação do imóvel”. Ver art. 47, CPC (Lei nº 13. 105, de 16 -32015) – foro da situação da coisa (foro rei sitae).

Usucapião Especial urbana Usucapião Urbano ou Pro-Misero: art. 183, CF/88 e art. 1. 240,

Usucapião Especial urbana Usucapião Urbano ou Pro-Misero: art. 183, CF/88 e art. 1. 240, CC/02. Requisitos: a) posse de área urbana de até 250 metros quadrados; b) prazo de 5 anos; c) posse contínua, mansa e pacífica, isto é, sem oposição;

d) utilização do imóvel para moradia do possuidor ou de sua família; e) não

d) utilização do imóvel para moradia do possuidor ou de sua família; e) não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Não se aplica sobre bens públicos. Obs. : Vide § 1º e § 2º, do art. 1. 240, CC/02.

Usucapião Coletiva: O art. 10 do Estatuto da Cidade (Lei nº 10. 257/2001) estabelece

Usucapião Coletiva: O art. 10 do Estatuto da Cidade (Lei nº 10. 257/2001) estabelece a denominada usucapião coletiva, de inegável alcance social, de áreas urbanas com mais de 250 m², ocupadas por população de baixa renda para sua moradia por 5 anos, onde não for possível identificar os terrenos ocupados individualmente.

Usucapião familiar Usucapião no Direito de Família, denominada Usucapião de meação ou por abandono

Usucapião familiar Usucapião no Direito de Família, denominada Usucapião de meação ou por abandono do lar: CC, art. 1. 240 -A. A Lei nº 12. 424/2011 incluiu no Código Civil de 2002 o art. 1240 -A, com a seguinte redação: Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250 m 2 (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou excompanheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.

Usucapião Extrajudicial ou por via administrativa – CPC, art. 1. 071 O novo Código

Usucapião Extrajudicial ou por via administrativa – CPC, art. 1. 071 O novo Código de Processo Civil, no art. 1. 071, introduziu a faculdade da realização da usucapião em Cartório.

2) Aquisição da propriedade imóvel pelo Registro do Título Ocorre mediante transferência no Registro

2) Aquisição da propriedade imóvel pelo Registro do Título Ocorre mediante transferência no Registro de Imóvel (arts. 1. 245 a 1. 247, CC). Para o ato de transmissão dos bens imóveis são necessários: a Escritura e o Registro no Cartório de Registro de Imóveis – art. 1. 227, CC/02);

Recolhimento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) (inter vivos, competência do

Recolhimento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) (inter vivos, competência do Município), art. 166, II, CF/88 e arts. 35 a 42 do CTN (Lei nº 5. 172/1966). O contrato de compra e venda é opcional e gera direitos reais de gozo ou fruição, isto é, o direito do promitente comprador do imóvel (art. 1. 225, VII, CC/02). Vide art. 481 segs. , do CC/02.

Vide art. 167 da Lei nº 6. 015/1973 (LRP). São atos do Registro: a

Vide art. 167 da Lei nº 6. 015/1973 (LRP). São atos do Registro: a matrícula, o registro e a averbação. Não basta o contrato para a transferência ou aquisição do domínio (art. 481, CC/02). Tradição (forma prescrita em lei para coisas móveis – art. 1. 267, CC);

Registro translativo (forma prescrita em lei para imóveis – art. 1. 245). Vide art.

Registro translativo (forma prescrita em lei para imóveis – art. 1. 245). Vide art. 104, CC – Negócio Jurídico válido/Requisitos. Art. 108, CC (Imóvel acima de 30 salários mínimos somente com escritura pública). Arts. 125 (denunciação da lide), CPC.

Retificação do Registro: É admissível a retificação do Registro quando há inexatidão nos lançamentos,

Retificação do Registro: É admissível a retificação do Registro quando há inexatidão nos lançamentos, isto é, “se o teor do registro de imóveis não exprimir a verdade” (CC, art. 1. 247; art. 212 da Lei nº 6. 015/1973). A retificação pode ser feita extrajudicialmente quando não afeta direito de terceiro.

3) Aquisição da propriedade imóvel pela acessão CC, art. 1. 248 a 1. 259.

3) Aquisição da propriedade imóvel pela acessão CC, art. 1. 248 a 1. 259. Aquisição da propriedade imóvel pela Acessão: é modo originário de aquisição da propriedade, criado por lei, em virtude do qual tudo o que se incorpora a um bem fica pertencendo ao seu proprietário. Segue o princípio segundo o qual a coisa acessória segue o principal.

Espécies de acessões TIPOS DE ACESSÕES – previstas no art. 1. 248 segs. ,

Espécies de acessões TIPOS DE ACESSÕES – previstas no art. 1. 248 segs. , do CC: I – por formação de ilhas; II – por aluvião; III – por avulsão; IV – por abandono de álveo; V – por plantações ou construções.

4) Aquisição da propriedade imóvel por herança Aquisição da propriedade imóvel pelo Direito hereditário

4) Aquisição da propriedade imóvel por herança Aquisição da propriedade imóvel pelo Direito hereditário Ocorre na Sucessão/inventário (art. 1. 784, CC). Aplicação do princípio da SAISINE: abertura da sucessão e transmissão dos bens do falecido aos seus herdeiros. Partilha e entrega dos bens através do Formal de partilha. Inventário e Partilha, CPC, arts. 610 – 673 (Lei nº 13. 105, de 16 -03 -2015).