CCA 039 Irrigao e Drenagem Tales Miler Soares

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Lembre-se: Os apontamentos

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Lembre-se: Os apontamentos em sala de aula e os comentários nesse arquivo digital devem ser complementados pela leitura dos livros preconizados e indicados no primeiro dia de aula. A consulta e crítica às diferentes referências, inclusive ao professor, é o que distingue o futuro profissional bemsucedido. Em muitos momentos “abriremos parênteses” para outros assuntos dentro do tema principal. Essa tortuosidade não é para complicar. É para reforçarmos e relacionarmos o tema principal com outros assuntos vistos no Passado ou que veremos no Futuro. Norman Rockwell (‘crítico caipira’) p.

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 2 A eventual citação de empresas e instituições nesta apresentação não tem qualquer sentido de marketing, patrocínio ou depreciação. . .

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Comentários de Aula

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Comentários de Aula Lâmina de Irrigação p. 3

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. irritec. com/open-field/ p. 4

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Etapas da Prática

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Etapas da Prática da Irrigação (ordem cronológica) ü o o o Etapa do Planejamento do Empreendimento Legalidade Outorga Análise de Mercado e de Investimento ü o o o Etapa do Dimensionamento do Sistema Dimensionamento Agronômico Dimensionamento Hidráulico e Esquematização (Layout) do Sistema Instalação no campo ü o o Etapa do Manejo do Sistema Operação (quando e quanto manejar) Monitoramento da qualidade da irrigação e das variáveis que impactam na Operação Intervenção: Correção, Manutenção, Substituição, Reposição Gestão p. 5

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 6 Conceito de Lâmina Anteriormente foi definido que Lâmina é o produto da Umidade Volumétrica (Ɵ) pela Profundidade do Solo (Z). Também foi demonstrado que o interesse maior não está na Lâmina Absoluta Armazenada no solo, mas sim na diferença de Armazenamento. Portanto: Finalmente, demonstrou-se que a diferença de Lâmina de Água Armazenada no Solo deve levar em consideração também a sensibilidade da cultura ao estresse hídrico (fd) e a profundidade efetiva do sistema radicular (Z efetiva):

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 7 Critério para a Lâmina Líquida de Irrigação Partindo da CRA (Capacidade Real de Armazenamento de Água no Solo), pode-se definir a Lâmina Líquida de Irrigação para a Etapa do Dimensionamento Agronômico. Para isso, respeitemos o critério geral: A Lâmina Líquida de Irrigação (LL) ou Irrigação Real Necessária (IRN) deve ser ≤ à CRA do solo. Atenção: Caso não se obedeça esse critério, a LL poderia ser superior à capacidade do solo em armazenar água na profundidade de interesse, o que geraria perda de água por percolação profunda ou mesmo por escoamento superficial.

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 8 Lâmina Líquida x Irrigação Plena (Total) Irrigação Plena. Nesse tipo de irrigação, toda a água demandada pela cultura deve ser fornecida via sistema de irrigação. Este é o caso da irrigação em clima árido ou semiárido. Também é a projeção que se faz para uso da irrigação em ambiente protegido por filme plástico ou vidro no teto. https: //plantfort. ind. br/ultimas-obras Para Projetos com Irrigação Plena: LL ≤ CRA do solo Observação: O cálculo inicial do dimensionamento é feito considerando LL via Solo = CRA. Depois, faz-se, caso necessário, eventual ajuste na LL de Projeto, mas sempre respeitando: LL ajustada ≤ CRA do solo http: //www. acopema. com. br/produto. php? url=barras-de-irrigacao

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 9 “Nas últimas três décadas, a Arábia Saudita tem perfurado em busca de um recurso mais precioso do que o petróleo. Engenheiros e fazendeiros aproveitaram reservas ocultas de água para cultivar grãos, frutas e vegetais no deserto”. https: //www. nationalgeographic. com/environment/freshwat er/saudi-arabia-water-use/

Lâmina Líquida x Irrigação Suplementar CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares

Lâmina Líquida x Irrigação Suplementar CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 10 Irrigação Suplementar. Nesse caso, apenas parte da água demandada pela cultura deve ser fornecida via sistema de irrigação, uma vez que se espera a contribuição das chuvas. Logo: Para Projetos com Irrigação Suplementar: LL projeto ≤ CRA do solo – Precipitação Provável (75 -80%) LL manejo ≤ CRA do solo – Precipitação Efetiva Observação: A Precipitação Pluvial Efetiva (PP efetiva) diz respeito à Lâmina de Chuva que efetivamente ficou armazenada na profundidade efetiva das raízes. Portanto é apenas uma fração da Precipitação Pluvial Total (PP Total). PP Efetiva = PP Total – Perdas por Percolação – Perdas por Escoamento Superficial http: //www. chrismadden. co. uk/cartoon-gallery/cartoon-agardener-watering-the-garden-in-the-pouring-rain/

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Atenção: Um sistema

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Atenção: Um sistema de irrigação dimensionado no viés da Irrigação Plena pode e deve ser operado (etapa do Manejo da Irrigação) considerando a contribuição das chuvas. Ou seja: sistemas projetados para Irrigação Plena atendem à Irrigação Suplementar. Por outro lado, sistemas dimensionados para Irrigação Suplementar serão incapazes de atender a demanda hídrica máxima da cultura (situação crítica de ETc) quando as chuvas previstas não ocorrerem. Ou seja: sistemas projetados para Irrigação Suplementar não necessariamente atendem à Irrigação Plena. Podem atender em alguns estádios fenológicos, mas podem não atendem nos momentos de pico de consumo hídrico, se houver estiagem prologada. https: //www. gazetadopovo. com. br/agronegocio/agricultura/chuvas-muitoacima-da-media-atrasam-plantio-da-soja-bvw 2 arbxxpgymz 74 v 34 p 242 m 7/ p. 11

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Tipos de Irrigação

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Tipos de Irrigação ü Irrigação Plena ü Irrigação Suplementar ü Irrigação de Salvação ü Irrigação com Déficit Planejado p. 12

Irrigação de Salvação CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS

Irrigação de Salvação CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 13 Planeja-se a irrigação para atender um determinado período/estádio fenológico do ciclo da cultura. Pode ser praticada com o viés de garantir o ‘pegamento’ (‘stand’) e o crescimento inicial vigoroso da cultura. Isso ocorre, por exemplo, com a produção de cana-de-açúcar, em que se faz 2 ou 3 irrigações por mês logo após o plantio ou os cortes para cana-soca. Outro viés é o de dar garantia que a cultura não será perdida em épocas de seca ou estiagem prolongada (veranicos). Assim, pode-se ter como estratégia o fornecimento de uma lâmina mínima apenas para manutenção das culturas. Isso é o que muitos agricultores praticam na Região Nordeste. https: //ainfo. cnptia. embrapa. br/digital/bitstream/item/92065/1/Luiza. INT 108. pdf

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 14 Irrigação

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 14 Irrigação em cana-de-açúcar por Aspersão com Autopropelido (Coruripe- AL) https: //www. jornaldealagoas. com. br/rural/22684/2018/11/02/coo perativa-aposta-em-irrigaco-para-aumentar-a-produtividade https: //melacos. com. br/noticias/usina-de-sp-testa-cana-irrigadapor-gotejamento

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 15 Irrigação

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 15 Irrigação com Déficit Não confundir com irrigação deficiente. A Irrigação com Déficit é uma Técnica. O déficit é Planejado. Nesse caso, a Lâmina de Irrigação é apenas uma fração da demanda da cultura. O déficit pode ser mantido durante todo o ciclo da cultura ou ser imposto apenas em alguns estádios. Deve-se evitar impor o déficit em estádios fenológicos mais sensíveis à falta de água.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Irrigação com Déficit

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Irrigação com Déficit A Irrigação com Déficit deve ter como critério a aplicação de Lâminas inferiores à da Irrigação Plena, mas que gerem lucratividade equivalente ou superior. Ou seja: Foco é maximização de renda e não de produtividade. p. 16

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Enfoques da Agricultura

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Enfoques da Agricultura Irrigada ü Irrigação Convencional: Máxima Produtividade ü Irrigação com Déficit: Máxima Lucratividade p. 17

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 18 Função

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 18 Função de Produção Enfoque: Máxima Produtividade média da cultura da ervilha em função de diferentes lâminas de água de irrigação. https: //www. scielo. br/scielo. php? pid=S 0100 -69162011000200012&script=sci_arttext

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 19 Enfoque:

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 19 Enfoque: Máxima Produtividade Com base na função de produção abaixo, qual a melhor lâmina de irrigação? Produtividade média da cultura da ervilha em função de diferentes lâminas de água de irrigação.

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Receita Líquida (R$) Enfoque Máxima Lucratividade We W* Lâmina de Irrigação (mm) Wm p. 20

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Valor (R$) Custos Variáveis Custos Fixos Quantidade Produzida p. 21

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 22 Cada

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 22 Cada cultura exige uma abordagem customizada quanto ao viés econômico do manejo da irrigação. Talvez seja fácil entender a questão com a seguinte discussão: Culturas anuais como o milho geralmente são manejadas na irrigação visando a máxima produtividade em termos de número de espigas ou maior forragem. Nesse caso, a lâmina de irrigação é aquela que maximiza a produção. Já a cultura do fumo tipo exportação tem como produto comercial a folhagem. Se direcionarmos seu manejo de forma tradicional apenas focando na quantidade de folhas, podemos perder a qualidade das folhas (queima, aroma, etc. ), o que implica em menor preço. Então, a lâmina desejada para esse tipo de fumo é aquela que otimiza o conjunto quantidade-qualidade e não necessariamente aquela que maximiza a produção quantitativa. Essa lâmina ótima provavelmente é menor que a lâmina equivalente à máxima produtividade. . . Lâminas ótimas geram maior Lucratividade, pois proporcionam redução nos Custos Totais.

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 23 Conclusão para o exemplo: A Lâmina Ótima para o Fumo é menor que a Lâmina que maximiza a Produção. A empresa DANCO, em nossa região, teve sensibilidade para compreender essa questão. Obviamente, o refinamento no manejo da irrigação para o fumo produzido pela empresa é questão de ‘segredo industrial’. Visita técnica UFRB/DANCO em 2012

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Para quem quer

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Para quem quer ser mais que ordinário Uma referência muito didática para estudos de análise de viabilidade econômica e planejamento econômico de sistemas de irrigação é o livro: FRIZZONE, J. A. ; ANDRADE JÚNIOR, A. S. ; SOUZA, J. L. M. ; ZOCOLER, J. L. Planejamento de irrigação: análise de decisão de investimento. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2005. 626 p. p. 24

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 25 Para

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 25 Para quem quer ser mais que ordinário A Lâmina que Maximiza o Lucro (Otimização Econômica) para qualquer cultura (incluindo milho ou feijão) normalmente é inferior à Lâmina que Maximiza a Produtividade. Essa é a base da chamada Irrigação Deficitária Planejada: nesse caso, aplicar menos água representará menores produtividade e Receita Bruta, mas, ao mesmo tempo, deve resultar em menor Custo de Produção. Portanto, existe uma Lâmina Ótima reduzida que maximiza o Lucro (Receita Bruta – Custo Total). Infelizmente, esse tema que parece tão atrativo à gestão empresarial é pouco adotado na prática. A razão para isso é a visão tradicional do agricultor e seu receio ao risco decorrente do uso de Lâminas Inferiores. Sugestão de Leitura: FRIZZONE, J. A. ; ANDRADE JÚNIOR, A. S. ; SOUZA, J. L. M. ; ZOCOLER, J. L. Planejamento de irrigação: análise de decisão de investimento. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2005. 626 p.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 26 Proposta

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 26 Proposta de Exercício: Demonstre graficamente, usando o Microsoft Excel, que a Lâmina Ótima Econômica (W*, que gera a maior Receita Líquida) é inferior à Lâmina que Maximiza a Produtividade (Wm). Considere a função de produção esperada para a cultura do feijoeiro, Frizzone et al. (2005). Y = – 624, 123 + 10, 187 W – 0, 00849 W 2 Considere que: a Lâmina Ótima Econômica seja 544 mm, conforme os autores. Faça um gráfico apresentando a resposta de produção (para lâminas entre 0 e 700 mm) e indique com linhas verticais Wm e W*. Lembre-se: o valor máximo ou mínimo da função é obtido derivando a equação e igualando a zero. . .

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 27 No caso de funções de produção (água aplicada x produtividade) que sigam modelos polinomiais de segundo grau (quadráticos), a lâmina da máxima produtividade Wm pode ser obtida fazendo: Y = a. W 2 + b. W + c >>>>> Y’ = 2 a. W + b Proposta de Exercício: Em relação ao exercício anterior com a cultura do feijoeiro, qual o volume economizado caso o irrigante deixe de aplicar a lâmina que maximiza a produtividade e passe a usar a lâmina ótima? Considere que a área irrigada seja de 17 ha.

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS 10/out/2010 15/out/2010 p. 28 Lâmina Líquida via Solo Para as mesmas condições de solo e de evapotranspiração, a LL calculada para a Irrigação Suplementar é menor que para a Irrigação Total. Portanto, o sistema produzido para a Irrigação Suplementar é menos seguro, pois havendo falha nas precipitações pluviais, não será capaz de atender a demanda plena da cultura. ΔƟ �Δ Lâmina Solo �LL Imagem da planta: revhr. net/oak-tree-root-depth. html No Brasil, mesmo nas regiões úmidas, buscase geralmente dimensionar sistemas para Irrigação Plena. E dessa forma, reconhece-se que: LL via Solo = CRA

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 29 Lâmina

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 29 Lâmina Líquida via Clima A LL de irrigação no Dimensionamento do sistema é determinada levando em consideração a CRA (LL via solo). Mas, também deve atender à demanda do Clima. A LL via clima é definida com base na Evapotranspiração Diária da Cultura (ETc). Para fins de Dimensionamento de Sistemas, essa ETc deve ser a máxima ETc esperada em um dado nível de probabilidade. https: //www. cottoninc. com/cotton-production/ag-resources/irrigationmanagement/irrigation-scheduling-tools/

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Lâmina Líquida via

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Lâmina Líquida via Clima Na fase de Dimensionamento, considera-se a demanda evapotranspirativa da cultura em sua plenitude, em sua potencialidade. Portanto, a máxima evapotranspiração de referência (ET 0) provável deve ser associada ao máximo valor de coeficiente de cultivo (kc) da cultura ou do grupo de culturas que se planeja produzir. p. 30

Fase de MANEJO: No intervalo de tempo entre uma irrigação e outra, a variação

Fase de MANEJO: No intervalo de tempo entre uma irrigação e outra, a variação na lâmina de água armazenada no solo (Δ LAA solo) pode ser explicada pelo saldo entre as entradas e saídas de água no sistema. CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS 10/out/2010 p. 31 15/out/2010 Entre uma irrigação e outra, as principais contribuições nesse balanço hídrico são a Precipitação Pluvial Efetiva (PPe: entrada) e a Evapotranspiração da Cultura (ETc: saída). Assim: LAA final = LAA inicial + Σ PPe - Σ ETc Como LL de Irrigação = Δ Lâmina Solo LL = LAA inicial – LAA final = Σ ETc - Σ PPe LL = Σ ETc - Σ PPe Imagem da planta: revhr. net/oak-tree-root-depth. html

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Expectativa x Realidade

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Expectativa x Realidade Para a Etapa de Dimensionamento (Expectativa), considera-se, em termos de demanda atmosférica (LL via Clima), que para a situação mais crítica não há precipitação. Assim: PPe = 0 LL = Σ ETc OBS. : Isso atende ao Dimensionamento da Irrigação Plena e da Irrigação Suplementar, pois nessa Etapa do Dimensionamento, a PPe está associada com a LL via Solo. Assim: LL via Solo = CRA ou CRA - PPe LL via Clima = Σ ETc Para a Etapa Manejo da Irrigação (Realidade), independentemente se o sistema foi projetado para Irrigação Plena ou Irrigação Suplementar, deve-se sempre considerar as chuvas. Assim: LL via Clima= Σ ETc - PPe p. 32

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 33 LL

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 33 LL via Solo x LL via Clima O fator que relaciona LL via solo e LL via Clima, na fase de Dimensionamento de Sistemas, é o Turno de Rega ou Frequência de Irrigação. TR = Intervalo entre eventos de irrigação

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 34 Esse

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 34 Esse termo é o TR - Turno de Rega!!! O significado prático do TR de projeto é indicar qual o maior intervalo entre uma irrigação e outra que pode ser autorizado (permitido) para um dado solo (CRA) submetido à máxima demanda hídrica local (ETc crítica). Ou seja, quando a cultura estiver na época de seu maior consumo, a ETc acumulada deverá ser reposta pelo sistema de irrigação em um máximo número de dias igual ao TR do projeto. CRA em mm; ETc em mm/dia; TR em dias

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 35 O

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 35 O Turno de Rega calculado pela equação anterior é o TR máximo a ser adotado na elaboração do Projeto (Dimensionamento). Portanto, diz respeito ao período mais crítico de demanda. Obviamente, o TR máximo, quando calculado como número fracionado, sempre deve ser um valor aproximado para um número inteiro mais baixo. É o que se chama de TR ajustado. Ajustando o TR, mas ainda estando sob a mesma ETc crítica, deve-se ajustar a LL do Solo. Assim, surge a LL ajustada de projeto.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS ATENÇÃO: Se o

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS ATENÇÃO: Se o ‘arredondamento’ do TR fosse para cima, a Lâmina Líquida Ajustada seria maior que a CRA do Solo. Não podemos ter um sistema ‘planejado’ para aplicar uma lâmina maior que a capacidade de armazenado do solo. . . Isso representaria, no mínimo, aumento das perdas por percolação profunda. . . p. 36

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Turno de Rega

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Turno de Rega (TR) x Período de Irrigação (PI) Período de Irrigação é o intervalo de tempo gasto para irrigar toda a área irrigada. Muitas vezes, o PI = TR. Nesses casos, o intervalo entre um evento de irrigação e outro é igual ao tempo gasto para aplicar água em toda área. Exemplo 1: Turno de Rega Ajustado = 5 dias Folga para o Sistema = 1 dia Em outros casos (e isso é razoável), o projetista deixa uma Folga no turno de rega (1 -2 dias), com o intuito de dar manutenção no sistema. Nesses casos, a aplicação de água em toda área (PI) deve ser feita em um intervalo menor que o do TR. PI < TR Exemplo 2: Folga para o sistema = 1 dia Período de Irrigação = 3 dias PI (dias) = TR (dias) – Folga (dias) Período de Irrigação será de 4 dias. Turno de Rega será de 4 dias. p. 37

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 38 Eficiência

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 38 Eficiência do Sistema e Lâmina Bruta de Irrigação Os sistemas de irrigação não são plenamente eficientes na aplicação e armazenamento da água na profundidade efetiva das raízes. Ocorrem diversas perdas de água no processo. Ou seja, ao se aplicar exatamente a LL, ficará disponível à cultura uma Lâmina inferior à LL. Por essa razão, para garantir à cultura uma dada LL, deve-se aplicar uma Lâmina superior, chamada de Lâmina Bruta (LB). Essa LB é calculada com base na Eficiência do Sistema (EF), que varia de sistema para sistema: em que: LB e LL em mm EF em decimal

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 39 Eficiência

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 39 Eficiência de Sistemas de Irrigação A ineficiência dos sistemas de irrigação tem múltiplas fontes: ü Perda de água por Percolação Profunda (abaixo da profundidade Z efetiva das raízes) ü Perda de água por Escoamento Superficial (run off) em terrenos declivosos ü Perda de água por Deriva Eólica (arraste pelos ventos) ü Perda de água por Evaporação Direta (Evaporação antes da água infiltrar. Não confundir com a evaporação da evapotranspiração, pois essa diz respeito à água que chegou a ser armazenada) ü Perda de água por Vazamentos no sistema de condução ü Desuniformidade na aplicação de água (oscilações de pressão na rede, qualidade fabril dos emissores e entupimentos na rede e nos emissores, etc. )

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS evaporação direta vazamentos

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS evaporação direta vazamentos p. 40 deriva eólica Z efetiva escoamento superficial percolação profunda

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. higitec. com. br/blog/6 -formas-de-encontrar-um-vazamento-de-agua-na-sua-casa/ p. 41

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. researchgate.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. researchgate. net/publication/318197795_Irrigacao_metodos_sis temas_e_aplicacoes https: //www. businessbritainmedia. co. uk/ofwat-challenges-water-companiesreduce-leakage-water-pipes/ p. 42

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Perda por Runoff

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Perda por Runoff (irrigação por aspersão em cultivo de alface) https: //www. growingproduce. com/vegetables/filter-irrigation-runoff-to-protect-water-quality/ Photo by Michael Cahn p. 43

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 44 Perda

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 44 Perda por Runoff e por Percolação (em irrigação por sulcos) https: //www. forestryimages. org/browse/detail. cfm? imgnum=1572694 https: //www. smk. com. au/single-post/2018/03/23/NSW-Water-Reforms-Public. Consultation-Period-Open

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Alta vazão na

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Alta vazão na entrada do sulco de irrigação Pouca perda por percolação profunda Muita perda por runoff Baixa vazão na entrada do sulco de irrigação Muita perda por percolação profunda Pouca perda por runoff http: //factsheets. okstate. edu/documents/bae-1527 -surface-irrigation-systems/ p. 45

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Perda por deriva

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Perda por deriva eólica https: //www. kadox. com. br/wp-content/uploads/2013/04/PLONA-RL 400 -3. jpg p. 46

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Perda por evaporação

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Perda por evaporação direta (atmosfera e solo) https: //calmatters. org/environment/2019/05/future-of-california-watersupply/ https: //www. grainews. ca/2014/03/18/water-cannon-drains-sloughs-quickly/ p. 47

Desuniformidade do emissor x variação fatores hidráulicos CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales

Desuniformidade do emissor x variação fatores hidráulicos CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Fatores hidráulicos? Topografia e perda de carga Emissor Não Regulado em Nível Observe que a vazão é decrescente para Laterais em Nível, devido a perda de pressão provocada pelo atrito (Hf). Hf é a famosa perda de carga! p. 48

Desuniformidade do emissor x variação fatores hidráulicos CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales

Desuniformidade do emissor x variação fatores hidráulicos CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Emissor Não Regulado em Aclive Observe que a vazão também é decrescente para Laterais Aclive, devido a perda de pressão provocada pelo atrito (Hf) e a perda de energia potencial gravitacional já que a água está ‘subindo a ladeira’. . . p. 49

Desuniformidade do emissor x variação fatores hidráulicos CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales

Desuniformidade do emissor x variação fatores hidráulicos CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Emissor Não Regulado em Declive Para Laterais em Declive forte, a perda de pressão devido ao atrito (Hf) é menor do que o ganho de pressão devido ao desnível. Assim, a pressão e, portanto, a vazão são crescentes. . . Atenção: Para declives mais suaves, o ganho de desnível pode ser inferior ou igual à Hf. p. 50

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CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 51 Desuniformidade do emissor x coeficiente de variação de fabricação https: //www. inf. ufsc. br/~andre. zibetti/probabilidade/normal. html

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Vazão média do

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Vazão média do menor quartil determinada a partir da combinação de variações hidráulicas e de fabricação (sistema pressurizado) Fonte: Frizzone et al. (2012) p. 52

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 53 Desuniformidade

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 53 Desuniformidade do emissor x coeficiente de variação fatores hidráulicos e adversos Deposição de partículas do solo Precipitação química de Carbonatos Precipitação química de óxido de Ferro https: //www. semanticscholar. org/paper/Methodolo gy-to-Evaluate-Dripper-Sensitivity-to-due-Lavanholi. Oliveira/3 e 1 d 9 fca 5 e 234 b 828729531 fd 259698 eb 9 c 8 1 eff/figure/3 https: //ucanr. edu/blogs/blogcore/postdetail. cfm? po stnum=18145

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Corrosão https: //sprinklerage.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Corrosão https: //sprinklerage. com/identifying-microbes/ Entupimento (depósito de Cálcio) https: //www. hydrosmart. com. au/streaky-baycalcium-scale/ p. 54 Entupimento (depósito de Ferro) http: //magazine. greenhousemag. com/article/novem ber-2018/equipment-understanding-greenhouseirrigation-system-clogging. aspx

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Valores de Referência

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Valores de Referência para Eficiência de diferentes Sistemas de Irrigação: p. 55

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. qld.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. qld. gov. au/environment/agriculture/sustainable-farming/reef-regulations/reef-initiatives/canefarming-impacts p. 56

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 57 Eficiência

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 57 Eficiência de Sistemas de Irrigação Observe que os sistemas do Método da Irrigação por Superfície têm menor eficiência esperada (6075%). ü Essa é a razão de sua discriminação. ü Também explica a tendência de se converter esses sistemas para sistemas pressurizados nos Métodos de Aspersão, Localizada ou Subterrânea, cuja eficiência esperada é mais alta (80 -95%).

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 58 Magnitude

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 58 Magnitude da Lâmina Líquida via Clima Magnitude da Lâmina Líquida via Solo A LL via Clima tem a mesma magnitude do Acúmulo da Evapotranspiração Diária da Cultura. A LL via Solo tem a mesma magnitude da CRA do solo. Portanto, pensando nas condições de máxima demanda (Etapa de Projeto), a LL via Clima varia de acordo com a Σ ETc e o TR ajustado: Portanto, pensando em termos de unidade de profundidade do solo, a LL via Solo varia conforme a DTA: A ET 0 varia de valores < 1, 0 até valores máximos na magnitude de 4, 0 a 10, 0 mm/dia, mas, podendo superar 14 mm/dia. Textura do Solo DTA (mm/cm) Arenosa 0, 6 a 1, 0 Franco-Arenosa 0, 9 a 1, 5 Considerando que o kc máximo atinge 1, 1 a 1, 25, a ETc máxima seria 5, 0 a 12, 5 mm/dia, mas, podendo atingir 17, 5 mm/dia. Franco-Areno-Argilosa 1, 4 a 2, 0 Franco-Argilosa 1, 6 a 2, 2 Argilosa 2, 0 a 2, 5 Fonte: Bernardo et al. (2019)

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 59 Lâmina

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 59 Lâmina de Irrigação na Etapa do Manejo Até aqui foi enfatizado o cálculo da LL e da LB para a Etapa do Dimensionamento do Sistema, sempre buscando o momento mais crítico para o sistema (por exemplo: ETc máxima, maior kc, máxima Z efetiva, esgotamento de toda CRA). Para a Etapa do Manejo do Sistema, os princípios são os mesmos, mas nesse caso, a intenção é definir qual a Lâmina para o momento atual da cultura. Logo o déficit de umidade (ΔƟ) é definido entre a ƟCC e a Ɵatual. E considera-se a atual Z efetiva, o atual kc e a atual ETc.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 60 Lâmina

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS p. 60 Lâmina Bruta na Etapa do Manejo Considerando que a Eficiência esperada para o Sistema (adotada no Dimensionamento) não é a mesma verificada no campo (durante o Manejo), a LB na etapa do Manejo deve ser obtida com base na Eficiência observada do sistema (valor atualizado). http: //www. aquasolo. com. br/avaliacao-de-sistemas/

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. qld.

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS https: //www. qld. gov. au/environment/agriculture/sustainable-farming/reef-regulations/reef-initiatives/canefarming-impacts p. 61

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Diferenças entre Projeto

CCA 039 - Irrigação e Drenagem. Tales Miler Soares - UFRB/CCAAB/NEAS Diferenças entre Projeto Agronômico e Manejo da Irrigação em função de parâmetros que têm em comum Parâmetro Projeto Agronômico Manejo da Irrigação Estádio fenológico Estádio da máxima demanda hídrica Estádio atual Z efetiva do sistema radicular Z efetiva Máxima Z efetiva atual ET 0 máxima ET 0 provável ET 0 atual Coeficiente de cultivo Maior Kc Kc do estádio fenológico atual Coeficiente de localização KL com base na maior PW ou PAS KL com base no atual PW ou PAS Precipitação provável Precipitação efetiva atual Lâmina Armazenada no Solo CRA: Capacidade Real de Água LAA: Lâmina Atual Armazenada Déficit de Umidade no Solo (Ɵcc – Ɵcrítica) (Ɵcc – Ɵatual) Déficit de Lâmina no Solo IRN = LL = CRA = (LAAcc – LAAcrítica) IRN = LL = (LAAcc – LAA atual) Turno de Rega TR máximo TR (fixo ou variável) = TR máximo* TR (fixo ou variável) ≤ TR máximo TR (fixo ou variável) ≥ TR máximo Eficiência do Sistema Arbitrado; Tabelado Medido no campo p. 62