Rev Paul Pediatr 2013 313 384 91 Paula

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Rev Paul Pediatr 2013; 31(3); 384 -91 Paula Abdo – R 3 UTIP Coordenação:

Rev Paul Pediatr 2013; 31(3); 384 -91 Paula Abdo – R 3 UTIP Coordenação: Dra Nathália Bardal Residência Médica UTI Pediátrica HRAS/HMIB/SES/DF Unidade de Neonatologia Brasília, 6 de novembro de 2014 www. paulomargotto. com. br

INTRODUÇÃO Descrição antiga sobre gêmeos siameses Irmão mais famosos: Chang e Eng, no Sião,

INTRODUÇÃO Descrição antiga sobre gêmeos siameses Irmão mais famosos: Chang e Eng, no Sião, em 1811 Sexo masculino, unidos pelo tórax, compartilhavam o mesmo fígado

INTRODUÇÃO Em 1689 Primeiro relato de separação bem sucedida Gêmeos unidos pelo ísquio

INTRODUÇÃO Em 1689 Primeiro relato de separação bem sucedida Gêmeos unidos pelo ísquio

EPIDEMIOLOGIA Gemelaridades múltiplas espontâneas ocorrem em 1, 6% das gestações 1, 2% são dizigóticos

EPIDEMIOLOGIA Gemelaridades múltiplas espontâneas ocorrem em 1, 6% das gestações 1, 2% são dizigóticos / 0, 4% monozigóticos Dos monozigóticos, 5% são monocoriônicas e monoamnióticas e apenas 1% gestações imperfeitas

EPIDEMIOLOGIA siameses: 1: 45 -200 mil nascidos vivos Houve redução na incidência desses nascidos

EPIDEMIOLOGIA siameses: 1: 45 -200 mil nascidos vivos Houve redução na incidência desses nascidos vivos na última década: diagnóstico precoce e interrupção da gestação Reprodução assistida levou ao aumento da chance de monocorionicidade ; aumento de siameses em 8 x

EPIDEMIOLOGIA Incidência de anormalidades congênitas é mais frequente em monozigóticos quando comparada com dizigóticos

EPIDEMIOLOGIA Incidência de anormalidades congênitas é mais frequente em monozigóticos quando comparada com dizigóticos ou gestações únicas Em siameses existe uma frequência de 10 a 20% de ocorrência de defeitos maiores (além das anomalias do local de junção)

EPIDEMIOLOGIA Mulheres com história de gestação de gêmeos siameses não têm risco aumentado de

EPIDEMIOLOGIA Mulheres com história de gestação de gêmeos siameses não têm risco aumentado de recorrência em gestação futura A proporção de meninas é três vezes maior que a de meninos

ETIOLOGIA Gêmeos siameses são originados de um único óvulo fertilizado: 1. 2. Teoria da

ETIOLOGIA Gêmeos siameses são originados de um único óvulo fertilizado: 1. 2. Teoria da fissura: ocorre entre 13 e 15 dias após a fertilização, devido a uma falha da divisão, um óvulo se divide em 2 embriões Teoria da fusão: 12 dias após a fertilização, embriões já separados voltam a se unir

CLASSIFICAÇÃO Gêmeos siameses são sempre monozigóticos e monocoriônicos Portanto sempre do mesmo sexo Podendo

CLASSIFICAÇÃO Gêmeos siameses são sempre monozigóticos e monocoriônicos Portanto sempre do mesmo sexo Podendo ser monoamnióticos (mais usual) ou diamnióticos

CLASSIFICAÇÃO De acôrdo com o local de fusão mais proeminente Toracópagos (torax) – 20

CLASSIFICAÇÃO De acôrdo com o local de fusão mais proeminente Toracópagos (torax) – 20 a 67% Onfalópagos (abdome) – 18 a 33% Pigópagos (sacro) – 18 a 28% Isquiópagos (pelve) – 6 a 11% Craniópagos (crânio) – 2%

CLASSIFICAÇÃO Toracópagos 20 a 67% Unidos até a cicatriz umbilical 20 -40% esterno único

CLASSIFICAÇÃO Toracópagos 20 a 67% Unidos até a cicatriz umbilical 20 -40% esterno único 90% fígado único 50% intestino delgado único

CLASSIFICAÇÃO Onfalópagos 18 a 33% Mesma união de tronco que os toracópagos, porém corações

CLASSIFICAÇÃO Onfalópagos 18 a 33% Mesma união de tronco que os toracópagos, porém corações separados 80% compartilham o mesmo fígado 33% íleo terminal e colon

CLASSIFICAÇÃO Pigópagos 18 a 28% 15% com bexiga única Sacro e coccix únicos Sempre

CLASSIFICAÇÃO Pigópagos 18 a 28% 15% com bexiga única Sacro e coccix únicos Sempre compartilham os ossos pélvicos

 Imagem de gêmeos fusionados do tipo dicephalus (duas cabeças) tetrabrachius (quatro braços) dipus

Imagem de gêmeos fusionados do tipo dicephalus (duas cabeças) tetrabrachius (quatro braços) dipus (duas pernas)

DIAGNÓSTICO PRÉ NATAL: possível realizar o diagnóstico a partir de 7 sem de gestação

DIAGNÓSTICO PRÉ NATAL: possível realizar o diagnóstico a partir de 7 sem de gestação Ultrassonografia Ressonância magnética PÓS-NATAL

ECOGRAFIA OBSTÉTRICA Ideal acima de 12 semanas de gestação Na presença de monocorionicidade e

ECOGRAFIA OBSTÉTRICA Ideal acima de 12 semanas de gestação Na presença de monocorionicidade e monoamnicidade excluir presença de gêmeos siameses Fatores confundidores: membrana que divide os fetos muito fina; aproximação excessiva dos fetos Diagnóstico no 1º TRIMESTRE deve ser dado com cautela

ECOGRAFIA OBSTÉTRICA Sinais sugestivos: Embriões que se movem ao mesmo tempo Embrião com aparência

ECOGRAFIA OBSTÉTRICA Sinais sugestivos: Embriões que se movem ao mesmo tempo Embrião com aparência bífida antes de 10 sem de idade gestacional Presença de vesícula vitelínica única extraamniótica

RESSON NCIA MAGNÉTICA Exame complementar a ecografia fetal Auxilia no planejamento cirúrgico Excelente resolução

RESSON NCIA MAGNÉTICA Exame complementar a ecografia fetal Auxilia no planejamento cirúrgico Excelente resolução dos tecidos sem expor a gestante à radiação Diferencia tecidos moles Realizar entre 24 -40 semanas

ECOCARDIO FETAL Maior incidência de doenças cardíacas congênitas Avaliar o grau de complexidade Avalia

ECOCARDIO FETAL Maior incidência de doenças cardíacas congênitas Avaliar o grau de complexidade Avalia possibilidade cirúrgica pós-natal

DIAGNÓSTICO PÓS NATAL Exame físico detalhado Ultrassom torácico, abdominal e transfontanela Ecocardiograma Ressonância magnética

DIAGNÓSTICO PÓS NATAL Exame físico detalhado Ultrassom torácico, abdominal e transfontanela Ecocardiograma Ressonância magnética de crânio e tórax

CIRURGIA 1. URGÊNCIA 2. Necessidade de correção imediata: coração compartillhado com instabilidade Hérnia diafragmática

CIRURGIA 1. URGÊNCIA 2. Necessidade de correção imediata: coração compartillhado com instabilidade Hérnia diafragmática ou onfalocele rota Quando há um gêmeo natimorto ELETIVA Entre 6 a 12 meses de vida

PROGNÓSTICO Estudo de 1981 a 2007, 14 casos de gemelaridade imperfeita Sete sexo feminino

PROGNÓSTICO Estudo de 1981 a 2007, 14 casos de gemelaridade imperfeita Sete sexo feminino / 6 sexo masculino / 2 náo foi possível identificar 10 foram a óbito após o nascimento 3 sobreviveram por menos de 1 ano Apenas 1 submetido a separação cirúrgica, sobreviveram até 8 anos

PROGNÓSTICO Mortalidade permanece elevada Sucesso da cirurgia depende da complexidade da fusão, extensão dos

PROGNÓSTICO Mortalidade permanece elevada Sucesso da cirurgia depende da complexidade da fusão, extensão dos órgãos compartilhados e gravidade das anomalias Maior sobrevivência nos que não compartilham órgãos vitais Grande morbidade devido necessidade de cirurgia adicional

ASPECTOS LEGAIS Objetivo da separação é tornar possível uma existência independente, com escolhas individuais

ASPECTOS LEGAIS Objetivo da separação é tornar possível uma existência independente, com escolhas individuais Manejado de acordo com os princípios da ética Todos os riscos devidamente comunicados aos pais

ASPECTOS LEGAIS Interrupção da gestação é permitida a partir de uma autorização que leva

ASPECTOS LEGAIS Interrupção da gestação é permitida a partir de uma autorização que leva em consideração os Princípios Constitucionais da Dignidade Humana

ASPECTOS LEGAIS Um estudo, do HC-SP, analisou 30 casos de gêmeos siameses (Nomura RM

ASPECTOS LEGAIS Um estudo, do HC-SP, analisou 30 casos de gêmeos siameses (Nomura RM et al, 2011) Critérios de inclusão: ausência de prognóstico após separação cirúrgica pós-natal; fusão complexa de órgãos vitais; malformação cardíaca complexa, IG < 25 sem

ASPECTOS LEGAIS 76% dos pais optaram pela interrupção da gestação x 24% manutenção 63,

ASPECTOS LEGAIS 76% dos pais optaram pela interrupção da gestação x 24% manutenção 63, 2% dos pedidos de interrupção foram aceitos Nos 26, 3% não autorizados, todos foram a óbito neonatal

CONCLUSÕES Diagnóstico pré natal é muito importante Avaliar o local e complexidade da fusão

CONCLUSÕES Diagnóstico pré natal é muito importante Avaliar o local e complexidade da fusão Definir manejo e prognóstico Avaliação multidisciplinar: obstetra, neonatologista e cirurgião pediátrica Aspectos éticos devem ser discutidos em equipe e com a família

Consultem o Artigo Integral! DENARDIN, Daniela et al. Gemelaridade imperfeita: um dilema clinico e

Consultem o Artigo Integral! DENARDIN, Daniela et al. Gemelaridade imperfeita: um dilema clinico e etico. Rev. paul. pediatr. , São Paulo , v. 31, n. 3, Sept. 2013. Disponível em: http: //www. scielo. br/scielo. php? script=sci_artte xt&pid=S 010305822013000300384&lng=en&nrm=iso. Accessado em 30 Oct. 2014. http: //dx. doi. org/10. 1590/S 01030582201300017.

Nota do Editor do site, Dr. Paulo R. Margotto Consultem também! Gemelaridade, uma abordagem

Nota do Editor do site, Dr. Paulo R. Margotto Consultem também! Gemelaridade, uma abordagem para o neonatologista Autor(es): Márcia Pimentel, Paulo R. Margotto