O fim do socialismo real Unio Sovitica Era

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O fim do socialismo real

O fim do socialismo real

União Soviética Era Stalinista (1945 -1953) • Com mão de ferro, o ditador Stalin

União Soviética Era Stalinista (1945 -1953) • Com mão de ferro, o ditador Stalin comandou a reconstrução do país. Por meio de planejamentos globais da economia, organizados pelos burocratas do Estado, o governo ditava as metas para a recuperação econômica e desenvolvimento do país no pós-segunda guerra. • Já nos primeiros anos da década de 50, eram notáveis os resultados esforços de reconstrução nacional. A União Soviética desenvolveu a indústria de base e de armamentos, construiu usinas hidrelétricas, mecanizou a agricultura, instalou escolas, eliminou o analfabetismo etc.

União Soviética Era Stalinista (1945 -1953) • O lado sombrio desses anos foi a

União Soviética Era Stalinista (1945 -1953) • O lado sombrio desses anos foi a consolidação da ditadura stalinista. Stalin assumiu todos os principais cargos da União Soviética, tornou-se chefe absoluto do Partido Comunista, do Estado e do Exército. Por meio de prisões, expulsões, torturas e fuzilamentos liquidou com todos os possíveis opositores. • Além do terror político da ditadura, o governo soviético montou uma imensa campanha publicitária destinada ao culto da personalidade de Stalin.

União Soviética Era Kruchev (1953 -1964) • I. Após 29 anos no poder, Stalin

União Soviética Era Kruchev (1953 -1964) • I. Após 29 anos no poder, Stalin morreu vitimado por um derrame cerebral. Começou, então, a era Nikita Kruchev, cujas principais características foram: Plano Interno – Kruchev condenou a ditadura stalinista e abriu espaço para a liberalização política. Em 1956, no XX Congresso do Partido Comunista, denunciou os crimes de Stalin, sua rigidez doutrinária a a campanha do culto à sua personalidade. As denúncias de Kruchev repercutiram mundialmente. Líderes socialistas de todo o planeta ficaram chocados com a amarga verdade.

União Soviética Era Kruchev (1953 -1964) II. • Plano Internacional – Kruchev defendeu a

União Soviética Era Kruchev (1953 -1964) II. • Plano Internacional – Kruchev defendeu a necessidade de uma coexistência pacífica entre países socialistas e capitalistas. Dizia Kruchev: Só a paz pode garantir nossas diferenças, pois, no caso de uma guerra nuclear, as cinzas do comunismo e do capitalismo serão totalmente indiferenciáveis. O anti-stalinismo de Kruchev e sua política de coexistência pacífica provocaram desentendimentos entre a União Soviética e a China comunista, que se mantinha fiel às ideias e métodos de Stalin.

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • A desestalinização (medidas contrárias ao

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • A desestalinização (medidas contrárias ao sistema implantado por Stalin) promovida por Kruchev não foi suficiente para romper a armadura do comunismo autoritário. Até 1985, os principais dirigentes da União Soviética (Brejnev, Andropov e Tchernenco) mantiveram o país submetido ao controle ditatorial da elite comunista. • Nesse período, somou-se à falta de liberdade política o grave problema da estagnação econômica. As dificuldades foram tomando conta do país acarretando: declínio da produção industrial, comercial e agrícola; aumento do desemprego em trabalhos qualificados; falta de alimentos na cidade; queda da qualidade dos serviços públicos; aumento do alcoolismo; crescimento da corrupção administrativa.

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • • Em 1985, Mikhail Gorbatchev

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • • Em 1985, Mikhail Gorbatchev tornou-se o principal dirigente da União Soviética. Começou, então, a promover amplas reformas voltadas para a liberalização da política (glasnost) e reestruturação econômica (perestroika). Com a glasnost o governo Gorbachev promoveu: a) b) c) d) A libertação dos presos políticos; A demissão de funcionários corruptos; O fim da censura à imprensa; A instituição do pluripartidarismo. • Já a perestroika incluía uma série de medidas tais como: a) b) c) d) e) Corte nos gastos com armas e soldados e retirada das tropas soviéticas do afeganistão; Fim do monopólio estatal sobre alguns setores, como o de alimentos; Permissão para a abertura de empresas privadas; Estímulo a renovação tecnológica e à competitividade entre as empresas; Permissão para a entrada de empresas estrangeiras no país.

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • Gorbachev tentou administrar a construção

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • Gorbachev tentou administrar a construção de uma nova União Soviética, politicamente mais livre e economicamente mais moderna. • A situação, porém, acabou fugindo-lhe ao controle. No decorrer das transformações, Gorbachev teve que enfrentar: de um lado, a reação conservadora dos comunistas autoritários, inimigos do avanço democrático; de outro, os ultra-reformistas, ansiosos por rápidas e profundas mudanças político-econômicas. • Em agosto de 1991, Gorbachev foi deposto pelos comunistas autoritários. No entanto, esse golpe fracassou devido principalmente à resistência dos reformistas e liberais, liderados por Boris Yeltsin (presidente da Federação Russa).

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • Três dias depois do golpe,

União Soviética De Brejnev a Gorbatchev (1964 -1991) • Três dias depois do golpe, Gorbachev retornou ao governo, passando então a enfrentar o impetuoso movimento das repúblicas soviéticas, que buscavam autonomia e poder. Em setembro, as repúblicas bálticas (Letônia, Estônia e Lituânia) foram reconhecidas como Estados independentes. • Esse processo levou ao desmembramento da União Soviética e à criação da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que passou a congregar várias repúblicas, como Rússia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Armênia, entre outras. • A criação da CEI esvaziou e aniquilou os poderes da União Soviética. Reconhecendo esse fato, Gorbachev renunciou encerrando suas atividades no dia 25 de dezembro de 1991. Depois de 69 anos de existência, o poderoso império soviético desmoronou.

O Colapso do Bloco Socialista

O Colapso do Bloco Socialista

Democratização do Leste Europeu • Uma série de acontecimentos semelhantes aos que ocorreram na

Democratização do Leste Europeu • Uma série de acontecimentos semelhantes aos que ocorreram na União Soviética desorganizou o Leste europeu, causando uma onda de separatismos, nacionalismos exacerbados e conflitos étnicos e religiosos há muito encobertos ou reprimidos. O socialismo real entrou em colapso, provocando o fim do bloco militar do Pacto de Varsóvia e o término da Guerra Fria.

Alemanha • Depois da Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em Alemanha Ocidental (capitalista)

Alemanha • Depois da Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em Alemanha Ocidental (capitalista) e Alemanha Oriental (socialista). Para evitar a fuga de alemães da Berlim oriental para a Berlim ocidental, em 1961, as autoridades da Alemanha Oriental mandaram erguer o Muro de Berlim. Mas o ritmo de desenvolvimento das duas Alemanhas não foi o mesmo: enquanto o progresso da parte socialista foi apenas razoável, a parte capitalista tornou-se um dos países mais ricos do mundo, o que gerava enorme insatisfação entre os alemães orientais. Some-se a isso o fato de que os alemães ocidentais podiam manifestar as suas ideias livremente.

Alemanha • No final dos anos 1980, incentivados pelas reformas de Gorbachev na URSS,

Alemanha • No final dos anos 1980, incentivados pelas reformas de Gorbachev na URSS, os habitantes da Alemanha Oriental organizaram um movimento popular exigindo melhor qualidade de vida e democracia. Pouco a pouco o movimento foi ganhando corpo e força até que, em 9 de novembro de 1989, o povo alemão derrubou o Muro de Berlim, o principal símbolo da Guerra Fria. • Após a queda do muro, Mikhail Gorbachev concordou em retirar as tropas soviéticas da Alemanha, após 45 anos de ocupação. Em julho de 1990, realizou-se a união monetária e econômica entre as duas Alemanhas. Em outubro a Alemanha voltava a ser um só país.

Polônia • Colocada na órbita soviética após a Segunda Guerra, a Polônia viveu até

Polônia • Colocada na órbita soviética após a Segunda Guerra, a Polônia viveu até os anos 1970 um período de prosperidade. Ao mesmo tempo, porém, assumiu uma enorme dívida com alguns bancos ocidentais. No final daquela década, uma grave crise econômica se instalou no país, marcando o início do movimento de oposição polonês, sob a liderança do sindicato Solidariedade primeira instituição operária independente do Leste europeu. No início dos anos 1980, ocorreram greves nas cidades portuárias do Báltico e nas minas de carvão da Silésia. Seguindo a liderança de Lech Walesa, os trabalhadores reivindicavam o direito de greve e a liberdade de organização sindical.

Polônia • Como resposta, a União Soviética concentrou tropas na fronteira e levou ao

Polônia • Como resposta, a União Soviética concentrou tropas na fronteira e levou ao poder o então Ministro da Defesa, general Jaruzelski, que decretou a Lei Marcial, tornou ilegal o Solidariedade e prendeu seus dirigentes. No entanto, as manifestações contra o governo persistiram na década de 80, sendo apoiadas, na época, pelo Papa João Paulo II, nascido na Polônia. • No final dos anos 80, Jaruzelski iniciou uma política de distensão. Reconheceu o Solidariedade e deu início a um programa de desestatização da economia. Os anos 1990 assistiram à eleição de Lech Walesa para presidente da Polônia. Chegava ao fim o socialismo real no país.

Tchecoslováquia • A Tchecoslováquia nasceu da união das nações tcheca e eslovaca após a

Tchecoslováquia • A Tchecoslováquia nasceu da união das nações tcheca e eslovaca após a Primeira Guerra Mundial, em decorrência da fragmentação do império Austro-Húngaro. No final da Segunda Guerra Mundial, tropas soviéticas libertaram o país do jugo nazista. A implantação do modelo socialista teve início em 1948, quando os comunistas deram um golpe de Estado. • Em 1968, o comunista moderado Alexander Dubcek iniciou uma série de reformas democráticas no país que se tornaram conhecidas como Primavera de Praga. Entretanto, Moscou não aceitou essa guinada e tropas soviéticas invadiram a Tchecoslováquia, obrigando o retorno à linha dura. No final dos anos 1980, as reformas desencadeadas por Gorbachev favoreceram a Revolução de Veludo, assim denominada por ter promovido mudanças sem violência. Entretanto, um movimento separatista teve início no seio da nação eslovaca e se tornou irreversível em 1992. em 1º de janeiro de 1993 a Tchecoslováquia se dividiu em dois Estados: a República Tcheca e a República da Eslováquia.

Iugoslávia • A Iugoslávia, liderada pelo marechal Josip Broz Tito, era formada por seis

Iugoslávia • A Iugoslávia, liderada pelo marechal Josip Broz Tito, era formada por seis repúblicas: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia. Herzegovina, Montenegro e Macedônia. Essas repúblicas eram habitadas por povos diversos, cada qual com sua língua e seus costumes. As diferenças estendiam-se, também, à área econômica: as repúblicas do norte eram mais ricas que as do sul. • Durante o seu governo, o marechal Tito adotou políticas compensatórias e, fazendo uso de seu prestígio, conseguiu impedir que as rivalidades entre as seis repúblicas se transformassem em conflito aberto. Mas, com a morte de Tito e os efeitos da crise econômica que se abateu sobre a Europa na década de 80, as rivalidades entre as repúblicas iugoslavas afloraram. Primeiro, porque as mais ricas queriam a separação a fim de gerir seus próprios recursos. Segundo, porque os movimentos populares surgidos nessas repúblicas clamavam por democratização e autonomia.

Guerra na Bósnia • Com o objetivo de se apossar de toda a Iugoslávia,

Guerra na Bósnia • Com o objetivo de se apossar de toda a Iugoslávia, em 1988 o presidente da Sérvia, Slobodan Milosevic, passou a dizer que precisava defender as minorias sérvias que viviam nas repúblicas vizinhas (a nacionalidade sérvia era a mais numerosa na Iugoslávia). A Eslovênia e a Croácia, as duas repúblicas mais ricas, reagiram imediatamente, declarando sua independência (1991). O governo de Milosevic respondeu atacando a Croácia. O conflito só terminou com o envio das forças de paz da ONU, que garantiram a independência das duas repúblicas. • Ainda em 1991, a Macedônia e a Bósnia-Herzegovina também se declararam independentes; na Bósnia viviam bósnios mulçumanos, croatas católicos e sérvios ortodoxos. Os bósnios eram maioria e ganharam as eleições para o governo que então se formou. O presidente da Sérvia, Milosevic, armou os sérvios que viviam na Bósnia e iniciou uma nova guerra; dessa vez para derrubar um governo democraticamente eleito.

Guerra na Bósnia • O conflito se estendeu de 1992 a 1995, quando forças

Guerra na Bósnia • O conflito se estendeu de 1992 a 1995, quando forças da Otan, lideradas pelos Estados Unidos, intervieram, forçando Milosevic a assinar um acordo que fixava as fronteiras da Bósnia-Herzegovina. A Iugoslávia passou, então, a ser constituída por duas repúblicas apenas, a Sérvia e o Montenegro. • Nesse conflito étnico-religioso, um dos mais trágicos ocorridos após a Segunda Guerra, morreram 250 mil pessoas e milhares de crianças ficaram seus pais. Essa tragédia se deve, em boa parte, à política de extermínio adotada por Milosevic, que mandou suas milícias matarem milhares de civis, criarem campos de concentração para prisioneiros bósnios e croatas, violentarem mulheres mulçumanas engravidarem, alegando que era preciso injetar sangue sérvio na população mulçumana. Essa política de extermínio era chamada de “limpeza étnica”.

Guerra no Kosovo • Em Kosovo, uma província menor da Iugoslávia, 90% dos habitantes

Guerra no Kosovo • Em Kosovo, uma província menor da Iugoslávia, 90% dos habitantes eram albaneses de religião mulçumana, e os 10% restantes, sérvios de religião cristã ortodoxa. Isso, por si só, era um ponto de tensão entre esses povos. Outro ponto era a insatisfação dos kosovares com os desmandos de Milosevic, que havia sido reeleito presidente da Iugoslávia, em 1997. • No início de 1998, os kosovares iniciaram um movimento para separar-se da Iugoslávia. O governo de Milosevic respondeu massacrando e deportando os kosovares. Diante disso, em 1999, a Otan lançou bombardeio aéreo maciço sobre a Iugoslávia, destruindo aeroportos, pontes, quartéis e prédios do governo. Naquele mesmo ano, Milosevic aceitou o plano de paz proposto pelo G-8. Com esse acordo, Kosovo passou a ser administrada pela ONU. Milosevic foi preso e enviado para Haia, na Holanda, para ser julgado por crimes contra a humanidade.

 • Em 4 de fevereiro de 2003, o Parlamento iugoslavo reuniu-se pela última

• Em 4 de fevereiro de 2003, o Parlamento iugoslavo reuniu-se pela última vez. Decidiu extinguir a República Federal da Iugoslávia e aprovou a constituição de um novo Estado, chamado União da Sérvia e Montenegro. Posteriormente, ocorreu uma nova alteração no mapa: por meio de um plebiscito, a população montenegrina optou por separar-se da Sérvia; o Montenegro tornou-se independente em 3 de junho de 2006. Dois anos depois, foi a vez dos Kosovares optarem pela separação. Alguns países, como os Estados Unidos, reconheceram a independência do Kosovo; outros, como a Rússia e a Sérvia, não. Isso tem elevado as tensões e as rivalidades na região.