Classicismo da Renascena Literatura Aula 3 Literatura Portuguesa

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Classicismo da Renascença Literatura – Aula 3

Classicismo da Renascença Literatura – Aula 3

Literatura Portuguesa �Era Medieval - Trovadorismo (século XII ao XIV) - Humanismo (século XV

Literatura Portuguesa �Era Medieval - Trovadorismo (século XII ao XIV) - Humanismo (século XV ao início do XVI) �Era Clássica - Classicismo (século XVI)

1. História do Classicismo �Gregos e romanos (Antiguidade) �Inspirado no politeísmo �Romanos vencidos pelos

1. História do Classicismo �Gregos e romanos (Antiguidade) �Inspirado no politeísmo �Romanos vencidos pelos povos bárbaros �Igreja salvou parte da herança grega e romana (em mosteiros e bibliotecas)

1. História do Classicismo �Embora respeitasse o valor da cultura clássica, �O - cristianismo

1. História do Classicismo �Embora respeitasse o valor da cultura clássica, �O - cristianismo reprovava: Nudez Exaltação sensual Liberdade mental Paixão pela ciência

1. História do Classicismo �Durante a Idade Média, a herança clássica foi silenciada �Com

1. História do Classicismo �Durante a Idade Média, a herança clássica foi silenciada �Com o Renascimento, o classicismo despertou �E o Renascimento colaborou para o apagamento da Idade Média

Moisés, escultura de Michelangelo

Moisés, escultura de Michelangelo

Moisés, escultura de Michelangelo �Elementos - clássicos: Parece estar acima do observador (superioridade) Não

Moisés, escultura de Michelangelo �Elementos - clássicos: Parece estar acima do observador (superioridade) Não expressa nada que vem do íntimo do ser humano (sentimento, fraqueza) Não há detalhismo Não há deformação Modelo atemporal, e que causa admiração

“Classicus, diz Aulo Gélio (130 - 175 d. C. ), é quem escreve claro,

“Classicus, diz Aulo Gélio (130 - 175 d. C. ), é quem escreve claro, elegante e grande (. . . ) Exalta o homem, a razão, a procura do verossímil e o equilíbrio da forma e conteúdo. Da obra clássica se diz que costuma desafiar o tempo e a moda (. . . )” Antonio Medina Rodrigues �Estilo clássico: clareza, equilíbrio e perfeição

2. Renascimento �Idade Moderna: inaugurada pelo Renascimento e Revolução comercial � Renascimento: revolução inspirada

2. Renascimento �Idade Moderna: inaugurada pelo Renascimento e Revolução comercial � Renascimento: revolução inspirada na cultura da Antiguidade �Espírito da época: - Absolutismo - Mercantilismo - Conquistas e descobertas

2. Renascimento �“Quem não se lança ao mar perde a importância” �Vão à Ásia,

2. Renascimento �“Quem não se lança ao mar perde a importância” �Vão à Ásia, à América buscar prata, ouro, escravos, especiarias. . . �O dinheiro valerá mais do que terra e tradição �Igreja e nobreza perdem os privilégios

3. Classicismo em Portugal � 1527 – Sá de Miranda �Traz da Itália o

3. Classicismo em Portugal � 1527 – Sá de Miranda �Traz da Itália o dolce stil nuovo (doce estilo novo/medida nova: verso decassílabo) �Obs. Medida velha: versos redondilhos

Verso decassílabo �Escansão: decomposição dos versos em suas sílabas poéticas � Mudam-se os tempos,

Verso decassílabo �Escansão: decomposição dos versos em suas sílabas poéticas � Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades: Mu/dam/seos/tem/pos/mu/dam/seas/ von/TA/des

3. Classicismo em Portugal � 2 grandes temas: - Amor – lírica - Bravura

3. Classicismo em Portugal � 2 grandes temas: - Amor – lírica - Bravura – épica �Idealismo: Mundo inteligível – Belo Mundo sensível - belo

4. Luís Vaz de Camões � Retrato 1581 de Camões, feito em Goa, na

4. Luís Vaz de Camões � Retrato 1581 de Camões, feito em Goa, na Índia, em

5. A lírica de Camões �Poesia lírica de Camões - expressão amorosa - platonismo

5. A lírica de Camões �Poesia lírica de Camões - expressão amorosa - platonismo amoroso - porém, não consegue esquecer o corpo e os ardores sensuais Paradoxo: Eu sou um velho moço - Antítese: Eu sou velho, você é moço Sensualidade x espiritualidade Sonho x realidade -

5. A lírica de Camões Tanto de meu estado me acho incerto que em

5. A lírica de Camões Tanto de meu estado me acho incerto que em vivo ardor tremendo estou de frio sem causa, juntamente choro e rio; o mundo todo abarco e nada aperto. É tudo quanto sinto um desconcerto; da alma um fogo me sai, da vista um rio; agora espero, agora desconfio, agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao céu voando; numa hora acho mil anos, e é

Estando em terra, chego ao céu voando; numa hora acho mil anos, e é de jeito que em mil anos não posso achar uma hora. Se me pergunta alguém por que assim ando, respondo que não sei; porém suspeito que só porque vos vi, minha Senhora. Camões, Rimas.

6. A épica de Camões � Capa da 1ª edição de Os Lusíadas, publicada

6. A épica de Camões � Capa da 1ª edição de Os Lusíadas, publicada em 1572.