Victor Meirelles de Lima nasceu na antiga Nossa



























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Victor Meirelles de Lima nasceu na antiga Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, em 18 de agosto de 1832. Filho dos imigrantes portugueses Maria da Conceição e Antônio Meirelles de Lima, sua trajetória mostra que aos quatorze anos de idade, ganhou uma bolsa para frequentar a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1847). Sua vocação para desenho e pintura foi estimulada pelo engenheiro argentino Marciano Moreno, que lhe ensinou desenho geométrico. Em 1849 cursa Pesquisa Histórica até 1852, quando vence o Prêmio de Viagem à Europa, com a tela “São João Batista no Cárcere”. Na França e na Itália vive cerca de nove anos dedicados ao estudo e ao trabalho. Em 1861 regressa ao Brasil e é condecorado pelo Imperador Dom Pedro II com grau de Cavalheiro da Ordem de Cristo e Imperial Ordem Rosa, sendo nomeado Professor Honorário da Academia Imperial e, no ano seguinte, assume a cátedra de Pintura Histórica.
Vista do Desterro, atual Florianópolis, 1846
Nossa Senhora do Desterro, 1847 Lecionou, também, no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde renovou os métodos de ensino. Em 1868 recebe encomenda do Ministro da Marinha, Afonso Celso, para pintar dois quadros históricos: “Combate Naval do Riachuelo” e “Passagem de Humaitá”, episódios da guerra do Paraguai. Autor de quadros históricos, retratos, panoramas e da mais popular das telas brasileiras, “Primeira Missa no Brasil” (1861), feito durante sua estadia na França, exposto no Salão de Paris de 1861 e reproduzida em cadernos escolares, selos, cédulas monetárias, livros de arte, catálogos e revistas. Nesse mesmo ano retornou ao Brasil e foi nomeado professor de pintura histórica da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
São João Batista no Cárcere, 1852 - Museu Nacional de Belas Artes
Ligado ao Romantismo brasileiro, ocorrido na segunda metade do século XIX, Victor Meirelles ganhou notoriedade a partir da década de 1870. De meados anos 80 até sua morte, em 1903, Meireles consumiu-se na produção de gigantescas panorâmicas do Rio de Janeiro, a mais importante das quais, terminada em 1888, representou o país na “Exposition Universelle” de Paris de 1889. Com a Proclamação da República, em 1889, veio a perseguição política aos artistas oficiais da Monarquia e a demissão precoce da Escola Nacional de Belas Artes, que substituiu a Academia Imperial. Victor Meirelles, aos 57 anos, foi afastado com o pretexto de já possuir idade avançada. A Degolação de São João Batista, 1855 - Museu Victor Meirelles
Estudo de Cabeça, 1856 Estudo de Cabeça Feminina, 1856
Em 1893, tentou fundar sua própria escola, não obtendo sucesso. Sem recursos, o artista instalou o Panorama do Rio de Janeiro num barraco, onde cobrava um mil réis por visitante. Parte desses recursos foi usada para sua sobrevivência e a outra parte foi revertida, por decisão do próprio artista, para a Santa Casa de Misericórdia. Victor Meirelles deixou um extraordinário acervo, minuciosos esboços, estudos em papel e óleos sobre tela. Muitas obras se perderam por ignorância das autoridades da época, que não souberam distinguir a ideologia política da Arte em sua essência. O artista finalmente desiste de produzir e segue sua vida, doente e abandonado. Faleceu em sua casa no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, em 22 de fevereiro de 1903. A Flagelação de Cristo, 1856 - Museu Nacional de Belas Artes
Cópia de “O Naufrágio da Medusa”, de Théodore Géricault, 1857 -58
A Bacante, 1857 -58
A Primeira Missa no Brasil, 1861 - Museu Nacional de Belas Artes
Alguns anos após a morte do pintor, seus panoramas foram estocados em depósitos na Quinta da Boa Vista, onde mofaram e apodreceram com a umidade. O artista pensava que seria reconhecido pelas futuras gerações devido a esses grandes panoramas, porém tudo o que foi salvo foram pequenos esboços. Dona Tereza Cristina, 1864
Moema, 1866 - MASP
Estudo para Passagem de Humaitá, 1868 -70
Juramento da Princesa Regente, 1871 - Museu Imperial
O Dr. José Maria Chaves, 1873
Dom Pedro II, 1875 O Casamento da Princesa Isabel, 1875
Batalha de Guararapes, 1879 - Museu Nacional de Belas Artes
Batalha de Riachuelo, 1882 -83
Panorama Circular da Cidade do Rio de Janeiro, 1885 - Museu Nacional de Belas Artes
Passagem de Humaitá, 1886 - Pinacoteca do Estado de São Paulo
A Abolição de Escravatura - Pinacoteca de São Paulo
Cabeça de Velho Cabeça de Mulher
A Morta
Museu Victor Meirelles O Museu Victor Meirelles está instalado na casa onde nasceu o artista, um sobrado tipicamente luso-brasileiro do final do século XVIII, início do século XIX. Foi criado em 1952 com o objetivo de promover e divulgar a produção artística, vida e obra deste que é considerado um dos maiores pintores brasileiros do século XIX e de preservar seu acervo de valor histórico, cultural e artístico nacional.
Créditos Música: String Quartet Nº 1 - Cantilena Heitor Villa Lobos, 1887 -1959 Pesquisa e Formatação: Julia Zappa juliazappa@uol. com. br Revisão: Ida Aranha sabercultural@sabercultural. com http: //www. sabercultural. org Maio 2011
Fontes: http: //www. itaucultural. org. br/ http: //www. guiafloripa. com. br/victormeirelles/ http: //www. manezinhodailha. com. br/Ilustres. htm http: //www. dezenovevinte. net/obras/vm_missa. htm http: //www. pitoresco. com. br/brasil/victor. htm http: //c-arteira. blogspot. com/2010/04/victor-meirelles. html http: //www. areliquia. com. br/artigos%20 anteriores/48 vitor. M. htm http: //www. unisantos. br/pos/revistapatrimonio/iconografia. php? cod=7



























