RELIGIO E SOCIEDADE 1858 1917 1818 1883 A
























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RELIGIÃO E SOCIEDADE 1858 -1917 1818 -1883
A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO -O objetivo de uma Sociologia da religião é investigar como as crenças em um plano transcendente afetam a organização social e os padrões de comportamento. -Não compete a Sociologia provar ou não a existência de um deus, deuses, se existe ou não vida após a morte, etc. -Cabe a Sociologia estudar os aspectos culturais de cada religião. -Um ponto em comum é a legitimidade cultural da religião. Onde há o confronto entre laicidade e religião do estado Moderno.
O SAGRADO E O PROFANO -Como a religião estabelece os fundamento de uma vida em sociedade? -Instituindo a divisão entre duas categorias: o sagrado e o profano. -O sagrado: esta em uma esfera separada do mundo físico, remetendo ao extraterreno, ao metafísico e ao intangível. -O profano: é aquilo que é comum na vida cotidiana, secular, não transcendente e, portanto, impuro.
O SAGRADO E O PROFANO -Socialmente, a relação entre os indivíduos e o plano sagrado é mediada pelo uso de símbolos, pelo compartilhamento de mitos de fundação do mundo e pela participação em ritos sagrados. -De forma geral os mitos de fundação atualizam o passado, contextualizam o presente e direcionam o futuro. -Já os ritos são dramatizações, onde os indivíduos vivenciam sua relação com o sagrado, por meio de cerimônias, danças, sacrifícios, entre outras ações.
2. A RELIGIÃO NOS CLASSICOS BIBLIOGRAFIA DURKHEIM AS FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA - 1912 WEBER A ETICA PROTESTANTE E O ESPIRITO DO CAPITALISMO (1904) MARX A IDEOLOGIA ALEMÃ - 1845
Toma a religião como espaço primeiro de produção do sagrado, que possibilita a vida em sociedade, ao estabelecer normas e conteúdos morais fundamentais para a socialização dos indivíduos. Como resposta aos problemas básicos da condição humana: “contingência, impotência e escassez”, mostra que as religiões, ao criar respostas a tais problemas , influem de maneira mais íntima nas atitudes práticas dos homens com relação às várias atividades da vida diária. A religião está presente juntamente com as formulações ideológicas resultantes de um sistema de exploração, que reproduziam e justificavam tal sistema, além de indicar em si uma forma de alienação. Fato Social Consciência Coletiva Sagrado e Profano Ação Social Ética Protestante Calvinismo Salvação Racionalidade Desencantamento Classes Sociais Superestrutura Ideologia Alienação
DURKHEIM E A RELIGIÃO -Nas sociedade tradicionais, a religião possuía a função de garantir a ordem social, pois detinham grande peso sobre as ações humanas. -Segundo o pensamento do Positivismo (Comte, Tylor e Spencer), a religião era vista como uma forma de conhecimento da realidade que deveria ser superada pela ciência. -Durkheim (ainda sobre influência do Positivismo), busca encontrar aquilo que havia de incomum a todas as religiões. -Começou com os aborígenes da Austrália e generalizou para outras sociedades.
DURKHEIM E A RELIGIÃO -Durkheim definia a religião como: “ Um sistema de crenças e práticas em relação ao sagrado, que unem uma mesma comunidade moral todos os que a ela aderem” -Segundo ele a religião era uma Fato Social: -Mantém os membros de uma sociedade agregados e são independentes das pessoas para existir.
DURKHEIM E A RELIGIÃO -A religião seria uma instituição que produz sujeitos capazes do autocontrole, uma vez que baseiam suas ações em torno de crenças. -Os indivíduos guiam suas vidas sociais tendo como premissas as oposições entre o sagrado e o profano.
WEBER - RELIGIÃO E CAPITALISMO - Nas sociedades modernas, as crenças religiosas são o resultado da crescente racionalização das ações individuais. -Procurando enxergar as práticas religiosas como ações racionais, que visão objetivos específicos. -Onde determinados valores são incorporados a vida prática. -Weber não se preocupa em formular uma teoria geral sobre as religiões, sempre sendo compreendida de acordo com cada contexto histórico.
WEBER - RELIGIÃO E CAPITALISMO POR QUE O CAPITALISMO SE DESENVOLVEU APENAS NO OCIDENTE ?
“A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO” (1904) A ETICA PROTESTANTE E A vivência espiritual da doutrina e da conduta religiosa exigida pelo protestantismo organizou uma maneira de agir econômica, necessária para a realização de um lucro sistemático e racional. O ESPIRITO DO CAPITALISMO Weber descobre que os valores do protestantismo, como a disciplina ascética, a poupança, a austeridade, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos.
“A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO” (1904) ETICA PROTESTANTE ETICA CALVINITA Weber relaciona o papel do protestantismo, principalmente da ética calvinista, na formação do comportamento típico do capitalismo ocidental moderno. levou, ao extremo, a noção de predestinação : o homem é salvo por vontade de Deus. Nenhum homem merece a salvação porque ninguém é digno dela. A salvação existe para a maior glória de Deus.
O importante neste mundo é trabalhar para criar riqueza e criar riqueza não para o desfrute pessoal e esbanjamento, mas para que se crie novamente trabalho. Esta é a base da salvação do homem. Esta mentalidade acabou configurando a tipologia do empresário moderno.
MARX – ÓPIO, IDEOLOGIA E ALIENAÇÃO Marx nunca estudou a fundo a religião, e esta só foi objeto de suas reflexões em virtude da religião fazer parte da estrutura social e econômica, esta sim seu objeto principal de estudo. Sua preocupação principal é o estudo da sociedade capitalista. “A angústia religiosa é ao mesmo tempo a expressão da dor real e o protesto contra ela. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, tal como o é o espírito de uma situação sem espírito. É o ópio do povo”- Sobre a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel (1844)
A RELIGIÃO COMO SUPERESTRUTURA Marx sempre considerou a religião como parte da super - estrutura, ou seja, uma dimensão que reflete e é condicionada pela infra-estruturar de uma determinada sociedade, ou seja, pelo modo como se verificam as relações entre os homens no processo econômico ou produtivo.
Segundo Marx, não basta criticar a religião: é preciso não só criticar a raiz material (a alienação do trabalho, a exploração económica) da alienação religiosa, como também eliminar revolucionariamente as condições de miséria terrestre das quais deriva a necessidade do "mundo celeste". ALIENAÇÃO IDEOLOGICA Marx considera que a religião é uma forma de alienação. Nela verifica-se o fosso entre o mundo concreto e um mundo ideal, entre o mundo em que o homem vive e o mundo em que ele desejaria viver. o mundo celeste é o resultado de um protesto da criatura oprimida contra o mundo em que vive e sofre. Ou seja, procura-se um refúgio no mundo divino porque o mundo em que o homem vive é desumano.
A SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO RELIGIOSO PRINCIPAL CARACTERISTICA Separação da Igreja do Estado – Estado laico. POSITIVISMO A religião sofreria gradual perda de importância, ate ser superada pela ciência. CONTEMPOR NEOS É responsável pela diversidade religiosas. A religião não será extinta. A religião passa de uma esfera pública para a privada.
A SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO RELIGIOSO PETER BERGUER - Nas sociedades tradicionais a religião influenciava fortemente a identidade do indivíduo. - As sociedades modernas atribuem ao indivíduo a possibilidade dele próprio construir sua identidade. - A religião não tem mais o papel de unificar as pessoas em torno de um significado religioso, assim se explica a pluralidade religiosa da atualidade. - Para buscar mais seguidores ela deixa de ser coercitiva e busca atender as necessidades de cada indivíduo.
A SECULARIZAÇÃO E PLURALISMO RELIGIOSO -A PETER BERGUER religião se torna mercantilizada, com o intuito de atrair o maior número de adeptos. -Para tanto tem utilizados os meios de comunicação de massa. -“Num mundo mercantilizado, os benefícios dá fé também são mercadorias”. -No Brasil existem: 45 canais religiosos de TV, 257 emissoras de rádios e cerca de 1, 5 milhões de sites.
Fundamentalismo e Globalização -As religiões tem caráter dual em relação a Globalização: São elementos de identificação e valorização de uma determinada cultura. -Também podem ser utilizadas para a expansão religiosa para outros povos (muitas vezes de forma coercitiva). -O fundamentalismo consiste no apego ao cumprimento estrito e literal dos preceitos de determinado texto sagrado. -Sendo, muitas vezes, utilizadas para uma ação direta no mundo social e político. -Podendo ser utilizada para a defesa de um povo contra seus opressores. -
Fundamentalismo e Globalização -Não devemos associar o fundamentalismo apenas a religião Islâmica, pois as leituras radicais e intolerantes são comuns em várias religiões do mundo. -Para por fim ao fundamentalismo as instituições religiosas vem propondo a educação religiosa, com o lema “Conhecer para respeitar” -Onde a historicidade de cada religião demonstra seu valor cultural em determinadas regiões, tendo a liberdade de credo como valor principal.
Brasil: religiosidade e sincretismo -O país apresenta três matrizes religiosas: -A indígena, a lusitana (portuguesas) e a africana. -Com uma gigantesca variedade étnica. -A matriz européia se tornou hegemônica política e economicamente desde a 1º Constituição em 1824, a de 1891 já traz a visão laica do estado republicano. -Nossa singularidade, deu-se pela aceitação, doméstica, a princípio, e hoje aberta, de outros cultos.
Brasil: religiosidade e sincretismo
























