Falseacionismo Popperiano e as Revolues Cientficas de Khun

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Falseacionismo Popperiano e as Revoluções Científicas de Khun Profa. Márcia H. Alvim marcia. alvim@ufabc.

Falseacionismo Popperiano e as Revoluções Científicas de Khun Profa. Márcia H. Alvim marcia. alvim@ufabc. edu. br 1

Ciência X Não-ciência Definição entre ciência e não ciência – o que distingue o

Ciência X Não-ciência Definição entre ciência e não ciência – o que distingue o conhecimento científico daquele não científico? Positivistas Lógicos (início do sec. XX): conhecimento científico seria autêntico devido à observação, experimentação e uso de método na elaboração das teorias. 2

 Positivistas - Verificacionistas: “[. . . ] para uma hipótese ser científica ela

Positivistas - Verificacionistas: “[. . . ] para uma hipótese ser científica ela precisa ser capaz de ser verificada, isto é, precisa ser verificável. ” (FRENCH, 2009, p. 51) Critério de demarcação entre ciência e não ciência: verificabilidade. 3

 Crítica a esta perspectiva: verificação depende da observação. ◦ Ênfase na observação científica.

Crítica a esta perspectiva: verificação depende da observação. ◦ Ênfase na observação científica. “Uma visão mais plausível seria dizer que, quanto maior o número e a variedade de verificações, maior será o apoio para a teoria e maior a probabilidade de ela ser verdadeira. ” (FRENCH, 2009, p. 52) 4

Karl Popper (1902 – 1994) Áustria – Universidade de Viena 1946: London School of

Karl Popper (1902 – 1994) Áustria – Universidade de Viena 1946: London School of Economics 5

 Falseabilidade (Karl Popper) – década de 30 do século XX. Rejeição completa à

Falseabilidade (Karl Popper) – década de 30 do século XX. Rejeição completa à visão verificacionista e a idéia de que as teorias são verdades obtidas através da evidência observativa. Falseabilidade (refutação): critério para demarcar ciência e não ciência. 6

“[. . . ] para ser científica, uma hipótese precisa ser capaz de ser

“[. . . ] para ser científica, uma hipótese precisa ser capaz de ser falsificada – isto é, precisa ser falseável – no sentido de que ela faz predições definidas que poderiam ser falsas. Portanto, é a falseabilidade, e não a verificabilidade, que demarca a ciência da não ciência. ” (FRENCH, 2009, p. 56) 7

 Exemplos: 1) Sempre chove as segundas-feiras. ◦ Falseável – basta esperar uma segundafeira

Exemplos: 1) Sempre chove as segundas-feiras. ◦ Falseável – basta esperar uma segundafeira para comprovar/refutar a hipótese/afirmação. Potencialmente uma teoria científica 2) Ou está chovendo, ou não está. - Infalseável – a afirmação é sempre válida. Não -Ciência 8

 Refutabilidade (Falseacionismo): demarcação entre teorias científicas e nãocientíficas. ◦ Este critério não qualifica

Refutabilidade (Falseacionismo): demarcação entre teorias científicas e nãocientíficas. ◦ Este critério não qualifica as teorias como falsas ou verdadeiras, apenas demarca o que é testável (empírico – refutável - ciência) daquilo que não o é (irrefutável – não-ciência) Exemplo: Para os falseacionistas as teorias filosóficas são não-ciência porque são irrefutáveis. ◦ Filosofia: análise crítica através de um tratamento racional. 9

 Falseacionismo: nova visão do “erro”, da “falha” – refutação da teoria é um

Falseacionismo: nova visão do “erro”, da “falha” – refutação da teoria é um passo no processo do desenvolvimento da ciência. ◦ “Aprendemos” com os erros ou conjecturas falhas. Quanto maior a quantidade de erros, mais próximos de uma explicação definitiva. Teoria científica : conjectural e provisória 10

 Teorias não resistentes à testes de observação ou experimentos: eliminadas e substituídas. Teorias

Teorias não resistentes à testes de observação ou experimentos: eliminadas e substituídas. Teorias “mais adaptadas” sobrevivem. Teorias não são verdades, mas são as melhores explicações disponíveis naquele momento sobre determinado fenômeno. 11

“O progresso da ciência – como o falsificacionista o vê – pode ser resumido

“O progresso da ciência – como o falsificacionista o vê – pode ser resumido conforme se segue. A ciência começa com problemas, problemas estes associados à explicação do comportamento de alguns aspectos do mundo ou universo. Hipóteses falsificáveis são propostas pelos cientistas como soluções para o problema. As hipóteses conjecturadas são então criticadas e testadas. Algumas serão rapidamente eliminadas. Outras poderão se revelar mais bem-sucedidas. Estas devem ser submetidas a críticas e testes ainda mais rigorosos. 12

Quando uma hipótese que passou por uma ampla gama de testes rigorosos com sucesso

Quando uma hipótese que passou por uma ampla gama de testes rigorosos com sucesso é eventualmente falsificada, um novo problema, bem distante do problema original resolvido, emergiu. Esse novo problema pede a invenção de novas hipóteses, seguindo-se a crítica e testes renovados. E, assim, o processo continua indefinidamente. Nunca se pode dizer de uma teoria que ela é verdadeira, por mais que ela tenha superado testes rigorosos, mas pode-se dizer que uma teoria corrente é superior a suas predecessoras no sentido de que ela é capaz de superar os testes que falsificaram aquelas predecessoras. ” (CHALMERS, 1993, p. 72) 13

 Problemas do Falseacionismo: ◦ Hipóteses secundárias também devem ser falseadas. ◦ Cientistas: resistência

Problemas do Falseacionismo: ◦ Hipóteses secundárias também devem ser falseadas. ◦ Cientistas: resistência ao abandono de teorias ◦ Falibilidade das observações científicas – Explicação: equívocos. 14

Vídeo Filosofia em pedacinhos - Então? É ciência ou não? https: //www. youtube. com/watch?

Vídeo Filosofia em pedacinhos - Então? É ciência ou não? https: //www. youtube. com/watch? v=3 WL 1 Ybhs 4 C 0 15

Thomas Khun 1922 – 1966 – Universidade de Berkeley 1962: livro “Estrutura das Revoluções

Thomas Khun 1922 – 1966 – Universidade de Berkeley 1962: livro “Estrutura das Revoluções Científicas” Impacto extremo na Filosofia das Ciências Ruptura com a perspectiva de “verdade” Ciência: historicamente orientada. Nova visão sobre a ciência 16

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 Progresso na Ciência: fases ◦ Pré-Científica: sem teorias e consenso ◦ Teorias são

Progresso na Ciência: fases ◦ Pré-Científica: sem teorias e consenso ◦ Teorias são criadas e aceitas – Paradigma ◦ Ciência Normal – todos aceitam o paradigma ◦ Surgem Anomalias – Crise ◦ Crise – novas especulações ◦ Surge novo Paradigma Recomeço 18

Modelo de Revolução Científica - Khun 19

Modelo de Revolução Científica - Khun 19

 Ciência Normal: "[. . . ] significa a pesquisa firmemente baseada em uma

Ciência Normal: "[. . . ] significa a pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações científicas passadas [paradigmas]. Essas realizações são reconhecidas durante algum tempo por alguma comunidade científica específica como proporcionando os fundamentos para a sua prática posterior" (KHUN, 1978, p. 29) 20

 Paradigmas – consenso da comunidade científica. ◦ Não são elaborações individuais, mais da

Paradigmas – consenso da comunidade científica. ◦ Não são elaborações individuais, mais da comunidade científica. “[. . . ] paradigmas são as realizações cientificas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência” Anomalias – Crise de um paradigma 21

 Crise do paradigma: duas possibilidades 1. cientistas tratam a anomalia como um problema

Crise do paradigma: duas possibilidades 1. cientistas tratam a anomalia como um problema de Ciência Normal tentando resolvê -la a luz do paradigma vigente. “[…] conceberão numerosas articulações e modificações ad hoc de sua teoria [. . . ]” (KUHN, 2011, p. 108) 2. buscam dar uma nova abordagem ao problema - Ciência Extraordinária- procurando descobrir um novo paradigma. 22

 Revolução Científica: momento de mudança de paradigma, ocorrendo a partir de uma crise

Revolução Científica: momento de mudança de paradigma, ocorrendo a partir de uma crise da Ciência Normal que leva à formulação de novas teorias. “[…] aqueles episódios de desenvolvimento não cumulativo, nos quais um paradigma mais antigo é total ou parcialmente substituído por um novo incompatível com o anterior” (KUHN, 2011, p. 125) Incomensurabilidade dos paradigmas: não há possibilidade de medição entre os diferentes paradigmas. ◦ Novo paradigma não é superior ao anterior ◦ Ex. Jogador X Tenista. 23

Vídeo sobre Revoluções Científicas de Thomas Khun https: //www. youtube. com/watch? v=M 0 h.

Vídeo sobre Revoluções Científicas de Thomas Khun https: //www. youtube. com/watch? v=M 0 h. Y 4 Sa. A 0 PQ 24