RESSIGNIFICAO DOCENTE NOS DIVERSOS MODELOS DE EDUCAO A

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RESSIGNIFICAÇÃO DOCENTE NOS DIVERSOS MODELOS DE EDUCAÇÃO A DIST NCIA: REFLEXÕES E QUESTIONAMENTOS Profa.

RESSIGNIFICAÇÃO DOCENTE NOS DIVERSOS MODELOS DE EDUCAÇÃO A DIST NCIA: REFLEXÕES E QUESTIONAMENTOS Profa. Dra. Marina Caprio marinacaprio@gmail. com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP 11º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância Junho de 2015

Agenda Mudança na concepção da educação; Características dos estudantes do século XXI- metáforas da

Agenda Mudança na concepção da educação; Características dos estudantes do século XXI- metáforas da mente; Ensinar na Universidade; Papéis e competências docentes da educação a distância.

Castells, 2000 apud Cesar Coll & Carles Monereo, 2010: Mudança de época e não

Castells, 2000 apud Cesar Coll & Carles Monereo, 2010: Mudança de época e não época de mudanças: mudanças na organização social, nas relações interpessoais, novas formas de gerenciar o conhecimento; Educação: mudanças nas formas de ensinar e aprender que a sociedade requer não responde a modismos. São mudanças que vieram não só para ficar como para tornarem-se cada vez mais evidentes;

Monereo e Pozo (2010): abismo sociocognitivo TICs criaram uma separação entre a maneira como

Monereo e Pozo (2010): abismo sociocognitivo TICs criaram uma separação entre a maneira como pensam e se relacionam com o mundo aqueles que fazem uso esporádico ou circunstancial das tecnologias e aqueles ou circunstancial cujas atividades cotidianas dificilmente não se encontram sempre ligadas a algum dispositivo tecnológico, sem a participação do qual a atividade seria diferente.

Metáfora Cognitiva Origem Mente letrada Invenção da escrita (há cerca de 5 mil anos)

Metáfora Cognitiva Origem Mente letrada Invenção da escrita (há cerca de 5 mil anos) Mente crítica Invenção da prensa tipográfica e a difusão dos textos escritos (há mais de 500 anos) Mente Virtual Tecnologias da Informação e Comunicação

“Mente Virtual”: Produto da transformação cultural e cognitiva; O tipo de “mente virtual” que

“Mente Virtual”: Produto da transformação cultural e cognitiva; O tipo de “mente virtual” que nossa cultura vai gerar dependerá de que se promova não só o uso pragmático das TICs, mas seu uso epistêmico; Será preciso que os estudantes pensem “com” as TICs e, além disso, que pensem “nelas” como um sistema para transformar a mente e tornar possível outros mundos em nossa mente.

 “Se entendemos que conhecer não se reduz a se informar, que não basta

“Se entendemos que conhecer não se reduz a se informar, que não basta expor-se aos a se informar meios de informação para adquiri-las, senão meios de informação para adquiri-las que é preciso operar com as informações para, com base nelas, chegar ao conhecimento, então nos parece que a conhecimento universidade (e os professores) têm um grande trabalho a realizar, que é proceder à mediação entre a sociedade da informação e os alunos, a fim de possibilitar que, pelo exercício da reflexão, que adquiram a sabedoria necessária à permanente construção do humano (Pimenta permanente construção e Anastasiou, 2005, pág 102). ”

Ensinar na Universidade é marcado pelas seguintes atribuições (Pimenta e Anastasiou, 2005) Propiciar o

Ensinar na Universidade é marcado pelas seguintes atribuições (Pimenta e Anastasiou, 2005) Propiciar o domínio de um conjunto de conhecimentos, métodos e técnicas científicos, que assegurem o domínio científico e profissional do campo específico; b) Conduzir a uma progressiva autonomia do aluno na busca de conhecimentos; c) Considerar o processo de ensinar/aprender como atividade integrada à investigação; d) Desenvolver a capacidade de reflexão; a)

Ensinar na Universidade é marcado pelas seguintes atribuições (Pimenta e Anastasiou, 2005) Continuação. .

Ensinar na Universidade é marcado pelas seguintes atribuições (Pimenta e Anastasiou, 2005) Continuação. . . Substituir a simples transmissão de conteúdos por um processo de investigação do conhecimento; f) Integrar, vertical e horizontalmente, a atividade de investigação à atividade de ensinar do professor, o que supõe trabalho em equipe; g) Criar e recriar as situações de aprendizagem; h) Valorizar a avaliação diagnóstica e compreensiva da atividade mais do que avaliação como controle; i) Conhecer o universo cultural e de conhecimentos dos alunos e desenvolver, com base nele, processos de ensino e aprendizagem interativos e participativos. e)

Transformação no papel do professor triângulo interativo (Mauri e Onrubia, 2010) Conteúdos Atividades de

Transformação no papel do professor triângulo interativo (Mauri e Onrubia, 2010) Conteúdos Atividades de Ensino e Aprendizagem em ambientes virtuais Atividade Educacional do professor apresentada e mediada pelas TIC Atividades e aprendizagem dos alunos mediada pelas TIC

Aprendizagem é entendida como resultado de uma relação interativa entre professor, aluno e conteúdos;

Aprendizagem é entendida como resultado de uma relação interativa entre professor, aluno e conteúdos; Relação interativa: articulação e inter-relação das atuações de professor e alunos em torno dos conteúdos ou tarefas da aprendizagem e conteúdos ou tarefas da aprendizagem na sua evolução ao longo do processo de aquisição do conhecimento. Distância precisa ser suplantada por meio de procedimentos diferenciadores na elaboração da instrução e na facilitação da interação (Moore e Kearsley, 2008).

Teoria dos Andaimes Mauri e Onrubia (2010) para apoiar a autêntica aprendizagem na educação

Teoria dos Andaimes Mauri e Onrubia (2010) para apoiar a autêntica aprendizagem na educação online ou a distância é imperativo proporcionar os suportes adequados. Instructional Scaffolding: teoria dos andaimes educacionais; O conceito de andaime: ajuda ou tutoria oferecidos no qual professores e estudantes estabelecem conexões significativas Auxílio para a execução de tarefas que o aluno não conseguiria resolver sozinho (ZDE – Vygotsky). Essa metáfora ilustra a ideia de construção, na qual os andaimes são oferecidos com vistas a possibilitar que o aluno possa avançar na resolução de problemas de forma colaborativa.

Competência dos Professores on-line Dispor de conhecimentos e das capacidades necessárias para identificar e

Competência dos Professores on-line Dispor de conhecimentos e das capacidades necessárias para identificar e caracterizar contextos relevantes para a atividade educativa ; Pedagógico; Social; Organização e Gestão; Técnico; (Berge, 1995 e Teles, 2009)

Modelo de Salmon (2002), para apoiar os docentes na criação e desenvolvimento de cursos

Modelo de Salmon (2002), para apoiar os docentes na criação e desenvolvimento de cursos virtuais Adaptado de Mauri e Onrubia (2010) Etapas Berge (1995); Teles (2009) Atuações 1. Acesso e Motivação Social e Técnico Dar boas vindas; Ajudar aos participantes que se sintam confortáveis com o AVA 2. Socialização Social e Criar uma consciência de On-line Organização e pertencimento; Estabelecer Gestão um repertório de significados compartilhados: linguagens, rotinas, ferramentas, percursos.

Etapas Berge Atuações (1995); Teles (2009) 3. Troca de informação Pedagógico e Facilitar as

Etapas Berge Atuações (1995); Teles (2009) 3. Troca de informação Pedagógico e Facilitar as tarefas de Organização troca; Auxiliar no uso dos e Gestão materiais de aprendizagem; Designar tarefas individuais e coletivas (resumos, autoavaliação, grupos de trabalho); Ajudar na interação entre o conteúdo do curso, os participantes e o professor/tutor.

Etapas Berge (1995); Teles (2009) Atuações 4. Construção Pedagógico e do Organização e conhecimento

Etapas Berge (1995); Teles (2009) Atuações 4. Construção Pedagógico e do Organização e conhecimento Gestão Estabelecer desafios reais (resolução de problemas) que mobilizem conhecimentos e habilidades (análise crítica, criatividade e pensamento prático). 5. Desenvolvi mento Promover a metacognição e a auto-avaliação. Pedagógico e Organização e Gestão

A profissão do professor exige de seus profissionais alteração, flexibilidade, imprevisibilidade. Não há modelos

A profissão do professor exige de seus profissionais alteração, flexibilidade, imprevisibilidade. Não há modelos ou imprevisibilidade experiências modelares a serem aplicadas. A experiência acumulada serve apenas de referência, nunca padrão de ações com referência segurança de sucesso. Assim, o processo de reflexão, tanto individual como coletivo, é a base para a sistematização de princípios norteadores de possíveis ações, e nunca de norteadores modelos (Pimenta e Anastasiou, 2005, pág. 199).

Referências BERGE, Z. L. , The Role of the Online Instructor/Facilitator. Educacion Technology, n.

Referências BERGE, Z. L. , The Role of the Online Instructor/Facilitator. Educacion Technology, n. 35, 1995, p. 22 -30. Disponível em: http: //emoderators. com/wpcontent/uploads/teach_online. html. Acessado em 01. 05. 2015 COLL, C. , MONEREO, C. Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. MAURI, T. , ONRUBIA, J. O professor em ambientes virtuais: condições, perfil e competências. In: COLL, C. , MONEREO, C. Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010, pág. 118 -1135. MONEREO, C. , POZO, J. I. O aluno em ambientes virtuais: condições, perfil e competências. In: COLL, C. , MONEREO, C. Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010, pág. 97 -117. MOORE, M. e KEARSLEY. Educação a Distância: uma visão integrada. São Paulo: Cengage Learning, 2008. PIMENTA; S. G. ; ANASTASIOU, L. Docência no Ensino Superior. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2005. TELES, L. A Aprendizagem por e-learning. In: LITTO, F. M.   FORMIGA, M. (Ed. ). Educação a Distância: o estado da arte. Pearson ed. São Paulo, 2009.