Gnero textual dirio Reviso Anneliese Marie Frank conhecida

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Gênero textual: diário Revisão

Gênero textual: diário Revisão

 • Anneliese Marie Frank, conhecida com Anne ANNE FRANK Frank, foi uma adolescente

• Anneliese Marie Frank, conhecida com Anne ANNE FRANK Frank, foi uma adolescente judia que viveu em Amsterdã, na Holanda, durante o período do Holocausto*. A garota ficou conhecida mundialmente após a publicação de O diário de Anne Frank, livro que narra os dois anos que ela e sua família passaram dentro de um esconderijo para tentar escapar da perseguição nazista** durante a Segunda Guerra Mundial. • *Holocausto foi o período que inúmeros crimes foram cometidos na busca de eliminar a existência de judeus, ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais, etc. • ** foi um movimento político e social que surgiu na Alemanha logo após a primeira guerra mundial. Fonte: om. br c. l o u. a l asilesco ne-frank. htm r b / / : s http fia/an /biogra

O que você lerá a seguir é o trecho do diário de Anne Frank.

O que você lerá a seguir é o trecho do diário de Anne Frank. Sábado, 20 de junho de 1942 Faz alguns dias que não escrevo porque eu quis, antes de tudo, pensar neste diário. É estranho uma pessoa como eu manter um diário; não apenas por falta de hábito, mas porque me parece que ninguém — nem eu mesma — poderia interessar-se pelos desabafos de uma garota de treze anos. Mas que importa? Quero escrever e, mais do que isso, quero trazer à tona tudo o que está enterrado bem fundo no meu coração. Há um ditado que diz: "O papel é mais paciente que o homem". Lembrei-me dele em um de meus dias de ligeira melancolia, quando estava sentada, com a mão no queixo e tão entediada e cheia de preguiça que não conseguia decidir se saía ou ficava em casa. Sim, não há dúvida de que o papel é paciente, e como não tenho a menor intenção de mostrar a ninguém este caderno de capa dura que atende pelo pomposo nome de diário — a não ser que encontre um amigo ou amiga verdadeiros —, posso escrever à vontade. Chego agora ao xis da questão, o motivo pelo qual resolvi começar este diário: não possuo nenhum amigo realmente verdadeiro. Vou explicar isso melhor, pois ninguém há de acreditar que uma menina de treze anos se sinta sozinha no mundo. Aliás, nem é esse o caso. Tenho meus pais, que são uns amores, e uma irmã de dezesseis anos. Conheço mais de trinta pessoas a quem poderia chamar de amigas — e tenho uma porção de pretendentes doidos para me namorar e que, não o podendo fazer, ficam me espiando, na classe, por meio de espelhinhos.

Tenho parentes, tios e tias, que também são uns amores, além de um lar

Tenho parentes, tios e tias, que também são uns amores, além de um lar agradável. Aparentemente, nada me falta. Mas acontece sempre o mesmo com todos os meus amigos: gracejos, brincadeiras, nada mais. Jamais consigo falar de algo que não seja a rotina de sempre. O problema é que não conseguimos nos aproximar uns dos outros. Talvez me falte autoconfiança; seja como for, o fato é esse, e não consigo mudá-lo. Daí, este diário. A fim de destacar na minha imaginação a figura da amiga por quem esperei tanto tempo, não vou anotar aqui uma série de fatos corriqueiros, como faz a maioria. Quero que este diário seja minha amiga e vou chamar esta amiga de Kitty. Mas se eu começasse a escrever a Kitty, assim sem mais nem menos, ninguém entenderia nada. Por isso, mesmo contra minha vontade, vou começar fazendo um breve resumo do que foi minha vida até agora. Meu pai tinha trinta e seis anos quando conheceu minha mãe, que na ocasião contava vinte e cinco. Margot, minha irmã, nasceu em 1926, em Frankfurt. A 12 de junho de 1929, nasci eu, e, como somos judeus, emigramos para a Holanda em 1933, onde meu pai foi designado para o cargo de diretor-gerente da Travies N. V. Esta firma mantém estreitas relações com outra firma, a Kolen & Co. , que funciona no mesmo edifício e da qual meu pai é sócio. O resto de nossa família, entretanto, sofreu todo o impacto das leis antissemitas de Hitler, enchendo nossa vida de angústias. Em 1938, depois dos pogroms, meus dois tios (irmãos de minha mãe) fugiram para os Estados Unidos. Minha avó, já contando setenta e três anos, veio morar conosco. Depois de maio de 1940, os bons tempos se acabaram: primeiro a guerra, depois a capitulação, seguida da chegada dos alemães.

Foi então que, realmente, principiaram os sofrimentos dos judeus. Decretos antissemitas surgiam, uns após

Foi então que, realmente, principiaram os sofrimentos dos judeus. Decretos antissemitas surgiam, uns após outros, em rápida sucessão. Os judeus tinham de usar, bem à vista, uma estrela amarela; os judeus tinham de entregar suas bicicletas; os judeus não podiam andar de bonde; os judeus não podiam dirigir automóveis. Só lhes era permitido fazer compras das três às cinco e, mesmo assim, apenas em lojas que tivessem uma placa com os dizeres: loja israelita. Os judeus eram obrigados a se recolher a suas casas às oito da noite, e, depois dessa hora, não podiam sentar-se nem mesmo em seus próprios jardins. Os judeus não podiam frequentar teatros, cinemas e outros locais de diversão. Os judeus não podiam praticar esportes publicamente. Piscinas, quadras de tênis, campos de hóquei e outros locais para a prática de esportes eram-lhes terminantemente proibidos. Os judeus não podiam visitar os cristãos. Só podiam frequentar escolas judias, sofrendo ainda uma série de restrições semelhantes. Assim, não podíamos fazer isto e estávamos proibidos de fazer aquilo. Mas a vida continuava, apesar de tudo Jopie costumava dizer-me: — A gente tem medo de fazer qualquer coisa porque pode estar proibido. — Nossa liberdade era tremendamente limitada, mas ainda assim as coisas eram suportáveis. Vovó morreu em janeiro de 1942. Ninguém pode imaginar o quanto ela está presente em meus pensamentos e o quanto eu ainda gosto dela. Em 1934 fui para a escola, o Jardim de Infância Montessori, e lá continuei. Ao terminar o 6ºB, tive de despedir-me da sra. K. Foi uma tristeza! Ambas choramos. Em 1941, fui com Margot, minha irmã, para a Escola Secundária Israelita. Ela, para o quarto ano, eu, para o primeiro.

Por enquanto, tudo vai bem para nós quatro, e, assim, chego ao dia de

Por enquanto, tudo vai bem para nós quatro, e, assim, chego ao dia de hoje. Fonte: FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. Círculo do livro. Tradução: Elia Ferreira Edel. São Paulo. E-book. COM BASE NA LEITURA DO TEXTO, RESPONDA ÀS PERGUNTAS ABAIXO: 1. A narradora relata que estranho uma pessoa manter um diário. Por quê? Você concorda? 2. Quando a narradora diz: “quero trazer à tona tudo o que está enterrado bem fundo no meu coração” está no sentido conotativo, isto é, no sentido figurado. Explique o real significado desse trecho. 3. Explique o sentido do ditado popular "O papel é mais paciente que o homem". 4. Qual foi o motivo que levou Anne Frank a escrever o diário? 5. Qual será a finalidade do diário para Anne? Será uma série de fatos corriqueiros? 6. A marcação do tempo é fundamental em um diário. De que modo a marcação dos dias é feita nesse relato? 7. O texto é marcado por dois momentos, um que há explicação do uso do diário e o outro que há o resumo da vida de Anne. Analise as formas verbais do texto e responda: a) Que tempos verbais é utilizado no primeiro momento e no segundo momento? b) Qual relação desses tempos verbais com o gênero do texto (diário)?

8. Observe o trecho a seguir: “O resto de nossa família, entretanto, sofreu todo

8. Observe o trecho a seguir: “O resto de nossa família, entretanto, sofreu todo o impacto das leis anti-semitas de Hitler, enchendo nossa vida de angústias. Em 1938, depois dos pogroms, meus dois tios (irmãos de minha mãe) fugiram para os Estados Unidos. Minha avó, já contando setenta e três anos, veio morar conosco. Depois de maio de 1940, os bons tempos se acabaram: primeiro a guerra, depois a capitulação, seguida da chegada dos alemães”. a) Quais os verbos indicam ação que ocorreu num determinado momento do passado? d) Esses verbos estão flexionados? Indique as categorias dessa flexão. 9. Relacione a primeira coluna com a segunda de acordo com os tempos verbais. ( 1 ) presente do indicativo ( ) estava ( 2 ) pretérito perfeito ( ) escrevo ( 3) pretérito imperfeito ( ) podiam ( ) principiaram ( ) faz ( ) continuavam 10. Agora, você vai escrever um texto como se fosse o registro de um diário, relatando as coisas que aconteceram no primeiro mês de quarentena. Lembre-se de colocar a data e os sentimentos que teve.

1. 2. 3. 4. 5. Gabarito Para ela é estranho alguém se interessar por

1. 2. 3. 4. 5. Gabarito Para ela é estranho alguém se interessar por um diário de um pessoa de apenas treze anos. Ou seja, para ela, uma adolescente de treze anos não tem muita experiência de vida ou momentos que se possa colocar no diário e despertar o interesse de outras pessoas. Quando a narradora diz “quero trazer à tona tudo o que está enterrado bem fundo no meu coração” está no sentido conotativo, pois não podemos enterrar nada no coração, pois ele é um órgão do corpo humano. No sentido real, só podemos enterrar coisas ou seres sob a terra. Ao falar dessa maneira, a autora quer dizer que vai expressar todos os seus sentimentos no diário. O papel é mais paciente do que homem, porque não reclama, não briga está sempre parado sem fazer ou falar nada. No contexto, Anne, compara o homem é o objeto, de modo que, é mais fácil realizar um desabafo com o papel do que com o ser humano que pode reclamar ou dar opiniões. Anne começou a escrever o diário, porque não possuía amigos verdadeiros. Anne relata que não tem uma real aproximação com seus amigos e parentes, talvez porque lhe falte autoconfiança. Por isso, vai tratar o diário como se fosse sua amiga, chamando-lhe de kity. A marcação do tempo e feita logo na primeira linha. Há o dia da semana, data, mês e o ano. 6. 7. a)No primeiro momento temos verbos no presente do indicativo como “ faz”, “escrevo”, “tenho”, “conheço”, “chego”, “ acontece”. Esses verbos foram utilizados para indicar uma ação do presente e algo que é habitual para Anne. O segundo momento foram utilizados verbos no passado como “tinha”, “conheceu”, “contava”, “nasceu”, “sofreu” para explicar acontecimentos passados.

b)Como se trata de um gênero textual em que há relato de experiências, ideias

b)Como se trata de um gênero textual em que há relato de experiências, ideias e opiniões podemos encontrar verbos no presente e no passado. 8. a) Verbos “sofreu”, “fugiram”, “acabaram” b) “sofreu” está conjugado na 3º pessoa do singular do pretérito perfeito. “fugiram” está conjugado na 3ºpessoa do plural do pretérito perfeito. “acabaram” está conjugado na 3º pessoa do plural do pretérito perfeito. 9. ( 1 ) presente do indicativo ( 2 ) pretérito perfeito ( 3) pretérito imperfeito ( 3 ) estava ( 1 ) escrevo ( 3 ) podiam ( 2 ) principiaram ( 1) faz ( 3 ) continuavam