Vitalino Pereira dos Santos Mestre Vitalino consagrou se




























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Vitalino Pereira dos Santos, Mestre Vitalino, consagrou -se com sua arte de fazer bonecos em Caruaru, onde nasceu, perto do rio Ipojuca, Pernambuco, em 10 de julho de 1909. Ainda pequeno, Vitalino ia modelando boizinhos, jegues, bonecos, pratinhos com as sobras do barro que sua mãe, artesã, lhe dava. Quando a mãe colocava as peças utilitárias para "queimar" no forno, ele colocava no meio as suas figurinhas, suas miniaturas. Oferecendo seu trabalho na feira de Caruaru, contribuiu para fazer da cidade o grande centro ceramista do Nordeste. Por volta de 1930, Vitalino fez os seus primeiros grupos humanos, com soldados e cangaceiros, representando o mundo em que vivia. Sua capacidade criadora se desenvolveu de tal maneira que acabou se tornando o maior ceramista popular do Brasil. Fazia peças de "novidade" - retirantes, casa da farinha, terno de zabumba, batizado, casamento, vaquejada, pastoril, padre, Lampião, Maria Bonita, representando seu povo, o seu trabalho, as suas tristezas, as suas alegrias. Retratava em suas peças o seu mundo rural. Com isso, ao longo da vida, registrou toda uma cultura nordestina e perpetuou no barro e na cerâmica as suas impressões sobre essa cultura e esse modo de vida. Imagem de Mestre Vitalino na entrada do Alto do Moura, Caruaru, Pernambuco
Mais tarde começou a fazer obras sob encomenda e passou também a pintar as figuras para agradar aos compradores da cidade. Sua atividade como ceramista permanece desconhecida do grande público até 1947, quando o desenhista e educador Augusto Rodrigues organiza no Rio de Janeiro a 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, com diversas obras suas. Vitalino, carimbava as suas peças, mas, a partir de 1950, analfabeto que era, aprendeu a autenticar a sua obra, com o seu nome. Sua obra ingênua, no massapé pernambucano, tornou-se uma significativa mensagem de brasilidade, que tem alcançado os mais distantes centros culturais do mundo. As figuras de Vitalino são peças de museus e coleções particulares, de estudiosos do folclore, de todos que amam a arte popular. Os Retirantes
Banda de Pífanos Além de ceramista e criador dos bonecos de barro, Vitalino também foi um excelente tocador de pífanos. Como não sabia escrever, nunca estudou música e explicava da seguinte maneira sua iniciação nessa área: "Fui aprendendo tocar pela cadência, tirando tudo do juízo". Ele tinha sua própria bandinha (ou zabumba, como também são chamadas as bandas de pífanos), da qual era o pífano principal, mestre e compositor.
Boi Casal de Cangaceiros
Cachorro abocanhando Teju - Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro
Noivos a Cavalo
Fugida de Noiva
Estação de Rádio PRA 8
Família de Retirantes
Em 1955, integra a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras, em Neuchatel, Suíça. Em 1960, realiza viagem ao Rio de Janeiro e participa da Noite de Caruaru, organizada por intelectuais, ocasião em que suas peças são leiloadas em benefício da construção do Museu de Arte Popular de Caruaru. Em 1961, atendendo ao pedido da Prefeitura de Caruaru, doa cerca de 250 peças ao Museu de Arte Popular, inaugurado nesse ano. Recebeu medalhas e comendas de diversos tipos, incluindo uma do Governo do Estado da Guanabara (atual Estado do Rio de Janeiro), pela divulgação do folclore nacional. Gatos Maracajás subindo numa árvore, acuados por um cachorro, e embaixo o caçador fazendo pontaria com a espingarda.
Lampião - Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro Lampião e Maria Bonita
Casa da Farinha
Mãe e Filho
Parte de sua obra pode ser apreciada no Museu do Louvre, em Paris. No Rio de Janeiro, encontram-se peças de Mestre Vitalino no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Museu da Chácara do Céu, no Museu Nacional de Belas Artes e na Casa do Pontal - Museu de Arte Popular Brasileira. No Recife, no Museu do Homem do Nordeste e em Caruaru, no Museu do Barro.
Soldado em Ação Procissão Retirantes Trabalhado r Vaqueiro
Vaquejada, 1961
Mestre Vitalino faleceu em 1963 deixando escola e seguidores, como seus filhos, Severino e Amaro, que continuam a sua obra, recriando no barro os personagens do mundo nordestino. Em homenagem ao maior ceramista popular brasileiro, no local onde viveu foi erguida a Casa Museu Mestre Vitalino, em 1971, que guarda retratos, objetos de uso pessoal e os instrumentos utilizados por ele na confecção das peças. No ano de seu centenário, uma exposição no Aeroporto Internacional do Recife, Guararapes Gilberto Freyre, reúne reproduções de suas obras, objetos, fotos e textos sobre sua vida. Vitalino e seus filhos fazendo bonecos
Casa Museu Mestre Vitalino Forno de Mestre Vitalino
Fontes: http: //www. ideariumperpetuo. com/mestre_vitalino. htm http: //www. pe-az. com. br/biografias/mestre_vitalino. htm http: //www. girafamania. com. br/tudo/mestre_vitalino. htm http: //jc. uol. com. br/noticias/ler. php? codigo=455&canal=218 http: //www. algosobre. com. br/biografias/mestre-vitalino. html http: //www. ceramicanorio. com/artepopular/caruaru. htm http: //www. enciclopedianordeste. com. br/biografia-mestrevitalino. php http: //www. itaucultural. org. br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index. cfm http: //caruaruarte. blogspot. com/2008/03/quem-foi-mestre-vitalino. html http: //pernambucobeat. com/2008/10/16/o-nordeste-sente-saudade-do-mestre/ http: //www. pequenoartista. com. br/pa/tinoco_brasil/arte-figureira. aspx
Créditos Fundo musical: Um Cavaquinho no Frevo Intérprete: Cavaquinho de Ouro Produção e Supervisão: Mario Capelluto e Ida Aranha mario. capelluto@globo. com Pesquisa e Formatação: Julia Zappa juliazappa@uol. com. br http: //www. sabercultural. com. br Julho 2009