Vidros FTC Engenharia Civil Qumica Laboratrio Paulo Srgio
Vidros FTC Engenharia Civil Química / Laboratório Paulo Sérgio Monteiro Mascarenhas
Vidros n O vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Não pode ser considerado um sólido nem um líquido e sim um compromisso dos dois: um líquido super-resfriado. Quando sua estrutura atômica é analisada pelo raio X, não se encontra o ordenamento regular próprio dos sólidos. Sua estrutura é mais parecida com um arranjo aleatório de um líquido, o que ele realmente é, mas um líquido resfriado abaixo de seu ponto de congelamento.
Vidros
Vidros n Conforme narração do historiador romano Plínio, o vidro foi descoberto acidentalmente, devido a alguns mercadores fenícios que o introduziram por volta do ano 5000 a. C.
Vidros n Navegando pelo Rio Belo, na Síria, um navio de carga fenício transportava blocos de nitrato de sódio.
Vidros n Em certo momento a tripulação resolveu aportar em uma praia, para descansar e se alimentar. . .
Vidros n Desembarcados, então, acenderam um fogo e improvisaram o fogão utilizando alguns blocos do nitrato de sódio para apoiar as panelas. . .
Vidros n O "natrão" (nitrato de sódio) fundindo-se por causa do calor do fogo e misturando-se com a areia da praia, originou um novo líquido transparente formado dessa mistura. . .
Vidros n Os romanos contribuíram muito, por volta do ano 100 a. C. , para o desenvolvimento das indústrias do vidro. Iniciaram a produção de vidro por sopro dentro de moldes, aumentando em muito a possibilidade de fabricação em série das manufaturas. Eles foram os primeiros a inventar e usar o vidro para janelas.
Produção do vidro n O vidro poderia ser feito apenas com sílica, carbonato de sódio e calor, conforme a equação química abaixo: n n n Na 2 CO 3 + Si. O 2 Δ Na 2 Si. O 3 + CO 2 Δ = calor A adição de cálcio a esse produto torna o vidro mais duro.
Produção do vidro
Produção do vidro n Mais recentemente, com a melhor compreensão de vários processos químicos foi possível produzir matérias-primas mais puras para a indústria vidreira, e a introdução de processos mecânicos nas indústrias, ao final do século XIX, aumentou ainda mais a produção de artefatos de vidro. Os seus preços reduziram acentuadamente e deixaram de ser exclusivamente artigos de luxo. Obviamente, sempre foram e continuarão sendo confeccionadas peças de vidro por artesãos que são verdadeiras obras de arte, cujos preços são acessíveis a um número limitado de pessoas aficcionadas.
Produção do vidro n A invenção de fornos contínuos, que só param para manutenção, e do vidro plano flotado deram novo impulso à industria vidreira. Os vidros planos atuais têm um elevado grau de planicidade como conseqüência do processo de produção. Este processo consiste em fazer a chapa de vidro laminado, ainda muito quente, mas com uma viscosidade maior, passar flutuando sobre a superfície de estanho fundido, num formo intermediário. Depois de resfriado, ao final da linha de produção, as chapas de vidro são cortadas e acondicionadas para transporte. Este processo, denominado de “flotagem”, foi patenteado pelos irmãos Pilkington, em 1959, na Inglaterra. O vidro obtido por este processo é denominado “vidro float”, ou “vidro flotado” O termo “float” vem do inglês, e significa flutuar, boiar.
Produção do vidro
Vidro coloridos (termoabsorventes) n n Além do aspecto estético, podem reduzir o consumo energético de uma construção – reduz a energia radiante transmitida pelo sol, absorvendo-a no corpo do vidro. Essa energia absorvida é, então, reirradiada pelo vidro, com a maior parte normalmente fluindo para a parte externa da construção. Nestes vidro há o acréscimo de óxidos metálicos na massa de vidro. A depender do óxido o vidro pode adquirir as cores verde, azul, cinza, e bronze.
Vidro coloridos (termoabsorventes) Cobre n Crômio n Manganês n Ferro n Cobalto n Cu +² Azul claro Cr +³ Verde Cr +6 Amarelo Mn +³ Violeta Mn +4 Preto Fe +³ Marrom-amarelado Fe +² Verde-azulado Co +² Azul intenso ou rosa Co +³ Verde
Vidros termorrefletores n Reduz a energia radiante transmitida pelo sol, refletindo-a para o meio externo. São fabricados aplicando-se na superfície uma camada de metal ou óxido metálico, suficientemente para ser transparente.
Vidros de segurança Este tipo desenvolveu-se em função dos grandes avanços da indústria automobilística para conferir maior segurança aos usuários. n No Brasil, a NB-226 (NBR-7199) estabelece a obrigatoriedade nos casos: n n Balaustradas, parapeitos, sacadas, vidraças sobre passagens, claraboias, telhados, vitrines.
Claraboias
Balaustrada
Vidros de segurança n São de 3 tipos: Temperados; n Laminados; n Aramados. n
Vidros de segurança: Temperados n Possuem resistência aumentada pela têmpera (processo de aquecimento a uma temperatura crítica e depois resfriá-lo rapidamente). No vidro, a têmpera produz um sistema de tensões que aumenta a resistência, induzindo a tensões de compressão na superfície.
Vidros de segurança: Laminados n Consiste em duas ou mais lâminas de vidro fortemente interligadas, sob calor e pressão, por uma ou mais camadas de polivinil butiral – PVB, resina muito resistente e flexível.
Vidros de segurança: Laminados Permite filtrar raios UV e controle acústico.
Vidros de segurança: Aramados Resistência ao fogo. O vidro sofre um processo de fusão juntamente com uma malha metálica, através de um par de rolos, de tal modo que a malha fique posicionada no centro do vidro. n Este material, reduz o risco de acidente pois, caso quebre, não estilhaça e os fragmentos mantêm-se presos à tela metálica. É resistente à corrosão. n
Vidros de segurança: Aramados
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