Vermes Segmentados Zoologia Aplicada Prof Carlayle Brito Os
Vermes Segmentados Zoologia Aplicada Prof. Carlayle Brito
Os mais familiares são as minhocas terrestres. Os Annelida são vermes cujos corpos são divididos em aneis semelhantes, ou segmentos ou metâmeros. Poliqueto-de-fogo Hirudo medicinalis
Filo Annelida, do latim annelus, pequeno anel. É constituído pelos vermes segmentados. E um filo grande, com cerca de 15 mil espécies. Cerca de dois terços do filo são formados por espécies marinhas (poliquetos). Os poliquetos são os menos familiares dentro do grupo.
Características gerais Metaméricos. Corpo revestido por cutícula fina. Sistema digestório completo. Sistema excretor com nefrídios desenvolvidos. Sistema circulatório fechado.
Sistema respiratório ausente – trocas gasosas através da pele (tegumentar ou cutânea); respiração branquial ou através dos parapódios – nos poliquetos. Reprodução sexuada. Monoicos ou com sexos separados (poliquetos são dioicos). Desenvolvimento direto (minhocas e sanguessugas) e indireto (poliquetos – larva do tipo trocófora).
Hábitats Terrestre e aquático, em água doce e salgada. Sucesso da adaptação em ambientes diversos: grande celoma compartimentalizado e o corpo metamerizado. O metamerismo aumentou a eficácia do ato escavador e possibilitou a movimentação independente e localizada de segmentos distintos.
Nota: Uma especialização maior do metamerismo aparece nos artrópodes. Os anelídeos assemelham-se aos artrópodes no metamerismo, cutícula e sistema nervoso ganglionar.
Classificação Com exceção das sanguessugas, a grande maioria porta delicadas projeções quitinosas denominadas cerdas. Cerdas curtas auxiliam no tracionamento e ancoragem e cerdas longas auxiliam na natação das formas aquáticas A classificação tem como base a ausência ou presença de cerdas e clitelo.
Classe Polichaeta Poliquetos (gr. poly, muitos + chaete, cerdas, espinho). Classe Oligochaeta Oligoquetos (gr. oligo, pouco + chaeta, cerdas). Classe Hirudinea Hirudíneos – perda das cerdas. Modernamente Oligochaeta e Hirudinea estão reunidos em uma única classe: Clitellata.
Classe Oligochaeta Corpo logo, cilíndrico e afilado nas extremidades. Não há cabeça distinta. Boca (recoberta pelo prostômio) no segmento I. nus oval no último segmento (pigídio) Clitelo – região do corpo com alguns segmentos adjacentes espessados, desenvolvido somente nos adultos. Representantes: minhocas e minhocuçus.
4 pares de cerdas diminutas por segmento. Nefridióporo (poro excretor) em cada segmento. Anatomia externa
Anatomia interna
São ovíparos e a fecundação é externa.
Duas minhocas em cópula. As extremidades anteriores apontam em direções opostas. A inseminação recíproca ocorre durante a cópula. Após a separação cada verme secreta um casulo que recebe óvulos e espermatozoides.
Importância dos oligoquetos (minhocas) Ecológica e econômica! Minhocas são uteis para a agricultura, passam quase todo o seu ciclo de vida debaixo da terra, melhorando as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo: perfura-o, formando galerias subterrâneas e descompactando-o. Vermicompostagem: a compostagem realizada por minhocas é uma opção de reciclar os restos de resíduos alimentares vegetais e de obter húmus com excelentes propriedades. Minhocultura.
Classe Polychaeta Dentro do filo são os mais primitivos. Predominantemente marinhos, bentônicos. Forma do corpo variável. Cabeça diferenciada com apêndices sensitivos. Segmento com muitas cerdas implantadas em um par de parapódios laterais.
Respiração por capilares dos parapódios e parede do corpo (branquial). Ausência de clitelo. Dioicos - com fecundação externa e desenvolvimento indireto (larva trocófora). Os poliquetos constituem a maior classe de anelídeos, com mais de 10 mil espécies, sendo que a maior parte é marinha. A maioria mede entre 5 e 10 cm de comprimento.
Cabeça diferenciada com apêndices sensitivos. Parapódios laterais Nereis virens – poliqueto errante.
Nereis virens – poliqueto errante. A. Região anterior com a faringe evertida. B. Estrutura externa.
Classe Hirudinea Representantes: sanguessugas (2 e 6 cm) Hirudo medicinalis Habitam predominantemente a água doce, mas há espécies adaptadas à vida terrestre (locais quentes e úmidos). Ectoparasitas de vertebrados, necrófagos ou predadores, sendo achatadas dorsoventralmente. Ausência de cerdas (condição hematófaga).
Presença de ventosas anterior e posterior. Probóscide e mandíbula com dentes córneos. A digestão é lenta. São monoicos. Reprodução: fecundação cruzada. Depois da cópula o clitelo secreta um casulo que recebe espermatozoides e óvulos. O desenvolvimento é direto.
Apesar de muitas serem predadoras, as sanguessugas são popularmente conhecidas como parasitas. Mesmo as autênticas hematófagas raramente permanecem muito tempo sobre o hospedeiro. Algumas sanguessugas terrestres predam larvas de insetos, minhocas e lesmas. Outras formas terrestres sobem em arbustos ou árvores para chegar aos vertebrados de sangue quente, como aves e mamíferos.
Thypha domingensis, popular taboa. http: //jardins-eau-quebec. info/images-realisations-jardins-d-eau/
Referências HICKMAN, C. P. JR; LARSON, A. ; ROBERTS, L. S. Princípios Integrados de Zoologia. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S. A, 2000. 846 p. RIBEIRO-COSTA, C. S. Invertebrados. Manual de Aulas Práticas. 1. ed. Ribeirão Preto: Holos Editora, 2002. 226 p. STORER, T. I. ; USINGER, R. L. ; STEBBINS, R. C. ; NYBAKKEN, J. W. Zoologia Geral. 6. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003. 816 p.
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