Universidade Federal do Amazonas Instituto de Cincias Biolgicas
Universidade Federal do Amazonas Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Parasitologia Taenia Katienne Frota de Lima – 21000891 Paulo Raphael Pires Ferreira – 21000519 Rhaíssa Bentes Leonel – 21000793 Stephany da Cunha Seelig - 21000731
Morfologia Verme adulto 1. Corpo achatado 2. Dorsoventralmente em forma de fita 3. Escólex ou cabeça 4. Colo ou pescoço 5. Estróbilo ou corpo (proglotes) 6. Cor branca leitosa 7. Não possuem dimorfismo sexual (monóicos) ● Stephany Seelig - 21000731 2
Morfologia ● Escólex: ● -Função� fixação do cestoda na mucosa intestinal ● -Apresenta 4 ventosas arredondadas e proeminentes formadas de tecido muscular ● Colo: ● -Não tem segmentação ● -Zona de crescimento ou de formação de proglotes T. saginata Stephany Seelig - 21000731 T. solium 3
Morfologia ● Estróbilo: ● -União de proglotes ou proglótides (anéis) ● -Proglotes são divididas em: jovens, maduras e grávidas *Jovens: -início do desenvolvimento dos órgãos genitais masculino *Maduros: -Possui órgãos genitais masculinos e femininos desenvolvidos e aptos para a fecundação *Grávidas: -Útero cheio de ovos -50% dos ovos são maduros e férteis -40% são imaturos -10% são estéreis ● -Comprimento: 3 m (T. solium) � 800 a 1000 proglotes 8 m (T. saginata) �mais de 1000 proglotes Stephany Seelig - 21000731 4
Morfologia ● Cada proglote tem independentemente função: >alimentar�difusão do alimento no tegumento >Microtríquia�recobre o tegumento do estróbilo (absorve nutrientes) >reprodutiva�possui órgãos genitais masculinos e femininos ● Ovo: -Impossível distinguir microscopicamente os ovos das duas tênias -Formato: Esférico -Embrióforo: Casca protetora Oncosfera: Dupla camada e três pares de acúleos Stephany Seelig - 21000731 5
T. solium T. saginata Escólex • Globoso • Com rostro • Com dupla fileira de acúleos • Quadrangular • Sem rostro • Sem acúleos Proglotes • Ramificações uterinas pouco numerosas, de tipo dendrítico(12 pares) • Saem passivamente com as fezes • Ramificações uterinas mais numerosas, do tipo dicotômico(26) • Saem ativamente no intervalo das defecações Cysticercus • C. cellulosae • Apresenta acúleos • C. bovis • Não apresenta acúleos Capacidade de levar à Possível cisticercose humana Não comprovada Ovos Indistinguíveis Stephany Seelig - 21000731
Epidemiologia ● Hábito de comer carne de boi ou porco crua ou malcozida; ● T. saginata rara entre hindus e T. solium rara entre judeus; ● No Brasil há distribuição da doença devido às precárias condições de higiene da população; ● Na contaminação por T. solium os ovos são adquiridos através de: ➢Fezes humanas em águas contaminadas ➢Moscas e baratas ➢Práticas sexuais orais Stephany Seelig - 21000731 7
Hábitat ● T. solium e T. saginata ● cisticerco da T. solium ● cisticerco da T. saginata Katienne Frota- 21000891
Ciclo Biológico Katienne Frota- 21000891
Transmissão ● Teníase: carne suína ou bovina crua ou mal cozida infectada por cisticerco; ● Cisticercose humana: ingestao acidental de ovos da T. solium. 1. Auto-infecção externa 2. Auto infecção interna 3. Heteroinfecção Katienne Frotal- 21000891
Patogenia ● Teníase ➢Acomete o intestino delgado humano. ➢Nem tão “solitária” assim. ➢Pode ser causada pela T. saginata ou pela T. solium. Paulo Raphael - 21000519 11
Patogenia ● Teníase – Sintomatologia ➢Competição Parasita X Hospedeiro. ❖Tonturas. ❖Astenia. ❖Perda de peso. ❖Náuseas e vômitos. ❖Dor variável e difusa no abdômen. ❖Alargamento do abdômen Paulo Raphael - 21000519 12
Patogenia ● Cisticercose ➢ Uma doença pleomórfica. ❖Coração ❖SNC ❖Musculatura e subcutâneo ❖Globo ocular ❖Glândulas Mamárias ➢Tropismo pelo Sist. Nervoso Central (96% dos casos) ➢Causada APENAS PELA T. Solium Paulo Raphael - 21000519 13
Patogenia ● Citicercose – sintomatologia ➢Muscular: Assintomática / dor, fadiga ou cãibras ➢Cardíaca: Palpitações e ruídos anormais / dispnéia ➢Ocular: Uveíte, cegueira total ou parcial. ➢Neuronal: Hidrocefalia, hipertensão intracraniana, cefaleias, crises epilépticas e meningite. Paulo Raphael - 21000519 14
Diagnóstico Clínico ● Cisticercose: ◦ Aspectos clínicos Rhaíssa Leonel- 21000793 15
Diagnóstico clínico ● Aspectos epidemiológicos ● Aspectos laboratoriais: ◦ Cisticerco identificado ● Exame direto ● Exame oftalmoscópio de fundo de olho ● Presença de nódulos subcutâneos Rhaíssa Leonel- 21000793 16
Diagnóstico parasitológico Pesquisa de proglotes ● Mais raramente, pesquisa de ovos ● ● Métodos rotineiros ou pelo método da fita gomada ● Diagnóstico genérico: Ovos iguais Rhaíssa Leonel- 21000793 17
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Diagnóstico parasitológico ● Diagnóstico específico: 1) Tamização 2) Recolhimento das proglotes 3) Identificação ● Possibilidade diagnóstica: identificação de antígenos Rhaíssa Leonel- 21000793 19
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Neuroimagens ● RX: cisticercos calcificados ● RNM e TM: ◦ Número de cisticercos ◦ Localização ◦ Fase de desenvolvimento ◦ Involução dos cisticercos Rhaíssa Leonel- 21000793 21
Profilaxia Rhaíssa Leonel- 21000793 22
Profilaxia ● Medidas definitivas: ◦ Suíno sem acesso às fezes humanas ◦ Melhora no sistema de água, esgoto e fossa ◦ Tratamento em massa ◦ Instituição de um serviço regular de educação em saúde ◦ Orientações: não comer carne mal cozida ◦ Melhoria de criação de animais ◦ Inspeção da carne e fiscalização do matadouro Rhaíssa Leonel- 21000793 23
Tratamento ● Taenia solium e T. saginata: niclosamida ou praziquantel* ● 4 comprimidos, 2 em 2 ● 1 h após, leite de magnésia ● Efeitos colaterais (pouca duração): Rhaíssa Leonel- 21000793 24
Tratamento da neurocistercose ● Praziquantel (eficácia 50%) associado a altas doses de corticóides ● Albendazol (eficácia 88%) associado a dexametosona ◦ Mais barato ◦ Menos efeitos colaterais ◦ Associação à drogas sintomáticas (anticonvulsivantes e corticosteróides) Rhaíssa Leonel- 21000793 25
Hidatidose - Echinococcus granulosus 26
Introdução ● No Brasil: primeiros registros de hidatidose no século XX ● Filo: Plathyhelminthes ◦ Classe: Cestoda ● Família: Taeniidae ● Gênero: Echinococcus Rhaíssa Leonel- 21000793
Morfologia ● Forma adulto ➢Escólex: Globoso ou piriforme, 4 ventosas, rostro central com 30 a 40 acúleos em duas fileiras. ➢Colo curto e delgado ➢Estróbilo: curto com geralmente 3 proglotes ● Ovos ➢Geralmente esféricos. ➢Formado pelo embrióforo e uma oncosfera. Paulo Raphael - 21000519 28
Morfologia ● Cisto Hidático ➢Memb. Adventícia: Produzida pelo hospedeira e constituída de tecido fibroso. ➢Memb. Hialina: Aspecto hialino e constituído de proteínas. ➢Memb Germinativa: formadora dos demais componentes do cisto. ➢Vesículas Prolígeras: comporta os protoescóleces ➢Protoescóleces: Possui rostro e 4 ventosas. ➢Areia hidatica: Fragmentos das vesículas, protoescóleces, e Memb. Germinativa. Paulo Raphael - 21000519 29
Echinococcus granulosus ● De maior importância ● Forma larval ou hidatidoide: cisto hidático apresenta-se como uma só cavidade Hidatidose unicelular ● HD: canídeos ● HI: ovinos, bovinos, suínos, caprinos etc ● Hospedeiro acidental: homem Rhaíssa Leonel- 21000793 30
Echinococcus multilocularis ● Grave e fatal ● Sítio primário: fígado ● Cisto multivesicular Hidatidose alveolar (infiltrante) ● HD: canídeos ● HI: pequenos roedores ● Hospedeiro acidental: homem ● Distribuição: Canadá, Alasca, Sibéria, China, Alemanha, Suíça, Japão Rhaíssa Leonel- 21000793 31
Canadá? ? ! Rhaíssa Leonel- 21000793 32
Echinococcus vogelli ● Forma larval Hidatidose policística ● HD: carnívoros silvestres ● HI: roedores silvestres ● Acidental: homem ● Evolução assintomática ● Principal foco: fígado ● Principais registros: Acre e Pará Rhaíssa Leonel- 21000793 33
Echinococcus oligarthus ● Pouco conhecido ● Hidatidose policística ● HD: felídeos silvestres ● HI: roedores silvestres ● Acidental: homem (3 casos) Rhaíssa Leonel- 21000793 34
Habitat ● Em Cães: Intestino delgado. ● Em humanos: Diversos órgãos ( Pulmões, Fígado, Rins, Cérebro, Ossos, Baço. . . ) Paulo Raphael - 21000519 35
Epidemiologia ● Alasca, Europa, Ásia, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos, América do Sul ● Tradição de criação de ovinos e maior manejos destes pelo cão Rhaíssa Leonel- 21000793 36
Epidemiologia ● Hitadidose endêmica no RS ● Problema de Saúde Pública ◦ Hábitos do camponês: alimentar os cães com vísceras cruas ◦ Não tratamento dos cães contaminados Rhaíssa Leonel- 21000793 37
Epidemiologia ● E. granulosus: MT, MG, SP, GO, BA, MA ● Comercialização de ovinos em áreas endêmicas ● FALTA: ◦ Fiscalização dos abatedouros, tratamento do cão, cuidados sanitários da população, controle sanitário sobre a comercialização etc Rhaíssa Leonel- 21000793 38
Ciclo Biológico Stephany Seelig - 21000731 39
Patogenia ● Cistos pequenos e calcificados podem permanecer por anos assintomáticos; ● Hidatidose Hepática: ➢Embrião atinge fígado e promove reação inflamatória ➢Sintomas: distúrbios gástricos, empachamento, icterícia, congestão porta Stephany Seelig - 21000731 40
Patogenia ● Hidatidose Pulmonar ➢ 2º órgão mais afetado ➢Pouca resistência ao cisto ➢Sintomas: cansaço a grandes esforços, dispneia, e tosse com expectoração • Hidatidose Cerebral ➢Rara ➢Pouca resistência ao cisto Stephany Seelig - 21000731 41
Patogenia ● Hidatidose Óssea ➢Rara ➢Paciente em bom estado geral ➢Diagnóstico geralmente associado a fratura ➢No caso de ruptura do cisto e seu posterior acesso ao abdômen, pode haver coque anafilático Stephany Seelig - 21000731 42
Diagnóstico em Humanos Clínico ● Laboratorial ● Métodos de imagem ● Laparoscopia ● Diagnóstico em Animais Cães: ELISA ● Hosp. intermediário: exame post-mortem ● Katienne Frota- 21000891
Profilaxia ● Conscientizar a população rural ● Não alimentar cães com vísceras cruas de bovinos, ovinos e suínos ● Tratar periodiacamente os cães com anti-hemínticos ● Higiene pessoal ● Lavar frutas e verduras com água corrente ● Controle de insetos (moscas e baratas) ● Vacinas de hosp. intermediário Katienne Frota- 21000891
Tratamento Hidatidose humana Tratamento medicamentoso: albendazol 2. Cirúrgico: Método mais utilizado no Brasil 3. PAIR: punção, aspiração injeção e reaspiração ● Ecnococose 1. Tratamento medicamentoso: Praziquantel ● 1. Katienne Frota- 21000891
Obrigado! 46
Bibliografia ● NEVES, David P et al. Parasitologia Humana. 11ª ed. São Paulo: Atheneu, 2005. P. 227 -246 ● www. fmt. am. gov. br/areas/parasitologia/copro. h tm ● www. diariodebiologia. com/tag/exame/ ● www. sergiofranco. com. br/bioinforme/img/meto dologia. Indicada. Conforme. Suspeita. Clinica. jpg ● www. portalsaofrancisco. com. br/alfa/teniase/im agens/teniase-12. jpg 47
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