UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JLIO DE MESQUITA FILHO Cmpus

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Câmpus de Ilha Solteira Características de qualidade

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Câmpus de Ilha Solteira Características de qualidade dos fertilizantes e corretivos

Condições naturais ou artificiais com que os fertilizantes podem ser apresentar, e tem relação

Condições naturais ou artificiais com que os fertilizantes podem ser apresentar, e tem relação direta e indireta com a sua qualidade.

1. Características físicas 2. Características químicas 3. Características físico-químicas

1. Características físicas 2. Características químicas 3. Características físico-químicas

1. Características físicas: • Estado físico; • Granulometria; • Consistência; • Fluidez; • Densidade.

1. Características físicas: • Estado físico; • Granulometria; • Consistência; • Fluidez; • Densidade.

Estado Físico Sólido (95%) Pó ou farelado Granulado Líquidos ou Fluidos (5%) Soluções: são

Estado Físico Sólido (95%) Pó ou farelado Granulado Líquidos ou Fluidos (5%) Soluções: são os fertilizantes líquidos que se apresentam na forma de soluções verdadeiras, isto é, isentas de material sólido. Suspensões: são os fertilizantes líquidos que se apresentam na forma de suspensões, isto é, uma fase sólida dispersa num meio líquido. Gasoso São os fertilizantes que se apresentam no estado gasoso, nas condições normais de temperatura e pressão. Ex: Amônia Anidra (aplicação direta no solo).

GRANULOMETRIA

GRANULOMETRIA

PROBLEMAS RELACIONADOS À GRANULOMETRIA Segregação: separação das partículas componentes de uma mistura de fertilizantes

PROBLEMAS RELACIONADOS À GRANULOMETRIA Segregação: separação das partículas componentes de uma mistura de fertilizantes por ordem de tamanho. Ex: Mistura de fertilizantes (18 -00 -36) 400 kg de ureia 600 kg de KCl

CONSISTÊNCIA Resistência à Compressão Valores típicos de resistência a compressão (dureza) para grãos de

CONSISTÊNCIA Resistência à Compressão Valores típicos de resistência a compressão (dureza) para grãos de aproximadamente 2, 5 mm

RESISTÊNCIA AO IMPACTO Valores de resistência ao impacto

RESISTÊNCIA AO IMPACTO Valores de resistência ao impacto

RESISTÊNCIA À ABRASÃO Porcentagem de degradação dos fertilizantes mais utilizados

RESISTÊNCIA À ABRASÃO Porcentagem de degradação dos fertilizantes mais utilizados

FLUIDEZ – NGULO DE REPOUSO É a capacidade de livre escoamento pelos sistemas mecânicos

FLUIDEZ – NGULO DE REPOUSO É a capacidade de livre escoamento pelos sistemas mecânicos de aplicação e se relaciona com a eficiência da distribuição dos fertilizantes. Quando o fertilizante não flui ocorre a formação de túneis.

FLUIDEZ – NGULO DE REPOUSO Esquema para determinação do ângulo de repouso a α

FLUIDEZ – NGULO DE REPOUSO Esquema para determinação do ângulo de repouso a α b α = arc tg x escala vertical (a) escala horizontal (b)

FLUIDEZ – NGULO DE REPOUSO ? Ideal: 30 a 35 para não formação de

FLUIDEZ – NGULO DE REPOUSO ? Ideal: 30 a 35 para não formação de túnel

DENSIDADE Relaciona massa e volume do produto. Importância: Áreas de armazenamento Ureia = 1,

DENSIDADE Relaciona massa e volume do produto. Importância: Áreas de armazenamento Ureia = 1, 33 kg dm-3 DAP = 1, 78 kg dm-3 KCl = 1, 99 kg dm-3

DENSIDADE Adubos fluidos; Afeta viscosidade e consequentemente a fluidez; Transformações da garantia do produto

DENSIDADE Adubos fluidos; Afeta viscosidade e consequentemente a fluidez; Transformações da garantia do produto entre as relações peso/peso e peso/volume. Ex. : UAN (Uran): d = 1, 326 g cm-3 Sulfuran: d = 1, 26 g cm-3

2. Características químicas: • Natureza; • Número de nutrientes; • Forma química; • Concentração

2. Características químicas: • Natureza; • Número de nutrientes; • Forma química; • Concentração de nutrientes; • Presença de compostos nocivos; • Índice de acidez e basicidade; • Mistura de fertilizantes.

NATUREZA Orgânicos - origem natural, vegetal ou animal. Baixa concentração de nutrientes. Mineral -

NATUREZA Orgânicos - origem natural, vegetal ou animal. Baixa concentração de nutrientes. Mineral - fertilizantes simples, mistura de fertilizantes e fertlizantes complexos. Organominerais - mistura de fertilizantes orgânicos e minerais.

NÚMERO DE NUTRIENTES 1 NUTRIENTE: Ureia - Sulfato de Amônio 2 NUTRIENTES: KNO 3

NÚMERO DE NUTRIENTES 1 NUTRIENTE: Ureia - Sulfato de Amônio 2 NUTRIENTES: KNO 3 - MAP - DAP 3 NUTRIENTES: 20 -05 -20

FORMA QUÍMICA N: NH 2 - NH 3 - NH 4+ - NO 3

FORMA QUÍMICA N: NH 2 - NH 3 - NH 4+ - NO 3 P 2 O 5: H 2 PO 4 - HPO 42 - - PO 43 K 2 O: K+

CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES Fertilizantes minerais apresentam uma vantagem bastante atraente do ponto de vista

CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES Fertilizantes minerais apresentam uma vantagem bastante atraente do ponto de vista econômico Poderem apresentar elevadas concentrações de nutrientes Resultando em menores custos de armazenamento, transporte e aplicação de por unidade de massa de nutriente.

CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES Problemas com relação aos macronutrientes secundários Ureia (45% N) - S.

CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES Problemas com relação aos macronutrientes secundários Ureia (45% N) - S. A. (20% N e 24% S) S. T (45% P 2 O 5 e 14% Ca 2+) - S. S. (18% P 2 O 5, 20% Ca 2+ e 12% S) MAP (9% N e 48% P 2 O 5) ou DAP (16% N e 45% P 2 O 5)

PRESENÇA DE COMPOSTOS NOCIVOS CO(NH 2)2 NH 2 -CO-NH 2 + NH 3 BIURETO

PRESENÇA DE COMPOSTOS NOCIVOS CO(NH 2)2 NH 2 -CO-NH 2 + NH 3 BIURETO

PRESENÇA DE COMPOSTOS NOCIVOS Sulfato de Amônio (tiocianato) Salitre do Chile ( Perclorato) Fosfatados

PRESENÇA DE COMPOSTOS NOCIVOS Sulfato de Amônio (tiocianato) Salitre do Chile ( Perclorato) Fosfatados (Metais Pesados - Cd, Cr e Pb) Fe, Cu, Zn e Mn * Alimentação humana

ÍNDICE DE ACIDEZ Índice de acidez de alguns fertilizantes * - Quantidade (kg) de

ÍNDICE DE ACIDEZ Índice de acidez de alguns fertilizantes * - Quantidade (kg) de carbonato de cálcio que deve ser adicionado ao solo para neutralizar a aplicação de 100 kg do fertilizante.

ÍNDICE DE BASICIDADE Índice de basicidade de alguns produtos * - Quantidade (kg) de

ÍNDICE DE BASICIDADE Índice de basicidade de alguns produtos * - Quantidade (kg) de carbonato de cálcio que exerce a mesma ação neutralizadora de 100 kg do produto.

ÍNDICE DE BASICIDADE Calcário Termofosfato Portanto: (Calcário + Termofosfato), neutralizam a acidez do solo,

ÍNDICE DE BASICIDADE Calcário Termofosfato Portanto: (Calcário + Termofosfato), neutralizam a acidez do solo, pela liberação de hidroxila (OH-).

MISTURA DE FERTILIZANTES

MISTURA DE FERTILIZANTES

3. Característica físico-químicas: • Solubilidade; • Higroscopicidade; • Tendência ao empedramento; • Índice salino.

3. Característica físico-químicas: • Solubilidade; • Higroscopicidade; • Tendência ao empedramento; • Índice salino.

SOLUBILIDADE Produto de Solubilidade (PS): é a quantidade máxima do fertilizante ou corretivo (em

SOLUBILIDADE Produto de Solubilidade (PS): é a quantidade máxima do fertilizante ou corretivo (em gramas) que conseguimos dissolver em 100 m. L de água.

SOLUBILIDADE N - total (solúvel em água) K - solúvel em água P -

SOLUBILIDADE N - total (solúvel em água) K - solúvel em água P - solúvel em água solúvel em citrato neutro de amônio (Ci. NH 4) solúvel em ácido cítrico (HCi) Ex: S. S. 16% em água 18% em água + Ci. NH 4

HIGROSCOPICIDADE Conceito: é a tendência que os materiais apresentam em absorver água do ar

HIGROSCOPICIDADE Conceito: é a tendência que os materiais apresentam em absorver água do ar atmosférico. Umidade crítica (URC): umidade relativa do ar máxima a que o produto pode ser exposto sem absorver umidade. Redução da higroscopicidade: aumento do tamanho e revestimento dos grânulos da ureia, nitrato de amônio

HIGROSCOPICIDADE Umidades críticas de sais de fertilizantes e misturas a 30 °C. Os valores

HIGROSCOPICIDADE Umidades críticas de sais de fertilizantes e misturas a 30 °C. Os valores são em % de umidade relativa.

HIGROSCOPICIDADE Cuidados: Embalagem utilizada (isolar o produto da umidade) Grau de manipulação e a

HIGROSCOPICIDADE Cuidados: Embalagem utilizada (isolar o produto da umidade) Grau de manipulação e a possibilidade de armazenamento

HIGROSCOPICIDADE Consequência: • dificulta o manuseio e distribuição, promovendo o empedramento. Prevenção: • Granulação

HIGROSCOPICIDADE Consequência: • dificulta o manuseio e distribuição, promovendo o empedramento. Prevenção: • Granulação • Revestimento dos grânulos

TENDÊNCIA AO EMPEDRAMENTO Cimentação das partículas do fertilizante formando uma massa de dimensões muito

TENDÊNCIA AO EMPEDRAMENTO Cimentação das partículas do fertilizante formando uma massa de dimensões muito maiores que a das partículas originais. Causas: • umidade presente no fertilizante; • umidade adquirida. Consequência: dificulta o manuseio e distribuição

TENDÊNCIA AO EMPEDRAMENTO Fatores que afetam o empedramento: • umidade e higroscopicidade; • Pressão/empilhamento;

TENDÊNCIA AO EMPEDRAMENTO Fatores que afetam o empedramento: • umidade e higroscopicidade; • Pressão/empilhamento; • tempo de armazenamento; • tamanho e forma das partículas; Prevenção: • secagem do produto; • granulação; • revestimento do grânulos; • uso de produtos anti-empedrantes.

ÍNDICE SALINO Medida da tendência do adubo para aumentar a pressão osmótica da solução

ÍNDICE SALINO Medida da tendência do adubo para aumentar a pressão osmótica da solução do solo comparada à de igual peso de nitrato de sódio, cujo valor é igual a 100. É uma característica intrínseca, imutável de cada produto. Solução: fertilizantes com alto índice salino devem ser aplicados parcelados. Ex. : Cloreto de potássio, nitrato de amônio, ureia.

ÍNDICE SALINO Índice salino de diversos fertilizantes, calculados em relação ao nitrato de sódio

ÍNDICE SALINO Índice salino de diversos fertilizantes, calculados em relação ao nitrato de sódio tomado como índice 100.

ÍNDICE SALINO Aplicar no máximo 50 - 60 kg ha-1 de K 2 O

ÍNDICE SALINO Aplicar no máximo 50 - 60 kg ha-1 de K 2 O na semeadura.

RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO

RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO

Resultado da Análise de Solo M. O. g/dm 15 12 3 p. H P

Resultado da Análise de Solo M. O. g/dm 15 12 3 p. H P resina 3 Ca. Cl 2 mg/dm 4, 5 4 10 6 K 1 1 Ca Mg H Al S 3 mmolc /dm 9 6 T V % 6 30 8 16 54 30 2 31 10 9 50 18

RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO PARA A CULTURA DO MILHO • a) no sulco Espaçamento: para

RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO PARA A CULTURA DO MILHO • a) no sulco Espaçamento: para a produção de grãos: 0, 80 a 0, 90 m entre linhas com 5 plantas por metro de linha; para silagem: 0, 90 a 1, 00 m entre linhas, com 5 plantas por metro de linha. • Calagem: aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70% e o Mg a um teor mínimo de 5 mmolc/dm 3. • Adubação mineral de plantio: Aplicar de acordo com a análise do solo e a produtividade esperada, conforme a seguinte tabela:

RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO PARA A CULTURA DO MILHO (1) Improvável obter altas produtividades em

RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO PARA A CULTURA DO MILHO (1) Improvável obter altas produtividades em solos com teores muito baixos de P.

Tabela 1. Quantidade de adubo em função do espaçamento em gramas por 10 metros

Tabela 1. Quantidade de adubo em função do espaçamento em gramas por 10 metros lineares de sulco.

Tabela 2. Tabela para calcular quilos de adubo necessários para fazer uma tonelada de

Tabela 2. Tabela para calcular quilos de adubo necessários para fazer uma tonelada de mistura.

"Todo homem é o arquiteto de seu próprio destino. " ( Salústio )