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Universidade de São Paulo (USP) Escola de Comunicação e Artes (ECA) Departamento de Jornalismo

Universidade de São Paulo (USP) Escola de Comunicação e Artes (ECA) Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) FILOSOFIA Código: CJE 0518 (disciplina obrigatória para alunos do curso de Editoração) Semestre: 2º Semestre de 2020 Período: matutino (5 a feira, das 10 h 00 às 11 h 45) Docente responsável: Prof. Dr. Antônio David Aula 09

Marcus Sacrini “Avaliação de argumentos I: força inferencial” Sacrini, Marcus. “Avaliação de argumentos I:

Marcus Sacrini “Avaliação de argumentos I: força inferencial” Sacrini, Marcus. “Avaliação de argumentos I: força inferencial”. In: ______. Introdução à Análise Argumentativa. São Paulo: Paulus, 2016, p. 95 -116.

Tema: A força inferencial dos argumentos

Tema: A força inferencial dos argumentos

Partes: 1) Considerações gerais. 1. 1) Apresentação do tema 1. 2) Os princípios para

Partes: 1) Considerações gerais. 1. 1) Apresentação do tema 1. 2) Os princípios para a conduta avaliativa 1. 2. 1) O princípio de caridade 1. 2. 1. 1) Dois usos da argumentação 1. 2. 2) O princípio do posicionamento não dogmático 2) Avaliação da força inferencial. 2. 1) O teste dos contraexemplos 2. 1) Diagramando avaliações 2. 2) Avaliação inferencial de argumentos com exceções 2. 3) Avaliação inferencial de argumentos que respondem a objeções

1. 2) Os princípios para a conduta avaliativa “[. . . ] dois princípios

1. 2) Os princípios para a conduta avaliativa “[. . . ] dois princípios ou normas de conduta intelectual” (p. 96).

1. 2. 1) O princípio de caridade “Conforme esse princípio, deve-se sempre reconstruir a

1. 2. 1) O princípio de caridade “Conforme esse princípio, deve-se sempre reconstruir a versão logicamente mais forte do argumento em questão segundo o que se compreende do discurso em que ele é apresentado” (p. 96). 1. 2. 2) O princípio do posicionamento não dogmático “[. . . ] deve haver um desprendimento mínimo em relação às teses defendidas inicialmente, no sentido de que, diante da apresentação de argumentos mais fortes contrários à sua posição inicial e para os quais não há resposta em vista, o arguidor deve aceitar esse resultado e alterar sua posição inicial” (p. 100).

1. 2. 1) O princípio de caridade “[. . . ] cabe realizar pequenos

1. 2. 1) O princípio de caridade “[. . . ] cabe realizar pequenos reparos na formulação das sentenças e na fixação do movimento inferencial deles decorrente, para que toda a sua força lógica seja desvelada” (p. 96).

1. 2. 1) O princípio de caridade “Por que guiar-se pelo princípio de caridade

1. 2. 1) O princípio de caridade “Por que guiar-se pelo princípio de caridade na reconstrução e avaliação de argumentos? Em primeiro lugar, caso se participe de discussões francamente colaborativas acerca de um tema qualquer, a busca pela versão mais forte dos argumentos analisados parece uma norma pouco polêmica”; “interesse comum” (p. 97).

1. 2. 1) O princípio de caridade “Além disso, quando um arguidor se nega

1. 2. 1) O princípio de caridade “Além disso, quando um arguidor se nega a reconstruir e avaliar a versão mais forte dos argumentos dos oponentes, quando ele se obstina em criticar pequenas falhas (as quais ele justamente deveria ajudar a reparar para exibir a força máxima do argumento contrário), ele perde a oportunidade de testar a real força de sua própria posição e mantém o flanco aberto para que versão cada vez mais aperfeiçoadas dos argumentos contrários, que ele simplesmente ignorou, sejam lançadas sobre as suas teses a qualquer momento” (p. 97).

1. 2. 1) O princípio de caridade “[. . . ] os arguidores envolvidos

1. 2. 1) O princípio de caridade “[. . . ] os arguidores envolvidos só aceitarão reconhecer fraquezas ou limitações em suas posições se estas forem analisadas respeitosamente pelos demais, ou seja, em suas versões mais fortes, e não como caricaturas facilmente refutáveis. Se o que se busca é uma solução em algum grau reconhecida entre os opositores em um debate, e não simplesmente confirmação no interior de um grupo de uma posição por todos já previamente admitida como correta, então a exibição das versões mais fortes dos argumentos alheios é um requisito básico para o avanço das discussões. Ocorre que muitas vezes os arguidores não estão comprometidos com uma resolução colaborativa, o que exigiria, como vimos, a exposição e análise das justificativas mais fortes disponíveis para todas as partes envolvidas. Muitas vezes, há outros interesses preponderantes, tais como a obtenção de vantagens pessoais, a manutenção a todo preço de certo status quo ameaçado por questionamentos alheios ou, o que é ainda mais grave, uma adesão fanática às teses defendidas, quer dizer, uma atribuição de correção ou verdade a certo conjunto de teses independentemente de quaisquer evidências contrárias bem estabelecidas” (p. 98).

1. 2. 1) O princípio de caridade “É claro que nos debates os oponentes

1. 2. 1) O princípio de caridade “É claro que nos debates os oponentes portam crenças divergentes acerca dos temas em vista. Mas, se agem racionalmente, mantêm aberta a possibilidade de aperfeiçoamento ou mesmo de alteração das linhas inferenciais e mesmo das teses defendidas à luz das críticas alheias, devidamente analisadas em sua versão mais forte” (p. 99).

1. 2. 1. 1) Dois usos da argumentação Uso construtivo-consensual x Uso dogmático

1. 2. 1. 1) Dois usos da argumentação Uso construtivo-consensual x Uso dogmático

1. 2. 2) O princípio do posicionamento não dogmático “[. . . ] os

1. 2. 2) O princípio do posicionamento não dogmático “[. . . ] os arguidores devem aceitar os argumentos mais fortes oferecidos acerca de uma questão disputada, mesmo que isso os obrigue a uma revisão de sua própria posição inicial” (p. 101).

2. 1) O teste dos contraexemplos “[. . . ] não basta se guiar

2. 1) O teste dos contraexemplos “[. . . ] não basta se guiar por certos indicadores estilísticos que por vezes sugerem que se está diante de uma força inferencial maior do que aquela que efetivamente opera no argumento em questão” (p. 102).

2. 1) O teste dos contraexemplos Dedução “[. . . ] para explicitar se

2. 1) O teste dos contraexemplos Dedução “[. . . ] para explicitar se uma inferência é válida, supõe-se a verdade das premissas e tenta-se conceber uma situação logicamente coerente e que respeite o sentido dos termos nelas empregados em que a conclusão possa ser falsa. As inferências válidas são aquelas para as quais não há contraexemplos logicamente concebíveis” (p. 103).

2. 1) O teste dos contraexemplos Indução “Para desvelar esses graus, a sugestão agora

2. 1) O teste dos contraexemplos Indução “Para desvelar esses graus, a sugestão agora é reaplicar o teste dos contraexemplos, mas então sob restrições: diante de um argumento reconhecidamente indutivo, faz-se o teste dos contraexemplos tentando buscar situações imaginárias plausíveis no contexto da discussão em pauta, situações em que, mesmo assumindo a verdade das premissas, a conclusão não se segue” (p. 105).

2. 1) O teste dos contraexemplos “[. . . ] os testes dos contraexemplos

2. 1) O teste dos contraexemplos “[. . . ] os testes dos contraexemplos devem ser realizados para cada inferência de que o argumento se compõe” (p. 106). “[. . . ] um argumento é tão forte quanto seu elo inferencial mais fraco. Assim, para que um argumento seja avaliado globalmente como dedutivo, todas as suas inferências devem ser dedutivas. Por sua vez, argumentos que têm ao menos uma inferência indutiva são indutivos. Nesses casos, para julgar se se trata de um argumento indutivo forte ou fraco, basta retomar o princípio: um argumento cujo laço inferencial mais fraco é um laço indutivo forte será então, globalmente, um argumento indutivo forte, já um argumento indutivo que contenha ao menos um elo fraco será um argumento indutivo fraco” (p. 106 -7).

2. 2) Avaliação inferencial de argumentos com exceções “Trata-se de argumentos que veiculam exceções,

2. 2) Avaliação inferencial de argumentos com exceções “Trata-se de argumentos que veiculam exceções, as quais equivalem a contraexemplos reconhecidos como relevantes pelo próprio autor do argumento. [. . . ] Diante de argumentos desse tipo, cabe principalmente avaliar se as exceções estão formuladas de forma coerente e se elas funcionam como contraexemplos formados por meras possibilidades lógicas ou por possibilidades plausíveis. Se se trata do primeiro caso, então a linha inferencial central do argumento já é reconhecida em sua própria formulação como indutiva; e, se se trata do segundo caso, já se atesta que o argumento é indutivo fraco” (p. 109).

2. 3) Avaliação inferencial de argumentos que respondem a objeções “É esperado que os

2. 3) Avaliação inferencial de argumentos que respondem a objeções “É esperado que os autores tentem apresentar a resposta mais forte possível às objeções por eles aventadas” (p. 114).