UNESP Instituto de Qumica Araraquara 2009 Qumica Orgnica

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UNESP – Instituto de Química Araraquara 2009 Química Orgânica Experimental Purificação do Éter Etílico

UNESP – Instituto de Química Araraquara 2009 Química Orgânica Experimental Purificação do Éter Etílico Parte I Discentes: Jefferson Kraus Lourenço Luiz Otavio dos Santos Tiago Pires Docentes: Prof. Dr. José Eduardo Prof. Amanda Danuello

Solventes Orgânicos • Compostos que intervêm em processos químicos e físicos; • compostos lipossolúveis;

Solventes Orgânicos • Compostos que intervêm em processos químicos e físicos; • compostos lipossolúveis; • voláteis e inflamáveis; • substâncias lipofílicas;

Solventes Orgânicos Ação no Organismo Humano semelhante ao efeito dos anestésicos lesões e queimaduras

Solventes Orgânicos Ação no Organismo Humano semelhante ao efeito dos anestésicos lesões e queimaduras edema pulmonar depressão no sistema nervoso central diminuição do número de espermatozóides ou sua deformação • Benzeno: ação mielotóxica • • •

Solventes Orgânicos Recomendações • O que devemos saber sobre o solvente de trabalho? –

Solventes Orgânicos Recomendações • O que devemos saber sobre o solvente de trabalho? – Identificação e características; – Seus riscos no manuseio; – Medidas de primeiros socorros e incêndios; – Métodos de manuseio, transportes e armazenamento; – Informações toxicológicas e ecológicas; – Limites de exposição e EPI recomendado;

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Identificação e Características

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Identificação e Características

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Identificação e Características • Volúvel, muito volátil,

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Identificação e Características • Volúvel, muito volátil, líquido altamente inflamável, explosivo. Vapor mais pesado que o ar. • Tende a formar peróxidos. • Explosivos sob influência de ar e luz. Quando agitado sobre condições absolutamente secas o éter pode gerar suficiente eletricidade para começar um fogo. • Miscível com álcoois de curta cadeia, benzeno, clorofórmio e muitos óleos.

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Cuidados no manuseio • Evitar contato e

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Cuidados no manuseio • Evitar contato e inalação de vapores; • Deixar longe do calor, fagulhas e fogo; • Não estocar perto de oxidantes fortes e peróxidos inorgânicos; • Usar máscara VO, óculos de segurança e luvas de borracha;

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Em caso de Emergência • Contato com

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Em caso de Emergência • Contato com a pele: água em abundância. • Inalação: remova o paciente para o ar fresco. • Contato com os olhos: água em abundância durante 10 minutos. • Ingestão: lavar bem a boca. Provocar vômito. Consulte um médico.

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Combate ao incêndio • Mantenha a calma.

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Combate ao incêndio • Mantenha a calma. • Controle das chamas com CO 2, espuma e pó químico. • Não use água! • Evite respirar a fumaça.

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Controle de vazamentos • Não fume. •

Éter Etílico (C 4 H 10 O) Controle de vazamentos • Não fume. • Conter o vazamento com areia. • Recolher o material para reutilização ou descarte. • Lavar o local removendo o líquido de lavagem para tratamento. • Tratamento e disposição: Encaminhe para incineração.

Obtenção industrial do éter etílico • Produzido em grande escala para utilização como solvente,

Obtenção industrial do éter etílico • Produzido em grande escala para utilização como solvente, em extração e na preparação de reagentes de Grignard; • • É preparado por reação do álcool etílico com ácido sulfúrico; • • A reação é uma espécie de desidratação porque se perde uma molécula de água por cada par de molécula de álcool:

Formação do éter • Por desidratação de álcoois primários:

Formação do éter • Por desidratação de álcoois primários:

Utilização de Solventes • Impressão gráfica • produção farmacêutica • produção química • produção

Utilização de Solventes • Impressão gráfica • produção farmacêutica • produção química • produção de tintas • Limpeza a seco • Limpeza de superfícies metálicas • Desengordurantes, etc. • Tintas, Vernizes e lacas

Escolha do solvente • Solubilizar a substância que se deseja extrair; • Ser relativamente

Escolha do solvente • Solubilizar a substância que se deseja extrair; • Ser relativamente inertes; • Baixo ponto de ebulição; • Baixo custo; • Toxidez desprezível;

Solventes mais utilizados

Solventes mais utilizados

Impurezas • Água • Álcool • Peróxidos

Impurezas • Água • Álcool • Peróxidos

Purificação de Solventes • • Alto valor comercial; Melhor rendimento prático; Riscos de reações

Purificação de Solventes • • Alto valor comercial; Melhor rendimento prático; Riscos de reações indesejáveis; Para utilização na maioria das sínteses orgânicas (por exemplo na preparação de reagentes de Grignard) o éter deve estar absolutamente isento de vestígios de água e álcool;

Métodos de Purificação • Lavagem; • Refluxo; • Agentes secantes; • Destilação simples e

Métodos de Purificação • Lavagem; • Refluxo; • Agentes secantes; • Destilação simples e fracionada (mais empregada) ;

Agentes secantes • Usados para secar líquidos orgânicos, removendo água ou solvente de suas

Agentes secantes • Usados para secar líquidos orgânicos, removendo água ou solvente de suas misturas. • Insolúvel em líquidos orgânicos, onde a água absorvida é convertida em sais hidratados.

Secagem de Compostos Orgânicos Agentes Secantes Três tipos principais: – os que reagem com

Secagem de Compostos Orgânicos Agentes Secantes Três tipos principais: – os que reagem com a água (irreversível): 2 Na + 2 H 2 O → 2 Na. OH + H 2 Ca. O + H 2 O → Ca(OH)2 – Os que formam hidratos (reversível): Ca. Cl 2 + 6 H 2 O → Ca. Cl 2. 6 H 2 O Ca. SO 4 + 2 H 2 O → Ca. SO 4. 2 H 2 O – Adsorção: peneiras moleculares e sílica gel

Propriedades dos secantes • Não reagir com nenhum dos componentes da mistura; • Não

Propriedades dos secantes • Não reagir com nenhum dos componentes da mistura; • Não se dissolver apreciavelmente no produto; • Não provocar, por catálise, reações do composto entre si: polimerização, condensação ou autooxidação, nem com os demais componentes da mistura; • Possuir capacidade de secagem rápida e efetiva; • Ser facilmente removível do solvente a ser seco; • Ser de fácil aquisição e por preço vantajoso.

Exemplos • Cloreto de Cálcio anidro - combina com álcoois, fenóis, aminas, aminoácidos, amidas,

Exemplos • Cloreto de Cálcio anidro - combina com álcoois, fenóis, aminas, aminoácidos, amidas, cetonas, alguns aldeídos e ésteres. O hexaidrato é instável acima de 30 °C. • Sulfato de Cálcio – geralmente útil. O himiidrato é estável até pelo menos 100 °C. • Sulfato de magnésio / Peneira molecular – geralmente útil. • Carbonato de potássio – reage com ácidos e fenóis. • Sulfato de sódio – geralmente útil. O decaidrato é instável acima de 32 °C.

Agentes Secantes Inorgânicos e minerais • Como escolher um secante? – Capacidade; – Eficiência;

Agentes Secantes Inorgânicos e minerais • Como escolher um secante? – Capacidade; – Eficiência; – Velocidade de trabalho; – Não reativo com o solvente;

Agentes Secantes Recomendações

Agentes Secantes Recomendações

Agentes Secantes Como ver se a solução está seca? • Torrões e grumos no

Agentes Secantes Como ver se a solução está seca? • Torrões e grumos no fundo do frasco? Solução turva? – Solução Molhada • Agente secante move-se e desloca-se livremente no fundo do erlenmeyer? Solução Límpida? – Solução Seca

Agentes Secantes Como ver se a solução está seca? • Teste com Benzofenona: –

Agentes Secantes Como ver se a solução está seca? • Teste com Benzofenona: – Solução Azul: indica que o éster está seco. – Solução Amarela: indica presença de água. • só pode ser utilizado quando o éter é seco com sódio metálico • reage com o sódio formando um radical mais íon sódio de coloração azuln • na presença de água (mínima que seja), forma um radical protonado liberando OH- e tornando-se amarela.

Algumas características dos Secantes

Algumas características dos Secantes

Aplicabilidade

Aplicabilidade

Parte experimental A) Identificação do peróxido; B) Purificação do éter etílico;

Parte experimental A) Identificação do peróxido; B) Purificação do éter etílico;

Identificação de Peróxidos 1 m. L amostra de éter etílico + ~1 m. L

Identificação de Peróxidos 1 m. L amostra de éter etílico + ~1 m. L de KI 2% + 2 -3 gotas de HCl diluído em um tudo de ensaio. (peróxidos) Agitar Coloração mais parda que o “teste branco” => presença de peróxido.

Purificação do éter etílico 5 m. L de Fe. SO 4(aq) + 10 m.

Purificação do éter etílico 5 m. L de Fe. SO 4(aq) + 10 m. L de H 2 O + 200 m. L de éter etílico Agitar em um funil de separação FASE AQUOSA (INFERIOR) FASE ORG NICA (SUPERIOR) Éter, água, pequena quantidade de: Fe 2(SO 4)3, Fe. SO 4, H 2 SO 4, aldeídos. Transferir para erlenmeyer de 250 m. L Água, éter etílico, Fe 2(SO 4)3, Fe. SO 4, H 2 SO 4, aldeídos, etanol e cetonas. Descartar em recipiente próprio.

Éter, água, pequena quantidade de: Fe 2(SO 4)3, Fe. SO 4, H 2 SO

Éter, água, pequena quantidade de: Fe 2(SO 4)3, Fe. SO 4, H 2 SO 4, aldeídos + 15 -20 g de Ca. Cl 2 anidro deixar em repouso por 3 h, agitando ocasionalmente filtrar em papel pregueado para outro erlenmeyer de 500 m. L FILTRADO Éter, pequena quantidade: água, Ca. Cl 2, Fe 2(SO 4)3, Fe. SO 4, H 2 SO 4 PARTE SÓLIDA Ca. Cl 2(S) hidratado, éter, pequena quantidade de: Fe 2(SO 4)3, Fe. SO 4, H 2 SO 4, aldeídos Descartar em recipiente próprio. introduzir no erlenmeyer 2 g de fios de sódio (com pinça) fechar com rolha de borracha adaptada a tudo de Ca. Cl 2 deixar em geladeira ao abrigo de luz, até a próxima aula de laboratório. Parte II

Bibliografia D. L. PAVIA, G. M. LAMPMAN and G. S. KRIZ JR. –lndroduction to

Bibliografia D. L. PAVIA, G. M. LAMPMAN and G. S. KRIZ JR. –lndroduction to Laboratory Techniques, 2 nd ed. , Saunders, 1995. GONÇALVES D. , WAL E. , ALMEIDA R. R. , ’’Química Orgânica Experimental’’, 2 ed. 1988. L. F. FIESER Experimentos Orgânicos ", Editorial Revert , 1967. FESSENDEM R. , FESSENDEM J. S. , ‘’Organic. Laboratory. Techniques’’, 1984. WILCOX C. F. , ‘’Experimental Organic. Chemistry’’, 1 ed. 1988. Vogel, Arthur I –Quimica Orgânica, 3 ed. , Rio de Janeiro 1981.