TEORIAS CLSSICAS DE LOCALIZAO Von Thnen O Estado




























































































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TEORIAS CLÁSSICAS DE LOCALIZAÇÃO: • Von Thünen – O Estado Isolado (1826) • Alfred Weber – Teoria das Localização das Indústrias (1909) • Walter Christaller – A Teoria do Lugar Central (1933) • August Lösch – A Economia da Localização (1940)
ECONOMIA REGIONAL E URBANA A Teoria da Localização Agrícola Von Thünen (1783 -1859) O Estado Isolado publicada em 1826
• Teoria econômica espacial : área de mercado e área de abastecimento. • Área de mercado – estudo da extensão da área de mercado de uma unidade de produção que se localiza em um dado ponto do espaço geográfico. • Área de abastecimento – estudo de um conjunto de atividades produtivas disseminadas em torno de um mercado central, o qual se abastecem.
• Teoria da localização de Von Thunen - Área de abastecimento – Terra • Renda econômica é todo o excedente que se adiciona a qualquer unidade de um fator de produção, além e acima da renda justamente necessária para manter essa unidade na sua ocupação. • Quando a distância do mercado exerce papel na determinação da renda, ela denomina-se de “renda de situação” ou “renda de localização”.
• Análise de áreas de abastecimento: 1) Dispersão das atividades econômicas (preço da terra). 2) Concentração das atividades econômicas junto ao mercado consumidor (custo de transporte aumenta quanto mais afastado do centro). O equilíbrio entre os fatores dispersão e concentração, dados os pressupostos de concorrência perfeita e inexistência de interdependência locacional, técnica e de economia de aglomeração, constitui o cerne da Teoria da Localização Agrícola de Von Thunen.
• Teoria clássica da localização industrial – responde a questão. Qual o “melhor” sítio em que se deve localizar uma atividade econômica? Questão: Onde se localizar? ( espaço de custos locacionais mínimos) • Teoria de localização agrícola – responde o que se deve produzir em um dado local. Questão: O que produzir? (Quais tipos de atividades econômicas vão se localizar num dado espaço)
O gradiente de renda Em economia de mercado, regime de concorrência, postula-se que a indicação do uso apropriado, ou alocação mais eficiente será feita pelo preço relativo da terra que atinge a posição de equilíbrio. Motivos para a atividade pagar um alto preço pelo espaço (local, terra): recursos naturais, existência de água, clima, topografia, beleza natural, acessibilidade, disponibilidade de mão-de-obra, disponibilidade de serviços públicos (infraestrutura)
MODELO DE VON THÜNEN • Existência de uma cidade em uma região agrícola sem relações com outras áreas urbanas ou regiões. • Von Thünen buscou verificar qual seria o padrão de ocupação do espaço (O Estado Isolado).
Os principais pressupostos do modelo: • os agentes são tomadores de preço, isto é, ninguém tem poder de monopólio; • livre-entrada nas atividades agrícolas, o que resulta na inexistência de lucros extraordinários; • a produção é feita com retornos constantes de escala e coeficientes fixos de produção; • o terreno é homogêneo; e • os preços de cada produto são dados na cidade. • Uniformidade da fertilidade da terra • Disponibilidade de transporte em todas as regiões
• • DIFERENÇAS ENTRE GLEBAS (TERRAS) Localização com relação ao centro de consumo O preço ou a renda de localização que as unidades econômicas estão dispostas a pagar por elas (glebas) para afastar outros pretendentes A renda vaia com a distância do mercado, diminuindo à medida que dele se afasta, até finalmente se anular Esta função da renda, com relação à distância, denomina-se de Gradiente de Renda.
Curvas de custo total médio e marginal – equilíbrio de longo prazo Preço e custos Custo marginal Custo total médio K q/t Quantidade Concorrência perfeita: o custo médio mínimo de produção deve ser igual ao preço de mercado (ponto k) – inexistência de sobrelucro ( lucro econômico zero).
Curvas de custo total médio e marginal – equilíbrio de curto prazo Custos e preço Condição de maximização de lucro: receita marginal = custo marginal, ou seja, o custo marginal igual ao preço Custo marginal Custo total médio c d Preço Lucro máximo a 0 b q/t Quantidade, q/t
CURVAS DE CUSTO TOTAL MÉDIO E MARGINAL – EQUILÍBRIO DE CURTO PRAZO
Variações do preço no mercado, com a distância Pf = Pm – custo de transporte Pf - preço de fábrica (FOB) não considera o custo de transporte Pm – preço de mercado m - distância t – tarifa de transporte mt – custo de transporte Pf (FOB) preço junto a fábrica Pm = Pf + custo de transporte Relação entre o preço na fábrica e o preço de mercado 0 α Distância do mercado (m)
Áreas de abastecimento e a formação de preços D Oferta Global Preço de mercado Custos e preço Pf Custo total médio Custo marginal Pm s P D’ r Lucro máximo Custo de transporte 0 q Quantidade, q/t k Produção agregada, q/t
Gradiente de Renda da terra – função linear
Gradiente de Renda da terra – função convexa em relação a origem Quando nos afastamos do mercado, a renda sofre quedas cada vez menos acentuadas Renda por unidade da terra Distância do mercado Pm Preço FOB (Pf)
O modelo de uso da terra agrícola formalizado • Atividades múltiplas no mercado da cidade – diversos preços de equilíbrio • Concorrência pelo uso da terra • Lance maior do espaço afasta os concorrentes que desejam localizar no sítio em questão • A função de renda R = E(p-a) - Efk
• A função de renda R = E(p-a) – Efk • Variáveis dependentes – R (Renda por unidade de terra) • Variáveis independentes – K (distância) • Constantes ou parâmetros - E ( Rendimento por unidade de terra) p – preço de mercado por unidade de mercadoria a – custo de produção por unidade de mercadoria f – tarifa de transporte por unidade de distância para cada mercadoria
Gradiente de Renda da terra R = E(p-a) R= E(p-a)-Ef. K
• O ponto de partida é a existência de um produto agrícola homogêneo. Se o preço na cidade é dado e existem custos de transporte, os agricultores localizados nas proximidades têm vantagens locacionais e, portanto, lucros extraordinários. Como há livre entrada, as terras são disputadas pelos novos agricultores. • Isso faz com que o aluguel da terra suba até que esses lucros sejam dissipados. • Os donos das terras mais próximas obtêm, assim, rendas da terra maiores do que os donos das mais distantes do mercado consumidor.
• Em equilíbrio, essa renda (aluguel da terra) é suficiente para zerar os lucros extraordinários. • Onde R é a renda por metro quadrado, P é o preço do bem final, C são os custos de produção, t é o custo de transporte por quilômetro, d é a distância em quilômetro e N é a produção por metro quadrado.
• Fonte: Leonardo Monasterio e Luiz Ricardo Cavalcante. Fundamentos do pensamento econômico regional. IPEA, 2011.
Anéis de Von Thünen com N produtos (R) Renda a Distribuição das atividades econômicas nos Intervalos: Oko – produto A é o mais rentável (permite pagar a renda mais elevada). O cultivo dos outros produtos é deslocado para outros mais distantes do mercado. Kok 1 – produto B Acima de k 1 – produto C O Produto D não tem possibilidades de ser produzido nessas circunstâncias A b B c d C D 0 Mercado K 0 K 1 (K) Distância do mercado
Anéis de Von Thünen com N produtos (R) Renda a A b B c C 0 A CIDADE K 1 K 0 B C (K) Distância do mercado
Análise de múltiplos produtos – solução da maximização da renda ecômica: 1) Os produtos devem ser ordenados segundo a inclinação dos seus gradientes E 1 f 1> E 2 f 2 >. . . > Enfn 2) As diversas culturas serão efetivamente produzidas se submeterem às seguintes condições: Ei (pi – ai) > Ei+1 (pi+1 – ai+1) 3) Pontos de interseção das funções de renda
Anéis de Von Thünen com N produtos O modelo de Von Thunen estabelece os tipos de culturas desenvolvidos nos diversos anéis que circundam a cidade.
• O modelo de Von thunen estabelece os tipos de culturas desenvolvidos nos diversos anéis que circundam a cidade • Nas proximidades das cidades – produtos mais delicados – hortigranjeiros e leite • Nos demais anéis: cultivo da madeira, cereais e a pecuária. • As áreas mais não seriam cultivadas intensamente porque os custos se tornariam proibitivos.
Referências Bibliográficas • FERREIRA, C. M. C. As teorias da localização e a organização espacial da economia. in Haddd, P. (org). HADDAD, P. R. Economia regional: teorias e métodos de análise espacial. BNB/ETENE, Fortaleza, 1989. • LEMOS, M. B. Espaço e capital: um estudo sobre a dinâmica centro x periferia. Campinas: (Tese de (Doutorado). UNICAMP/IE, 1988.
ECONOMIA REGIONAL E URBANA • Teorias fundamentais da localização (pontos discretos no espaço geográfico) • Modelo Weberiano da localização industrial
A Teoria Weberiana da localização industrial (Alfred Weber: 1868 - 1958) • Fatores de influência na decisão locacional: 1) custo de transporte, 2) custo da mão de obra; e 3) forças de aglomeração e desaglomeração. • Pressupostos: 1)Fonte de matéria-prima conhecida e limitada 2)Mercados consumidores constituem-se de pontos no espaço geográfico.
• Teoria de Weber mostra onde se localiza uma dada atividade industrial, ao contrário da teoria agrícola de Von Thunen que procura responder quais atividades deverão se localizar em um dado sítio.
MODELO DE WEBER OS FATORES LOCACIONAIS O fator locacional constitui um ganho, uma redução de custos, que a atividade econômica obtém quando se localiza em dado ponto. Fatores gerais: afetam as indústrias em maior ou menor intensidade (custos de transportes e o custo de mão-de-obra) Fatores especiais : particulares de uma indústria ou de grupo de indústrias (matérias-primas perecíveis, a umidade do ar e outros fatores que podem condicionar certos tipos de atividades) Fatores naturais Fatores técnicos Fatores sociais e culturais. O objetivo principal da firma é minimizar os custos, então o seu ponto de partida é identificar a localização que propicie minimizar o seu custo de operação.
A determinação do ponto de custo total de transporte mímimo: A orientação pelo transporte Papel decisivo na determinação da localização das manufaturas na teoria de Weber – peso físico do produto e o peso da distância Weber determina o ponto de custo mínimo de transporte (triângulo locacional) Custos de produção idênticos em todas as localidades, assim, a escolha locacional depende apenas dos custos de transporte (localização ótima) Matérias- primas são localizadas ou ubiquidades (matériasprimas encontradas em todas as partes com os mesmos custos em todos os locais – não exerce atratividade de localização ) Matérias-primas localizadas – influencia a escolha de um local para a atividade econômica.
TRI NGULO LOCACIONAL C - ponto de consumo; M 1 e M 2 - fonte de matérias-primas P, ponto de custo total e de transporte mínimo; d 1 d 2 e d 3 - distâncias respectivas entre os três pontos x, y e z, vetores que representam as forças de atração das fontes de matériasprimas e do mercado C.
TRI NGULO LOCACIONAL Cada ponto (C, M 1 e M 2) cria uma força de atração proporcional ao peso por unidade do produto final a ser transportado para o local de produção e do local de produção para o mercado. Custo de transporte mínimo – menor custo de tonelada/Km
TRI NGULO LOCACIONAL C d 1 Cada ponto (C, M 1 e M 2) cria uma força de atração proporcional ao peso por unidade do produto final a ser transportado para o local de produção e do local de produção para o mercado. d 2 Custo de transporte mínimo – menor custo de tonelada/Km M 1 M 2 d 3 Os ângulos são opostos aos lados d 1, d 2 e d 3
Triângulo Locacional e Triângulo dos pesos Determinação do Ponto P d 1 d 2 d 3
A Localização da indústria A intercessão das circunferências dentro do triângulo locacional determina o ponto de custo mínimo de transporte
Triângulo Locacional e Triângulo dos pesos Determinação do Ponto P No Ponto P as forças locacionais em M 1, M 2 e C são proporcionais a ponderados pelas distâncias de M 1, M 2 e C ao ponto P. Custo total mínimo de transporte por unidade de produto Coeficientes técnicos de produção Distâncias das fontes de matériasprimas ao local de produção Distância do local de produção ao mercado
A Localização do ponto P, de custo total de transporte mínimo no polígono locacional – quando existe mais de três pontos no espaço geográfico que influenciam a decisão locacional. Exemplo de análise locacional de um empreendimento. Informações para a análise locacional de um empreendimento: a) Meta da produção 1. 000 de toneladas por ano, cujo preço no mercado, por tonelada é dado e constante. b) Os coeficientes técnicos 2 toneladas de M 1 2 toneladas de M 2 Por toneladas do produto final c) As relações com o mercado, ou seja, a distribuição das vendas previstas
a) As relações com o mercado, ou seja, a distribuição das vendas previstas O mercado número 1 consome 30 % do produção (C 1) O mercado número 2 consome 60 % do produção (C 2) O mercado número 3 consome 10 % do produção (C 3)
Localização dos mercados das matérias-primas e dos entroncamentos C 3 M 2 B C 2 M 1 C 1 A Primeiro procedimento: verificar a possibilidade de localização do empreendimento nos locais: a) Na fonte de matéria-prima (M 1 e M 2) b) Nos mercados (C 1, C 2 e C 3) c) Nos entroncamentos das redes de transportes (A e B) O ponto A é excluído por falta de água e o mercado C 1 por falta de energia.
Localização dos mercados das matérias-primas e dos entroncamentos A Segunda etapa: analisar os outros locais ou mercados Fretes Percurso M 1 e M 2 Produto final M 1 - A 110 310 A - C 1 230 420 A-B 650 1210 A - C 3 950 1710 C 1 - B 430 870 C 1 - C 3 730 1320 B - C 3 300 610 M 2 - C 2 410 780 M 2 - B 410 530 C 2 - C 1 290 540 Regra geral: minimizar o custos de transporte A terceira etapa: levantar os fretes de transportes: tabela ao lado
Localização dos mercados das matérias-primas e dos entroncamentos A quarta etapa: analisar o custo das matérias-primas, Custo de Reunião de matéria-prima por a partir do local do tonelada de produto final fornecimento desta até o ponto onde vai efetuar-se a produção. a) M 2 a C 2: 410 C 2 a C 1: 290 O quadro ao lado contém o custo de reunião da matéria-prima por tonelada de produto final. b) M 2 a B : 410 C 1 a A : 230 B a A : 650 A a M 1 : 110 1040 X 2 Toneladas = 2080 1170 X 2 Toneladas = 2340
Localização dos mercados das matérias-primas e dos entroncamentos Custo de distribuição dos produtos acabados LOCAL C 1 C 2 C 3 A quinta etapa: cálculo de custo de distribuição dos produtos acabados Cálculo: M 1 730 1270 2020 C 2 540 0 1860 a) M 1 a A : 310 A a C 1 : 420 730 M 2 1320 780 1140 B 870 1410 610 C 3 1320 1860 0 b) M 1 a A: 310 A a C 1: 420 C 1 a C 2: 540 1270
Localização dos mercados das matérias-primas e dos entroncamentos Custos Totais de Transporte Cada aij do quadro (ao lado) é o resultado da soma de cada célula aij correspondente dos dois quadros anteriores. C 1 = 0, 3 ou 30% C 2 = 0, 60 ou 60% A linha 1 do quadro 2810 x 0, 3 = 843 3350 x 0, 6 = 2010 4100 x 0, 10 = 410 3263 C 3 = 0, 1 ou 10%
A ORIENTAÇÃO PELA MÃO-DE-OBRA Weber analisa os efeitos do custo da mão-de-obra como fator de localização regional A influência da mão-de-obra relativamente mais barata no ponto de custo total de transporte mínimo. Determina o ponto do custo total de transporte mínimo pela técnica das isolinhas – isovetores em torno das fontes de máterias-primas e dos mercados consumidores que são curvas concêntricas de igual custo de transporte de reunião ou de distribuição. As linhas que ligam esses pontos de custo total de transporte são denominadas de isodapanas ( iso – igual e dapane – despesa ou custo). O ponto P de custo total de transporte mínimo fica no interior da isodapana de menor valor. As isodapanas são, também, o lugar geométrico dos pontos de iguais acréscimos de custo de transporte a partir do custo total de transporte mínimo.
A ORIENTAÇÃO PELA MÃO-DE-OBRA A ideia é que os centros, onde os custos da mão-de-obra sejam mais favoráveis para o produtor, atraem as indústrias dos pontos de custos totais de transporte mínimos para esses pontos onde a mão-de-obra é mais barata. Esta reorientação das indústrias somente ocorre, caso o montante economizado com a mão-de obra exceda o custo adicional de custo mínimo de transporte. Neste caso, a mão-de-obra não tem mobilidade espacial, senão os salários se igualariam em todos os locais, uma vez que se admite concorrência perfeita.
Isovetores (custos de reunião e de distribuição) _______ Isodapanas (custos totais de transporte) - - - - - M 1 fonte de matéria-prima, C ponto de consumo.
A ORIENTAÇÃO PELA MÃO-DE-OBRA ISODAPANA CRÍTICA – é aquela na qual o custo de transporte adicional contrabalança a economia de gastos com mão-de-obra. Na orientação pela mão-de-obra, a atividade produtiva será atraída na direção da localidade em que o custo de mão-de-obra seja mais favorável, caso essa localidade se situe “dentro” da isodapana crítica, em caso contrário, a atividade produtiva permanecerá localizada no ponto mínimo de transporte.
A ORIENTAÇÃO PELA MÃO-DE-OBRA O movimento da atividade produtiva de P para L – economia de custos de $3 ( mão-de-obra mais barata) – indústria desloca do ponto de custo total de transporte mínimo, P para o ponto L. A reorientação da firma para L fará aumentar seus custos de transporte em um montante menor que $3, já que L se localiza dentro da isodapana crítica. Na localização L – vantagens de explorar certas fontes de materias-primas que antes não apresentavam vantagens.
A ORIENTAÇÃO PELA MÃO-DE-OBRA A força de atração exercida pelo local onde o custo da mão-de-obra é mais favorável, depende da proporção do custo de mão-deobra (mdo) da indústria com relação ao peso do produto (índice do custo de mdo). O deslocamento de uma indústria para o ponto de custo de mdo mais favorável dependerá da combinação do “índice de custo de mdo” com o “peso locacional” – coeficiente de mão-deobra.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO O transporte e a mão-de-obra distribuem as indústrias sobre o espaço geográfico, fixando-as em locais de custo mínimo regional. Os fatores de aglomeração tendem a reunir as indústrias, em particular, concentrando-as em um ou alguns pontos do espaço geográfico e os fatores desaglomerativos tendem a dispersá-las. Fatores de aglomeração – economias de custos básicos ( devido à proximidade a outras indústrias auxiliares, e melhores comunicações com o mercado). Principal fator desaglomerativo – “renda da terra” que aumenta com o aumento da concentração de indústrias em um dado local.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO O fenômeno da aglomeração – é uma força de atração que afasta as indústrias manufatureiras dos pontos de custos totais mínimos de transporte. Weber constrói isodapanas em torno dos pontos de menor custo de transporte das regiões, traçando isodapanas críticas que contrabalançam os aumentos de custos (transporte), a partir dos pontos de custo mínimo, com a diminuição de custos (mão-de-obra) resultando das vantagens induzidas pela aglomeração. Diferença dos modelos anteriores – os pontos de aglomeração não são fixos, assim como também, não o são suas forças de atração.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO As forças de aglomeração somente se efetivarão se as isodapanas críticas de um dado número de atividades manufatureiras se interceptarem, gerando economias de custos capaz de contrabalançar os custos adicionais devidos afastamentos das firmas dos pontos de custos mínimos. As áreas de aglomeração podem ser, também, pontos de custo mínimo de mão-de-obra.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO Economias de aglomeração constituem-se em muitos fatores bastantes heterogêneos (maior acessibilidade ao mercado, proximidade de indústrias auxiliares, externalidades positivas, etc). redução de custos implica em economia faz com que as isodapanas críticas se distanciem mais ainda do custo mínimo de transporte.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO A teoria Weberiana não analisa os fatores técnicos que geram aglomeração industrial (fatores diversos e heterogêneos) Weber cria o conceito de “ Formwert” (valor adicionado) somente para as indústrias que têm produtos gerado pela transformação industrial com parcela significativa de valor dos custos de operação. Somente quando há altos custos de mdo por tonelada do produto final é que se tornam vantajosas as economias de mdo de forma que a indústria se mostra inclinada a reorientar sua localização.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO Os custos da manufatura em geral – custos de maquinária sendo expressos pelo índice de manufatura composto de dois componentes: serviços do trabalho e os serviços do capital. Estes componentes (trabalho e capital) atuam de modo diferente sobre a decisão locacional, alterando as forças que levam a concentração industrial. O uso do capital implica em um “indice de matérias-primas” que cresce, em termos relativos, com o aumento da utilização mais intensiva dos serviços de capital A utilização mais intensiva de MDO, segundo Weber, atua como fator de aglomeração (devido ao aumento relativo do valor adicionado pelo trabalho).
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO O “índice de manufatura”, quando aumenta, mostra que percentagens iguais de redução de custo de um dado produto implicam em maiores economias por toneladas do produto em questão, sendo que as “isodapanas críticas” correspondentes serão estendidas para mais longe do ponto de custo mínimo de transporte. Consequência do aumento das economias é aumento da força de atração de unidade de aglomeração, devido à possibilidade de maior compressão absoluta de custos. Alto coeficiente de manufatura mostra forte tendência da indústria aglomerar, e baixo coeficiente fraca tendência de aglomeração.
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO As economias de aglomeração são de grande importância para estudos regionais. O problema central é a explicação da concentração de atividades em alguns centros, ao invés da dispersão harmônica por toda a região, e em todas as regiões. Analise locacional das indústrias a nível urbano – contrapõem interesses de maior acessibilidade ao mercado com os custos de congestionamento e a força desaglomerativa da “renda de situação”, ou seja, os aluguéis.
Crítica à teoria Weberiana de aglomeração Crítica – A teoria de Weber constitui na combinação de três elementos distintos que influenciam os custos de produção: 1) Economia de escala (economias internas à firma) 2) Economia de localização (economias externas às firmas e internas às indústrias em um único local) 3) Economias de urbanização (todas as firmas em todas as indústrias em um único local).
OS FATORES DE AGLOMERAÇÃO E DESAGLOMERAÇÃO Deficiência da teoria Weberiana – combinação de 3 elementos distintos que influenciam os custos de produção das atividades em um dado local, sendo necessário separá-los. Tais elementos são: a) Economias de escala dentro de uma firma, devido ao aumento da escala de produção da firma em um dado local (economias internas às firmas) b) Economias de localização para todas as firmas de uma única indústria em um único local, devido ao aumento da produção total da indústria nesse mesmo local (economias externas às firmas e internas à indústria) c) Economia de urbanização para todas as firmas em todas as indústrias em um único local, devido ao aumento do nível econômico ( população, renda, produção ou riqueza) para todas as indústrias tomadas em conjunto.
Análise de WEBER 2 fábricas – uma grande e uma pequena localizadas na região de custo mínimo de transporte Produção Q e q. Será vantajoso a fábrica menor (q) deslocar para um local próximo da fábrica maior? Se os ganhos de aglomeração forem maiores que os custos de transporte, é vantajoso. Aumentos da economia de aglomeração (função da quantidade produzida - AD + q – AQ) e Ldqt os custos adicionais de transporte da fábrica menor deslocar para perto da fábrica maior.
A função aglomeração FA(Q) Quando q se adiciona `a Q, a força global de aglomeração aumenta (área da força de aglomeração da unidade Q é diretamente proporcional ao valor da função de aglomeração) Os pontos de aglomeração se alteram, sendo contrabalançados pelas deseconomias de aglomeração (formato da curva mostra ação destas forças). FA (Q) Q AQ+ q – AQ Se AQ+ q - AQ> Ldqt – ocorre aglomeração FA(Q) = LDt
A Orientação Total o processo produtivo é distributivo de uma indústria não é uniforme e indivisível para ser analisado em conjunto no que concerne às “forças de atração” que as matérias-primas e pontos de consumo exercem sobre a unidade produtiva. As atividades produtivas são interdependentes isso implica: a) O processo produtivo consiste em diversos estágios tecnicamente independentes e podem ser produzidos em locais diferentes, b) As forças que atuam sobre os diversos estágios diversos processos produtivos os tornam interdependentes, pois eles são apenas aspectos particulares de um complexo de interligações da produção industrial de uma nação.
Extensões do modelo Weberiano de custos mínimos de transporte: A Curva Espacial de Custos (CEC). SMITH – ao longo de uma reta que passa pelo ponto de custo total mínimo, ele propôs a construção da “CURVA ESPACIAL DE CUSTOS”. No estudo da ORIENTAÇÃO TOTAL, a firma se compõe de vários estabelecimentos e Weber demonstra como a localização de cada um deles obedece às leis impostas pelos três fatores fundamentais de localização (custos de transporte, mão-de-obra e os fatores de aglomeração).
Corte transversal no triângulo locacional e a curva espacial de custos. M 1 C A M 2 Preço P (preço de mercado) B Curva Espacial de Custo (CEC) Margem positiva Ponto de custo mínimo de transporte Ma Q Mb Distância em quilômetros M
Extensões do modelo Weberiano de custos mínimos de transporte: A Curva Espacial de Custos (CEC). Fonte de matéria-prima : M 1 e M 2 e mercado consumidor: C Margens positivas de lucro: entre os pontos Ma e Mb, portando o ponto C (mercado) oferece uma margem positiva de lucro. Q – custo mínimo de transporte, dado o preço de mercado, P, maior margem de lucro encontra-se no ponto Q Distinção de custo básico e custo locacional: Custo básico- dispêndio que tem de ser realizado independentemente da localização Custo locacional – gasto adicional para deslocar o fator de produção até a fábrica, que varia de acordo com o sítio em que a fábrica se localiza.
Representação da estrutura de custo de uma empresa localizada em um dado sítio Preço de mercado Preço Margem de lucro Custos Locacionais Custos Básicos 0 Ma Localização de Custo Mínimo M distância
Extensões do modelo Weberiano de custos mínimos de transporte: A Curva Espacial de Custos (CEC). A curva espacial de custos (CEC) de Smith considera a influência sobre a decisão locacional das empresas, além dos custos total de transporte, as habilidades das empresariais, subsídios, economias externas, mudanças nos preços do produto final e nos custos, também mudanças nos custos dos fatores de produção e na tecnologia. “ Com o conceito de “Curva Espacial de Custo”, e incluindo nos custos locacionais, outros custos que variam espacialmente de forma significativa, além do custo total de transporte, Smith constrói um arcabouço teórico simples e criativo para tratar de várias questões que não podem ser bem avaliadas com o paradigma Weberiano (Ferreira apud Haddad, 1989).
Extensões do modelo Weberiano de custos mínimos de transporte: A Curva Espacial de Custos (CEC). As variações do modelo básico da curva espacial de custo tratarão, pois, das influências sobre a decisão locacional das empresas, das habilidades empresariais, dos subsídios, das economias externas, mudanças nos preços do produto final, mudanças nos custos, e finalmente, mudanças nos custos dos fatores e na tecnologia. (Ferreira apud Haddad, 1989).
Variações da curva espacial de custo devido à Habilidade empresarial e reduções de custo Preço e custo CEC 1 Preço CEC 2 P P Margem positiva M’a Ma Mb Q M’b M
Extensões do modelo Weberiano de custos mínimos de transporte: A Curva Espacial de Custos (CEC). A figura a seguir, representa as mesmas causas de variação na curva espacial de custo, com uma redução significativa e diferenciada nos custos básicos e locacionais, de tal modo que à direita do ponto Q, as reduções de custo sejam mais pronunciadas. o aumento dos preços de P 1 para P 2, amplia os limites da região de margens positivas de lucro, e também a margem de lucro máximo no ponto Q.
Variações da curva espacial de custo devido à habilidade empresarial e reduções de custos – aumento de preços Preço e custo CEC 1 Preço P 2 CEC 2 P 1 P 2 P 1 Margem positiva M’a Mb Ma Q M’b
A ampliação das margens de lucro representa a região sombreada de amarelo mais a região colorida de azul.
Efeito dos subsídios sobre as margens de lucro e de um imposto sobre as localizações mais vantajosas. Preço e custo CEC Preço Prejuízo Lucro P Ma A B Mb C Q D
Efeitos do subsídios e dos impostos. subsídios – a área AB com margens de lucros negativas, com a introdução do subsidio torna essa área com margens de lucros positivas Imposto alto (região CD) – Inviabiliza os empreendimentos, tornando as margens de lucros negativas mesmo na região de custo locacional mínimo. As curvas espaciais de custos, podem ter um formato que não seja igual a U, desde que os insumos não sejam perfeitamente distribuídos no mercado linear, a oferta destes insumos não seja perfeitamente elástica, a população e os mercados consumidores estejam desigualmente distribuídos. A forma de U da curva de custos não é regra, pois existe variações dos custos locacionais
Efeito dos subsídios sobre as margens de lucro e de um imposto sobre as localizações mais vantajosas.
Curva Espacial de Custo com as Curvas de Custo dos Fatores e os Locais de Custos Locacionais Mínimos Amento do Custo Básico da matéria-prima B Preço e custo 10 CEC 2 CEC 1 7 CECA CEC’B L’ CECB L Ma B M’a M’b Mb A Q B
Curva Espacial de Custo com as Curvas de Custo dos Fatores e os Locais de Custos Locacionais Mínimos Amento do Custo Básico da matéria-prima B Preço e custo 10 CEC 2 CEC 1 7 CECA CEC’B CECB Ma B M’a M’b Mb A Q Q’ B
Efeito sobre a Curva Espacial de Custos da Diminuição dos Custos Básicos e Locacionais da Mínimos da matéria-prima B Preço e custo 10 CEC’ CECA 7 CECB CEC’B Ma B M’a Mb A Q’ Q B M’b