Tcnicas de Processamento Imagens Fourier 1 D e

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Técnicas de Processamento Imagens Fourier 1 D e 2 D Material melhorado pelo prof.

Técnicas de Processamento Imagens Fourier 1 D e 2 D Material melhorado pelo prof. Ricardo J. Ferrari

Agenda n n Motivação / Introdução Revisão de conceitos matemáticos Série de Fourier Transformada

Agenda n n Motivação / Introdução Revisão de conceitos matemáticos Série de Fourier Transformada de Fourier – 1 D & 2 D – Contínua & discreta n Principais propriedades

Motivação n Sinais são interpretados pelos nossos sentidos e enviados para o nosso sistema

Motivação n Sinais são interpretados pelos nossos sentidos e enviados para o nosso sistema nervoso – percepção cor & sons n Sinais são representados por funções que se caracterizam pela sua freqüência (cor vermelha, verde, azul; sons graves/agudos) n Bom começo para analisar tais funções é o estudo de sua freqüência

O que é freqüência de uma função ? n Fácil de ser entendido no

O que é freqüência de uma função ? n Fácil de ser entendido no caso de funções periódicas n A = amplitude da função (valores max e min assumidos) = indica o número de ciclos completos de período existentes no intervalo [0, 1] n

O que é freqüência de uma função ? a b

O que é freqüência de uma função ? a b

O que é freqüência de uma função ? Qual a região contém mais componentes

O que é freqüência de uma função ? Qual a região contém mais componentes de alta freqüência ?

Objetivos desta aula n n Entender os princípios mais importantes da transformada de Fourier

Objetivos desta aula n n Entender os princípios mais importantes da transformada de Fourier Contextualização em imagens. Exemplos:

Introdução n n Matemático francês Jean Baptiste Joseph Fourier (1768 -1830) Teoria publicada em

Introdução n n Matemático francês Jean Baptiste Joseph Fourier (1768 -1830) Teoria publicada em 1822 n Qualquer função periódica pode ser representada como uma soma de senos e/ou cossenos de diferentes frequencias, cada uma multiplicada por um coef. diferente (Série de Fourier) n Funções não periódicas (porém tendo um valor finito de área sob a curva) podem também ser representadas por integrais de senos e/ou cossenos multiplicadas por uma função peso (Transformada de Fourier) n Ambas representações podem ser reconstruídas completamente por um processo inverso sem perda de informação

Introdução: Representação de sinais complexos

Introdução: Representação de sinais complexos

Série de Fourier Resta achar uma forma de calcular os coeficientes Site interessante: www.

Série de Fourier Resta achar uma forma de calcular os coeficientes Site interessante: www. fourier-series. com

Série de Fourier – Valores médios de uma função S=AY <Y> = (S 1

Série de Fourier – Valores médios de uma função S=AY <Y> = (S 1 -S 2)/A = 0

Série de Fourier – Calculando coeficientes f(x) = a 0+ a 1 sen(x) +a

Série de Fourier – Calculando coeficientes f(x) = a 0+ a 1 sen(x) +a 2 sen(2 x) +a 3 sen(3 x)+. . . + b 1 cos(x) + b 2 cos(2 x) +. . . Vamos calcular a 3. Multiplicando os dois lados por sem(3 x) f(x)sen(3 x) = a 0 sen(3 x) + a 1 sen(x) sen(3 x) + a 2 sen(2 x) sen(3 x) + a 3 sen 2(3 x) +. . . + b 1 cos(x) sen(3 x)+. . . Tomando as médias de cada termo da equação: ) < f(x)sen(3 x) > = < a 0 sen(3 x) > + < a 1 sen(x) sen(3 x) > +< a 2 sen(2 x) sen(3 x) > + < a 3 sen 2(3 x) > +. . . + < b 1 cos(x) sen(3 x) > +. . . a 0 = < f(x) > = média de f(x). an = 2 < f(x) sen(nx) > = 2 vezes a média de f(x) sen(nx). bn = 2 < f(x) cos(nx) > = 2 vezes a média de f(x) cos(nx).

Série de Fourier – Exemplo Onda Quadrada f(x) = a 0+ a 1 sen(x)

Série de Fourier – Exemplo Onda Quadrada f(x) = a 0+ a 1 sen(x) +a 2 sen(2 x) +a 3 sen(3 x)+. . . + b 1 cos(x) + b 2 cos(2 x) +. . . a 0 = < f(x) > = média de f(x). an = 2 < f(x) sen(nx) > = 2 vezes a média de f(x) sen(nx). bn = 2 < f(x) cos(nx) > = 2 vezes a média de f(x) cos(nx). f(x) = 1 (de 0 a ) f(x) = 0 (de a 2) a 0 = 1/2

Série de Fourier – Exemplo Onda Quadrada a 1 = 2 < f(x) sen(x)

Série de Fourier – Exemplo Onda Quadrada a 1 = 2 < f(x) sen(x) > = 2/π a 2 = 0 a 3 = 2 < f(x) sen(3 x) > = 2/3π a 0 = 1/2; an = 0 - para todo n PAR; an = 2/n π - para todo n ÍMPAR.

Série de Fourier – Exemplo Onda Quadrada f(x) = 1/2 + (2/ π) sen(x)

Série de Fourier – Exemplo Onda Quadrada f(x) = 1/2 + (2/ π) sen(x) + (2/(3 π)) sen(3 x) + (2/(5 π)) sen(5 x) + (2/(7 π)) sen(7 x) +. . . Onda quadrada: 5 termos Onda quadrada: 15 termos

Definições matemáticas importantes n Número complexo n Conjugado complexo n Módulo n Fase

Definições matemáticas importantes n Número complexo n Conjugado complexo n Módulo n Fase

Definições matemáticas importantes n Fórmula de Euler n Função impulso (delta de Dirac) Interpretação

Definições matemáticas importantes n Fórmula de Euler n Função impulso (delta de Dirac) Interpretação física: pulse de amplitude infinita e duração zero

Definições matemáticas importantes n Função impulso (propriedades) 1/a -a/2

Definições matemáticas importantes n Função impulso (propriedades) 1/a -a/2

Definições matemáticas importantes n Função impulso : Propriedade Sift A 1/a -a/2

Definições matemáticas importantes n Função impulso : Propriedade Sift A 1/a -a/2

Definições matemáticas importantes n Trem de impulsos

Definições matemáticas importantes n Trem de impulsos

Série de Fourier

Série de Fourier

Série de Fourier n f(x) é periódica de período T se – f(x) =

Série de Fourier n f(x) é periódica de período T se – f(x) = f(x +n. T), para qualquer n inteiro e positivo n Seja f(x) uma função periódica de período 2 n. A série de Fourier para esta função é dada como: – n Observe que b 0 não é indicado pois

Série de Fourier n Casos particulares – f(x) = função par, isto é, f(-x)

Série de Fourier n Casos particulares – f(x) = função par, isto é, f(-x) = f(x), então os coeficientes bk são nulos – f(x) = função ímpar, isto é, f(-x) = -f(x), então os coeficientes ak são nulos

Série de Fourier n n n Na prática utiliza-se um número finito de componentes

Série de Fourier n n n Na prática utiliza-se um número finito de componentes (sin/cos) para a representação das funções Ex. : representação de uma onda quadrada Com apenas 5 componentes já se consegue uma boa approximação

‘Série de Fourier

‘Série de Fourier

Série de Fourier n 1 a. componente: constante. Se não existisse (se fosse nula),

Série de Fourier n 1 a. componente: constante. Se não existisse (se fosse nula), o sinal estaria centrado no zero do eixo y. Em Eng. Elétrica esse termo corresponderia a componente de corrente contínua. n 2 a. componente: (4 sinx) tem o mesmo período ( Portanto, é chamado de oscilação fundamental n As demais parcelas correspondem as oscilações harmônicas do sinal n Os coeficientes ak e bk são, na realidade, as amplitudes de cada harmônico ) do sinal.

Transformada de Fourier (sinal contínuo 1 D)

Transformada de Fourier (sinal contínuo 1 D)

Transformada de Fourier (sinal contínuo) – Onde s é a função no espectro e

Transformada de Fourier (sinal contínuo) – Onde s é a função no espectro e t no tempo n Inversa Observe que estamos trabalhando com números complexos!!!

Transformada de Fourier n Nota 1) A FT existe se f(t) for contínua e

Transformada de Fourier n Nota 1) A FT existe se f(t) for contínua e integrável e F(s) for integrável. Essas duas condições são quase sempre satisfeitas na prática n Nota 2) da linearidade da integral, segue que a FT também é um operador linear, ou seja, FT(f+g) = FT(f) + FT(g) ; FT( f) = FT(f)

Transformada de Fourier n Como conseqüência da Nota 3, - teorema de Plancherel A

Transformada de Fourier n Como conseqüência da Nota 3, - teorema de Plancherel A energia da função é preservada na transformação.

Transformada de Fourier

Transformada de Fourier

Transformada de Fourier

Transformada de Fourier

Exemplos:

Exemplos:

Onda quadrada - Pulso

Onda quadrada - Pulso

Algumas propriedades da FT n Linearidade x(t) + y(t) X(f) + Y(f)

Algumas propriedades da FT n Linearidade x(t) + y(t) X(f) + Y(f)

Deslocamentos no tempo e na freqüência n Deslocamentos no tempo (fase) h(t-t 0) H(

Deslocamentos no tempo e na freqüência n Deslocamentos no tempo (fase) h(t-t 0) H( f )e-j 2 ft 0

Deslocamentos causam mudança apenas na fase e não na mag.

Deslocamentos causam mudança apenas na fase e não na mag.

Deslocamento na freqüência h(t) ej 2 f 0 H( f -f 0)

Deslocamento na freqüência h(t) ej 2 f 0 H( f -f 0)

Convolução n Uma das propriedades mais importante da FT h(t) H( f ) e

Convolução n Uma das propriedades mais importante da FT h(t) H( f ) e g(t) (h*g)(t) H( f )G( f ) h(t)g(t) (H * G)( f ) G( f )

Convolução

Convolução

Conservação da energia n Teorema de Parseval

Conservação da energia n Teorema de Parseval

Amplitude e Fase n O espaço FT pode ser visualizado diretamente através das suas

Amplitude e Fase n O espaço FT pode ser visualizado diretamente através das suas componentes (real e imaginária) n Ou através da fase e amplitude do spectro

Calculando a fase e a amplitude n Amplitude é determinada pelo módulo: – seja

Calculando a fase e a amplitude n Amplitude é determinada pelo módulo: – seja z um número complexo definido como: z = x + yi – z = |z| = x 2 + y 2 – | H(f) | = Re[H(f)]2 + Im[H(f)]2 n Fase é dada por:

Transformada de Fourier (sinal contínuo 2 D)

Transformada de Fourier (sinal contínuo 2 D)

Transformada de Fourier 2 D n O par de transformada de Fourier para função

Transformada de Fourier 2 D n O par de transformada de Fourier para função f(x, y) de duas variáveis:

Transformada de Fourier 2 D

Transformada de Fourier 2 D

Transformada Discreta de Fourier 1 D-DFT

Transformada Discreta de Fourier 1 D-DFT

Transformada Discreta de Fourier n A função contínua f(x) é discretizada numa seqüência:

Transformada Discreta de Fourier n A função contínua f(x) é discretizada numa seqüência:

Transformada Discreta de Fourier n Onde t assume valores discretos (0, 1, 2, …,

Transformada Discreta de Fourier n Onde t assume valores discretos (0, 1, 2, …, N-1), então n A seqüência {f(0}, f(1), f(2), …, f(N-1)} denota qualquer amostragem de N valores uniformemente espaçados de uma função contínua correspondente

Transformada Discreta de Fourier n O par de transformadas discretas de Fourier que se

Transformada Discreta de Fourier n O par de transformadas discretas de Fourier que se aplica a funções amostradas é dado por:

Transformada Discreta de Fourier n Para calcular F(u), substituímos u=0 no termo exponencial e

Transformada Discreta de Fourier n Para calcular F(u), substituímos u=0 no termo exponencial e somamos para todos os valores de t n Repetimos para todos os N valores de u n Teremos então Nx. N adições e multiplicações. Então a complexidade computacional é de ordem O(N 2)

DFT - shifting n Quando realizado a DFT de uma onda quadrada obtemos: Observe

DFT - shifting n Quando realizado a DFT de uma onda quadrada obtemos: Observe houve um deslocamento

DFT – shifting, (fftshift-matlab) n n n A FT é centralizada na origem, mas

DFT – shifting, (fftshift-matlab) n n n A FT é centralizada na origem, mas a DFT é centralizada em N/2 É necessário realizar um deslocamento para corrigir o resultado.

DFT – shifting, (fftshift-matlab) n Lembrando que: e fazendo h(t) ej 2 u 0

DFT – shifting, (fftshift-matlab) n Lembrando que: e fazendo h(t) ej 2 u 0 H(f -u 0)

DFT – shifting, (fftshift-matlab)

DFT – shifting, (fftshift-matlab)

Transformada Discreta de Fourier 2 D-DFT

Transformada Discreta de Fourier 2 D-DFT

Transformada Discreta de Fourier n No caso de duas variáveis, o par DFT é:

Transformada Discreta de Fourier n No caso de duas variáveis, o par DFT é:

Transformada Discreta de Fourier n A amostragem de uma função contínua agora é feita

Transformada Discreta de Fourier n A amostragem de uma função contínua agora é feita em uma grade bidimensional, com divisões de largura x e y nos eixos x e y, respectivamente n Como no caso unidimensional, a função discreta f(x, y) representa amostras da função para x = 0, 1, 2, …, M-1 e y = 0, 1, 2, …, N-1

Trem de pulso usado para amostragem puntual

Trem de pulso usado para amostragem puntual

Aliasing fenômeno em imagem

Aliasing fenômeno em imagem

Ajuste da escala dinâmica do espectro de Fourier

Ajuste da escala dinâmica do espectro de Fourier

Algoritmo 2 D de 1 D Matriz A Matriz Separar em linhas Separar em

Algoritmo 2 D de 1 D Matriz A Matriz Separar em linhas Separar em colunas FFT 1 D para cada linha Compor linhas em matriz FFT 2 D de A FFT 1 D para cada coluna

Amplitude e Fase |F(u, v)| amplitude fase original F(u, v)

Amplitude e Fase |F(u, v)| amplitude fase original F(u, v)

DFT aplicada na detecção de defeitos SEM = Scanning Electron Microscope

DFT aplicada na detecção de defeitos SEM = Scanning Electron Microscope

Transformada de Fourier discreta - 2 D

Transformada de Fourier discreta - 2 D

Propriedades DFT - Translação

Propriedades DFT - Translação

Propriedades DFT - Translação |F(u, v)| F(u, v)

Propriedades DFT - Translação |F(u, v)| F(u, v)

Rotação

Rotação

Combinação Linear (soma) + + = =

Combinação Linear (soma) + + = =

Expansão

Expansão

Relação de freqüência espaço/espectro

Relação de freqüência espaço/espectro

Alguns pares. . .

Alguns pares. . .

Combinando Amplitude e Fase As funções complexas podem ser decompostas em suas magnitudes e

Combinando Amplitude e Fase As funções complexas podem ser decompostas em suas magnitudes e fases. f(t) pode ser escrita: Do mesmo modo, f(t) = Mag{f(t)} exp[ i Phase{f(t)}] F(w) = Mag{F(w)} exp[ i Phase{F(w)}] Com estas propriedades podemos combinar a amplitude e a fases em imagens.

Combinando Amplitude e Fase Rick Linda Pictures reconstructed using the Fourier phase of another

Combinando Amplitude e Fase Rick Linda Pictures reconstructed using the Fourier phase of another picture Mag{Linda} Phase{Rick} Mag{Rick} Phase{Linda} The phase of the Fourier transform is much more important than the magnitude in reconstructing an image.

Próxima aula: Filtragem no domínio da freqüência

Próxima aula: Filtragem no domínio da freqüência

Bibliografia n Digital Image Processing, 3 rd. Edition, Rafael C. Gonzalez, Richard E. Woods,

Bibliografia n Digital Image Processing, 3 rd. Edition, Rafael C. Gonzalez, Richard E. Woods, 2008 n Digital Image Processing, Kenneth R. Castleman, 1996 n 21 o. Colóquio Brasileiro de Matemática, Wavelets: Teoria, Software e Aplicações, Jonas Gomes, Luiz Velho, Siome Goldenstein, 1997