Sem ti, que estás no sangue deste sangue Que corres nestas veias do meu corpo Deste corpo que usaste, até que exangue Deixaste, sem remorso, e quase morto.
Sem ti, nada mais há para ensejar Se eu aspirava só a estar contigo Neste vazio nada há pra imaginar Cada dia que passa eu me maldigo.
Ah, se esta lastimosa desventura Presto me conduzisse à sepultura Sei que abraçaria essa procela.
Mas o pior que pode acontecer É almejar a morte e não morrer É viver nesta frio que m'enregela.
Mesmo longe, mas ao alcance do meu pensamento. Vejo-te pós-horizonte , esperando-me de braços abertos. Os corpos tão distantes e nossos corações tão pertos. Na brisa que me chega sinto teu olor, meu alento.
No delírio de meus sonhos alço voo a tua procura. Levo comigo no peito uma bússola sem norte. Sigo a minha estrela guia que sempre me ajuda. Quem sabe desta feita, neste sonho terei mais sorte.
Fecho os olhos e te vislumbro sorrindo para mim Em céleres e largas passadas corro para teus braços. Mas esvaeces qual miragem em um oásis, sem fim Quisera poder descansar meu cansaço no teu regaço. . .
És o ar que respiro, razão do meu viver , minha guarida , minha paixão, minha musa , minha amada, minha querida. Dona de mim, meu apaixonado coração é teu refém Entre juras de amor, confesso que sem ti, sou ninguém! .
Eugénio Imagens: Internet e Acervo Pessoal Dueto: Eugénio de Sá e Ary Franco (O Poeta Descalço) Música: Paulo Gonzo- Sem Ti www. pinterest. com/cleonicemenegat/vídeos Canal no Youtube: Cléo https: //www. youtube. com/channel/UCOq. Gbdkljrk 4 Oo-W 1 JKI 0 MA/videos? view_as=subscriber Criação, Formatação e Edição: Cléo Menegatt cmenegatt 2016@gmail. com Ary