Resposta endcrina e metablica ao trauma Gustavo Henrique
Resposta endócrina e metabólica ao trauma Gustavo Henrique Campos de Sousa 1 Iasmin Côrtes Mânica Teles 1 Janayna Patrícia Rodrigues 1 Thamara de O. Vasconcelos 1 Andrea Zappalá Abdalla 1 Gibran Antônio Garcia Daher 2 1 Acadêmicos de medicina da UCB 2 Médico orienteador www. paulomargotto. com. br – Brasília, 19 de agosto de 2015
Introdução • Resposta orgânica – Reestabelecer homeostase – Quando excessiva, pode levar a um desequilíbrio profundo e ao bloqueio metabólico de vários orgãos • Em 1942, David Cuthbertson definiu duas fases da resposta metabólica ao trauma – Ebb e Flow ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgâni- ca ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
Introdução • A resposta mais tardia ao trauma pode ou não estar associada a infecção – SRIS: resposta inflamatória sistêmica na ausência de infecção, caracterizada pela presença de duas ou mais das seguintes condições: temperatura >38ºC ou <36ºC; FC >90 bpm; FR >20 irpm; Pa. CO 2 < 32 mm. Hg; leucócitos > 12. 000/mm 3 ou < 4. 000/mm 3; bastonetes >10% – Sepse: resposta inflamatória sistêmica na presença de infecção, associada a duas ou mais das condições acima ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgânica ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
Introdução • Vários fatores podem ser responsáveis pela perpetuação da agressão inicial – Metabólitos agindo como mediadores • Normalmente, passado o estresse cirúrgico, a maioria dos pacientes recuperam as principais funções vitais em 4 a 5 dias. – Porém, em alguns pacientes o processo de estresse se perpetua e resulta em uma disfunção sequencial de orgãos ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgânica ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
Fases de Cuthbertson • Ebb: – Ocorre imediatamente após a agressão e dura até 2 ou 3 dias – Instabilidade hemodinâmica – Hipovolemia; hipotensão; aumento da resistência vascular sistêmica; diminuição da insulina e aumento do glucagon; aumento de catecolaminas, glico e mineralocorticóides; esgotamento do glicogênio hepático; aumento do consumo de O 2 (VO 2); hiperglicemia ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgâni- ca ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001. CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia SAESP. 7. ed. São Paulo, SP Atheneu, 2011. 2479
Fases de Cuthbertson • Flow: – Inicia-se após a Ebb – Estado hiperdinâmico – Retenção hídrica; aumento da permeabilidade vascular; diminuição da resistência vascular sistêmica; aumento crescente de catecolaminas e glicocorticóides; aumento da insulina; proteólise e hiperglicemia; ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgâni- ca ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001. CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia SAESP. 7. ed. São Paulo, SP Atheneu, 2011. 2479
Fases de Cuthbertson • Flow – Fase catabólica: catabolismo de lipídios e proteínas; excreção urinária de nitrogênio; balanço nitrogenado negativo – Fase anabólica: recuperação do estoque de lipídio e proteína; ganho de peso; balanço nitrogenado positivo; depende da ingesta calórica adequada ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgânica ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
Fases de Cuthbertson ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgânica ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
Mecanismo de ativação • Situações de estresse – Em cirurgia, pode iniciar-se no período préoperatório. Medo da cirurgia e ansiedade aumentam a produção de catecolaminas, assim como a indução anestésica seguida de intubação traqueal CANGIANI, Luiz Marciano: SLULLITEL, Alexandre; POTE RIO, Glo ria Maria Braga; P/RES, Oscar Ce sar; POSSO, Iri mar de Paula; NOGUEIRA, Celso Sclimalfuss; FEREZ David; CALLEGARI, Desire Carlos. Tratado de anestesiologia SAESP. 7. ed. São Paulo, SP Atheneu, 2011. 2479 p
Mecanismo de ativação • Estimulação do eixo hipotálamo-hipófise – Via neural: formação reticular ascendente e sistêma límbico – Sistema imunológico: aumento da concentração plasmática de mediadores inflamatórios (principalmente IL-1, IL-6 e TNF), pela ativação endotelial e macrofágica; ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgâni- ca ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001. CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia SAESP. 7. ed. São Paulo, SP Atheneu, 2011. 2479
Mecanismo de ativação http: //www. orthoteers. co. uk/Nrujp~ij 33 lm/Images 7/traumametab 1. jpg
Fisiopatologia • Aumento da concentração plasmática de catecolaminas, cortisol e glucagon induz a gliconeogênese. Esta, juntamente com o aumento da resistência periférica à ação da insulina, facilitam o aparecimento da hiperglicemia e do balanço nitrogenado negativo Mechanisms of insulin resistance following injury. Black, P. R. ; Brooks, D. C. ; Bessey, P. Q. ; Wolfe, R. R. ; Wilmore, D. W. . Ann Surg. 1982 October; 196(4): 420– 435. J. P. Desourough. The stress response to trauma and surgery. Br. J. Anaesth, 2000: 109 -117. TOWNSEND, Courtney M. Sabiston tratado de cirurgia: as bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 18. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010 CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia
Fisiopatologia • Além disso, os hormônios catabolizantes promovem hipermetabolismo (aumento exagerado do gasto energético basal); aumento do VO 2 e da produção de CO 2 (VCO 2); – O evento inicial que marca o estado hiperdinâmico é o aumento da resistência vascular sistêmica associado ao aumento do débito cardíaco Mechanisms of insulin resistance following injury. Black, P. R. ; Brooks, D. C. ; Bessey, P. Q. ; Wolfe, R. R. ; Wilmore, D. W. . Ann Surg. 1982 October; 196(4): 420– 435. J. P. Desourough. The stress response to trauma and surgery. Br. J. Anaesth, 2000: 109 -117. TOWNSEND, Courtney M. Sabiston tratado de cirurgia: as bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 18. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010 CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia
Fisiopatologia • Durante o estado hiperdinâmico, ocorre diminuição da extração periférica tecidual de oxigênio por volume de sangue – Aumento do fluxo visceral e muscular • Também ocorre a perda da autorregulação endócrinometabólica; Mechanisms of insulin resistance following injury. Black, P. R. ; Brooks, D. C. ; Bessey, P. Q. ; Wolfe, R. R. ; Wilmore, D. W. . Ann Surg. 1982 October; 196(4): 420– 435. J. P. Desourough. The stress response to trauma and surgery. Br. J. Anaesth, 2000: 109 -117. TOWNSEND, Courtney M. Sabiston tratado de cirurgia: as bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 18. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010 CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia
Fisiopatologia • No hipermetabolismo, ocorre um fluxo exagerado de piruvato, acarretando num aumento da formac a o de lactato e de glicose, a partir do aumento da gliconeoge nese – Mecanismo de defesa, pois uma redução do p. H para 6, 8 -6, 9 pode incrementar a captação celular de oxigênio Mechanisms of insulin resistance following injury. Black, P. R. ; Brooks, D. C. ; Bessey, P. Q. ; Wolfe, R. R. ; Wilmore, D. W. . Ann Surg. 1982 October; 196(4): 420– 435. J. P. Desourough. The stress response to trauma and surgery. Br. J. Anaesth, 2000: 109 -117. TOWNSEND, Courtney M. Sabiston tratado de cirurgia: as bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 18. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010 CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia
Fisiopatologia ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgâni- ca ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
Fisiopatologia • Ativação do eixo hipotálamo-hipófise resulta em liberação de ADH pela hipófise posterior, resultando em: retenção hídrica e vasoconstrição Mechanisms of insulin resistance following injury. Black, P. R. ; Brooks, D. C. ; Bessey, P. Q. ; Wolfe, R. R. ; Wilmore, D. W. . Ann Surg. 1982 October; 196(4): 420– 435. J. P. Desourough. The stress response to trauma and surgery. Br. J. Anaesth, 2000: 109 -117. TOWNSEND, Courtney M. Sabiston tratado de cirurgia: as bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 18. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010 CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia
Fisiopatologia • Na ausência de uma fonte exógena de proteína, a maioria dos aminoácidos são derivados do catabolismo proteíco – AAs são necessários para gliconeogênese; competência imunológica; coagulação; cicatrização Mechanisms of insulin resistance following injury. Black, P. R. ; Brooks, D. C. ; Bessey, P. Q. ; Wolfe, R. R. ; Wilmore, D. W. . Ann Surg. 1982 October; 196(4): 420– 435. J. P. Desourough. The stress response to trauma and surgery. Br. J. Anaesth, 2000: 109 -117. TOWNSEND, Courtney M. Sabiston tratado de cirurgia: as bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 18. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010 CANGIANI, L. M. ; SLULLITEL, A; POTE RIO, GMB; PIRES, O. C. ; POSSO, I. P. ; NOGUEIRA, C. S. ; FEREZ D. ; CALLEGARI, C. C. . Tratado de anestesiologia
Fisiopatologia ASILE-FILHO A; SUEN VMM; MARTINS MA; COLETTO FA & MARSON F. Monitorização da resposta orgâni- ca ao trauma e à sepse. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 5 -17, jan. /mar. 2001.
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