QUESTIONRIO DE PERSONALIDADE DE EYSENCK FORMA REVISTA EPQR















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QUESTIONÁRIO DE PERSONALIDADE DE EYSENCK – FORMA REVISTA (EPQ-R) : Estudos preliminares de Adaptação e de Validação PEDRO ARMELIM ALMIRO Doutorando (Avaliação Psicológica, FPCE-UC). Bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (SFRH/BD/37970/2007). Membro do Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra (Unidade I&D da FCT). E-mail: psi. armelim 22@yahoo. com. MÁRIO R. SIMÕES Serviço de Avaliação Psicológica. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, Junho de 2008
Questionário de Personalidade de Eysenck – Forma Revista (EPQ-R) § S. Eysenck, H. Eysenck e Barrett (1985) § 100 itens (versão original inglesa) § 3 Factores (e uma escala de validade): § Neuroticismo (N) 24 itens § Extroversão (E) 23 itens § Psicoticismo (P) 32 itens § L (Mentira/Desejabilidade Social) 21 itens § resposta dicotómica (Sim/Não) § Versão reduzida 48 itens EPQR-S § 12 itens por escala
Neuroticismo § personalidade neurótica (ou instável) emotivo, ansioso, deprimido, hiper-preocupado, de irritabilidade fácil, … § personalidade estável calmo, controlado, bem disposto, … Extroversão § personalidade extrovertida sociável, activo, aventureiro, assertivo, optimista, … § personalidade introvertida reservado, pouco sociável, introspectivo, cauteloso, pessimista, … Psicoticismo criativo, egocêntrico, desajustado, impulsivo, desconfiado, agressivo, pouco empático …
Estudo Preliminar da Versão Portuguesa do EPQ-R § Versão experimental construída a partir das seguintes versões: § § Inglesa do EPQ-R (S. Eysenck, H. Eysenck & Barrett, 1985); Espanhola do EPQ-R (Ortet, Ibáñes, Moro, Silva & Boyle, 1999); Alemã do EPQ-R (Ruch, 1999); Portuguesa do EPQ (Fonseca, S. Eysenck & A. Simões, 1991). § Mantiveram-se os 100 itens da versão original inglesa do EPQ-R. § Tradução e retroversão. § Versão experimental portuguesa do EPQ-R 123 itens § N=450 (92 homens e 358 mulheres, grupo normativo de sujeitos) § Sujeitos com idades compreendidas entre os 16 e os 50 anos.
Validade de Constructo § Análise Factorial (Exploratória em Componentes Principais) § N=450 § Análise em Componentes Principais § Rotação Direct Oblimin KMO Teste de Esfericidade de Bartlett . 808 Chi-Square 7100, 393 df 1711 Sig. . 000
EPQR_63 EPQR_17 EPQR_74 EPQR_34 EPQR_19 EPQR_81 EPQR_88 EPQR_45 EPQR_3 EPQR_108 EPQR_30 EPQR_77 EPQR_96 EPQR_22 EPQR_44 EPQR_37 EPQR_93 EPQR_87 EPQR_13 EPQR_92 EPQR_50 EPQR_58 EPQR_75 EPQR_118 EPQR_46 EPQR_11 EPQR_56 EPQR_16 EPQR_94 EPQR_120 EPQR_4 EPQR_28 N. 66. 65. 63. 61. 60. 57. 56. 53. 52. 51. 48. 47. 44. 43. 42 -. 31 E L P § Eingenvalues ≥ 2 § Cargas factoriais ≥. 40 Variância Explicada 30, 07 % -. 32 . 62. 62. 61. 60. 57. 52. 51. 47. 44. 42. 41 Cont. EPQR_21 EPQR_52 EPQR_47 EPQR_55 EPQR_106 EPQR_23 EPQR_31 EPQR_69 EPQR_83 EPQR_89 EPQR_60 EPQR_14 EPQR_85 EPQR_27 EPQR_57 EPQR_66 EPQR_51 EPQR_103 EPQR_67 EPQR_105 EPQR_98 EPQR_99 EPQR_115 N E L. 62. 57. 54. 50. 48. 46. 45. 44. 42 P . 59. 55. 54. 49. 47. 45. 42. 42. 41
§ N=450 (grupo normativo de sujeitos) Correlação Positiva Negativa Baixa . 10 a. 30 −. 30 a −. 10 Média . 30 a. 50 −. 50 a −. 30 . 50 a 1 − 1 a −. 50 Alta § Correlações entre factores P [Cohen (1988)] L E -. 15 ** -. 19 ** P L E -. 17 ** N . 11 * * p<. 05 ** p<. 01 N
§ Correlações item-factor EPQR_27 EPQR_51 EPQR_66 EPQR_67 EPQR_103 EPQR_105 EPQR_98 EPQR_99 EPQR_115 EPQR_9 * p<. 05 ** p<. 01 P. 50 **. 47 **. 36 **. 42 **. 51 **. 43 **. 45 **. 59 **. 55 **. 51 **. 52 ** EPQR_21 EPQR_52 EPQR_47 EPQR_55 EPQR_23 EPQR_31 EPQR_106 EPQR_69 EPQR_83 EPQR_89 EPQR_85 EPQR_60 EPQR_14 L. 59 **. 55 **. 56 **. 55 **. 49 **. 50 **. 48 **. 45 **. 42 **. 46 **. 45 ** EPQR_50 EPQR_92 EPQR_58 EPQR_5 EPQR_4 EPQR_24 EPQR_75 EPQR_118 EPQR_120 EPQR_46 EPQR_11 EPQR_56 EPQR_16 EPQR_94 EPQR_28 E. 62 **. 61 **. 60 **. 39 **. 45 **. 59 **. 58 **. 46 **. 58 **. 52 **. 50 **. 48 **. 45 ** EPQR_17 EPQR_63 EPQR_74 EPQR_34 EPQR_19 EPQR_81 EPQR_87 EPQR_88 EPQR_45 EPQR_3 EPQR_8 EPQR_108 EPQR_30 EPQR_77 EPQR_96 EPQR_44 EPQR_22 EPQR_37 EPQR_13 EPQR_93 N. 64 **. 67 **. 64 **. 62 **. 63 **. 61 **. 43 **. 60 **. 56 **. 58 **. 55 **. 53 **. 52 **. 47 **. 49 **. 43 **. 44 **. 45 **
Precisão α Inaceitável <. 60 Indesejável . 60 −. 65 Minimamente Aceitável . 65 −. 70 α Itens P . 64 11 Respeitável . 70 −. 80 L . 75 13 Muito Bom . 80 −. 90 E . 82 15 N . 88 20 Total Itens 59 ING. α Itens [De. Vellis (1991)] ESP. α Itens m f P . 73 . 71 23 L . 76 . 77 18 m f P . 78 . 76 32 E . 82 . 80 19 L . 82 . 79 21 N . 86 23 E . 90 . 85 23 N=1110 Total Itens 83 N . 88 . 85 24 Total Itens 100 N=902 S. Eysenck, H. Eysenck & Barrett (1985) Ortet, Ibáñes, Moro, Silva & Boyle (1999)
Validade de Critério Concorrente Correlação Positiva Negativa Baixa . 10 a. 30 −. 30 a −. 10 Média . 30 a. 50 −. 50 a −. 30 . 50 a 1 − 1 a −. 50 Alta [Cohen (1988)] § EPQ-R x Inventário Depressivo de Beck (BDI) (versão portuguesa: Vaz Serra & Pio Abreu, 1973) § N=55 (grupo normativo de sujeitos) P BDI L E N -. 37 ** . 69 ** * p<. 05 ** p<. 01 • amostra neo-zelandesa (N=162) • Clarke (2004) • BDI x N . 63 (p<. 001) • amostra inglesa (N=234) • EPQR-S • Cheng e Furnham (2003) • BDI x N . 59 (p<. 001) • BDI x E -. 39 (p<. 001)
§ EPQ-R x Inventário de Estado-Traço de Ansiedade (STAI) Correlação Positiva Negativa Baixa . 10 a. 30 −. 30 a −. 10 Média . 30 a. 50 −. 50 a −. 30 . 50 a 1 − 1 a −. 50 Alta [Cohen (1988)] (versão portuguesa: Silva, 2006) § N=68 (grupo normativo de sujeitos) STAI P Estado Traço . 28 * L E N • amostra escocesa (N=550) -. 29 * . 68 ** -. 42 ** . 73 ** • Stewart, Ebmeier e Deary (2005) • STAI-Estado x N . 52 (p<. 01) • STAI-Estado x E -. 27 (p<. 01) • STAI-Estado x P . 19 (p<. 01) * p<. 05 ** p<. 01 • amostra espanhola (N=80) • Ortet, Roglà e Ibáñes (2000) in H. Eysenck e S. Eysenck (2000) • STAI-Traço x N . 82 (p<. 01) • STAI-Traço x E -. 44 (p<. 01)
§ EPQ-R x Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI) (versão portuguesa: Canavarro, 2007) P Obsessões-Compulsões . 22 ** Sensibilidade Interpessoal . 21 ** Depressão . 21 ** Negativa Baixa . 10 a. 30 −. 30 a −. 10 Média . 30 a. 50 −. 50 a −. 30 . 50 a 1 − 1 a −. 50 Alta L E -. 18 ** -. 21 ** -. 20 ** -. 16 * . 14 * (. 31) N. 47 ** (. 49) (-. 27). 53 ** (. 54) Ansiedade Hostilidade Positiva [Cohen (1988)] § N=207 (grupo normativo de sujeitos) BSI Somatização Correlação -. 19 ** . 53 ** (-. 26) . 67 ** (. 60). 68 **. 58 ** (. 45) Ansiedade Fóbica . 41 ** (. 45) Ideação Paranóide . 23 ** Psicoticismo . 19 ** Índice Geral de Sintomas . 19 ** (. 16) . 50 ** (. 55) -. 15 * • Ruipérez, Ibáñez, Lorente, Moro e Ortet (2001) • amostra espanhola (N=254) EPQR-S . 59 ** (-. 27). 66 ** (. 67) * p<. 05 ** p<. 01
Conclusões § EPQ-R: na generalidade, os resultados (preliminares) sugerem boas qualidades psicométricas: § estrutura factorial consistente com os 4 factores do instrumento original § alfas de Cronbach ≥. 70 para N, E e L § correlações elevadas com os instrumentos clínicos utilizados (BDI, STAI, BSI) • sugestivas da aplicabilidade clínica do EPQ-R • o Neuroticismo apresenta-se como uma boa medida dos traços de personalidade relativos quer à ansiedade, quer à depressividade; N parece ser um bom indicador de saúde mental (personalidade estável). § Principais limitações: § Psicoticismo: alfa de Cronbach (. 64; “indesejável”) § percentagem de variância explicada é ainda relativamente baixa (30, 07%)
Bibliografia • • • • Barrett, P. T. & Eysenck, S. B. (1984). The assessment of personality factors across 25 countries. Personality and Individual Differences, 5(6), 615 -632. Canavarro, M. C. (2007, in press). Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI). In M. R. Simões, L. S. Almeida, C. Machado & M. M. Gonçalves (Eds. ), Avaliação psicológica: Instrumentos validados para a população portuguesa (Vol. III). Coimbra: Quarteto. Castro Fonseca, A. , Eysenck, S. B. & Simões, A. (1991). Um estudo intercultural da personalidade: Comparação de adultos portugueses e ingleses no EPQ. Revista Portuguesa de Pedagogia, 25(2), 187203. Cheng, H. & Furnham, A. (2003). Personality, self-esteem, and demographic predictions of happiness and depression. Personality and Individual Differences, 34, 921 -942. Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences (2 nd ed. ) Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates. Cronbach, L. J. & Meehl, P. E. (1955). Construct validity in psychological tests. Psychological Bulletin, 52, 281 -302. De. Vellis, R. F. (1991). Scale development: Theory and applications. London: Sage Publications. Eysenck, H. J. & Eysenck, M. W. (1985). Personality and individual differences: A natural science approach. New York: Plenum Press. Eysenck, H. J. & Eysenck, S. B. (1975). Manual of the Eysenck Personality Questionnaire. London: Hodder & Stoughton. Eysenck, H. J. & Eysenck, S. B. (2001). Cuestionario revisado de personalidad de Eysenck: Versiones completa (EPQ-R) y abreviada (EPQ-RS) (2ª ed. ). Madrid: TEA Ediciones. Eysenck, H. J. & Eysenck, S. B. (Eds. ) (1969). Personality structure and measurement. London: Routledge & Kegan Paul. Eysenck, H. J. & Wilson, G. D. (Eds. ) (1986). Manual de psicologia humana. Coimbra: Livraria Almedina. Eysenck, H. J. (1992). The definition and measurement of Psychoticism. Personality and Individual Differences, 13(7), 757 -785. Eysenck, S. B. , Eysenck, H. J. & Barrett, P. T. (1985). A revised version of the Psychoticism scale. Personality and Individual Differences, 6(1), 21 -29. Moreira, J. M. (2004). Questionários: Teoria e prática. Coimbra: Almedina.
Bibliografia (cont. ) • • • Nunnally, J. C. & Bernstein, I. H. (1994). Psychometric theory (3 rd ed. ). New York: Mc. Graw-Hill. Ortet, G. , Ibáñes, M. I. , Moro, M. , Silva, F. & Boyle, G. J. (1999). Psychometric appraisal of Eysenck’s revised Psychoticism scale: a cross-cultural study. Personality and Individual Differences, 27, 1209 -1219. Pasquali, L. (2003). Psicometria: Teoria dos testes na psicologia e na educação. Petrópolis: Editora Vozes. Pasquali, L. (Ed. ) (1999). Instrumentos psicológicos: Manual prático de elaboração. Brasília: Lab. PAM – Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília / IBAPP – Instituto Brasileiro de Avaliação e Pesquisa em Psicologia. Pestana, M. H. & Gageiro, J. N. (2003). Análise de dados para ciências sociais: A complementaridade do SPSS (3ª ed. ). Lisboa: Edições Sílabo. Ruch, W. (1999). Eine Untersuchung der revidierte Fassung des Eysenck Personality Questionnaire und die Konstruktion einer deutschen Standard- und Kurzfassung (EPQ-R bzw. EPQ-RK). Institut für Physiologische Psychologie, Heinrich-Heine-Universität Düsseldorf: Düsseldorf. Ruipérez, M. A. , Ibáñez, M. I. , Lorente, E. , Moro, M. & Ortet, G. (2001). Psychometric properties of the Spanish version of the BSI: Contributions to the relationship between personality and psychopathology. European Journal of Psychological Assessment, 17(3), 241 -250. Silva, D. R. (2006). O Inventário de Estado-Traço de Ansiedade (STAI). In M. M. Gonçalves, M. R. Simões, L. S. Almeida & C. Machado (Eds. ), Avaliação psicológica: Instrumentos validados para a população portuguesa (Vol. I, 2ª ed. , pp. 45 -60). Coimbra: Quarteto Editora. Stewart, M. E. , Ebmeier, K. P. & Deary, I. J. (2005). Personality correlates of happiness and sadness: EPQR e TPQ compared. Personality and Individual Differences, 38, 1085 -1096. Vaz Serra, A. & Pio Abreu, J. (1973). Aferição dos quadros clínicos depressivos I: ensaio de aplicação do Inventário Depressivo de Beck a uma amostra portuguesa de doentes deprimidos. Coimbra Médica, 20(6), 623 -644. Vaz Serra, A. & Pio Abreu, J. (1973 a). Aferição dos quadros clínicos depressivos I: Ensaio de aplicação do Inventário Depressivo de Beck a uma amostra portuguesa de doentes deprimidos. Coimbra Médica, 20, 623 -644. Vaz Serra, A. & Pio Abreu, J. (1973 b). Aferição dos quadros clínicos depressivos II: Estudo preliminar de novos agrupamentos sintomatológicos para complemento do Inventário Depressivo de Beck. Coimbra Médica, 20, 713 -736.