PSICOPATOLOGIA Luciana Chequer Saraiva Messa ALTERAES Memria Afetividade







![ESQUECIMENTO • 1. Esquecimento normal, fisiológico. • 2. Esquecimento por repressão (Freud [1915], 1974). ESQUECIMENTO • 1. Esquecimento normal, fisiológico. • 2. Esquecimento por repressão (Freud [1915], 1974).](https://slidetodoc.com/presentation_image/900e0daa61d869a4a07cf5c6959691f6/image-8.jpg)



































































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PSICOPATOLOGIA Luciana Chequer Saraiva Messa
ALTERAÇÕES • • Memória Afetividade Vontade e psicomotricidade Pensamento Juízo de realidade Linguagem Funções psíquicas compostas: consciência, volação do eu, esquema corporal e identidade; personalidade e inteligência
MEMÓRIA • A memória é a capacidade de registrar, manter e evocar as experiências e os fatos já ocorridos. • Relaciona-se com: consciência, atenção e interesse afetivo.
MEMÓRIA COGNITIVA • Memória cognitiva (psicológica): É uma atividade altamente diferenciada do sistema nervoso, que permite ao indivíduo registrar, conservar e evocar, a qualquer momento, os dados aprendidos da experiência. • FASES: Fase de registro (percepção, gerenciamento e início da fixação) Fase de conservação (retenção) Fase de evocação (também denominada de lembranças, recordações ou recuperação)
FIXAÇÃO • Nível de consciência e estado geral do organismo • – Atenção global e capacidade de manutenção de atenção concentrada sobre o conteúdo a ser fixado • – Sensopercepção preservada • – Interesse e colorido emocional relacionado ao conteúdo mnêmico a ser fixado, • • assim como do empenho do indivíduo em aprender – Conhecimento anterior – Capacidade de compreensão do conteúdo a ser fixado – Organização temporal das repetições – Canais sensoperceptivos envolvidos na percepção, já que, quanto maior o número de canais sensoriais, mais eficaz a fixação
CONSERVAÇÃO • Repetição • Associação com outros elementos • Em relação ao processo temporal de aquisição e evocação de elementos mnêmicos, a neuropsicologia moderna divide a memória em quatro fases ou tipos (Izquierdo, 2002):
FASES OU TIPOS • 1. Memória imediata ou de curtíssimo prazo (de poucos segundos até 1 a 3 minutos). • 2. Memória recente ou de curto prazo (de poucos minutos até 3 a 6 horas). • 3. Memória remota ou de longo prazo (de meses até muitos anos). • PRIMING: O priming pode ser traduzido como dicas evocadoras de lembranças mais amplas.
ESQUECIMENTO • 1. Esquecimento normal, fisiológico. • 2. Esquecimento por repressão (Freud [1915], 1974). • 3. Esquecimento por recalque (Freud [1915], 1974).
TIPOS ESPECÍFICOS DE MEMÓRIA • A memória explícita é adquirida de forma plenamente consciente, sendo também a mais relevante do ponto de vista clínico (aqui estão incluídas as lembranças de fatos autobiográficos). • A memória implícita é adquirida de forma mais ou menos automática, o indivíduo não se dá conta de que está aprendendo esta ou aquela habilidade (aqui estão incluídos os aprendizados de habilidades motoras, p. ex. , andar de bicicleta, e aquisições lingüísticas, como aprender a língua materna).
TIPOS ESPECÍFICOS DE MEMÓRIA • Memória declarativa diz respeito a fatos, eventos e conhecimentos que são memorizados, sendo possível, inclusive, declarar verbalmente de que forma foram memorizados. A memória declarativa é sempre explícita (plenamente consciente) e diz respeito, com mais frequência, a eventos autobiográficos e conhecimentos gerais. • A memória não-declarativa refere-se a hábitos e capacidades, em geral motores, sensoriais, sensório-motores ou eventualmente linguísticos (como nadar, andar de bicicleta, tocar violão, soletrar), sobre os quais é difícil declarar como são lembrados.
TIPOS DE MEMÓRIA CLASSIFICADOS SEGUNDO A ESTRUTURA CEREBRAL ENVOLVIDA • 1. Memória de trabalho: regiões corticais pré-frontais • 2. Memória episódica: regiões da face medial dos lobos temporais, particularmente o hipocampo e os córtices entorrinal e perirrinal. • 3. Memória semântica: regiões inferiores e laterais dos lobos temporais • 4. Memória de procedimentos: área motora suplementar (lobos frontais), os gânglios da base e o cerebelo.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS • A hipermnésia traduz mais a aceleração geral do ritmo psíquico que uma alteração propriamente da memória. • Denomina-se amnésia, de forma genérica, a perda da memória, seja a da capacidade de fixar ou a da capacidade de manter e evocar antigos conteúdos mnêmicos.
• As alterações qualitativas da memória envolvem sobretudo a deformação do processo de evocação de conteúdos mnêmicos previamente fixados. • • Ilusões mnêmicas Alucinações mnêmicas Fabulações Criptominésias Ecmnésia Lembranças obsessivas Agnosias
AFETIVIDADE
CATATIMIA • Bleuler (1942) denominou de catatimia a importante influência que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções, os sentimentos e as paixões exercem sobre as demais funções psíquicas. A pesquisa psicopatológica tem identificado historicamente quão penetrante é a influência da afetividade sobre toda a vida mental.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA AFETIVIDADE • Alterações do humor: Distimia, em psicopatologia geral, é o termo que designa a alteração básica do humor, tanto no sentido da inibição como no sentido da exaltação. • Depressão.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA AFETIVIDADE • O termo disforia, por sua vez, diz respeito à distimia acompanhada de uma tonalidade afetiva desagradável, mal-humorada. • No espectro maníaco, o termo euforia, ou alegria patológica, define o humor morbidamente exagerado, no qual predomina um estado de alegria intensa e desproporcional às circunstâncias. • A puerilidade é uma alteração do humor que se caracteriza pelo aspecto infantil, simplório, regredido.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA AFETIVIDADE • No estado de êxtase, há uma experiência de beatitude, uma sensação de dissolução do Eu no todo, de compartilhamento íntimo do estado afetivo interior com o mundo exterior, muitas vezes com colorido hipertímico e expansivo.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA AFETIVIDADE • Na irritabilidade patológica, há hiper-reatividade desagradável, hostil e, eventualmente, agressiva a estímulos (mesmo leves) do meio exterior. Qualquer estímulo é sentido como perturbador, e o indivíduo reage prontamente de forma disfórica.
ANSIEDADE, ANGÚSTIA E MEDO • O termo angústia relaciona-se diretamente à sensação de aperto no peito e na garganta, de compressão, sufocamento. Assemelhase muito à ansiedade, mas tem conotação mais corporal e mais relacionada ao passado.
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS • • Apatia Hipomodulação do afeto Inadequação do afeto ou paratimia Pobreza de sentimentos e distanciamento afetivo • Embotamento afetivo e devastação afetiva • Sentimento de falta de sentimento • Anedonia • Indiferença afetiva • Labilidade afetiva e incontinência afetiva • • • Ambivalência afetiva Neotimia Medo Fobias Pânico
VONTADE E PSICOMOTRICIDADE • • Instinto Desejo Motivação FASES: 1. A fase de intenção ou propósito; 2. A fase de deliberação; 3. A fase de decisão propriamente dita; 4. A fase de execução.
ALTERAÇÕES DA VONTADE • HIPOBULIA/ABULIA: Geralmente, a hipobulia/ abulia encontra-se associada à apatia (indiferença afetiva), à fadiga fácil, à dificuldade de decisão, tão típicas dos depressivos graves. • A abulia não se confunde com a ataraxia, que é um estado de indiferença volitiva e afetiva desejada e buscada ativamente pelo indivíduo.
ATOS IMPULSIVOS E ATOS COMPULSIVOS • O ato impulsivo abole abruptamente as fases de intenção, deliberação e decisão. Os impulsos patológicos são tipos de atos impulsivos, nos quais predominam as ações psicomotoras automáticas, sem reflexão, ponderação ou decisão prévias, de tipo instantâneo e explosivo. • O ato compulsivo, ou compulsão, difere do ato impulsivo por ser reconhecido pelo indivíduo como indesejável e inadequado, assim como pela tentativa de refreá-lo ou adiá-lo.
TIPOS DE IMPULSOS E COMPULSÕES PATOLÓGICAS • Automutilação. • Frangofilia. • Piromania. • O impulso e o ato suicida parecem ocorrer em todas as culturas.
TIPOS DE IMPULSOS E COMPULSÕES PATOLÓGICAS • Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de substâncias ou alimentos. • Atos e compulsões relacionados ao desejo e comportamento sexual. • Outros impulsos e compulsões: Poriomania; cleptomania; jogo patológico; compulsão por comprar; por internet e vídeo games; negativismo; automatismo, dentre outros.
ALTERAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE • • Agitação Lentificação Estupor Catalepsia Catalexia Estereotipias motoras Maneirismos Tiques
Outros tipos • Alteração da marcha (quadro 17. 4). • Outras alterações da psicomotricidade e apraxias. • Alterações motoras relacionadas ao uso de psicofármacos e a doenças neurológicas.
PENSAMENTO • O pensamento se constitui a partir de elementos sensoriais, que, embora não sejam propriamente intelectivos, podem fornecer substrato para o processo do pensar: são as imagens perceptivas e as representações. • O conceito, o juízo e o raciocínio. • No processo de pensar distinguem-se: o curso do pensamento, a forma ou estrutura do pensamento e o conteúdo ou temática do pensamento.
ALTERAÇÕES DOS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO PENSAMENTO • CONCEITO: Desintegração dos conceitos; Condensação dos conceitos. • JUÍZO: Juízo deficiente ou prejudicado; Juízo de realidade ou delírio. • RACIOCÍNIO: Princípio da identidade; Princípio da causalidade; Lei da parte e do todo.
TIPOS ALTERADOS DE PENSAMENTO • Pensamento mágico. • Pensamento dereístico. • Pensamento concreto ou • • concretismo. Pensamento inibido. Pensamento vago. Pensamento prolixo. Pensamento deficitário (ou oligofrênico). • • Pensamento demencial. Pensamento confusional. Pensamento desagregado. Pensamento obsessivo.
ALTERAÇÕES DO PROCESSO DE PENSAR • CURSO ou FORMA: lento, acelerado, bloqueio, roubo, frouxo, dissociado dentre outros. • CONTEÚDO: 1. Persecutórios; 2. Depreciativos; 3. Religiosos; 4. Sexuais; 5. De poder, riqueza, prestígio ou grandeza; 6. De ruína ou culpa; 7. Conteúdos hipocondríacos.
JUÍZO DE REALIDADE (DELÍRIO) • Segundo Nobre de Melo (1979), por meio dos juízos o ser humano afirma a sua relação com o mundo, discerne a verdade do erro, assegura-se da existência ou não de um objeto perceptível (juízo de existência), assim como distingue uma qualidade de outra (juízo de valor). Ajuizar quer dizer julgar. • Os erros são psicologicamente compreensíveis, enquanto o delírio tem como característica principal a incompreensibilidade.
ATENÇÃO! • As crenças culturalmente sancionadas não devem ser confundidas com os sintomas psicopatológicos.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DO JUÍZO • Ideias prevalentes ou sobrevaloradas (idéias errôneas por superestimação afetiva). • O DELÍRIO: As idéias delirantes, ou delírio, são juízos patologicamente falsos. Dessa forma, o delírio é um erro do ajuizar que tem origem na doença mental.
INDÍCIOS IMPORTANTES DO DELÍRIO • 1. O doente apresenta uma convicção extraordinária (ausserge wöhnlinche Überzeugung), uma certeza subjetiva praticamente absoluta (subjektive Gewissheit). A sua crença é total; a seu ver, não se pode colocar em dúvida a veracidade de seu delírio. • 2. É impossível a modificação do delírio pela experiência objetiva, por provas explícitas da realidade, por argumentos lógicos, plausíveis e aparentemente convincentes. Assim, diz-se que o delírio é irremovível, mesmo pela prova de realidade mais cabal, ele não é passível de ser influenciado externamente (Unbeeinflussbarkeit) por pessoas queiram demover o delirante de suas crenças.
INDÍCIOS IMPORTANTES DO DELÍRIO • 3. O delírio é, quase sempre, um juízo falso; o seu conteúdo é impossível. • 4. O delírio é uma produção associal, idiossincrática em relação ao grupo cultural do doente. Geralmente se trata de uma convicção de um só homem.
DIMENSÕES • • 1. Grau de convicção. 2. Extensão. 3. Bizarrice ou implausibilidade. 4. Desorganização. 5. Pressão ou preocupação. 6. Resposta afetiva ou afeto negativo. 7. Comportamento desviante.
ESTRUTURA • • 1. Delírios simples (monotemáticos). 2. Delírios complexos (pluritemáticos). 3. Delírios não-sistematizados. 4. Delírios sistematizados.
OS TIPOS DE DELÍRIO SEGUNDO SEUS CONTEÚDOS • Delírios de perseguição: • • persecutório ou de perseguição; referência (de alusão ou autoreferência). Delírio De Influência Ou Controle (Também Denominado Vivências De Influência). Delírio de relação. De grandeza. Místico ou religioso. • • • Ciúmes e infidelidade. Erótico. De ruína. De culpa e de auto acusação. De negação de órgãos. Hipocondríaco.
LINGUAGEM
ALTERAÇÕES • Afasia: É a perda da linguagem, falada e escrita, por incapacidade de compreender e utilizar os símbolos verbais. • Parafasias: São formas mais discretas de déficit de linguagem, nas quais o indivíduo deforma determinadas palavras, como designar de “cameila” a cadeira, de “ibro” o livro, e assim por diante. • Agrafia: É a perda, por lesão orgânica, da linguagem escrita, sem que haja qualquer déficit motor ou perda cognitiva global.
ALTERAÇÕES • Alexia: É a perda, de origem neurológica, da capacidade previamente adquirida para a leitura. • Disartria: É a incapacidade de articular corretamente as palavras devido a alterações neuronais referentes ao aparelho fonador, alterações estas que produzem paresias, paralisias ou ataxias da musculatura da fonação. • Disfonia e disfemia: a disfonia é a alteração da fala produzida pela mudança na sonoridadedas palavras. A disfemia é a alteração da linguagem falada sem qualquer lesão ou disfunção orgânica, determinada por conflitos e fatores psicogênicos.
ALTERAÇÕES • Dislalia: É a alteração da linguagem falada que resulta da deformação, da omissão ou da substituição dos fonemas, não havendo alterações identificáveis nos movimentos dos músculos que participam da articulação e da emissão das palavras.
Alterações da linguagem associadas a transtornos psiquiátricos primários • • Logorréia, taquifasia e loquacidade. Bradifasia. Mutismo. Perseveração e estereotipia verbal. Ecolalia. Palilalia e logoclonia. Tiques verbais ou fonéticos e coprolalia. Glossolalia.
A LINGUAGEM NA ESQUIZOFRENIA • O sinal extremo da desarmonia das estruturas de pensamento e de linguagem é o desenvolvimento de uma linguagem completamente incompreensível, uma língua privada (do doente) que ninguém entende, denominada criptolalia.
A LINGUAGEM DO PACIENTE COM DEMÊNCIA • Alterações como as parafasias (deformações de palavras existentes; “caneira”, em vez de “cadeira”) e, mais frequentemente, a dificuldade em encontrar as palavras. Segundo Bleuler (1985), há, nesta fase, uma dificuldade em utilizar nas conversas palavras menos familiares ou de som estranho, assim como os nomes próprios. O paciente tende a usar termos vagos e inespecíficos como “o prédio” em vez de “a prefeitura” ou “o hospital”; “o homem”, em vez de “o pedreiro” ou “o médico”.
A CONSCIÊNCIA E A VALORAÇÃO DO EU E SUAS ALTERAÇÕES • A noção de que algo existe “fora” (o externo à criança) marca o instante de singular significação para a formação do que se entende por “consciência do Eu”.
ALTERAÇÕES • Alteração da consciência da existência. • Alteração da consciência de execução • Alterações do eu corporal (alterações do esquema corporal)
ALTERAÇÕES DA IMAGEM OU DO ESQUEMA CORPORAL EM ALGUNS TRANSTORNOS MENTAIS • • • O deprimido O maníaco Os esquizofrênicos Os anoréxicos O narcisista
Os transtornos de identidade • Transtornos e problemas com a identidade psicossocial estão relacionados à confusão de identidade, à desorientação em relação ao que o indivíduo é no contexto sociocultural, ao que esperam dele, como se sente, qual o seu lugar no mundo, e assim por diante.
PERSONALIDADE • Conjunto integrado de traços psíquicos, consistindo no total das características individuais, em sua relação com o meio, incluindo todos os fatores físicos, biológicos, psíquicos e socioculturais de sua formação, conjugando tendências inatas e experiências adquiridas no curso de sua existência”.
TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE
INTELIGÊNCIA • A inteligência pode ser definida como o conjunto das habilidades cognitivas do indivíduo, a resultante, o vetor final dos diferentes processos intelectivos. • As principais habilidades incluídas no constructo inteligência são: raciocínio, planejamento, resolução de problemas, pensamento abstrato, compreensão de ideias complexas, aprendizagem rápida e aprendizagem a partir da experiência.