PROJETO DE ORGANIZAES INTEGRADAS E FLEXVEIS Mario Sergio

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PROJETO DE ORGANIZAÇÕES INTEGRADAS E FLEXÍVEIS Mario Sergio Salerno Escola Politécnica da USP

PROJETO DE ORGANIZAÇÕES INTEGRADAS E FLEXÍVEIS Mario Sergio Salerno Escola Politécnica da USP

DESENVOLVIMENTO Construção do objeto: o porquê do tema limites da teoria clássica e da

DESENVOLVIMENTO Construção do objeto: o porquê do tema limites da teoria clássica e da sócio-técnica “tradicional” ‚ Abordagem e metodologia: pesquisa-ação em empresas pesquisa-ação junto a comissões de fábrica ƒ Projeto clássico e subsídios para a construção de abordagens alternativas: eventos e comunicação x tarefa e coordenação hierárquica espaços para comunicação e “negociação” de normas e conflitos „ Organização e gestão por processos conceituação e proposição de método de projeto de processos … Trabalho em grupo conceituação, tipologia, relações de fronteira, hierarquia † Método para o projeto de organizações integradas e flexíveis

ABORDAGEM PARA O PROJETO DE ORGANIZAÇÕES INTEGRADAS E FLEXÍVEIS ¯ ¯ ¯ Processos e

ABORDAGEM PARA O PROJETO DE ORGANIZAÇÕES INTEGRADAS E FLEXÍVEIS ¯ ¯ ¯ Processos e atividades como alternativa à departamentalização e à gestão clássicas Grupos semi-autônomos para tratamento de eventos Espaços de comunicação e negociação para viabilizar a validação consciente de metas específicas de produção; facilitar a realização de mediações entre as diversas opções para o tratamento de cada evento (trade offs entre os diferentes critérios de desempenho, ancorados nos eixos estratégicos)

EVENTOS ¯ ¯ Ações não previstas e aleatórios que devem ser enfrentados na produção

EVENTOS ¯ ¯ Ações não previstas e aleatórios que devem ser enfrentados na produção Algo que está em ruptura com o desenrolar regular dos fenômenos e a que se dá importância

COMUNICAÇÃO NO TRABALHO 1. 2. 3. Comunicação enquanto intercompreensão mútua entre sujeitos Não se

COMUNICAÇÃO NO TRABALHO 1. 2. 3. Comunicação enquanto intercompreensão mútua entre sujeitos Não se confunde com ordens, comunicados, memorandos, sistema de informações Dimensões: cognitiva: mobilização de competências para fazer face a eventos normativa: validação social de normas e objetivos de produção expressiva: mobilização individual frente ao cognitivo / normativo

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO POR PROCESSOS Processo operacional: Cooperação de atividades distintas para a realização

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO POR PROCESSOS Processo operacional: Cooperação de atividades distintas para a realização de um objetivo global, orientado ao cliente final, que lhes é comum. Envolve: - organização transversal entre as atividades - objetivo e desempenho global - fatores de desempenho ligados a pontos críticos - desenrolar temporal (início e fim)

DEFINIÇÃO DOS PROCESSOS 1. Explicitação dos eixos estratégicos 2. Definição dos processos associados a

DEFINIÇÃO DOS PROCESSOS 1. Explicitação dos eixos estratégicos 2. Definição dos processos associados a cada eixo Análise integrada de todos os processos 3. Análise de cada processo: características e fatores de desempenho 4. Identificação das atividades de cada processo, discutindo com os atores o seu encadeamento, pontos fortes, fracos e a melhorar, e indicadores de atividade para guiar a ação cotidiana

TRABALHO EM GRUPO SEMI-AUTÔNOMO (GSA) ¯ ¯ Há boa literatura, mas apenas sobre um

TRABALHO EM GRUPO SEMI-AUTÔNOMO (GSA) ¯ ¯ Há boa literatura, mas apenas sobre um tipo de GSA Conceituação de grupos abertos: geometria variável conforme eventos a tratar Interfaces com manutenção, qualidade, PCP, RH, suprimentos, outros grupos / setores Casos típicos: diferentes formas de equacionar a supervisão e de tratar os eventos

Conceitos Básicos para Projeto Organizacional 1. Projeto integral, estrutural, baseado na interação entre subsistemas

Conceitos Básicos para Projeto Organizacional 1. Projeto integral, estrutural, baseado na interação entre subsistemas e aspectos transversais 2. Aumentar a capacidade genérica de dirigibilidade (pilotagem) frente a diversos e imprevistos critérios de desempenho 3. Identificar parâmetros estruturais relacionados com probabilidade de perturbações no sistema, aumentando a capacidade de reduzi-las 4. Parâmetros estruturais: a) concentração funcional b) diferenciação de desempenho c) especialização de desempenho d) separação ou não de funções de produção e controle e) especialização da pilotagem f) diferenciação da pilotagem g) alocação do ciclo de pilotagem

PRINCÍPIOS PARA O PROJETO ORGANIZACIONAL Œ elaboração de carta de valores / princípios do

PRINCÍPIOS PARA O PROJETO ORGANIZACIONAL Œ elaboração de carta de valores / princípios do projeto definição dos processos paralelização segmentação critérios de seleção de tecnologia de transformação (equiptos) sistemas de informação, produção da informação e espaços de comunicação sistemas de pilotagem (dirigibilidade para o tratamento de eventos) sistemas sociais de apoio: carreira, treinamento etc. e “simbologia”

 Carta de Valores / Princípios do Projeto ¯ ¯ ¯ Compromissos da alta

Carta de Valores / Princípios do Projeto ¯ ¯ ¯ Compromissos da alta gerência que patrocina o projeto; sinalização ao conjunto dos envolvidos Explicitar o que se espera da organização Abordagem e princípios de projeto Diretrizes gerais (ex. : flexibilidade, mobilidade da estrutura, perfil dos funcionários) Em casos de reprojeto de unidades existentes: garantias, regras de transição

‚ Definição dos Processos ¯ Segundo o método visto (processos operacionais) Questões: - análise

‚ Definição dos Processos ¯ Segundo o método visto (processos operacionais) Questões: - análise de um negócio específico frente ao todo - sistemas de RH que não induzam a comportamentos locais - espaço para ajuste, negociação de conflitos e validação dos processos e de suas regras ¯ Construção de um processo de definição de estratégias e revisão da adequação dos processos operacionais

ƒ Paralelização ¯ ¯ Aumentar a capacidade de absorver variações (ex. : volume, gama,

ƒ Paralelização ¯ ¯ Aumentar a capacidade de absorver variações (ex. : volume, gama, mix, testes, panes etc. ) Reduzir e localizar a incidência das variações Reduzir a exportação de variabilidades locais Critérios: linhas, células / recursos paralelos sistemas modulares análise do investimento (deseconomias de escala)

„ Segmentação ¯ ¯ Definição da área de atuação de cada grupo Definição das

„ Segmentação ¯ ¯ Definição da área de atuação de cada grupo Definição das relações de fronteira entre grupos e com serviços de apoio Critérios para a definição da segmentação: 1. Internalização de fronteiras no grupo 2. Ciclo de tratamento de eventos prioritariamente sob responsabilidade de um único grupo 3. Uma atividade relativa a um processo deve estar sob responsabilidade de um único grupo (realimenta def. dos processos) 4. Critérios complementares: 3 T (tecnologia, tempo, território) e número de pessoas no grupo

Proc. Transformação 1 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Opção 1 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Opção 1 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Opção 2 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Opção 2 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Opção 3 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

Proc. Transformação 1 Opção 3 Fluxo Proc. Transf. 2 Proc. Transf. 3

 Critérios de Seleção de Tecnologia de Transformação (Eqtos) ¯ tecnologia não deve ser

Critérios de Seleção de Tecnologia de Transformação (Eqtos) ¯ tecnologia não deve ser um dado para o equipamentos / máquinas podem inviabilizar a implantação de uma estrutura organizacional (ex. : fluxos paralelos, células, rel. homem-máquina) ¯ ¯ por isso, a definição da tecnologia deve se dar após as definições da estrutura organizacional - particularmente, após a paralelização detalhes (comandos, painéis etc. ) devem ser vistos junto com a segmentação e com os sistemas de informação (próximo item)

 Sistemas de Informação ¯ ¯ O S. I. não deve definir a lógica

Sistemas de Informação ¯ ¯ O S. I. não deve definir a lógica da organização Projeto nunca antes da definição da estrutura organizacional (paralelização e segmentação): posterior / simultâneo Necessidades de informação de cada unidade organizacional derivam da estrutura almejada Consistência entre responsabilidades dos grupos e acesso às informações. Ex. : seqüenciação x acesso a plano de prod. S. I. é meio para ajudar na intercompreensão mútua (registros cognitivo e normativo da comunicação) Prever a produção da informação pelos grupos (indicadores específicos de atividades) e. . .

 . . . Espaços de Comunicação / Negociação ¯ ¯ Uma informação não

. . . Espaços de Comunicação / Negociação ¯ ¯ Uma informação não validada socialmente é inútil, não serve para desencadear ação Diversos âmbitos de reuniões são espaços privilegiados para o processo de validação / negociação de normas Reuniões “para a frente”: PCP, novos lançamentos e processos validação normativa Reuniões “para trás”: aprendizado sobre eventos validação cognitiva e normativa, aprendizado técnico-organizacional

 Sistemas de “Pilotagem” (dirigibilidade para tratamento de eventos) ¯ ¯ Conferir ao sistema

Sistemas de “Pilotagem” (dirigibilidade para tratamento de eventos) ¯ ¯ Conferir ao sistema de produção condições para atingir metas mutáveis ao invés de metas prescritas Ciclo de “controle” (pilotagem): representação / percepção do estado do processo julgamento escolha da ação ¯ ¯ A alocação dos ciclos de controle depende da estrutura (paralelização, segmentação) Alocação dos ciclos de controle de baixo para cima (bottom up): máx. alocação nos níveis mais diretos

 Sistemas Sociais de Apoio Devem ser consistentes com a estrutura, retribuindo, sinalizando e

Sistemas Sociais de Apoio Devem ser consistentes com a estrutura, retribuindo, sinalizando e induzindo comportamentos esperados Carreira: limites da carreira hierárquica novas possibilidades via modelo da competência Treinamento / Capacitação: evitar utilizar períodos de panes e imprevistos Avaliação induzindo a comportamentos globais e não locais Seleção e movimentação interna com envolvidos Simbologia: restaurante, estacionamento, banco, uniforme etc. reforçando a cultura desejada

REGRAS DE PROJETO Projetar primeiro a estrutura organizacional de produção e depois a de

REGRAS DE PROJETO Projetar primeiro a estrutura organizacional de produção e depois a de “pilotagem” Projetar do geral para o particular processos paralelização segmentação grupos O projeto da estrutura organizacional precede o projeto da tecnologia de transformação / sist. informações Projetar a estrutura de “pilotagem” do particular para o geral (com os trabalhadores) Projetar ciclos de “pilotagem” conforme seqüência: alocação - seleção - interligação (o local das fontes de variação define a alocação)

OBSERVAÇÕES FINAIS ¯ ¯ ¯ Método não é universal - é pensado para sistemas

OBSERVAÇÕES FINAIS ¯ ¯ ¯ Método não é universal - é pensado para sistemas integrados, flexíveis, que tenham a inovação de produto e processo como critério competitivo É centrado na produção e em suas interfaces mais diretas Sem o equacionamento do processo comunicacional - negocial (“gestão democrática”) a agilidade da produção e o método ficam comprometidos Empresa e trabalho vistos, respectivamente, como locus e fonte da criação de valor Frentes possíveis de desdobramentos e futuras pesquisas: Projeto de sistemas industriais x sistemas de serviços Projeto de unidades múltiplas em diferentes regiões Consistência entre organização e diversos âmbitos da gestão