Programa de Preveno e Controlo de Infeo e







































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Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) DGS/PPCIRA Formação: Módulo de Monitorização do Uso de Luvas nas Unidades de Saúde Tema: Aplicação do formulário de observação do Uso de Luvas Direção do PPCIRA: Paulo André Fernandes Maria Goreti Silva; Carlos Palos; Pedro Pacheco; Isabel Neves; Margarida Valente; Ana Paula Cruz.
Instruções para utilizador/formador O presente Power Point visa apoiar os formadores na formação relativa ao: • “Módulo de Monitorização do Uso de Luvas nas Unidades de Saúde e Aplicação do formulário de observação do Uso de Luvas” • A mesma deverá ser adaptada e complementada com os conteúdos da Norma Nº 013 de 2014 “Uso e gestão de luvas nas unidades de saúde “
PORQUÊ A MONITORIZAÇÃO DO USO DE LUVAS? • O USO DE LUVAS É UM DOS COMPONENTES DAS PBCI INTEGRA-SE NO PADRÃO “USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)”: • O Cumprimento dos critérios do uso adequado de luvas, a par da Higiene das Mãos, da Higiene Ambiental e das superfícies, são medidas muito relevantes para evitar: i. a disseminação cruzada de microrganismos alerta e problema entre utentes e profissionais de saúde e vice-versa ii. minimizar o risco de infeção/colonização!
Fundamentação A intenção de monitorizar o uso de luvas surgiu da necessidade despoletada pelo PPCIRA, com a concordância dos membros dos GCR-PPCIRA e dos GCL-PPCIRA, dada a importância do uso de luvas e da sua interligação com a higiene das mãos, no âmbito da promoção das Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI).
Guia Monitorização do Uso de Luvas nas Unidades de Saúde Objetivos : • Definir uma metodologia padronizada para a monitorização das práticas de uso de luvas nas US, através da utilização de formulário “Observação do Uso de Luvas nos Cuidados de Saúde”; • Auxiliar os observadores, para uma uniformização compreensível da colheita de dados e sua interpretação.
Responsabilidades • Cabe ao GCL-PPCIRA, sob o compromisso do Órgão de Gestão, promover a monitorização do uso de luvas em cada Unidade de Saúde. • O coordenador desta atividade, poderá ser a mesma pessoa que coordena a Estratégia Multimodal de Promoção das PBCI ou outro profissional (decisão interna). • Cabe ao observador (s) promover a monitorização do uso de luvas na sua unidade de saúde/serviços, de acordo com às orientações emanadas pelo GCL e GCR-PPCIRA e PPCIRA Nacional: Técnico de saúde com formação específica de auditor/observador das PBCI • Cabe ao observador apenas a observação de todo o procedimento desde a seleção (sempre que possível), colocação, utilização e remoção das luvas, sem qualquer tipo de intervenção. • Cabe a cada profissional de saúde, no exercício das suas atividades, a avaliação do risco inerente à seleção e uso de luvas na sua prática diária e colaborar com os observadores.
Metodologia • Metodologia idêntica à utilizada na observação da Higiene das Mãos. • Baseado no Guia de Observação do Uso de Luvas
Metodologia • Realizar no mínimo, 100 observações por serviço, distribuídas equitativamente em termos percentuais, pelas principais categorias profissionais. • Observar no mínimo, 50% dos profissionais de cada grupo profissional. • Escolher momentos “chave” para a observação (Cuidados de higiene e conforto, horário de despejos dos fluidos orgânicos, procedimentos invasivos, pensos, entre outros. )
Metodologia • A metodologia baseia-se apenas na observação direta do profissional de saúde e não na entrevista. • Podem ser observados até 3 profissionais, da mesma ou de diferentes categorias profissionais, em simultâneo, desde que os mesmos entrem no campo de ação do profissional inicialmente observado. • Preencher uma coluna para cada Profissional de Saúde; • Cada critério corresponde a uma oportunidade e respetiva ação;
Metodologia • Marque com um X os critérios correspondentes à ação realizada, selecionando uma das seguintes opções: Sim (S), omitida ou Não realizada (N) e Não aplicável (NA); • As situações não observadas, para fins de contagem consideram-se “Não aplicáveis (NA)”
Metodologia • Cada formulário permite a monitorização até 5 profissionais, no máximo; • Se observar mais do que 5 profissionais na mesma sessão, passe ao formulário Nº 2 e preencha outro formulário; • Observe o profissional de saúde desde o início até ao fim do procedimento; • A duração das sessões de observação deve ser entre 20 a 30 minutos, nunca mais de 1 hora. • Pode realizar várias sessões no mesmo dia.
Timing de colheita de dados • Plataforma aberta ao longo de todo o ano (possibilita observar e digitar dados de acordo com a sua disponibilidade, meios e recursos). • Para efeitos de elaboração do relatório anual pelo PPCIRA, dá-se a oportunidade de digitarem dados de cada ano, até 31 de março do ano seguinte. • As US que não puderem digitar os dados até esta data limite, podem sempre fazê-lo e tirar os seus próprios relatórios, mas ficam informados de que esses dados não irão constar do relatório anual do PPCIRA. • É importante que cada GCL-PPCIRA elabore o seu calendário anual de observações. • Relativamente ao tempo de colheita de dados e serviços a abranger, é uma opção definida internamente.
Timing de colheita de dados • Podem ser estabelecidos os tempos mais oportunos Exemplos: - Observar de forma rotativa nos serviços, ao longo dos meses do ano, para poderem abranger todos ou a maioria dos serviços; - Observar em cada serviço, durante vários períodos ao longo do ano (mensalmente, trimestralmente ou outra periodicidade pré-estabelecida), de modo a abranger no mínimo, 50% dos profissionais de cada grupo profissional; - Definição dos serviços a abranger e calendarização das observações (articulação estreita dos GCL-PPCIRA com os coordenadores dos serviços e coordenador da Campanha PBCI).
Campanha das PBCI Plataforma Informática: - Módulo de monitorização do uso de luvas v Uso de Luvas Acesso à plataforma: http: //pbci. dgs. pt/
Formulário composto por: ü 3 Padrões ü 17 Critérios
Variáveis de identificação da US Variáveis constantes do formulário de observação: • ARS, Cidade, Unidade de saúde • Observador, • Data, Hora de início/fim, Duração da sessão, Período (Avaliação inicial/ avaliação evolutiva) • • Sessão, N. º de formulário, Serviço/Departamento, Categoria profissional (Código: medico, enfermeiro, assistente operacional, técnico diagnostico e terapêutica, outro)
Padrão 1 Critérios de Seleção/Colocação de luvas 2 - Usar luvas de punho alto para cobrir o antebraço nos procedimentos com 1 - Usar dois pares de luvas em situações de risco particularmente elevado exposição ou alta probabilidade a grandes quantidades de perfuração de fluidos e/ou exposição orgânicos a ou fluidos sangue orgânicos – Exemplo: – no caso de partos vaginais. Exemplo: em procedimentos cirúrgicos ortopédicos.
Padrão 2 Critérios para o Uso/Substituição de luvas 4 - Exposição indireta ao utente: Manipulação/limpeza de superfícies e 3 - Exposição direta ao utente: Contacto com sangue ou outros fluidos orgânicos, com exceção do suor, contacto com mucosas, contacto com pele não integra, instrumentos contaminados, limpeza e remoção segura de derrames e salpicos de higiene sangue e outros fluidos orgânicos, esvaziamento de recipientes de fluidos orgânicos, 5 - Constitui exceção a esta situação o doente em isolamento por contacto. oral, higiene períneo entre outros contactos com risco acrescido de infeção/microrganismos patogénicos. manipulação de resíduos, etc.
Padrão 3 Critérios para a Remoção de luvas 6 - Sequência: 1º Luvas, 2º bata, 3º higiene das mãos, 4º proteção ocular, 5º respirador/máscara, 6º higiene das mãos.
Avaliação de risco para o uso de luvas • A correta utilização de luvas baseia-se na avaliação do risco individual de infeção do utente, à cabeceira do mesmo (point of care) de acordo com alguns pressupostos: i. Qual a tarefa ou procedimento desempenhar; ii. Qual a situação clínica do doente; iii. Qual o ambiente de prestação; iv. Qual o nível de cuidados. a
Avaliação do risco para o uso de luvas Antes de colocar as luvas Quando usar luvas Quando remover as luvas Há uma indicação para o uso de luvas? Qual é a indicação? Que tipo de luvas é necessário? As luvas estão na embalagem original? Qual é o momento exato para colocar as luvas? As luvas protegem o doente e o seu ambiente envolvente e o profissional de saúde? Há uma indicação para higiene das mãos? A técnica de colocar as luvas foi cumprida? Ainda se mantém Qual é o momento exato para a indicação para o remover as luvas? uso de luvas? A técnica de remover as luvas foi cumprida? Ocorreu alguma indicação para remoção das luvas? As luvas estão bem acondicionadas? As mãos foram higienizadas imediatamente após a remoção das luvas? As mãos foram lavadas com água e sabão após remover as luvas (se houve contacto com sangue ou outros fluidos orgânicos? )
Momentos: Exposição direta ao utente Exemplos: • Contacto com sangue ou outros fluidos orgânicos, com exceção do suor; • Contacto com mucosas; • Contacto com pele não integra; • Higiene oral; • Higiene períneal; • Outros contactos com risco acrescido de infeção/microrganismos patogénicos.
Momentos: Exposição Indireta ao utente Exemplos: • Manipulação/limpeza de superfícies e instrumentos contaminados; • Limpeza e remoção segura de derrames e salpicos de sangue e outros fluidos orgânico; • Esvaziamento de recipientes de fluidos orgânicos, manipulação de resíduos, etc. - Constitui exceção a esta situação o doente em isolamento por contacto.
Fonte: Traduzido e adaptado de OMS: “Glove Use Information Leaflet”. Patient Safety, a World Alliance for Safer Health care. 200926.
Cálculo do Índice de Qualidade Esta monitorização incide em três padrões: • Padrão 1 – Seleção/Colocação das Luvas • Padrão 2 – Uso/Substituição das Luvas • Padrão 3 – Remoção das Luvas • Cada critério possui três hipóteses de resposta: Sim / Não se Aplica (N/A) • A resposta Sim tem uma avaliação (score) de 1 ponto; • A resposta Não tem uma avaliação (score) de 0 pontos; • Para obter o número de respostas aplicáveis, subtrai-se o número de respostas não aplicáveis do número de questões avaliadas; Divide-se o número de respostas “Sim” pelo total de respostas “aplicáveis” e multiplica-se por 100 para obter o valor percentual que corresponde ao índice de qualidade obtido em cada padrão. •
Cálculo do Índice de Qualidade •
Alterações à Plataforma das PBCI ABERTURA DA PLATAFORMA 20 DE NOVEMBRO DE 2016
Alterações à Plataforma das PBCI
Alterações à Plataforma das PBCI
Alterações à Plataforma das PBCI
Componentes do Módulo “Uso de Luvas” 1 - Mudança do Sistema: Consiste numa 1. ª avaliação diagnóstica em 2016, pela metodologia de observação das práticas dos Profissionais de Saúde (PS) e, implementar as medidas necessárias à resolução das inconformidades obtidas. Esta avaliação permite analisar internamente: - Quais os tipos de luvas disponíveis na Unidade de Saúde (US)? ; - As luvas são adequadas aos Procedimentos/Tarefas? ; - Existem luvas de procedimento estéreis e não estéreis – ou apenas luvas cirúrgicas? – as luvas cirúrgicas são adequadas? ; - Há uniformização do uso de luvas em todos os serviços da US? ; - Há luvas específicas para os profissionais com alergia ao látex? ; - Há roturas de fornecimento regular de luvas? ; - Quais as luvas utilizadas pelos profissionais de limpeza? . .
Componentes do Módulo “Uso de Luvas” 2 - Formação e Treino sobre o uso de luvas – alargar a todos os grupos profissionais, incluindo os profissionais de limpeza, da Alimentação, voluntários…. 3 - Após observar as práticas dos PS durante a sua atividade, dar-lhes o feedback o mais rápido possível; 4 - Distribuir/divulgar materiais promocionais e técnicos alusivos ao uso de luvas; 5 -Fomentar a participação ativa e responsável de todos os PS – Clima de segurança institucional! 6 - Incluir pelo menos 1 objetivo/meta no processo de avaliação de desempenho 7 - Ao final do ano (2017) – Reavaliar o uso de luvas na US para identificar áreas de melhoria e confirmar a eficácia das medidas implementadas ou reformular novas medidas……
Implementação da observação do uso de luvas • Envolvimento das Chefias Intermédias nos objetivos traçados e na adesão à formação-Informação vertical entre o CA/GCL-PPCIRA e Chefias Intermédias. • Estabelecimento do plano de comunicação interno, para relevar os objetivos, os resultados e as melhorias conseguidas – feedback aos profissionais da US!. • Garantia do fornecimento dos materiais necessários e distribuição dos materiais promocionais e técnicos. • Planeamento e realização das ações de formação/informação ajustadas aos diversos grupos profissionais. • Enfoque na informação para os utentes, visitantes e população em geral!
Monitorização de Progresso - 2017 • Repetir a monitorização observacional do Uso de Luvas. • Avaliar o impacto da formação e das ações de melhoria implementadas, para verificar a efetividade e eficácia destas medidas. • Analisar a evolução e dar informação de retorno aos PS. • Discutir os resultados e rever o plano de ação. • Rever as medidas e implementar novas, se for considerado necessário!
Análise de SWOT - 2018 • COMO CORREU A IMPLEMENTAÇÃO DO MÓDULO “USO DE LUVAS NAS US”? • É NECESSÁRIO MUDAR A METODOLOGIA DA MONITORIZAÇÃO DO USO DE LUVAS? • Que evoluções/melhorias? • Que problemas persistem? • Como é possível solucioná-los? • Taxas de Microrg. Alerta e problema – que melhorias? Use bem as luvas… Poupe dinheiro! ganhe na segurança do doente e na sua!
Muito Obrigada! Elaborado por: Direção Nacional do PPCIRA-DGS Data: Outubro de 2016 ppcira@dgs. min-saude. pt