Profa Giovana Deliberali Maimone CBD ECA USP Out
Profa. Giovana Deliberali Maimone CBD / ECA / USP - Out. /2015
§ “Os meios de comunicação de massa como rádio, televisão, cinema, internet e as mídias documentais são construções discursivas, espaços de mediação ideológica”. (SOUZA, 2004, p. 1) § Todo meio de expressão revela um discurso e uma ideologia.
§ “O filme é considerado como uma obra artística autônoma, suscetível de gerar um texto (análise textual) fundando suas significações sobre as estruturas narrativas (análise narratológica), os dados visuais e sonoros (análise icônica) e produzindo um efeito particular sobre o espectador (análise psicanalítica)”. (CORDEIRO, 1996, p. 463). § Assim, “analisar um filme ou fragmento [. . . ] é decompô-lo em seus elementos constitutivos”. (CORDEIRO, 1996, p. 463).
§ Ou seja, o filme:
§ Para adequada análise de filmes, Cordeiro (1996) citando Sorlin (1985), elenca os seguintes fatores: 1. Para se trabalhar usando o cinema é necessário que o investigador o aprecie, que seja virtualmente um espectador e que não considere a informação escrita como superior à audiovisual; 2. Não se descreve informação sobre filmes não vistos, baseados em informes de imprensa (é necessário procurar curiosos, colecionadores, distribuidores para reconstituir, lentamente, uma documentação sempre incompleta e perfectível). 3. Um filme não é um texto, ou seja, há uma distância entre o que é posto de forma escrita em um roteiro e o que é passado na tela. A leitura do audiovisual deve ser específica; diferentemente dos textos somente escritos, é necessário que o documento seja interrogado de maneira particular.
§ O filme (produto) é de conhecimento e apreensão do público, mas sua elaboração é de ordem técnica. § Problemas básicos referentes à informação de cinematografia: a) o tratamento não integrado entre os filmes e os documentos relacionados; b) o fato de que a informação é tratada de forma empírico-pragmática e sem se considerarem as discussões da área de cinema, isto é, ausência de critérios para interpretar/representar esta informação. § Pluralidade de interpretações no universo fílmico: há a interpretação prevista pelo autor, e a aquela produzida para ser um texto cujo funcionamento interno se abre para diversas abordagens.
§ A interpretação da imagem consiste em tentar ler o seu significado. § Vinculação da imagem com informação, ou seja, o emprego da imagem como fonte de informação. § O valor informativo atribuído às imagens depende menos de seu conteúdo, que da atitude muito particular dos historiadores em frente ao material iconográfico. § Para a representação da informação fílmica, não deve ser perseguido o “mito da descrição exaustiva” [. . . ] o objeto-filme de fato conduz à colocação com rigor do problema de sua descrição pela imagem.
§ Na representação da informação, atua-se em uma intermediação-representativa, no nível da percepção e cognição, mas também na interferência, ao se gerarem novas representações-síntese dos produtos gerados em uma representação, primária ou não. § A produção de sentido compreende a leitura do filme decorrente de um processo de constituição da subjetividade, isto é, a interlocução entre sujeitos, e, como tal, o espaço de construção e circulação de sentidos. § Possibilidade de indexação cindida por níveis de usuários, ou seja, a variação do grau de exaustividade dos pontos de acesso às informações que foram indexadas. O primeiro nível refere-se à indexação da informação dos filmes para o grande público ou para o público leigo. O segundo nível destina-se ao público iniciado em assuntos filmográficos, e o terceiro nível é para o especialista em cinema.
§ Gênero § Registro temporal da trama § Gancho temporal (evento histórico) § Referência histórica § Temas representados § Estrutura narrativa § Natureza da representação § Sequências relevantes § Aproximações temáticas da sequência § Sinopse § Instrumentos documentais § Complementações § Informações extrafílmicas e observações
§ As sinopses de filmes, em muitos casos, não são realizadas tendo como função a representação e a recuperação de informação para uma unidade de informação. São construídas a partir da perspectiva de seus realizadores. § Ordem para construção de sinopses: Ø Apresentação e objetivo do personagem principal Ø Conflitos descritos por meio de fatos narrativos e personagens Ø Fecho da trama (Na sinopse não deve ser inserida a opinião pessoal do analista/indexador). Obs: Estrutura narrativa: simples (linear, binária, circular) / complexas (inserção fragmentária, polifônica, aberta, ausente).
§ http: //www. cinemateca. gov. br/cgi- bin/wxis. exe/iah/? Isis. Script=iah/iah. xis&base=FILMOGRAFIA&lang=p § http: //www. cinform-anteriores. ufba. br/vi_anais/docs/Erenilda. Amaral. pdf
§ São aqueles que associam imagens e sons, pressupondo-se que a imagem, pela sucessão, crie a ilusão do movimento. Incluem-se aqui: § filmes § vídeos e digitais, com respectivos formatos, ou bitolas, e sistemas de cor.
§ Início do século XX questão da durabilidade versus valor. § II Guerra desenvolvimento das rádios, criou gêneros completamente novos de material de potencial preservação. § Anos 50 popularização da televisão fez o mesmo com as imagens em movimento. Mudanças nos formatos de gravação reforçaram as preocupações crescentes com a acessibilidade futura.
§ O filme documentário é um espaço conceitual heterogêneo de conflitos e divergências. § Existe um grande número de definições sobre filmes documentários, mas de uma forma geral assinalam que no filme documentário existe essa tensão entre o cinemaverdade e a ficção, entre o real e o imaginário. § Importância do filme documentário enquanto discurso jornalístico, que na tentativa de se aproximar da simultaneidade dos fatos é instrumento informador e formador da opinião pública.
Categorias organizativas dos filmes documentários: § Expositivo (documentário clássico) diretos § Observacional – imagem evidência do mundo real § Reflexivo – afirma a não autenticidade do som e da imagem § Além do reflexivo: pontos de fuga – rompimento com os grandes acontecimentos e os grandes homens, em favor dos acontecimentos fragmentados e homens comuns. Filme Documentário Institucional – retrata a realidade como se apresenta, relação de semelhança com a realidade (publicidade institucional).
§ Título original e traduções § Por qual título o filme será procurado? § A tradução muitas vezes está longe de ser uma tradução, por razões comerciais, culturais, etc. § Blade runner ou O caçador de andróides? § Tem como prever? Outros exemplos? Portugal Brasil Ficheiros secretos Arquivo X O homem que veio do futuro O planeta dos macacos (de 1968) Querida, encolhi os miúdos Querida, encolhi as crianças O caminho das estrelas Jornada nas estrelas
§ Gêneros de filmes Eles se confundem § horror, terror Gêneros misturados § drama-comédia § policial-suspense Há gêneros que não são gêneros mas modos de produção § animação § desenho animado
§ Gêneros de filmes Há gêneros que não são gêneros mas finalidades § Filme de treinamento § Filme institucional Em resumo § Será necessário decidir o que fazer. . . em função dos objetivos institucionais e do público-alvo
• Além da identificação do filme (título, autoria/diretor, elenco, equipe técnica e detalhes do suporte). Descrever o conteúdo de forma resumida -> sinopse. Descrever o conteúdo de forma detalhada, objetivando a recuperação de imagens –Descrever movimentos de câmera e enquadramentos –Duração de cada plano ou sequência
Para dar acesso à informação 1) configurar uma base de dados com campos informacionais perfeitamente bem definidos; 2) 2) Preencher estes campos informacionais de forma padronizada (inclui controle de vocabulário)
De acordo com a AACR 2 Título e responsabilidade (diretor) Versão / variação Produção / distribuição Copyright Descrição física Série Notas Equipe técnica Elenco Língua do filme / legenda
§ A organização de cinematecas deve levar em conta: Diversidade de suportes (fragilidades, custo, segurança); Política de transferência periódica de suportes; Manter a conexão entre os diferentes suportes e formatos, do mesmo filme.
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