PRODUZINDO UM TEXTO NARRATIVO Coerncia textual Coerncia textual













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PRODUZINDO UM TEXTO NARRATIVO
Coerência textual �Coerência textual tem a ver basicamente, com as condições para o estabelecimento de um sentido em um contexto determinado; �Pode-se vincular a noção de coerência às condições para que algum evento (textual ou não) seja interpretado em um contexto específico (isto é, possa ter um sentido a ele atribuído, nesse contexto); �Coerência textual é, portanto, uma relação harmônica que se estabelece entre as partes de um texto, em um contexto específico, e que é responsável pela percepção de uma unidade de sentido.
Tipos de coerência: �Coerência semântica: relação entre significados elementos das frases em sequência em um texto como um todo. �Coerência sintática: se refere aos meios sintáticos – conectivos (preposições, conjunções) , pronomes - para expressar a coerência semântica. �Coerência estilística: pela qual um usuário deveria usar em seu texto elementos linguísticos (tipos de estruturas, frases) pertencentes ou constitutivos do mesmo estilo ou registro estilístico. �Coerência pragmática: o texto visto como uma sequência de atos de fala.
A coesão textual �O objetivo da coesão é o de garantir unidade ao texto que você está escrevendo, isso só é garantido com a utilização correta dos elementos coesivos; �Elementos coesivos: pronomes (pessoais, oblíquos, de tratamento, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos, relativos) e sua colocação (ênclise, próclise e mesóclise); preposição; conjunção; verbos e suas conjugações em tempo, modo e número; advérbios; locuções adverbiais (modo, tempo, lugar, intensidade, dúvida, afirmação, negação, etc. ).
�Coesão e coerência estão ligadas, não há como fazer um texto coerente sem coesão e vice – versa. �Exemplo de incoerência: v. O ladrão foi preso apesar de ter assaltado o banco. Forma correta: v. O ladrão foi preso porque assaltou o banco. �“apesar de” indica uma contradição, que no exemplo acima não ocorre, já que o ladrão foi preso por um motivo, uma causa. Então a relação expressa nessa frase é de causa e não de contradição.
TEXTO NARRATIVO
O foco narrativo �É o primeiro elemento da narrativa a ser estudado; �Sua análise é fundamental na leitura de um texto ficcional para entender a perspectiva adotada pelo autor na composição da história, assim, o mesmo ocorre para se produzir um texto narrativo, sem o foco, não há uma história a ser contada; �É através dele que o autor constrói a visão que nós, leitores, teremos da história a ser contada, das personagens que nela atuarão, do espaço em que ela ocorrerá e do período de tempo em que ela transcorrerá; �Para identificar o foco narrativo de um texto basta identificar o narrador (personagem, onisciente ou observador desse texto; �O foco narrativo é, pois, a perspectiva a partir da qual uma história é contada.
TIPOS DE DISCURSO Discurso direto �Quando há apresentação da fala das personagens; �O narrador não diz o que a personagem falou, ele passa a fala à ela para que, ela nos diga; �Encontramos o discurso direto sempre que temos aspas ou travessões.
Discurso indireto �O narrador reproduz a fala das personagens; �Não há diálogo.
�No momento de escrever um texto narrativo é preciso determinar que tipo de foco narrativo é mais adequado às sua intenções com relação àquele texto.
A personagem �A personagem, apesar de só ter existência linguística, causa nos leitores a impressão de uma existência real; �A personagem tem a função de simular pessoas, comportamentos e sentimentos reais; �Algumas personagens, nos possibilitam ver nelas a representação de pessoas que vivem situações e dilemas parecidos com os da história; �Assim o texto narrativo cumpre seu papel de nos fazer refletir sobre situações e problemas semelhantes que afligem nossa existência real.
O espaço e o tempo �Espaço é onde a história acontece; �É fundamental em uma narrativa, pois o espaço integra os componentes físicos que servem de cenário para o desenrolar da ação e para a movimentação das personagens. � O tempo de uma narrativa é caracterizado pela duração da ação nela apresentada; �Observa-se a marcação de tempo com a ajuda de elementos linguísticos como: flexão de tempo dos verbos, advérbios e expressões temporais, isso em um tempo cronológico; �Há também o tempo psicológico, tão importante quanto o tempo cronológico.
�No tempo psicológico, nossa referência não poderá ser a sequência dos acontecimentos; �O tempo psicológico é construído com associações de flashbacks, que é um recurso, no qual, o autor desencadeia um processo de lembranças do passado.