Os milagres do co Jernimo Pricles Prade ANLISE

  • Slides: 69
Download presentation
Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade ANÁLISE I – ELEMENTOS DA OBRA

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade ANÁLISE I – ELEMENTOS DA OBRA

Os milagres do cão Jerônimo Autor: PÉRICLES PRADE Escola Literária: SURREALISMO Ano de Publicação:

Os milagres do cão Jerônimo Autor: PÉRICLES PRADE Escola Literária: SURREALISMO Ano de Publicação: 1971 Gênero: CONTOS Divisão da Obra: 15 Contos

Os Milagres do Cão Jerônimo • Baseados em material exposto em Boteco Humanístico. •

Os Milagres do Cão Jerônimo • Baseados em material exposto em Boteco Humanístico. • Literatura do Absurdo; • Sem referência ao tempo e ao espaço catarinense; • Linguagem metafórica;

Os Milagres do Cão Jerônimo 15 contos Enredos absurdos Tons oníricos Carga de surrealismo

Os Milagres do Cão Jerônimo 15 contos Enredos absurdos Tons oníricos Carga de surrealismo

Os Milagres do Cão Jerônimo DICOTOMIA BEM MAL QUEBRA DE EXPECTATIVA- O GROTESCO E

Os Milagres do Cão Jerônimo DICOTOMIA BEM MAL QUEBRA DE EXPECTATIVA- O GROTESCO E O SURREALISMO O BEM E O MAL ESTÃO SEMPRE PRESENTE, PORÉM NUNCA ACONTECEM AO MESMO TEMPO

Os Milagres do Cão Jerônimo A não lógica Os contos não são lógicos. É

Os Milagres do Cão Jerônimo A não lógica Os contos não são lógicos. É inútil tentar pela razão. Melhor encará-los como sonho.

Os Milagres do Cão Jerônimo TÍTULO Influência da novela: Jerônimo, o herói do sertão.

Os Milagres do Cão Jerônimo TÍTULO Influência da novela: Jerônimo, o herói do sertão. Transmitida por rádio – 1950 Ouvinte assíduo

Os Milagres do Cão Jerônimo ABSURDO • LITERATURA FANTÁSTICA que se propõe a dar

Os Milagres do Cão Jerônimo ABSURDO • LITERATURA FANTÁSTICA que se propõe a dar conta do absurdo da realidade. • Franz Kafka • Absurdo da existência é simbolizado, é metaforizado.

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS Murilo Eugênio Rubião nasceu no ano de 1916,

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS Murilo Eugênio Rubião nasceu no ano de 1916, em Silvestre Ferraz, atual Carmo de Minas, em Minas Gerais LITERATURA FANTÁSTICA

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS José J. Veiga nasceu em Corumbá de Goiás,

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS José J. Veiga nasceu em Corumbá de Goiás, no dia 2 de fevereiro de 1915 LITERATURA FANTÁSTICA (RÓTULO NÃO ACEITO PELO PRÓPRIO AUTOR)

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS • Gabriel García Márquez (1927 -2014) foi um

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS • Gabriel García Márquez (1927 -2014) foi um escritor colombiano. Autor do livro “Cem Anos de Solidão” publicado em 1967. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1982, pelo conjunto da obra. REALISMO MÁGICO

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS Luis Buñuel (1900 - 1983) foi um realizador

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS Luis Buñuel (1900 - 1983) foi um realizador de cinema espanhol. Trabalhou com Salvador Dalí, de quem sofreu fortes influências na sua obra surrealista. A obra cinematográfica de Buñuel, aclamada pela crítica mas sempre cercada por uma aura de escândalo, tornouo um dos mais controversos cineastas do mundo, sempre fiel a si mesmo. Buñuel também influenciou fortemente a carreira do realizador conterrâneo Pedro Almodóvar.

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS • Salvador Dalí (1904 -1989) foi um pintor

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS • Salvador Dalí (1904 -1989) foi um pintor espanhol que se destacou por suas composições insólitas e desconexas. • Foi um grande representante da "Estética Surrealista". • Salvador Domingo Dalí Domènech nasceu em Figueres, Gerona, Espanha, no dia 11 de maio de 1904.

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS • Escritor colombiano Gabriel García Márquez. Yuri Cortez

Os Milagres do Cão Jerônimo INFLUÊNCIAS • Escritor colombiano Gabriel García Márquez. Yuri Cortez • Conhecido como o autor de Cem Anos de Solidão, o escritor Garcia Márquez é um dos principais nomes da escola literária conhecida como realismo fantástico. Nascido na cidade de Aracataca, na Colômbia, Gabo, como era conhecido, fez diversas alusões a ela ao descrever Macondo, o vilarejo onde se passa a história de diversas gerações de uma mesma família.

O Jardim das Delícias Terrenas • É um tríptico de Hieronymus Bosch(1503– 1515), que

O Jardim das Delícias Terrenas • É um tríptico de Hieronymus Bosch(1503– 1515), que descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o paraíso terrestre e o Inferno nas asas laterais. Ao centro aparece um Bosch que celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa. • Freud o interpreta à luz da Psicanálise

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade ANEXOS

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade ANEXOS

ANEXO – I LITERATURA FANTÁSTICA

ANEXO – I LITERATURA FANTÁSTICA

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade INSÓLITO FICCIONAL LITERATURA FANTÁSTICA REALISMO FANTASTICO

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade INSÓLITO FICCIONAL LITERATURA FANTÁSTICA REALISMO FANTASTICO

LITERATURA FANTÁSTICA • É sempre importante ter em mente que o que hoje se

LITERATURA FANTÁSTICA • É sempre importante ter em mente que o que hoje se entende por fantasia nem sempre foi assim chamado. • Os contos fantásticos ou contos de fantasia representam um gênero da literatura fantástica (realismo mágico ou maravilhoso) com origem no século XVII.

LITERATURA FANTÁSTICA • Na América Latina a partir do século XX → denuncia a

LITERATURA FANTÁSTICA • Na América Latina a partir do século XX → denuncia a realidade opressiva vivido pelos anos de ditadura. • Segundo o filósofo e linguista búlgaro Todorov: “Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas de tipo natural ou do tipo sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois criou o efeito fantástico. ”

LITERATURA FANTÁSTICA • No gênero fantástico, os textos são pautados em: Ø Realidade não

LITERATURA FANTÁSTICA • No gênero fantástico, os textos são pautados em: Ø Realidade não lógica Ø Mundo irreal Ø Universo onírico Ø Absurdo Ø Inverossimilhança Ø Situações extraordinárias.

LITERATURA FANTÁSTICA: CARACTERÍSTICAS Ø Narrativa concisa Ø Oposição dentre dois planos: real e irreal.

LITERATURA FANTÁSTICA: CARACTERÍSTICAS Ø Narrativa concisa Ø Oposição dentre dois planos: real e irreal. Ø Presença de ALEGORIAS Ø Personagens : monstros, fantasmas, seres invisíveis, mágicos, mitológicos ou folclóricos, dentre outros.

LITERATURA FANTÁSTICA Ø Realidade ilógica Ø Elementos maravilhosos, inverossímeis, imaginários, extraordinário, Ø Presença de

LITERATURA FANTÁSTICA Ø Realidade ilógica Ø Elementos maravilhosos, inverossímeis, imaginários, extraordinário, Ø Presença de magias e poderes sobrenaturais.

LITERATURA FANTÁSTICA • A LEITURA RESULTA EM: • Enredo não linear ou ziguezagueante (mescla

LITERATURA FANTÁSTICA • A LEITURA RESULTA EM: • Enredo não linear ou ziguezagueante (mescla de presente, passado e futuro) com utilização de recursos como o flashback (voltar ao passado) e o tempo psicológico (tempo das emoções e das recordações vividas pelos personagens). • Provocam sensações de “estranhamento” no leitor, por meio da ruptura realidade-ficção.

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NO MUNDO v. O escritor austríaco Franz Kafka (1883 -1924),

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NO MUNDO v. O escritor austríaco Franz Kafka (1883 -1924), com sua emblemática obra "A metamorfose" (1912); v. O alemão Ernst Theodor Amadeus Hoffmann (1776 -1822) com o conto fantástico “Homem de Areia” (1815).

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NO MUNDO v Júlio Cortázar e Jorge Luís Borges, grandes

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NO MUNDO v Júlio Cortázar e Jorge Luís Borges, grandes representantes da literatura fantástica latinoamericana v Os autores latino-americanos que se destacaram com a publicação de textos desse gênero foram: v os argentinos Jorge Luis Borges (1889 -1986) e Júlio Cortázar (1914 -1984); v o colombiano Gabriel García Márquez (1927 -2014); v o cubano Alejo Carpentier (1904 -1980).

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NA AMÉRICA LATINA v. Júlio Cortázar e Jorge Luís Borges,

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NA AMÉRICA LATINA v. Júlio Cortázar e Jorge Luís Borges, grandes representantes da literatura fantástica.

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NO BRASIL v MACHADO DE ASSIS é um dos maiores

LITERATURA FANTÁSTICA: PRINCIPAIS REPRESENTANTES NO BRASIL v MACHADO DE ASSIS é um dos maiores representantes da literatura fantástica brasileira. v ALUÍSIO DE AZEVEDO(1857 -1913) em sua obra de contos "Demônios" (1895); v MACHADO DE ASSIS (1839 -1908) em seu conto intitulado “O espelho”, pertencente à obra "Papéis Avulsos" (1892); v CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902 -1987) em seu livro "Contos de Aprendiz" (1951), texto como “Flor, telefone, moça”; v MURILO RUBIÃO (1916 -1991) na obra "O ex-mágico" (1947).

ANEXO – II CONTO FANTÁSTICO

ANEXO – II CONTO FANTÁSTICO

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade GÊNERO: CONTO FANTÁSTICO

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade GÊNERO: CONTO FANTÁSTICO

O QUE É UM CONTO? • O gênero conto é o gênero literário da

O QUE É UM CONTO? • O gênero conto é o gênero literário da PROSA de ficção que possui caraterísticas singulares. ELEMENTOS DA NARRATIVA: ü Narrador. ü Personagens(POUCOS). ü Enredo. ü Tempo. ü Espaço. ü Conflito. ü Desfecho.

O QUE É UM CONTO? • O vocábulo “conto”, do latim “computus”, significa cômputo,

O QUE É UM CONTO? • O vocábulo “conto”, do latim “computus”, significa cômputo, conta. De modo geral, os contos são textos mais curtos que o romance e a novela, ou seja, corresponde a uma narrativa concisa, no qual o tempo, o espaço e o número de personagens são reduzidos. • Do mesmo modo, carregam o modelo tradicional da estrutura narrativa, divididos em: apresentação, complicação, clímax e desfecho.

O QUE É UM CONTO FANTÁSTICO? • O que distingue um conto fantástico dos

O QUE É UM CONTO FANTÁSTICO? • O que distingue um conto fantástico dos outros, é justamente a presença da magia, a qual ultrapassa, notoriamente, os limites humanos e a lógica. • Entretanto, no conto fantástico, como no modelo tradicional, prevalece a narrativa de curta, composta de um único episódio singular e representativo, centrada num acontecimento com um número limitado de personagens.

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade: Quem é?

Os milagres do cão Jerônimo Péricles Prade: Quem é?

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE • Péricles Prade nasceu em Rio dos Cedros, Santa Catarina, a

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE • Péricles Prade nasceu em Rio dos Cedros, Santa Catarina, a 7 de maio de 1942. Escritor (poeta, contista, historiador, crítico literário e de artes plásticas), advogado e professor universitário. Escreveu mais de sessenta obras nos campos da poesia, ficção, história, filosofia, literatura e artes plásticas. Pertence a inúmeras entidades culturais estrangeiras, nacionais e estaduais.

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE Cerebral. • Assim Péricles Prade se autodefine em uma palavra, tanto

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE Cerebral. • Assim Péricles Prade se autodefine em uma palavra, tanto na esfera do direito, em que atua há mais de 50 anos, como na esfera literária. • Desde pequeno já possuía vocação para elaboração de textos e poesias. “ Possuo objetividade , clareza e boa capacidade para elaborar peças jurídicas e literárias, daí vem esta definição” • É jurista , escritor, membro da Academia Catarinense de Letras.

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE • Além de ter escrito mais de 60 obras nos campos

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE • Além de ter escrito mais de 60 obras nos campos da poesia, ficção, história, filosofia, literatura, artes plásticas e direito, possui no currículo casos jurídicos emblemáticos. Para citar alguns : defendeu Dulce Quadros num processo contra o ex-presidente Jânio Quadros ; liberou o filme Calígula para ser exibido nos cinemas em São Paulo; liderou a primeira ação popular contra o então presidente Fernando Collor e defendeu os direitos dos filhos do icônico jornalista Vladimir Herzog. A seguir, nossa entrevista com este catarinense da cidade de Rio dos Cedros, radicado em Florianópolis, que aos 75 anos continua atuante na área jurídica e nem pensa em parar. É titular do escritório Prade & Prade Advogados Associados, estabelecido há mais de 30 anos em Florianópolis, com atuação em Brasília, São Paulo e Santa Catarina.

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE • “Realmente, sou operador do Direito e escritor. Considero-me, sem dúvida,

BIOGRAFIA: PÉRICLES PRADE • “Realmente, sou operador do Direito e escritor. Considero-me, sem dúvida, cerebral, nesses dois ramos do conhecimento humano. Explico. É que, ao elaborar qualquer texto, antes de redigi-lo articulo os dados, mentalmente, para, após, trabalhá-lo, fazendo cortes ou acréscimos, se necessário. Quero dizer, portanto, que as peças são geradas na mente. E no plano da profissão de advogado, limito-me a ditar os pontos fundamentais da questão, sempre em obediência aos cânones da língua portuguesa, a exemplo do que ocorre no âmbito da literatura, muito embora tenha plena ciência da especificidade das respectivas matérias. ”

ANEXO – III TEORIA FREUDIANA

ANEXO – III TEORIA FREUDIANA

Freud e a Psicanálise Sigmund Freud (6 de maio de 1856, em Freiberg, na

Freud e a Psicanálise Sigmund Freud (6 de maio de 1856, em Freiberg, na Morávia - hoje Pribor, na República Tcheca). Quando Sigmund Freud estava com quatro anos, para Viena, cidade em que Sigmund Freud permaneceu por quase 80 anos. Seu pai, 20 anos mais velho que a mãe, era severo e autoritário.

Freud e a Psicanálise Sentia ao mesmo tempo medo e amor pelo pai. A

Freud e a Psicanálise Sentia ao mesmo tempo medo e amor pelo pai. A mãe era protetora e carinhosa; com ela, o jovem Sigmund Freud tinha uma ligação de paixão Esse medo do pai e a atração pela mãe foi que ele mais tarde chamou de complexo de Édipo Grande parte de sua teoria possuía base autobiográfica, resultante das experiências e recordações da própria infância.

Freud e a Psicanálise • A Teoria de Freud, desperta interesse do público em

Freud e a Psicanálise • A Teoria de Freud, desperta interesse do público em geral. Aqui você encontrará um resumo das principais teorias de Freud que marcaram a história da Psicanálise.

O subconsciente • É um grau intermediário entre aquilo que percebemos racionalmente e aquilo

O subconsciente • É um grau intermediário entre aquilo que percebemos racionalmente e aquilo a que não temos acesso racional (inconsciente). • É uma consciência mais passiva ou consciência vivida e não-reflexiva, mas que pode tornar-se plenamente consciente, geralmente a partir de sonhos, atos falhos ou elaboração psicanalítica.

O inconsciente jamais será consciente diretamente, podendo ser captado apenas indiretamente e por meio

O inconsciente jamais será consciente diretamente, podendo ser captado apenas indiretamente e por meio de técnicas especiais de interpretação desenvolvidas pela psicanálise.

Atos falhos ou sintomáticos São para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente:

Atos falhos ou sintomáticos São para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente: e sua manifestação é comum nas pessoas sadias. Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável). Popularmente ditos "traição da memória", ou mesmo convicções enganosas e erros que podem ter consequências graves.

Motivação Para explicar o comportamento, Freud desenvolve a teoria da motivação sexual (sobrevivência da

Motivação Para explicar o comportamento, Freud desenvolve a teoria da motivação sexual (sobrevivência da espécie) e do instinto de conservação (sobrevivência individual). Mas todas as suas colocações giram em torno do sexo. A força que orienta o comportamento estaria no inconsciente e seria o instinto sexual.

Fases do desenvolvimento sexual Freud contribuiu com uma teoria das fases do desenvolvimento do

Fases do desenvolvimento sexual Freud contribuiu com uma teoria das fases do desenvolvimento do indivíduo, dizendo que passamos por sucessivas fases, caracterizadas como: oral, anal e genital. • Podemos sofrer regressão de um dos dois últimos a um ou outro dos dois anteriores, e também podemos sofrer fixação em qualquer das fases precoces. Tais fases se desenvolverão entre os primeiros meses de vida e os 5 ou 6 anos de idade e estão ligadas ao desenvolvimento do Id. •

Fases do desenvolvimento sexual (1) Na fase oral, ou fase da libido oral, ou

Fases do desenvolvimento sexual (1) Na fase oral, ou fase da libido oral, ou hedonismo bucal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos. O seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer; (2) Na fase anal, ou fase da libido ou hedonismo anal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nas excreções e fezes. Brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer; (3)Na fase genital ou fase fálica, ou fase da libido ou hedonismo genital, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mãe é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai.

Tipos de personalidade Aqueles que se detêm em seu desenvolvimento emocional, e por algum

Tipos de personalidade Aqueles que se detêm em seu desenvolvimento emocional, e por algum motivo se fixam em qualquer uma das fases transitórias (Freud. 1908), constituem tipos e subtipos de personalidade nomeados segundo a fase correspondente de fixação. O tipo que se detém na fase oral é o Oral receptivo - pessoa dependente - espera que tudo lhe seja dado sem qualquer reciprocidade. Ou ainda pode ser do tipo Oral sadístico, o que se decide a empregar a força e a astúcia para conseguir o que deseja. Explorador e agressivo, não espera que alguém lhe dê voluntariamente qualquer coisa. O Anal sadístico é impulsivamente avaro, e sua segurança reside no isolamento. São pessoas ordenadas e metódicas, parcimoniosas e obstinadas. O tipo Genital é a pessoa plenamente desenvolvida e equilibrada.

Complexo de Édipo Depois de ver nos seus clientes o funcionamento perfeito da estrutura

Complexo de Édipo Depois de ver nos seus clientes o funcionamento perfeito da estrutura tripartite da alma(Id/ Ego/Superego) conforme a teoria de Platão, Freud volta à cultura grega em busca de mais elementos fundamentais para a construção de sua própria teoria.

Complexo de Édipo • No centro do "Id", determinando toda a vida psíquica, constatou

Complexo de Édipo • No centro do "Id", determinando toda a vida psíquica, constatou o que chamou Complexo de Édipo, isto é, o desejo incestuoso pela mãe, e uma rivalidade com o pai. Segundo ele, é esse o desejo fundamental que organiza a totalidade da vida psíquica e determina o sentido de nossas vidas. Freud introduziu o conceito no seu Interpretação dos Sonos (1899). O termo deriva do herói grego Édipo que, sem saber, matou seu pai e se casou com sua mãe. Freud atribui o complexo de Édipo às crianças de idade entre 3 e 6 anos.

Estrutura Tripartite da Mente • Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina

Estrutura Tripartite da Mente • Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, ao Superego e ao Ego da sua teoria que atribui funções físicas para as partes ou órgãos da mente (1923 - "O Ego e o Id").

Estrutura Tripartite da Mente • O Id, regido pelo "princípio do prazer", tinha a

Estrutura Tripartite da Mente • O Id, regido pelo "princípio do prazer", tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida.

Estrutura Tripartite da Mente Também inconsciente, o Superego faz a censura dos impulsos que

Estrutura Tripartite da Mente Também inconsciente, o Superego faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. Manifesta-se á consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação, pela produção da imagem do "Eu ideal", isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. O Superego ou censura desenvolve-se em um período que Freud designa como período de latência, situado entre os 6 ou 7 anos e o início da puberdade ou adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social (1923 "O Ego e o Id").

Estrutura Tripartite da Mente O Ego ou o Eu é a consciência, pequena parte

Estrutura Tripartite da Mente O Ego ou o Eu é a consciência, pequena parte da vida psíquica, subtraída aos desejos do Id e à repressão do Superego. Lida com a estimulação que vem tanto da própria mente como do mundo exterior. Racionaliza em favor do Id, mas é governado pelo "princípio de realidade", ou seja, a necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao Id sem transgredir as exigências do Superego. É a alma racional, no esquema platônico. É a parte perceptiva e a inteligência que devem, no adulto normal, conduzir todo o comportamento e satisfazer simultaneamente as exigências do Id e do Superego através de compromissos entre essas duas partes, sem que a pessoa se volte excessivamente para os prazeres ou que, ao contrário, imponha limitações exageradas à sua espontaneidade e gozo da vida.

Estrutura Tripartite da Mente • O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id,

Estrutura Tripartite da Mente • O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id, a severidade repressiva do Superego e os perigos do mundo exterior. Se submete-se ao Id, torna-se imoral e destrutivo; se submete-se ao Superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; e se não se submeter á realidade do mundo, será destruído por ele. Por esse motivo, a forma fundamental da existência para o Ego é a angústia existencial.

Complexo de Édipo Freud disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se

Complexo de Édipo Freud disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se identificava com o parente do mesmo sexo e reprimia seus instintos sexuais. Se o relacionamento prévio com os pais fosse relativamente amável e não traumático, e se a atitude parental não fosse excessivamente proibitiva nem excessivamente estimulante, o estágio seria ultrapassado harmoniosamente. Em presença do trauma, no entanto, ocorre uma neurose infantil que é um importante precursor de reações similares na vida adulta

Complexo de Édipo O Superego, o fator moral que domina a mente consciente do

Complexo de Édipo O Superego, o fator moral que domina a mente consciente do adulto, também tem sua parte no processo de gerar o complexo de Édipo. Freud considerou a reação contra o complexo de Édito a mais importante conquista social da mente humana. Psicanalistas posteriores consideram a descrição de Freud imprecisa, apesar de conter algumas verdades parciais.

Complexo de Electra O complexo de Electra define-se como sendo uma atitude emocional que,

Complexo de Electra O complexo de Electra define-se como sendo uma atitude emocional que, segundo as doutrinas psicanalíticas, todas as meninas têm para com a sua mãe. Trata-se de uma atitude que implica uma identificação tão completa com a mãe que a filha deseja, inconscientemente, eliminá-la e absorver seu papel dela na vida do pai. Freud referia-se a ele como Complexo de Édipo Feminino, tendo Jung dado o nome "Complexo de Electra", baseando -se no mito de Electra, filha de Agamenon. Freud rejeitava o uso de tal termo por este enfatizar a analogia da atitude entre os dois sexos.

Complexo de Electra O complexo de Electra é, muitas vezes, incluído no complexo de

Complexo de Electra O complexo de Electra é, muitas vezes, incluído no complexo de Édipo, já que os princípios que se aplicam a ambos são muito semelhantes.

Narcisismo Conta o mito que o jovem Narciso, belíssimo, nunca tinha visto sua própria

Narcisismo Conta o mito que o jovem Narciso, belíssimo, nunca tinha visto sua própria imagem. Um dia, passeando por um bosque, encontrou um lago. Aproximou-se e viu nas águas um jovem de extraordinária beleza e pelo qual apaixonou-se perdidamente. Desejava que o jovem saísse das águas e viesse ao seu encontro, mas como ele parecia recusar-se a sair do lago, Narciso mergulhou nas águas, foi às profundezas à procura do outro que fugia, morrendo afogado. Narciso morrera de amor por si mesmo, ou melhor, de amor por sua própria imagem ou pela autoimagem. O narcisismo é o encantamento e a paixão que sentimos por nossa própria imagem ou por nós mesmos, porque não conseguimos diferenciar um do outro. Como crítica à humanidade em geral - que se pode vislumbrar em Freud - narcisismo é a bela imagem que os homens possuem de si mesmos, como seres ilusoriamente racionais e com a qual estiveram encantados durante séculos.

Sublimação e Perversão Diante do desejo insatisfeito (ou da necessidade insatisfeita) duas podem ser

Sublimação e Perversão Diante do desejo insatisfeito (ou da necessidade insatisfeita) duas podem ser as ações resultantes: a sublimação ou a perversão.

Sublimação Uma pulsão é dita sublimada quando deriva ou caminha para um alvo não

Sublimação Uma pulsão é dita sublimada quando deriva ou caminha para um alvo não sexual. A energia vital seria canalizada para objetos/objetivos socialmente valorizados. A pulsão vital buscou um objeto/objetivo que não pôde ser satisfeito, ocorre , portanto, uma dessexualização desse objeto/ objetivo. Ou seja, o prazer procurado e alcançado não é mais sexual, ele almejaria um bem maior, geralmente, social. Sobre a sublimação, Freud menciona, em alguns textos, a seguinte ideia: há uma espécie de excesso libidinal (energia sexual), algo como uma reserva, que não é usado para fins diretamente sexuais e deve ser, então, de alguma maneira reaproveitado.

Perversão Assim como a loucura, a perversão é a impossibilidade do Ego para realizar

Perversão Assim como a loucura, a perversão é a impossibilidade do Ego para realizar sua dupla função (conciliação entre Id e Superego - o desejado e o possível- e entre eles e a realidade), se a sublimação (aceitação da discrepância entre o desejado e o possuído e canalização da energia para outro fim) não for alcançada, em seu lugar, surgirá uma perversão ou loucura social. O nazismo é um exemplo de loucura social, em vez de sublimação. A propaganda, que induz no leitor ou espectador desejos sexuais pela multiplicação das imagens de prazer, é um exemplo de perversão. Ambas refletem uma incapacidade para a sublimação.

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente (Significados conscientes e subconscientes) A vida psíquica

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente (Significados conscientes e subconscientes) A vida psíquica dá sentido e coloração afetivo-sexual a todos os objetos e a todas as pessoas que nos rodeiam e entre os quais vivemos. As coisas e os outros são investidos por nosso inconsciente com cargas afetivas de libido. Assim, sem que saibamos por que, desejamos e amamos certas coisas e pessoas e odiamos e tememos outras.

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente (Significados conscientes e subconscientes) É por esse

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente (Significados conscientes e subconscientes) É por esse motivo que certas coisas, certos sons, certas cores, certos animais, certas situações nos enchem de pavor, enquanto outras nos trazem bem-estar, sem que racionalizemos o motivo. A origem das simpatias e antipatias, amores e ódios, medos e prazeres desde a nossa mais tenra infância, em geral nos primeiros meses e anos de nossa vida, quando se formaram as relações afetivas fundamentais e o complexo de Édipo.

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente (Significados conscientes e subconscientes) A dimensão imaginária

Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente (Significados conscientes e subconscientes) A dimensão imaginária de nossa vida psíquica - substituições, sonhos, lapsos, atos falhos, prazer e desprazer, medo ou bem-estar com objetos e pessoas - indica que os recursos inconscientes surgem na consciência em dois níveis: o nível do conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho; a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; o pé torcido ou objeto partido, no ato falho) e o nível do conteúdo latente, que é o conteúdo inconsciente verdadeiro e oculto (os desejos sexuais). Nossa vida normal se passa no plano de conteúdos manifestos e, portanto, no imaginário. Somente uma análise psíquica e psicológica desses conteúdos, por meio de técnicas especiais (trazidas pela psicanálise), nos permite decifrar o conteúdo latente que se dissimula sob o conteúdo manifesto.