O Segundo Reinado 1840 1889 Mdulo 8 Prof














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O Segundo Reinado (1840 - 1889) Módulo 8. Prof. Pavani - História
Enem Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro. O contexto do Período Regencial foi marcado a. por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia. b. por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central. c. pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida. d. pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.
O Golpe da Maioridade (1840) As guerras civis do Período Regencial uniram liberais e conservadores em torno do “clube da maioridade”. A solução encontrada por ambos foi o decreto da maioridade de D. Pedro II, na época, com quase 15 anos. Essa ideia havia sido discutida pelos aristocratas rurais que se mostravam assustados com a experiência de descentralização, provocadora de tantas revoltas sociais, e por isso entendiam que o
O Golpe da Maioridade (1840) Como dizia Bernardo Pereira de Vasconcelos, “É preciso parar o carro da revolução". Com o chamado Golpe da Maioridade, iniciou-se, então, o Segundo Reinado no Brasil. Segundo o deputado em 1838: “Fui liberal; então, a liberdade era nova no país, estava nas aspirações de todos, mas não nas leis, o poder era tudo: fui liberal. Hoje, porém, é diverso o aspecto da sociedade: os princípios democráticos tudo ganharam e muito comprometeram; a sociedade, que então corria risco pelo poder, corre agora risco pela desorganização e pela anarquia. Como então quis, quero hoje servi-la quero salvá-
As barbas do Imperador De acordo com a historiadora Lilia M. Schwarcz: “Nesse contexto, as imagens pictóricas cumprem, portanto, um papel fundamental: produzem, no imaginário, por meio das imagens expostas nas repartições, casas da corte e jornais, um monarca que era invisível no cotidiano da população. D. Pedro II restava isolado no Paço e só existia por meio das pinturas, que mostravam um rei seguro, jovem e forte. Um símbolo mais calcado no imaginário da realeza do que na realidade do pacato e solitário adolescente”.
Unicamp A partir das 2019 - fontes visuais reproduzidas e de seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. a) A única monarquia americana precisou afirmar a figura do governante e sua memória política, recorrendo à imagética da autoridade real francesa do Antigo Regime. Este mecanismo foi enaltecido pela imprensa do liberalismo constitucional. b) Debret usou o quadro de Rigaud como referência visual e preparou retratos em seu estúdio no Rio de Janeiro. Isto era importante, pois a autoridade monárquica joanina assentouse na liturgia política e no pouco uso da violência. c) O retrato de D. João não foi pintado para ser exposto, embora existisse no Rio de Janeiro da época um circuito expositivo de salões de belas artes, pinacotecas, museus, onde pudesse ser visto. Tais espaços foram renomeados na República. d) O projeto de europeização da corte do Rio de Janeiro e a necessidade de afirmar a autoridade de D. João VI levaram a uma política de fomento à imagética do poder baseada, aqui, na da monarquia francesa.
O sistema político do Segundo Reinado O Segundo Reinado, como vimos, surge de um acordo das elites políticas do país, que tentavam evitar novas revoltas locais, concentrando o poder central. Por isso, apesar das disputas entre o partido conservador e liberal, com o tempo, as diferenças entre esses grupos deixaram de ser tão evidentes. “Nada se parece mais com um conservador do que um liberal no poder”, dizia um ditado político. “Bazar eleitoral”, charge de ngelo Agostini, publicada em “O Cabrião”, 1867.
O sistema político do Segundo Reinado O esforço de liberais e conservadores nos primeiros anos do Segundo Reinado, ficaram marcados em medidas adotadas para anular a descentralização política adotada durante a Regência. - Em 1841, restaurou-se o Conselho de Estado, que havia sido suprimido pelo Ato Adicional; - Fez-se a reforma do Código Criminal, transferindo do município para o governo central as atribuições policiais e judiciais. Desaparecia a autonomia das autoridades locais ou municipais. - A reforma eleitoral de 1846 elevou o censo para o dobro do valor até então exigido, alegando que a inflação havia desvalorizado a moeda, criando mais dificuldades de acesso ao voto.
As eleições no Brasil Imperial “Bazar eleitoral”, charge de ngelo Agostini, publicada em “O Cabrião”, 1867. As armas à venda na charge, mostram o clima de violência das eleições da época do segundo reinado, confirmada pela frase “não se fia”, isto é, o processo eleitoral não é confiável. Havia roubos de urnas, falsificação de votos e espancamentos de eleitores como ocorreu no célebre episódio das “eleições do “Bazar eleitoral”, charge de ngelo Agostini, publicada em “O Cabrião”, 1867.
O sistema político do Segundo Reinado A Constituição de 1824 continuava a vigorar e, nesse sentido, o uso e os limites do Poder Moderador tornaram-se um dos temas centrais do Segundo Reinado. O modelo que se consolidaria ao longo das décadas seguintes ficou conhecido como “parlamentarismo às “O rei se diverte”, charge de Faria, publicada no jornal “O Mequetrefe”, 9/1/1878.
Parlamentarismo às avessas Em 1847, o imperador instituiu um modelo parlamentarista no Brasil, bem diferente do modelo clássico, em que o papel do monarca é reduzido ou nulo. No Brasil, o imperador, por meio do Poder Moderador, indicava o presidente de Conselho de Ministros, cargo equivalente ao de primeiroministro. O presidente do Conselho de Ministros organizava o Gabinete de Ministros, que, então, convocava eleições para a Câmara de Deputados. Para que isso acontecesse, o partido majoritário na Câmara de Deputados deveria ser o mesmo ao qual pertenciam os membros do
Parlamentarismo às avessas Dessa forma, era o Legislativo que ficava subordinado ao Executivo, numa clara demonstração de fortalecimento deste em detrimento daquele. Em caso de discordância das medidas políticas, podia o imperador dissolver a Câmara, o Gabinete de Ministros e demitir o presidente do Conselho de Ministros, ou seja, no Brasil o “rei reina e governa”. A lógica do parlamentarismo no Brasil foi inversa à lógica do modelo clássico, por isso o parlamentarismo brasileiro é considerado como um “parlamentarismo às avessas”. A implantação desse modelo político não alterou as regras eleitorais, pois foi mantido o voto de caráter censitário. As eleições continuavam num
O caricaturista desenhou Pedro II como o eixo de um carrossel no qual giram os cavalinhos. Na barra do vestido da dama no cavalinho, lê-se “Partido Liberal”. Em oposição, o homem da charge representa o Partido Conservador. Quem gira o carrossel é uma idosa em cujo vestido está escrito “diplomacia”. Tal como um carrossel, os partidos políticos giravam, isto é, revezavam-se no poder ao redor de D. Pedro II, o eixo central, e de acordo com o ritmo da diplomacia imperial, uma velha conhecida, maliciosa e espertalhona. A diplomacia se limitava a uma troca de favores O poder moderador e os partidos “O rei se diverte”, charge de Faria, publicada no jornal “O Mequetrefe”, 9/1/1878.














