O PROCESSO OBSESSIVO O OBSESSOR E O OBSIDIADO
O PROCESSO OBSESSIVO O OBSESSOR E O OBSIDIADO OBSESSÃO E LOUCURA
De Kardec aos nossos dias, quantas edificantes realizações e preciosos estudos em torno dos médiuns, da mediunidade, das obsessões e das desobsessões têm sido apresentados! Este capítulo dos problemas psíquicos — ‘a obsessão’ — tem merecido dos cristãos novos o mais acendrado interesse. Apesar disso, avassaladoramente vem-se mantendo em caráter epidêmico, qual morbo virulento que se alastra por toda a Terra, hoje mais do que em qualquer época. . . ‘Sinal dos tempos’, a que se referem os Escritos Evangélicos, prenuncia essa dor generalizada, a Era do Espírito Imortal. Milhões de criaturas, no entanto, dormem o sono da indiferença, entregues aos anestésicos do prazer e ao ópio da ilusão. Por todos os lugares se manifestam os Espíritos advertindo, esclarecendo, despertando. . . NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO - Exórdio Manoel Philomeno de Miranda por Divaldo P. Franco 2
ATRIBUTOS DA DIVINDADE É ETERNO. Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior. É IMUTÁVEL; se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo não teriam nenhuma estabilidade. É IMATERIAL, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria; de outro modo não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria. É ÚNICO; se houvesse vários deuses, não haveria unidade de desígnios, nem unidade de poder na ordenação do universo. É TODO-PODEROSO, porque é único. Se não tivesse o soberano poder, haveria alguma coisa mais ou tão poderosa quanto Ele; É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM. A sabedoria providencial das Leis Divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e essa sabedoria não permite duvidar de sua justiça nem de sua bondade. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec - Livro I capítulo I Portanto, para aquele que crê em Deus, não há injustiças nem abandonos. Todos os nossos transtornos são resultados das experiências infelizes, devido ao estágio evolutivo em que nos encontramos, e que nos servem de aprendizado. SOMOS OS HERDEIROS DE NÓS MESMOS. 3
CONSTRUIMOS O NOSSO PRÓPRIO DESTINO 4
O OBSESSOR § Aquele que causa a obsessão; que importuna. § Não é um ser diferente, que só vive de crueldades, nem um condenado sem remissão pela Justiça Divina. § Não é um ser estranho a nós. Pelo contrário. É alguém que privou de nossa convivência, de nossa intimidade, por vezes com estreitos laços afetivos. É alguém, talvez, a quem amamos outrora. (. . . ) § O obsessor é o irmão, a quem os sofrimentos e desenganos desequilibraram, certamente com a nossa participação. § O obsessor é, em última análise, um irmão enfermo e infeliz. Dominado pela ideia fixa (monoideísmo) de vingar-se, esquece-se de tudo o mais e passa a viver em função daquele que é o alvo de seus planos. OBSESSÃO, DESOBSESSÃO - Suely Caldas Schubert - cap. 13 Os maus Espíritos são aqueles que ainda não foram tocados pelo arrependimento; que se satisfazem no mal e disso não sentem nenhum arrependimento, são insensíveis às censuras, recusam a prece e muitas vezes blasfemam contra o nome de Deus. Essas são almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportam, e perseguem com seu ódio àqueles a quem detestaram durante a sua vida, pela obsessão ou por uma influência maléfica qualquer. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - Allan Kardec - cap. 28 item 75 5
O OBSIDIADO § Importunado, atormentado, perseguido. Individuo que se crê atormentado. § O obsidiado é o algoz de ontem e que agora se apresenta como vítima. Ou então é o comparsa de crimes, que o cúmplice das sombras não quer perder, tudo fazendo por cerceá-lo em sua trajetória. As provações que o afligem representam oportunidade de reajuste, alertando-o para a necessidade de se moralizar, porquanto, sentindo-se açulado pelo verdugo espiritual, mais depressa se conscientizará da grandiosa tarefa a ser realizada: transformar o ódio em amor, a vingança em perdão, e humilhar-se, para também ser perdoado. OBSESSÃO, DESOBSESSÃO - Suely Caldas Schubert - cap. 11 § O obsidiado, vinculado vigorosamente à retaguarda - assaltado, quase sempre, pelos fantasmas do remorso inconsciente ou do medo cristalizado, a se manifestarem como complexos de inferioridade e culpa - conduz o fardo das dívidas para necessário reajustamento, através do abençoado roteiro carnal. NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO, Examinando a Obsessão Manoel P. de Miranda por Divaldo P. Franco 6
O PROCESSO OBSESSIVO § A interferência se dá por processo análogo ao que acontece no rádio, quando uma emissora clandestina passa a utilizar determinada frequência operada por outra, prejudicando-lhe a transmissão. Essa interferência estará tanto mais assegurada quanto mais forte, potente e constante ela se apresentar, até abafar quase por completo os sons emitidos pela emissora burlada. OBSESSÃO, DESOBSESSÃO - Suely Caldas Schubert - cap. 9 Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as vontades dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade (. . . ). Se é perverso e malfazejo, aperta-o como numa teia, paralisa-lhe até a vontade e mesmo o juízo, que ele abafa com o seu fluido, como se abafa o fogo sob uma camada d’água. Fá-lo pensar, falar, agir em seu lugar, impele-o, a seu mau grado, a atos extravagantes ou ridículos; magnetiza-o, em suma, lança-o num estado de catalepsia moral e o indivíduo se torna um instrumento da sua vontade. OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec 1ª. Parte item 56 7
O PROCESSO OBSESSIVO “(. . . ) não ignoramos que a obsessão se torna possível, graças à ação do agente no campo perispiritual do paciente. A consciência de culpa do hospedeiro desarticula o campo vibratório que o defende do exterior e, nessa área deficiente, por sintonia fixa-se a indução perturbadora do hóspede. A essa consciência de culpa chamaremos matriz, que facultará o acoplamento do plugue mental do adversário. Não raro, a força de atração da matriz é tão intensa - por necessidade de reparação moral do endividado - que atrai o seu opositor espiritual, iniciando-se o processo alienador. (. . . ) Quando a culpa é de menor intensidade, o cobrador sitia a usina mental do futuro hospedeiro, que termina por aceitar a inspiração perniciosa, tendo início o intercâmbio telepático, que romperá o campo de defesa, facultando a instalação da parasitose. Esta, graças à sua intensidade, através do perispírito se alojará na mente, gerando alucinações, pavores, insatisfação, manias, exacerbação do ânimo ou depressão, ou se refletirá no órgão que tenha deficiência funcional, pelo assimilar das energias destrutivas que lhe são direcionadas e absorvidas. ” Dr. José Carneiro de Campos TRILHAS DA LIBERTAÇÃO, Ampliando os conhecimentos Manoel P. Miranda por Divaldo P. Franco 8
TRANSTORNOS EMOCIONAIS E O ESPIRITISMO 10
PSIQUIATRIA E ESPIRITISMO “No encadeamento das vidas sucessivas, o Espírito herda das experiências pretéritas as conquistas e os prejuízos morais que ressurgem consciente ou inconscientemente nos recônditos de si mesmo. Disso resulta que as aquisições negativas, que foram fatores do insucesso, reaparecem em condicionamentos psíquicos deprimentes, em complexas manifestações de narcisismo, de evasão da realidade, de catarse, de esquizofrenia, nas suas apresentações variadas, ou repontam em expressões de instintos agressivos, inibições, repressões, conflitos, em que o próprio Espírito sofre as perturbações que lhe são atinentes, transmitindo dos centros sensíveis do psicossoma à matéria as distonias e as alienações de variada espécie, que traz do pretérito espiritual. ” “Outras vezes, os traumas decorrem de fundas marcas do passado próximo, removíveis com relativa facilidade, dentro, todavia, dos quadros de débitos e créditos a que se encontra o Espírito vinculado. ” (Vianna de Carvalho) ASPECTOS PSIQUIÁTRICOS E ESPIRITUAIS NOS TRANSTORNOS EMOCIONAIS Divaldo Franco - organizador: Washington Luiz N. Fernandes 11
A PERSONALIDADE HUMANA VISÃO PSICOLÓGICA “Personalidade é a organização dinâmica dos traços no interior do EU, formados a partir dos genes particulares que herdamos, das existências singulares que experimentamos e das percepções individuais que temos do mundo, capazes de tornar cada indivíduo único em sua maneira de ser, de sentir e de desempenhar o seu papel social. ” GENÉTICA + FAMÍLIA + SOCIEDADE = formação da personalidade humana VISÃO ESPÍRITA “O Ser é a soma de muitas reencarnações, nas quais esteve na condição de personalidades transitórias, cujos conteúdos foramlhe incorporados, formando-lhe a individualidade. ” AMOR, IMBATÍVEL AMOR - Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco 12
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE ANTÍDOTO “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. ” Mateus 6: 31 -34 13
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Ansiedade é um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis. Os principais Transtornos de Ansiedade são: - SÍNDROME DO P NICO - FOBIA ESPECÍFICA - FOBIA SOCIAL - ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO - TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO - DISTÚRBIO DE ANSIEDADE GENERALIZADA http: //www. psicoterapia. psc. br ALGUNS SINTOMAS: - dor no peito ou desconforto - tontura ou desmaio - sensação de engasgar - suor, calafrios ou ondas de calor - sensação de falta de ar - palpitações - sequidão da boca - medo de perder o autocontrole e de morrer - náuseas ou mal-estar estomacal - sentir-se fora da realidade - dormência ou formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto 14
NEUROSE Neurose é uma doença emocional, afetiva e da personalidade. Não é sinônimo de loucura, assim como também, não compromete a inteligência, nem o contato com a realidade. (http: //www. psiqweb. med. br) Os expressivos e alarmantes índices da neurose na Terra funcionam como um veemente apelo ao nosso discernimento, ao exame das causas e suas consequências, com maior vigor do que até o momento tem merecido de cada um de nós. Sociólogos conjeturam; psicólogos interrogam; teólogos meditam; psiquiatras, psicanalistas tentam penetrar-lhe as causas e, não obstante a metodologia de que se servem para a segura diagnose e o eficaz tratamento, a onda neurótica, vencendo incautos e desavisados, cada vez mais se apresenta referta, avassalante e dominadora. (Carneiro de Campos) ASPECTOS PSIQUIÁTRICOS E ESPIRITUAIS NOS TRANSTORNOS EMOCIONAIS Divaldo Franco - organizador: Washington Luiz N. Fernandes NEUROSE = ansiedade, fobias, T. O. C. , depressão (distimia). 15
O NEURÓTICO O neurótico é, antes, um Espírito em inadiável processo purificador, reencarnado para compensar ou recambiado à reencarnação por necessidade premente de esquecer delitos e logo repará-los. A sua psicosfera impõe, nos implementos orgânicos, distonias e desarmonias que se refletirão mais tarde em forma de alienação, como decorrência do seu estado interior, como Espírito desajustado. O neurótico é alguém rebelado contra si mesmo, insatisfeito no inconsciente e contra os outros, revoltado. (Carneiro de Campos) ASPECTOS PSIQUIÁTRICOS E ESPIRITUAIS NOS TRANSTORNOS EMOCIONAIS Divaldo Franco - organizador: Washington Luiz N. Fernandes O neurótico tem plena consciência do seu problema e, muitas vezes, sente -se impotente para modificá-lo. Seus sentimentos também são normais; eles amam, sentem alegria, tristeza, raiva, etc. , como qualquer pessoa. (http: //www. psiqweb. med. br) O neurótico é uma pessoa com depressão ou ansiedade, falta de emoções, pouca autoconfiança, e/ou instabilidade emocional. 16
A DEPRESSÃO NA CIÊNCIA CID 10 - CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS F 32 Episódios depressivos Nos episódios típicos de cada um dos três graus de depressão: leve, moderado ou grave, o paciente apresenta: § § § um rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade, alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, de apetite, de peso, da libido, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante, mesmo após um esforço mínimo, § observam-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite. § existe quase sempre uma diminuição da autoestima e da autoconfiança e frequentemente ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. § pode se acompanhar de sintomas ditos “somáticos”, por exemplo perda de interesse ou prazer, despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar, agravamento matinal da depressão, lentidão psicomotora importante, agitação. (http: //www. psiqweb. med. br) A Classificação Internacional de Doenças é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa padronizar a codificação de doenças e outros problemas relacionados à saúde. 17
A MELANCOLIA E A DEPRESSÃO - Transtorno do Humor - MELANCOLIA = “Desde a Grécia antiga, a encontramos a partir de Hipócrates. Galeno, médico grego do século II dizia ser um distúrbio procedente daquilo que considerava os fatores que desencadeavam determinados transtornos do indivíduo como a bílis negra, a bílis amarela, o sangue (as sangrias). ” “A palavra DEPRESSÃO surge no final do século XVII, início do século XVIII na literatura inglesa. A tristeza, como um fato de introspecção, nem sempre é melancólica. A melancolia tem raízes mais profundas e quando torna -se demorada passa a ser patológica. Todos nós temos momentos de tristeza, de melancolia, que podem durar alguns dias. ” “A tristeza seria a 1ª. Fase do desencanto; a melancolia é uma tristeza profunda e a depressão é a denominação moderna do Transtorno da melancolia. ” PROGRAMA TRANSIÇÃO 08 Divaldo P. Franco 18
A DEPRESSÃO E A HEREDITARIEDADE Um estudo apresentado durante o recente Encontro Anual da Associação Americana de Psiquiatria reforçou uma certeza já corroborada por outros levantamentos feitos nas últimas décadas: a de que existe, sim, um componente genético na ocorrência da depressão. O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, em conjunto com a área de neurociências de uma indústria farmacêutica fabricante de antidepressivos, e avaliou, ao longo de 23 anos, um grupo de 424 pais deprimidos e 143 filhos destes, comparando-o com igual número de pais sem depressão (grupo controle) e seus 197 filhos. Os resultados mostraram que os filhos adultos de pais que iniciaram tratamento para depressão apresentam maior probabilidade de manifestar sintomas depressivos, se comparados aos filhos adultos dos pais do grupo controle, especialmente se o pai teve um histórico grave da doença. Eles também demonstraram ter mais dores e limitação para atividades comuns, devido a problemas físicos ou emocionais. Mais de 70% dos adultos com pais depressivos relataram que alguém na família sofre de depressão - enquanto apenas 45% informou o mesmo no grupo controle. Por Stella Galvão - revista Viva Saúde 030 -set/06 - http: //revistavivasaude. uol. com. br 19
A DEPRESSÃO E O ESPIRITISMO - Estima-se que entre 15 à 25% da população mundial sofre de algum dos transtornos emocionais, tais como a depressão crônica, o distúrbio afetivo bipolar ou o transtorno obsessivo compulsivo, bem como a síndrome do pânico. O que o Espiritismo nos diz à respeito? “Do ponto de vista espírita, todos esses fenômenos são do Espírito. Doente é o Espírito. Segundo a Organização Mundial da Saúde, não há doenças, mas doentes. Quando o indivíduo tem débitos perante a Consciência Cósmica, quando ele é um enfermo espiritualmente, passa a ter condições de captar essas ondas de perturbação, de desajustes, esses conflitos que vêm como arquétipos ancestrais das suas aflições. Dessa maneira, a melancolia e a depressão, os distúrbios do pânico e outros muito graves, estão ínsitos no Espírito devedor. ” PROGRAMA TRANSIÇÃO 08 com Divaldo P. Franco 20
A DEPRESSÃO E O ESPIRITISMO “Hoje, o medo, a ansiedade, a solidão passaram a serem também responsáveis por graves transtornos, como fruto de uma vida estressante, onde o tempo passa a ser exíguo. ” “O Espiritismo vem nos apresentar uma outra causa para esses fenômenos perturbadores que é a Lei de Causa e Efeito, a reencarnação. Nessa lei, mesmo nos transtornos clássicos academicamente considerados, o Espiritismo coloca mais uma síndrome, que é a da obsessão, a interferência de Espíritos perversos em nossas vidas. ” PROGRAMA TRANSIÇÃO 08 com Divaldo P. Franco 21
A DEPRESSÃO NO BRASIL E NO MUNDO Entre 18 países, o Brasil é o que tem maior incidência de depressão, diz um estudo da Organização Mundial de Saúde. Os países foram divididos em dois grupos: § alta renda: Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos § baixa e média renda: Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia. (Revista Exame-28. 07. 2011) No Brasil, foram registrados quase 10 mil casos de depressão – 9. 852 – em 2011 (dados Datasus). Calcula-se que mais pessoas tenha morrido assim, pois nem todos os suicídios são notificados. Estudos mostram que 90% dos casos estão relacionados a “estados depressivos”. (www. 50 emais. com. br) Outubro de 2012 - “DEPRESSÃO: Uma Crise Global”, foi o tema escolhido em 2012 para a celebração da Jornada Mundial de Saúde Mental e para assinalar o 20°- Ano da comemoração do Dia Mundial da Saúde Mental. O Representante da OMS, Dr. Barrysson Andriamahefazafy referiu-se à amplitude desta crise que afeta atualmente mais de 350 milhões de pessoas no mundo. Uma em cada vinte pessoas sofrem de depressão; esta doença constituía a terceira causa de morbilidade em 2004, devendo evoluir para a primeira causa daqui a 2030. 22
SÍNDROME DO P NICO “É a Consciência de culpa, alguém que se refugia, um Espírito endividado que se refugia no corpo para fugir de determinados problemas, praticados em vida anterior. ” PROGRAMA TRANSIÇÃO 08 com Divaldo P. Franco O ESTRESSE É UM DOS FATORES DESENCADEADORES DO P NICO É um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem ataques repetidos de medo de que algo ruim aconteça de forma inesperada. Em geral, ocorre sem que haja nenhum histórico familiar. No entanto, pesquisas indicam que, se um gêmeo idêntico tem a síndrome do pânico, o outro também desenvolverá o problema em 40% das vezes. É duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Os ataques de pânico se parecem com ataques cardíacos. Devem ser considerados os distúrbios relacionados ao abuso de drogas, pois os sintomas podem ser iguais aos de ataque de pânico. Inicia-se de repente e, na maioria das vezes, atinge seu ápice dentro de 10 até 20 minutos. http: //www. minhavida. com. br 23
SÍNDROME DO P NICO Há, entretanto, síndromes de distúrbio de pânico (. . . ) que têm um componente paranormal, como decorrência de ações espirituais em processos lamentáveis de obsessão. Agindo psiquicamente sobre a mente da vítima, o ser espiritual estabelece um intercâmbio parasitário, transmitindo-lhe telepaticamente clichês de aterradoras imagens que vão se fixando, até se tornarem cenas vivas, ameaçadoras, encontrando ressonância no inconsciente profundo, onde estão armazenadas as experiências reencarnatórias, que desencadeadas emergem, produzindo confusão mental até o momento em que o pânico irrompe incontrolável, generalizado. AUTODESCOBRIMENTO: Uma busca interior - Joanna de ngelis por Divaldo Franco 24
FOBIAS = Medos irracionais “Dos quadros fóbicos podemos encontrar Espíritos que conduzem, no íntimo, pavores que sobreviveram ao fenômeno biológico da reencarnação, cicatrizes do mundo espiritual inferior por onde transitaram. ” VIDA - DESAFIOS E SOLUÇÕES - Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco 25
FOBIAS = Medos irracionais As fobias estão associadas espiritualmente a condutas incorretas anteriormente vivenciadas, quando se permitiram os indivíduos abusos e crueldades, ou sofreram sepultamento em vida, considerados mortos e estando apenas em estado cataléptico, despertando depois e vindo a falecer em situação deplorável, desenvolvendo a claustrofobia, ou foram vítimas de crueldades em praças e ambientes abertos, diante da massa alucinada, desencadeando agorafobia e fobia social, etc. TRIUNFO PESSOAL - Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco Claustrofobia Agorafobia 26
A LOUCURA UM BREVE HISTÓRICO Na Renascença, os loucos eram banidos muros das cidades europeias. Eram condenados a andar de cidade em cidade ou colocados em navios chegando, ocasionalmente a algum porto. Na Idade Média, eles são confinados em grandes asilos e hospitais destinados a toda sorte de indesejáveis – inválidos, portadores de doenças venéreas, mendigos e libertinos. Nessas instituições, os mais violentos eram acorrentados e outros tinham a permissão para sair e mendigar. 27
A LOUCURA UM BREVE HISTÓRICO No século XVIII, Philippe Pinel (1745 -1826), considerado o pai da psiquiatria, propõe uma nova forma de tratamento aos loucos, libertando-os das correntes e transferindo-os aos manicômios, destinados somente aos doentes mentais. Para Pinel, a função disciplinadora do médico e do manicômio deve ser exercida com firmeza, porém com gentileza. Isso denota o caráter essencialmente moral com o qual a loucura passa a ser revestida. Porém, no século XIX, o tratamento ao doente mental incluía medidas físicas como banhos frios, chicoteadas, máquinas giratórias, trepanação e sangrias. 28
Philippe Pinel liberta os “loucos” das correntes. . . 29
A LOUCURA UM BREVE HISTÓRICO A partir da segunda metade do século XX, Franco Basaglia (1924 -1980), psiquiatra italiano, inicia uma radical crítica sobre as instituições psiquiátricas e os seus tratamentos. Esse movimento inicia-se na Itália, mas tem repercussões em todo o mundo. Nasce, então, um movimento marcado pela ideia de defesa dos direitos humanos e de resgate da cidadania dos que carregam transtornos mentais. Franco Basaglia e a luta contra os maus-tratos aos enfermos 30
A LOUCURA NO BRASIL No Brasil, tal movimento inicia-se no final da década de 70 com a mobilização dos profissionais da saúde mental e dos familiares de pacientes com transtornos mentais. A partir de 1990, é proposto ao Brasil a reestruturação da assistência psiquiátrica, e, em 2001, é aprovada a Lei Federal 10. 216 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Dessa lei origina-se a Política de Saúde Mental que, basicamente, visa garantir o cuidado ao paciente com transtorno mental em serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos, superando assim a lógica das internações de longa permanência que tratam o paciente isolando-o do convívio com a família e com a sociedade como um todo. Antes, destituídos da própria identidade, privados de seus direitos mais básicos de liberdade e sem a chance de possuir qualquer objeto pessoal (os poucos que possuíam tinham que ser carregados junto ao próprio corpo), esses sobreviventes agora vivem nós como transeuntes no cenário urbano, vizinhos, trabalhadores e também turistas, estudantes e artistas compondo novas histórias no mundo. http: //www. ccms. saude. gov. br 31
A LOUCURA O homem não pode ser examinado parcialmente, como um conjunto de ossos, nervos e sangue, tampouco na acepção tradicional dualista, de alma e corpo, mas, sob o aspecto pleno e total de Espírito, perispírito e matéria. É o perispírito o órgão intermediário pelo qual experimenta a influência dos demais Espíritos que pululam em sua volta, aguardando o momento próprio para o intercâmbio em que se comprazem. Quando esses Espíritos são maus encontram guarida que as dívidas morais agasalham na futura vítima, aí nascem as obsessões, a princípio sutis, quase despercebidas, para, logo depois, se agigantarem, assumindo a gravidade das subjugações lamentáveis e, às vezes, irreversíveis. . . Mesmo nos casos em que reconhecemos a presença da loucura nos seus moldes clássicos, deparamo-nos sempre com um Espírito, em si mesmo doente, que plasmou um organismo próprio para redimir-se, corrigindo antigas viciações e crimes que, ocultos ou conhecidos, lhe pesam na economia moral, exigindo liberação. (Manoel Philomeno de Miranda) ASPECTOS PSIQUIÁTRICOS E ESPIRITUAIS NOS TRANSTORNOS EMOCIONAIS Divaldo Franco - organizador: Washington Luiz N. Fernandes 32
A LOUCURA (. . . ) A verdade é que há casos bem verificados de perturbação mental sem lesão orgânica do cérebro, o que diz bem positivamente que a loucura não depende essencialmente do estado mórbido do cérebro. (. . . ) Não é, pois, duvidoso, para quem sabe refletir, que o cérebro não é mais do que um instrumento material, a serviço da alma, para pô-la em relação com o mundo material. E, tanto é assim, que temos um mundo de pensamentos sem objetivo fora de nós, isto é, no mundo material, de que o cérebro pode receber as impressões. Assim, portanto, as faculdades são da alma e o meio material de pô-las em relação com o mundo material é que pertence ao cérebro e suas dependências. Quem exerce as funções da vida de relação, quem pensa, raciocina, guarda a memória dos sucessos, sente, delibera, vê, ouve, sente o cheiro, o gosto, e tem as impressões de tato, é a alma. A LOUCURA SOB NOVO PRISMA - Bezerra de Menezes - capítulo III 33
A LOUCURA 371 - A opinião de que os deficientes mentais teriam uma alma inferior tem fundamento? – Não. Eles têm uma alma humana, muitas vezes mais inteligente do que pensais, que sofre da insuficiência dos meios que tem para se manifestar, assim como o mudo sofre por não poder falar. 372 - Qual o objetivo da Providência ao criar seres infelizes como os loucos e os deficientes mentais? – São Espíritos em punição que habitam corpos deficientes. Esses Espíritos sofrem com o constrangimento que experimentam e com a dificuldade que têm de se manifestarem por meio de órgãos não desenvolvidos ou desarranjados. 372 a - É exato dizer que os órgãos não têm influência sobre as faculdades? – Nunca dissemos que os órgãos não têm influência. Têm uma influência muito grande sobre a manifestação das faculdades; porém, não as produzem; eis a diferença. Um bom músico com um instrumento ruim não fará boa música, mas isso não o impedirá de ser um bom músico. O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec - Livro II - capítulo VII 34
A LOUCURA 375 - Qual é a situação do Espírito na loucura? – O Espírito, no estado de liberdade, recebe diretamente suas impressões e exerce diretamente sua ação sobre a matéria. Porém, encarnado, se encontra em condições bem diferentes e na obrigatoriedade de só fazer isso com a ajuda de órgãos especiais. Se uma parte ou o conjunto desses órgãos for alterado, sua ação ou suas impressões, no que diz respeito a esses órgãos, são interrompidas. Se ele perde os olhos, torna-se cego; se perde o ouvido, torna-se surdo, etc. Imagina agora que o órgão que dirige os efeitos da inteligência e da vontade, o cérebro, seja parcial ou inteiramente danificado ou modificado e ficará fácil compreender que o Espírito, podendo dispor apenas de órgãos incompletos ou deturpados, deverá sentir uma perturbação da qual, por si mesmo e em seu íntimo, tem perfeita consciência, mas não é senhor para deterlhe o curso, não tem como alterar essa condição. 375 a - (. . . ) Pode acontecer que, depois de um período longo, quando a loucura durou muito tempo, a repetição dos mesmos atos acabe por ter sobre o Espírito uma influência da qual somente se livra quando estiver completamente desligado de todas as impressões materiais. O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec - Livro II - capítulo VII 35
A LOUCURA (. . . ) deve-se incluir na psicogênese (*) do transtorno esquizofrênico, a consciência de culpa das ações vivenciadas em existências anteriores, quando a delinquência assinalou o desenvolvimento do Self (*), hedonista (*) e explorador, que somente utilizou dos amigos e conhecidos para os explorar, traindo-lhes a confiança ou covardemente destruindo-lhes o corpo em horrorosos crimes que não foram justiçados, porque passaram desconhecidos ou as circunstâncias legais não os alcançaram. Não havendo sido liberados pela reparação mediante os cometimentos impostos pela Lei vigilante, insculpiram nas delicadas tecelagens vibratórias do corpo perispiritual a responsabilidade infeliz, que ora ressurge como cobrança, necessidade de reparação, impositivo de reequilíbrio, de recomposição social, familial, humana. (Joanna de ngelis – Esquizofrenia) ASPECTOS PSIQUIÁTRICOS E ESPIRITUAIS NOS TRANSTORNOS EMOCIONAIS Divaldo Franco - organizador: Washington Luiz N. Fernandes (*) PSICOGÊNESE: origem e desenvolvimento dos processos mentais ou psicológicos da mente ou da personalidade. SELF: aquilo que define a pessoa na sua individualidade e subjetividade, isto é, a sua essência. HEDONISTA: indivíduo que prioriza o prazer como objetivo de vida. 36
MAL DE ALZHEIMER A doença de Alzheimer é a mais frequente forma de demência entre idosos. É caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. (http: //www. alzheimermed. com. br) É uma enfermidade degenerativa do cérebro, cujas células, os neurônios, se deterioram de forma lenta e progressiva, provocando uma atrofia do cérebro. (http: //reinaldocantanhede. blogspot. com. br) Estudos desenvolvidos pela Associação Médico-Espírita do Brasil, em que destacamos a atuação da Dra. Alessandra Granero, médica geriatra, e do Dr. Décio Iandoli Júnior, renomado professor e autor de obras espíritas, têm levantado algumas hipóteses de causas espirituais, baseados em estudos sistemáticos de obras espíritas, como as obras de André Luiz. Estes estudiosos têm citado a rigidez de caráter (inflexibilidade), a culpa, os processos obsessivos graves, a depressão e os sentimentos doentios, tais como ódio e mágoa (sobretudo quando mantidos a médio e longo prazo), como causas espirituais para a ocorrência do mal de Alzheimer. (http: //www. oconsolador. com. br) 37
A INF NCIA Os pais e familiares, igualmente, não sucessos fortuitos, obedecendo ao acaso, mas Espíritos com os quais se identifica o reencarnante, e em cujo programa de provações se encontram todos em cursos por ocorrências transatas. Pais afetuosos, irmãos gentis, ou genitores perversos, indiferentes, agressivos, assim como família desajustada, que estabelecem os mecanismos próprios para o processo de crescimento moral e intelectual da criatura humana, provém do pretérito. (Joanna de ngelis) ASPECTOS PSIQUIÁTRICOS E ESPIRITUAIS NOS TRANSTORNOS EMOCIONAIS Divaldo Franco - organizador: Washington Luiz N. Fernandes Os transtornos de personalidade são resultantes de estruturação anômala da personalidade desde a infância. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem como causas os transtornos da afetividade também na infância como a insegurança, uma mãe castradora, uma supermãe, um pai negligente, que geram no indivíduo aquele tormento da repetição. Poderá ter também, uma origem anterior, porque todos os nossos padecimentos atuais têm uma causa anterior, ou seja, de uma existência precedente. PROGRAMA TRANSIÇÃO 08 - Divaldo P. Franco 38
A INF NCIA As músicas “infantis” com conteúdos perturbadores: BOI, BOI DA CARA PRETA PEGA ESTA CRIANÇA QUE TEM MEDO DE CARETA. . . ATIREI O PAU NO GATO, MAS O GATO NÃO MORREU DONA CHICA ADMIROU-SE, DO BERRO QUE O GATO DEU! SE EU FOSSE UM PEIXINHO E SOUBESSE NADAR EU TIRAVA O “FULANO” LÁ DO FUNDO DO MAR. . . A CANOA VIROU POIS DEIXARAM ELA VIRAR FOI POR CAUSA DO “FULANO” QUE NÃO SOUBE REMAR. . . O CRAVO BRIGOU COM A ROSA, DEBAIXO DE UMA SACADA, O CRAVO SAIU FERIDO E A ROSA DESPEDAÇADA. . . 39
O ATENDENTE FRATERNO NA CASA ESPÍRITA É muito importante para o Atendimento Fraterno que o atendente conheça algumas noções básicas (ainda que bem simples) acerca dos problemas de personalidade, a fim de evitar-se o equívoco, diante de certos casos, considerados como processos obsessivos quando, na realidade, expressam conflitos, desajustes, traumas, transtornos psíquicos, enfim, que têm como origem o próprio indivíduo, que é um Espírito enfermo, digamos assim. (Suely Caldas Schubert) ATENDIMENTO FRATERNO - Projeto Manoel Philomeno de Miranda 40
“A função do Espiritismo não é a de curar corpos. É a de erradicar os males que se encontram enraizados na alma e que se manifestam através dos problemas orgânicos. O Espiritismo não veio substituir a ciência. Veio completá -la. Se em algum lugar médiuns ou instituições recomendar o abandono da terapia médica, abandone esse lugar que deu essa proposta. ” PROGRAMA TRANSIÇÃO 08 com Divaldo P. Franco 41
PESQUISA • • • • Evangelho Segundo Mateus O Livro dos Espíritos, Allan Kardec Obras Póstumas, Allan Kardec O Céu e o Inferno, Allan Kardec O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec Amor, Imbatível Amor, Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco Autodescobrimento, Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco Vida, Desafios e Soluções, Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco Nos Bastidores da Obsessão, Manoel Philomeno de Miranda por Divaldo P. Franco Trilhas da Libertação, Manoel Philomeno de Miranda por Divaldo P. Franco Triunfo Pessoal, Joanna de ngelis por Divaldo P. Franco Aspectos Psiquiátricos e Espirituais nos Transtornos Emocionais, Divaldo Franco Atendimento Fraterno - Projeto Manoel Philomeno de Miranda A Loucura Sob Novo Prisma, Bezerra de Menezes (Max) Obsessão, Desobsessão, Suely Caldas Schubert elaboração: Júlio César Evadro
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