Nutrio e sistema digestrio Profa Jessyca Nutrio Animais



































































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Nutrição e sistema digestório Profa. Jessyca
Nutrição Animais obtêm compostos orgânicos ingerindo outros seres vivos ou parte deles. Com exceção dos poríferos, que não possuem sistema digestório, a digestão dos alimentos ocorre, pelo menos em parte, em uma cavidade digestória. Cnidários e platelmintos possuem sistema digestivo incompleto, com apenas uma abertura (boca). Neles, a digestão extracelular, que ocorre na cavidade digestória, é completada pela digestão intracelular.
Nematódeos, anelídeos, artrópodes, moluscos, equinodermos e cordados têm sistema digestório completo (boca e ânus). Neles, a digestão é predominante extracelular.
Protozoários realizam digestão intracelular, como a que acontece em poríferos, que não possuem sistema digestório. Cnidários e platelmintos têm sistema digestório incompleto. Cordados, assim como nematódeos, anelídeos, artrópodes, moluscos e equinodermos, têm sistema digestório completo.
As macromoléculas dos alimentos são fragmentadas em moléculas menores, processo chamado digestão, que são absorvidas e transportadas pelo sangue aos tecidos, onde serão usadas nas etapas do metabolismo.
Necessidades nutricionais Os alimentos habitualmente consumidos por um animal constituem sua dieta, e as substâncias ingeridas e usadas no metabolismo são os nutrientes. As dietas animais diversificadas. podem ser restritas ou
Quanto à função, os nutrientes são classificados em: • Energéticos. Usados fundamentalmente como fonte de energia para as atividades celulares, são os carboidratos e os lipídios. Arroz, macarrão, margarina e óleos vegetais são alguns exemplos de alimentos ricos em nutrientes energéticos.
• Plásticos ou construtores. Utilizados essencialmente como constituintes estruturais, são as proteínas. Carne e ovos são exemplos de alimentos ricos em proteínas.
• Reguladores. São imprescindíveis à regulação do metabolismo. São as vitaminas e os minerais, presentes em alimentos como frutas, verduras, fígado bovino e gema de ovo.
Pode-se estimar a quantidade adequada de cada tipo de nutriente pela observação da pirâmide alimentar.
Nutrientes requeridos em grandes quantidades, como carboidratos, proteínas e lipídios, são macronutrientes. Requeridos em pequenas quantidades, como minerais e vitaminas, são micronutrientes. Outro importante nutriente é a água.
Vitaminas Necessárias em doses pequenas, são essenciais a muitos processos metabólicos. As vitaminas do complexo B e a vitamina C são hidrossolúveis (solúveis em água); são excretadas pela urina e geralmente atuam como coenzimas. As vitaminas A, D, E e K são lipossolúveis (solúveis em gordura). Os distúrbios causados pelo excesso de vitaminas são mais frequentes no caso das lipossolúveis, cuja excreção é lenta; assim, elas se depositam nos tecidos e têm efeito cumulativo.
A deficiência de vitamina C provoca o escorbuto, conhecido como a “doença dos marujos” porque, durantes as longas viagens marítimas, eles se alimentavam basicamente de carne-seca, grãos e farinha. A vitamina C é termolábil, inativando-se com o cozimento dos alimentos; também não resiste muito tempo em contato com o ar, oxidando-se.
Um precursor da vitamina D é ativado na pele pela radiação ultravioleta. Em crianças, a deficiência da vitamina D leva ao raquitismo, que pode aparecer quando elas não se expõem suficientemente à radiação solar.
Minerais São geralmente encontrados nos alimentos como íons, na forma de sais minerais.
Processamento dos alimentos Em quase todos os animais, os alimentos sofrem tratamento mecânico e químico antes de serem assimilados. Tratamento mecânico Blocos de alimentos, quebrados em pedaçõs menores, expõem uma superfície maior e auxiliam a ação das enzimas digestivas, por aumentar sua área de atuação. A digestão e a absorção processam-se enquanto os alimentos percorrem o tubo digestório, impelidos pelas contrações dos músculos de sua parede.
Tratamento químico As grandes moléculas dos alimentos são quebradas em moléculas menores por hidrólise, catalisada pelas enzimas digestivas. A reação abaixo representa genericamente as reações de hidrólise: As enzimas que catalisam esse tipo e reação são chamadas hidrolases.
Sistema digestório humano Na maior parte do tubo digestório, existem quatro camadas: a mucosa, a submucosa, a camada muscular e o peritônio. A camada muscular realiza contrações ondulatórias, os movimentos peristálticos, que impelem (estimulam) os alimentos ao longo do tubo digestório.
Sistema digestório humano
A mucosa do tubo digestório secreta substâncias (enzimas digestivas, por exemplo) e absorve nutrientes. Além das secreções produzidas pela mucosa existem glândulas anexas (glândulas salivares, fígado e pâncreas), que lançam produtos na luz (ou interior) desse tubo. Na boca , os alimentos são fragmentados com a ajuda dos dentes. A saliva, produzida por glândulas salivares, tem p. H de aproximadamente 6, 8.
Além de auxiliar, com seus movimentos, a fragmentação dos alimentos e a mistura com a saliva, a língua é útil na deglutição, forçando contra o palato (ou céu da boca) o bolo alimentar, que se desloca para a faringe, ao mesmo tempo que a epiglote fecha a abertura da laringe, impedindo a penetração dos alimentos nas vias aéreas. Os alimentos deglutidos passam pelo esôfago, um tubo de 25 cm de comprimento, chegando ao estômago.
O estômago tem volume de 1 L a 2 L e a forma de um J na mucosa gástrica, existem células produtoras de enzimas, células secretoras de acido clorídrico e células produtoras de muco.
O suco gástrico tem p. H ácido e potente ação bactericida. O estômago tem duas estruturas que funcionam como válvulas: a cárdia, que evita o retorno dos alimentos do estômago para o esôfago, e o piloro, que impede o refluxo do conteúdo do intestino para o estômago.
O intestino delgado é um tubo de 3 cm a 4 cm de diâmetro e 7 m a 8 m de comprimento. Seus primeiros 25 cm representam o duodeno; o restante inclui o jejuno e o íleo.
No intestino delgado, os alimentos entram em contato com a bile, produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar. O sangue que recolhe substâncias no intestino é drenado para o fígado pela veia porta, que se ramifica em capilares especiais chamados sinusoides hepáticos.
O fígado, que pesa cerca de 1. 400 g, armazena substâncias, como glicose (convertida em glicogênio), ferro e vitaminas; sintetiza proteínas (albumina, fatores de coagulação); inativa produtos tóxicos (por exemplo, álcool e medicamentos); metaboliza e elimina resíduos gerados no próprio corpo (como a ureia, o ácido úrico e o ácido láctico).
O pâncreas também lança o suco pancreático no interior do intestino delgado, além de produzir hormônios, como a insulina e o glucagon.
O intestino grosso é um tubo com formato de U invertido, com 6 cm de diâmetro e 1, 5 m de comprimento. Sua primeira porção é uma região sacular chamada ceco, onde se abre o apêndice vermiforme. O intestino grosso é colonizado por uma rica flora bacteriana, produtora de vitaminas (como a vitamina K e algumas do complexo B) e que dificulta o crescimento de bactérias patogênicas. As porções finais do tubo digestório são o reto e o canal, que se abre no ânus.
Etapas da digestão No tubo digestório, os alimentos entram em contato sucessivamente com cinco diferentes secreções digestivas: - Saliva; Suco gástrico; Bile; Suco pancreático; Suco entérico.
Saliva A saliva facilita a deglutição dos alimentos e sua propagação pelo tubo digestório. A ptialina (ou amilase salivar) inicia a hidrólise do amido em maltose, um dissacarídio. Apenas pequena parte do amido é digerida na boca. No estômago, o p. H ácido do suco gástrico inativa a ptialina.
Suco gástrico O suco gástrico, secretado por glândulas da mucosa do estômago, contém enzimas e ácido clorídrico, que mantém o p. H do interior desse órgão entre 1 e 2. O ácido clorídrico dissolve o cimento intercelular dos tecidos alimentos, auxiliando a fragmentação mecânica iniciada pela mastigação, e também destrói a maioria das bactérias ingeridas.
A pepsina é uma enzima proteolítica (ou protease), pois hidrolisa proteínas. Como nem todas as ligações peptídicas são quebradas por ela, o resultado da ação dessa enzima são peptídios. A pepsina é secretada na forma de pepsinogênio, que, por ser inativo, não digere as células que o produzem. O ácido clorídrico converte o pepsinogênio em pepsina, que passa a catalisar também a conversão de pepsinogênio em pepsina.
A mucosa gástrica é coberta por uma camada de muco, que a protege da agressão pelo suco gástrico, bastante corrosivo. Ocasionalmente, ocorre inflamação difusa da mucosa (gastrite) ou mesmo aparecimento de lesões dolorosas que podem sangrar (úlceras gástricas). *** Hoje, reconhece-se a participação de uma bactéria, espécie Heliobacter pylori, no desenvolvimento de úlceras gástricas e duodenais. Por isso, o uso de antibióticos é recomendado em determinados casos.
Depois de três a quatro horas no estômago, os alimentos transforma-se em uma massa cremosa (o quimo), que passa para o intestino delgado.
Bile No duodeno, o quimo entra em contato com a bile, secreção produzida pelo fígado e cujo p. H oscila entre 8 e 8, 5. Possui bicarbonato de sódio e sais biliares, cuja ação detergente reduz as gotas de lipídios (óleos e gorduras) a gotículas (emulsificação), aumentando a superfície exposta à ação das enzimas digestivas. Das secreções que participam da digestão, a bile é a única que não contém enzimas.
Suco pancreático No duodeno, o quimo recebe também o suco pancreático, que contém enzimas digestivas e grande quantidade de bicarbonato de sódio; por isso, o p. H do suco pancreático é básico, variando entre 8, 5 e 9. As enzimas do suco pancreático hidrolisam carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucleicos. A amilase pancreática fragmenta o amido em maltose.
A lipase pancreática hidrolisa os triacilgliceróis, originando glicerol e ácidos graxos. A ribonuclease e a desoxirribonuclease atuam sobre o RNA e o DNA, respectivamente, separando seus nucleotídeos. O suco pancreático contém ainda o tripsinogênio e o quimiotripsinogênio, formas inativas em que são secretadas as enzimas proteolíticas tripsina e quimiotripsina. Na forma inativa, elas não digerem as células que as secretam.
Na luz do duodeno, a enteroquinase, enzima secretada por células intestinais, converte o tripsinogênio em tripsina, que passa a catalisar a conversão de mais tripsinogênio e quimiotripsinogenio em enzimas ativas. A tripsina e a quimotripsina rompem ligações específicas ao longo de peptídios, convertendo-os em peptídeos menores.
Suco entérico Células da mucosa do intestino delgado secretam o suco entérico, rico em enzimas, uma das quais é a enteroquinase. Outras são as dissacaridases, que dissacarídios e originam monossacarídios: - a sacarase hidrolisa a sacarose; - a lactase fragmenta a lactose; - a maltase digere a maltose. hidrolisam
No suco entérico, existem as peptidases, enzimas que completam a hidrólise das proteínas, fragmentando os peptídios até aminoácidos. Finalmente, as enzimas que hidrolisam os nucleotídios separam seus componentes: bases nitrogenadas, pentoses e fosfato
Absorção e distribuição de nutrientes A digestão produz moléculas pequenas e solúveis (glicose, aminoácidos, glicerol, ácidos graxos etc), que são absorvidas. Algumas substâncias, como a água e o etanol, são absorvidas por transporte passivo; outras, como os aminoácidos e a glicose, são absorvidas por transporte ativo.
O intestino delgado absorve 90% da água que passa por ele; os 10% restantes são absorvidos no intestino grosso. Os íons minerais e as vitaminas não submetidos à hidrólise, sendo absorvidos no intestino delgado. Carboidratos e proteínas são hidrolisados, respectivamente, em monossacarídios e aminoácidos, absorvidos também no intestino delgado. Ácidos nucleicos sofrem hidrólise, sendo absorvidos os produtos de sua digestão: o fosfato, as pentoses e as bases nitrogenadas.
A superfície interna do intestino delgado apresenta dobras, que a tornam seiscentas vezes maior do que se fosse um tubo liso, aumentando a eficiência da absorção de nutrientes.
Água, íons minerais, vitaminas, monossacarídios e aminoácidos são recolhidos por capilares sanguíneos das vilosidades intestinais. O sangue drenado por esses vasos segue pela veia porta para o fígado, onde muitos nutrientes (como glicose, aminoácidos, ferro e vitaminas) são armazenados.
Os produtos da digestão de lipídios são absorvidos principalmente como glicerol e ácidos graxos. Em células da mucosa intestinal, essas substâncias são reagrupadas em triacilgliceróis e “ envelopadas” em vesículas golgienses, formando-se os quilomícrons, transferidos para os vasos linfáticos das vilosidades intestinais. As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas. Passam inertes por todo o tubo digestório e constituem parte da massa fecal.
*** Como retêm água, as fibras tornam as fezes macias e fáceis de eliminar. Pessoas cuja alimentação é pobre em verduras, frutas ou cereais integrais têm fezes ressecadas, que dificultam a defecação e predispõem a hemorroidas, divertículos, fissuras anais e câncer do intestino grosso.
Controle da atividade digestiva A produção de saliva pode ser estimulada pela presença dos alimentos na boca ou mesmo na ausência deles. Basta vê-los, sentir seu cheiro ou apenas pensar neles. Enquanto os alimentos ainda estão na boca, o sistema nervoso, por meio do nervo vago, envia estímulos ao estômago, que se antecipa à chegada dos alimentos, iniciando a liberação de suco gástrico.
Quando os alimentos chegam ao estômago, ele começa a secretar gastrina. Esse hormônio é lançado na circulação e atua sobre as glândulas da própria mucosa gástrica, estimulando a produção do suco gástrico. Aproximadamente 30% da produção de suco gástrico é mediada pelo sistema nervoso, já os 70% restantes dependem do estímulo da gastrina.
Com a passagem dos alimentos para o duodeno, células da mucosa duodenal liberam o hormônio secretina, cuja quantidade é maior quando o p. H do conteúdo gástrico é muito ácido. A secretina chega ao pâncreas pelo sangue, estimulando a produção de suco pancreáticos, rico em bicarbonato de sódio, que neutraliza a acidez do quimo, no intestino.
Células da mucosa duodenal produzem colecistocinina, estimuladas principalmente pela presença de ácidos graxos e aminoácidos no quimo. Atingindo o pâncreas pelo sangue, a colecistocinina provoca a secreção de enzimas digestivas. A colecistocinina também provoca contração da vesícula biliar e o lançamento de bile no duodeno.
Em resposta ao quimo rico em lipídios, o duodeno secreta enterogastrona, que inibe os movimentos de esvaziamento do estomago e a produção de suco gástrico, permanecendo os alimentos gordurosos mais tempo no estômago.
Ação dos hormônios sobre a atividade digestiva.
Digestão em outros vertebrados No esôfago das aves, uma região dilatada chamada inglúvio (ou papo) serve de reservatório temporário de alimentos, mas não produz secreções digestivas. O estômago das aves divide-se em um proventrículo (estômago químico), onde os alimentos são misturados com enzimas digestivas , e uma moela (estômago mecânico), que tritura os alimentos enquanto eles sofrem a ação das enzimas digestivas produzidas no proventrículo.
Algumas aves, como os pinguins, saem dos ninhos, alimentam-se e, ao retornarem, regurgitam o alimento na boca dos filhotes.
Vertebrados não produzem celulase, a enzima digestora da celulose. Entretanto, vários mamíferos são capazes de aproveitar os produtos da digestão da celulose graças à presença, no tubo digestório, de microorganismos produtores da enzima.
Em geral, quando comparado com o de carnívoros de porte semelhante, os herbívoros têm tubo digestório mais longo, em que se encontram câmaras de fermentação microbiológica.
Os cavalos têm um longo apêndice vermiforme, colonizado por bactérias produtoras de celulase. Como a digestão da celulose ocorre em uma região terminal do tubo digestório, seu aproveitamento é baixo. Os coelhos têm apêndice vermiforme longo, também colonizado por bactérias produtoras de celulase. Eles comem as próprias fezes e aproveitam nutrientes sintetizados pelas bactérias.
As mais eficientes formas de digestão mutualística da celulose são observadas nos herbívoros ruminantes, cujo estômago, dividido em quatro compartimentos, é habitado por bactérias e protozoários ciliados, fermentadores de celulose. Bois, carneiro, camelos e girafas são exemplos de ruminantes.
Os ruminantes mastigam alimentos sólidos apenas parcialmente. No rúmen (ou pança) e no retículo (ou barrete), os alimentos deglutidos sofrem a ação dos protozoários e das bactérias. Do retículo, os alimentos retornam à boca, sofrendo uma mastigação mais lenta e cuidadosa; redeglutidos, retornam para outra temporada de ação dos microorganismos.
Quando os alimentos adquirem consistência semilíquida, são impulsionados para o omaso (ou folhoso), passando a seguir para o obomaso (ou coagulador), onde sofrerão a ação de enzimas digestivas, principalmente de proteases. Dos compartimentos do estômago, o obomaso é o único que secreta enzimas digestivas. Depois, os alimentos seguem para o intestino delgado, onde em linhas gerais, a digestão tem as mesmas etapas que nos demais mamíferos.
Estômago da vaca
Exercícios