MOVIMENTO MSCULO BIOMEC NICA Diversidade de movimentos dos

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MOVIMENTO, MÚSCULO, BIOMEC NICA – Diversidade de movimentos dos animais (locomoção, água pelas brânquias,

MOVIMENTO, MÚSCULO, BIOMEC NICA – Diversidade de movimentos dos animais (locomoção, água pelas brânquias, alimento pelo TD e sangue pelo SV). – Número limitado de mecanismos (amebóide, ciliar e muscular). – Usos variáveis

OBJETIVO DO CAPÍTULO • músculo e seu uso na locomoção animal

OBJETIVO DO CAPÍTULO • músculo e seu uso na locomoção animal

Rigor mortis

Rigor mortis

 • A carne nunca deve ser assada logo depois de o animal ser

• A carne nunca deve ser assada logo depois de o animal ser carneado (morto). • Especialistas dizem que a carne precisa descansar (maturar) por, pelo menos, 24 horas, tempo em que as fibras amolecem ou que cessa o rigor mortis. • Uma noite ou 12 horas já é suficiente para o preparo de um bom churrasco.

Sumário • Mecanismos de locomoção (amebóide, ciliar, flagelar e muscular) • Músculo e movimento

Sumário • Mecanismos de locomoção (amebóide, ciliar, flagelar e muscular) • Músculo e movimento [estrutura, contração, como é usado (tônicos e fásicos), músculo cardíaco, músculo liso, catch dos bivalves, pinça dos crustáceos, vôo dos insetos] • Biomecânica (aspectos mecânico-energéticos da corrida, do salto, do vôo e da natação) lentos rápidos

TAMANHO CORPORAL E MÉTODO DE PROPULSÃO animais >100µm necessitam de músculos para se movimentarem

TAMANHO CORPORAL E MÉTODO DE PROPULSÃO animais >100µm necessitam de músculos para se movimentarem Animais < 100µm usam cílios ou flagelos para nadar. Por que? 1) Geometria: animais pequenos possuem alta A/V, o movimento de cílios contra a camada circundante de água usa a da água para obter o impulso necessário. 2) Leis da dinâmica dos fluidos - os animais pequenos nadam com baixa velocidade, os movimentos são completamente dominados por forças viscosas; os animais grandes usam grandes superfícies (nadadeiras) e músculos para fornecer potência.

FUNÇÃO MUSCULAR NA LOCOMOÇÃO E EM OUTROS MOVIMENTOS – Movimento dos organismos – leis

FUNÇÃO MUSCULAR NA LOCOMOÇÃO E EM OUTROS MOVIMENTOS – Movimento dos organismos – leis da física – Movimentos ativos – trabalho mecânico ATP ex. : motores moleculares: dineína (cílios/flagelos) e miosina (contração muscular) – eficiência dos movimentos biológicos W mecânico produzido = 25% E química consumida

DINEÍNA

DINEÍNA

MIOSINA

MIOSINA

MEC NICA DOS MOVIMENTOS • Mecânica dos movimentos: as forças de um organismo podem

MEC NICA DOS MOVIMENTOS • Mecânica dos movimentos: as forças de um organismo podem ser externas (peso do organismo- força gravitacional-, dreno aerodinâmico, força de reação do chão ou do fluido) e internas (forças geradas pela contração dos músculos e resistências viscosas e elásticas à deformação dos materiais biológicos que compõem o organismo. • A integração dessas forças na mecânica complexa do animal em movimento requer tecidos geradores de força e transmissores de E.

TRANSMISSÃO DE FORÇA • O músculo deve transmitir a F gerada pelos motores moleculares

TRANSMISSÃO DE FORÇA • O músculo deve transmitir a F gerada pelos motores moleculares através de toda a estrutura do músculo. • Os tendões transmitem a F para os ossos. • Os ossos transmitem a F para outros tecidos • O tecido em contato com o substrato transmite a Força para o substrato.

MATERIAIS DE TRANSMISSÃO DE FORÇA

MATERIAIS DE TRANSMISSÃO DE FORÇA

ESTRUTURA HIERÁRQUICA

ESTRUTURA HIERÁRQUICA

ESTRUTURA HIERÁRQUICA • Mistura de componentes heterogênios • São compostos de subunidades que formam

ESTRUTURA HIERÁRQUICA • Mistura de componentes heterogênios • São compostos de subunidades que formam estruturas maiores que então se combinam e formam estruturas ainda maiores. • Ex. : 3 fascículos, fibrilas, subfibrilas, microfibrilas e hélice tripla. • Materiais hierárquicos quando alongados apresentam comportamento diferente dos materiais homogêneos cuja mudança no comprimento durante o alongamento é proporcional à F aplicada (Fig. 10. 6 – aço vs tendão). Aço força tendão Extensão

ESTRUTURA MUSCULAR O mecanismo bioquímico da contração muscular é o mesmo em todos os

ESTRUTURA MUSCULAR O mecanismo bioquímico da contração muscular é o mesmo em todos os músculos. Actina e miosina fazem parte da maquinaria e ATP é a fonte imediata de E para a contração. O arranjo detalhado varia bastante, por isso os músculos recebem uma classificação.

Início da contração muscular

Início da contração muscular

Unidade Motora

Unidade Motora

MODELO DE CONTRAÇÃO MUSCULAR Filamentos azuis = miosina Filamentos vermelhos = actina http: //3

MODELO DE CONTRAÇÃO MUSCULAR Filamentos azuis = miosina Filamentos vermelhos = actina http: //3 dotstudio. com/contract. gif

CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS • Estriados (esquelético e cardíaco): presença de estrias regulares (linhas. Z

CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS • Estriados (esquelético e cardíaco): presença de estrias regulares (linhas. Z ou bandas Z) sob m. o. O músculo cardíaco é um tipo peculiar de estriado com características especiais, sendo a funcional mais importante aquela de uma contração inicial se espalhar por todo o músculo. • Lisos (paredes de órgãos internos ocos, paredes de arteríolas, paredes do estômago e intestinos, etc) – • ausência de estrias regulares • contrações mais lentas • não nos apercebemos do estado de contração

MÚSCULO ESTRIADO • fibras grandes, com células multinucleadas (fusão de células). • sarcolema =

MÚSCULO ESTRIADO • fibras grandes, com células multinucleadas (fusão de células). • sarcolema = membrana que cobre a fibra. • túbulos transversos = prolongamentos do sarcolema formando túbulos que penetram a fibra muscular (importante para contração simultânea de todos os filamentos). • retículo sarcoplásmico = rede IC que circunda as ++ fibrilas musculares, como uma manga (fonte de Ca durante a estimulação da fibra muscular) • fibrilas = compõem as fibras. • sarcômero = região entre as linhas Z, cujo comprimento é bem uniforme nos músculos dos vertebrados. Nos invertebrados é mais variável. • filamentos finos (actina) = se estendem em ambas as direções a partir das linhas Z • filamentos espessos (miosina) = se intercalam entre os filamentos finos].

MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO • suas propriedades funcionais diferem do estriado esquelético em dois aspectos

MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO • suas propriedades funcionais diferem do estriado esquelético em dois aspectos (propriedades essenciais para a contração rítmica do coração): • qdo uma contração se inicia em uma área do músculo rapidamente se espalha por toda a massa muscular; • uma contração é imediatamente seguida por um período de relaxamento durante o qual o músculo não pode ser estimulado para se contrair.

Por que o músculo cardíaco não entra em fadiga?

Por que o músculo cardíaco não entra em fadiga?

MÚSCULO LISO Sua contração depende das mesmas proteínas e do ATP, mas não é

MÚSCULO LISO Sua contração depende das mesmas proteínas e do ATP, mas não é tão estudado quanto o estriado por uma série de razões: • sempre intercalado com TC. • não forma feixes paralelos nítidos que possam ser prontamente isolados e estudados; • as fibras são muito pequenas (fração de 1 mm de comprimento).

COMO O MÚSCULO FUNCIONA • Os eventos moleculares da contração muscular são melhor conhecidos

COMO O MÚSCULO FUNCIONA • Os eventos moleculares da contração muscular são melhor conhecidos do que a maioria dos outros processos nos animais: miosina, actina, tropomiosina, troponina, íons cálcio, ATP. • Actina e miosina são as proteínas geradoras e transmissoras de força. • Tropomiosina e troponina regulam a interação da A com a M. • Ver Tabela 10. 1 - Seqüência de eventos na estimulação e contração do músculo.

DESLIZAMENTO DOS FILAMENTOS DE ACTINA E MIOSINA www. sci. sdsu. edu/movies/actin. gif

DESLIZAMENTO DOS FILAMENTOS DE ACTINA E MIOSINA www. sci. sdsu. edu/movies/actin. gif

SEQÜÊNCIA DE EVENTOS NA ESTIMULAÇÃO E CONTRAÇÃO DO MÚSCULO. Estímulo - O sarcolema é

SEQÜÊNCIA DE EVENTOS NA ESTIMULAÇÃO E CONTRAÇÃO DO MÚSCULO. Estímulo - O sarcolema é despolarizado - O sistema-T é despolarizado - Íons Ca++ são liberados do retículo sarcoplasmático - Os íons Ca++ se difundem para o filamento fino Contração - O Ca++ se liga à troponina - O complexo troponina-Ca++ remove a tropomiosina que bloqueia os sítios de actina - As cabeças do filamento espesso (complexo miosina-ATP) formam pontes cruzadas com a fita de actina - Hidrólise do ATP induz mudanças conformacionais nas cabeças que causam o giro das pontes cruzadas.

Relaxamento - O Ca++ é seqüestrado do filamento fino pelo retículo Sarcoplasmático. - O

Relaxamento - O Ca++ é seqüestrado do filamento fino pelo retículo Sarcoplasmático. - O Ca++ se difunde do filamento fino para o retículo sarcoplasmático - O Ca++ é liberado do complexo troponina-Ca++ - A troponina permite a tropomiosina retornar para sua posição bloqueadora - As pontes cruzadas entre miosina e actina se quebram - O complexo ATP-miosina é reformado nas cabeças do filamento espesso.

FONTES DE ENERGIA PARA A CONTRAÇÃO MUSCULAR Conc. Intramusc. (m. M) Potência metabólica (W)

FONTES DE ENERGIA PARA A CONTRAÇÃO MUSCULAR Conc. Intramusc. (m. M) Potência metabólica (W) Vel. relativa corrida (m s-1) Duração estimada (s) 8 6400 27 2 -4 Creatina-P 20 -33 6000 25 10 -17 Glicogênio 80 -100 1640 6, 7 >6000 7 -25 1100 4, 6 >6000 80 -100 2800 12 160 Substrato metabólico ATP Gordura Glicogênio, anaeróbico

ENERGIA PARA O MÚSCULO • [glicogênio]intramuscular=1 -2% peso úmido do músculo • [gordura ]intramuscular

ENERGIA PARA O MÚSCULO • [glicogênio]intramuscular=1 -2% peso úmido do músculo • [gordura ]intramuscular = variável • para a atividade muscular prolongada, suprimentos adicionais de carboidratos e ácidos graxos são mobilizados do fígado e tecido adiposo atividade muscular pode ser mantida a níveis moderadamente elevados por horas.

CONTRAÇÃO DO MÚSCULO • Contração = estado de atividade mecânica; pode envolver um encurtamento

CONTRAÇÃO DO MÚSCULO • Contração = estado de atividade mecânica; pode envolver um encurtamento do músculo, porém se o músculo for impedido de se encurtar (extremidades presas) ainda usamos o termo contração para descrever o estado ativo. • Contração isométrica = qdo não há encurtamento do músculo • Contração isotônica = se em uma extremidade do músculo for preso um peso que possa ser levantado, o músculo se encurta durante a contração; como a carga permanece a mesma ao longo da contração, chamamos de contração isotônica. • Nos movimentos, geralmente ocorrem os dois tipos de contração, enquanto um grupo muscular realiza a contração isométrica outra realiza isotônica.

Contração Isométrica • É a contração muscular que não provoca movimento ou deslocamento articular,

Contração Isométrica • É a contração muscular que não provoca movimento ou deslocamento articular, sendo que o músculo exerce um trabalho estático. • Não há alteração no comprimento do músculo, mas sim um aumento na tensão máxima do mesmo. • Possui baixo consumo calórico e média duração e a energia gasta durante essa contração é dissipada sob a forma de calor. • Por possuir essas características apresentam rápido ganho de força.

Contração Isométrica Músculo bíceps braquial ao segurar uma carga pesada com os cotovelos em

Contração Isométrica Músculo bíceps braquial ao segurar uma carga pesada com os cotovelos em flexão

Contração Isotônica • Também conhecida por contração dinâmica, é a contração muscular que provoca

Contração Isotônica • Também conhecida por contração dinâmica, é a contração muscular que provoca um movimento articular. • Há alteração do comprimento do músculo sem alterar sua tensão máxima. • Possui alto consumo calórico e geralmente é de rápida duração. • A contração isotônica divide-se em dois tipos: concêntrica e excêntrica.

Contração Isotônica • Concêntrica: ocorre quando ao realizar um movimento o músculo aproxima suas

Contração Isotônica • Concêntrica: ocorre quando ao realizar um movimento o músculo aproxima suas inserções, com encurtamento dos seus sarcômeros. Ex. : o músculo bíceps braquial quando levamos um alimento à boca, no movimento de flexão do antebraço, provocando aceleração. • Excêntrica: ocorre quando ao realizar o movimento o músculo alonga-se, ou seja, as inserções se afastam, com aumento do comprimento dos seus sarcômeros. Ex. : o movimento do músculo bíceps braquial ao devolver um copo à mesa depois de beber o seu conteúdo, no movimento de extensão do antebraço, provocando desaceleração.

Contração Isotônica Flexão e extensão do bíceps

Contração Isotônica Flexão e extensão do bíceps

Hipertrofia Muscular • A hipertrofia ocorre quando há aumento no calibre das fibras musculares.

Hipertrofia Muscular • A hipertrofia ocorre quando há aumento no calibre das fibras musculares. • O aumento é devido à contração repetitiva com forças submáximas e máximas. • Ao contrair a musculatura há o aumento da velocidade da síntese das proteínas contráteis, o que resulta em um aumento do número de filamentos de actina e miosina nas miofibrilas, sendo que estas últimas sofrem aumento no seu diâmetro.

Quando ocorre hipertrofia • A hipertrofia muscular acontece devido a um micro trauma nas

Quando ocorre hipertrofia • A hipertrofia muscular acontece devido a um micro trauma nas fibras musculares, devido ao esforço colocado nos músculos, obrigando o corpo a responder compensando com a substituição do tecido estragado e colocando mais tecido para que o risco de lesão seja mais reduzido no futuro. • Os músculos adaptam-se a pesos mais elevados e o atleta é obrigado a continuar a aumentar o peso ou diversificar os exercícios para não criar habituação.

Força física convertida em sinal química → expressão gênica

Força física convertida em sinal química → expressão gênica

Hipotrofia Muscular • quando o músculo não é utilizado ocorre degradação das proteínas contráteis

Hipotrofia Muscular • quando o músculo não é utilizado ocorre degradação das proteínas contráteis ocorrendo o processo inverso: reduzem o número de miofibrilas e do calibre das fibras, o que chamamos de hipotrofia muscular. • Isso ocorre em casos de imobilização devido a fraturas ou algumas patologias neurológicas, levando até ao quadro de atrofia, que se caracteriza por uma hipotrofia acentuada

Hipertrofia Muscular: destruir para construir

Hipertrofia Muscular: destruir para construir

FORÇA E TRABALHO MUSCULAR • Do estudo das contrações isométricas em músculos isolados obtemos

FORÇA E TRABALHO MUSCULAR • Do estudo das contrações isométricas em músculos isolados obtemos informação sobre as forças que um músculo pode exercer. • Do estudo das contrações isotônicas obtemos informação sobre a quantidade de trabalho que o músculo pode realizar.

CONTRAÇÕES ISOMÉTRICAS • tempo de contração (varia de músculo para músculo; ex. : músculo

CONTRAÇÕES ISOMÉTRICAS • tempo de contração (varia de músculo para músculo; ex. : músculo de locomoção do gato 100 ms), tetania, F max vs comprimento inicial do músculo (ver Fig. 10. 13 - Força desenvolvida por um músculo em contração vs comprimento inicial).

FORÇA DESENVOLVIDA POR UM MÚSCULO EM CONTRAÇÃO VS COMPRIMENTO INICIAL). a força gerada por

FORÇA DESENVOLVIDA POR UM MÚSCULO EM CONTRAÇÃO VS COMPRIMENTO INICIAL). a força gerada por um músculo está relacionada com a taxa de desatamento das ligações cruzadas. A tensão nos músculos depende do grau de sobreposição entre os filamentos de actina e miosina.

CONTRAÇÕES ISOTÔNICAS • o encurtamento do músculo diminui à medida que a carga aumenta

CONTRAÇÕES ISOTÔNICAS • o encurtamento do músculo diminui à medida que a carga aumenta – a contração isotônica produz movimento (Fig. 10. 14) • encurtamento vs força. • trabalho vs força. • força vs velocidade de contração (Fig. 10. 15)

CONTRAÇÕES ISOMÉTRICAS E ISOTÔNICAS • Na verdade, nenhum movimento dos músculos no corpo é

CONTRAÇÕES ISOMÉTRICAS E ISOTÔNICAS • Na verdade, nenhum movimento dos músculos no corpo é puramente isométrico ou puramente isotônico, pois normalmente tanto o comprimento quanto a carga mudam durante a contração.

FIGURA 10. 14 - CONTRAÇÃO ISOTÔNICA DO MÚSCULO SARTORIUS DO SAPO BUFO MARINUS

FIGURA 10. 14 - CONTRAÇÃO ISOTÔNICA DO MÚSCULO SARTORIUS DO SAPO BUFO MARINUS

FIGURA 10. 15 – CONTRAÇÃO DO MÚSCULO DA PATA DA RÃ Rana pipiens

FIGURA 10. 15 – CONTRAÇÃO DO MÚSCULO DA PATA DA RÃ Rana pipiens

FORÇA, TRABALHO E POTÊNCIA F = m. a A força que um dado músculo

FORÇA, TRABALHO E POTÊNCIA F = m. a A força que um dado músculo pode exercer é diretamente proporcional à sua área transversal Fmax dos músculos dos vertebrados = 4 -5 kgf/cm 2 Poderia este máximo ser aumentado? Força: como comparar diferentes músculos? Ex. : formiga? Analisando os diferentes tamanhos

Algumas espécies podem Erguer 5 X seu peso. Formica japonica

Algumas espécies podem Erguer 5 X seu peso. Formica japonica

Métodos de carregar alimento para o ninho

Métodos de carregar alimento para o ninho

PODEMOS AUMENTAR A FORÇA DE UM MÚSCULO? • • Empacotando mais filamentos dentro da

PODEMOS AUMENTAR A FORÇA DE UM MÚSCULO? • • Empacotando mais filamentos dentro da mesma área transversal? Não, pois o diâmetro dos filamentos é determinado pelo tamanho das proteínas que compõem os filamentos e seus tamanhos são provavelmente determinados pelos requerimentos do mecanismo molecular. Aumentando o número de pontes cruzadas ao longo dos filamentos em sobreposição ( aumentando o comprimento dos filamentos)? Alguns músculos de invertebrados (comprimento do filamento = 25µm) F = 10 -14 kgf. cm-2 - filamentos mais espessos (paramiosina).

COMPARANDO MÚSCULOS • Elefante vs camundongo – mesma F, o comprimento é irrelevante para

COMPARANDO MÚSCULOS • Elefante vs camundongo – mesma F, o comprimento é irrelevante para a Fmax. • Músculos das formigas: mesma F/área transversal, como os vertebrados. • Com a queda do Mb do animal, seu volume diminui em proporção com a 3 a. potência da medida de seu comprimento. • A área transversal de seus músculos (que determina a F) diminui somente em proporção ao quadrado da medida de seu comprimento F = kl-2 V = kl-3

Trabalho: W = F x d • Fig. 10. 14 – Se uma carga

Trabalho: W = F x d • Fig. 10. 14 – Se uma carga for presa ao músculo, o músculo realiza W externo, que será igual ao produto da F pela distância de encurtamento. • Se a carga for aumentada gradativamente, o músculo será capaz de erguer a carga a distâncias cada vez mais curtas até que a carga seja tão pesada que o músculo não poderá mais erguê-la e W = zero. • O w está relacionado com o tamanho do músculo: músculos mais longos realizam mais trabalho. O Wmax é relacionado comprimento inicial do músculo.

FIGURA 10. 14.

FIGURA 10. 14.

Potência = W/unidade de tempo • P = F x veloc (Figura 10. 15)

Potência = W/unidade de tempo • P = F x veloc (Figura 10. 15) • A Pmax que um músculo pode exercer ocorre quando o músculo está trabalhando contra uma carga 4/10 da carga que evita o encurtamento.

FIGURA 10. 15

FIGURA 10. 15

COMPARANDO MÚSCULOS DE ELEFANTES E CAMUNDONGOS • • Os músculos possuem aproximadamente a mesma

COMPARANDO MÚSCULOS DE ELEFANTES E CAMUNDONGOS • • Os músculos possuem aproximadamente a mesma força /cm 2 de área transversal; Podem ser encurtados a aproximadamente a mesma fração do comprimento de repouso. O W realizado durante a contração de 1 g de músculo será similar nos 2 animais. A potência de 1 g de músculo de camundongo será maior que a de 1 g de músculo de elefante.

Contração em um animal • Quando um animal se locomove as contrações são raramente

Contração em um animal • Quando um animal se locomove as contrações são raramente isométrica ou isotônica. Daí ser difícil traduzir resultados de contrações isométricas e isotônicas para compreender a atividade do músculo em movimento. • Um músculo muda de comprimento e a F externa muda à medida que o músculo se contrai. • Na verdade, muitos músculos são alongados quando exercem F. • Para estudar o W realizado, coloca-se um músculo em um sistema que possa controlar o comprimento do músculo durante a contração.

Exemplos • Ex 1. : mover um tijolo de cima da mesa para o

Exemplos • Ex 1. : mover um tijolo de cima da mesa para o chão. Seu bíceps gera F suficiente para impedir que a gravidade derrube o tijolo, porém a F não é suficiente para deixar o tijolo a uma altura constante. Assim, seus bícepes se alongam enqto exercem F suficiente para deixar o tijolo no chão. • Ex. 2: alguns músculos são responsáveis por desacelerar suas pernas no final de um degrau, de tal maneira que se alongam à medida q exercem F para diminuir a velocidade de sua perna qdo é colocada no chão.

Como o músculo é usado • Depende da função particular do músculo. • Ex.

Como o músculo é usado • Depende da função particular do músculo. • Ex. : músculo de vôo de um inseto – se contraem 100’s de vezes/segundo, são bem diferentes do músculo que fecha as conchas de um mexilhão e permanece contraído por horas.

Como os músculos podem servir diferentes fins? • Examinando alguns tipos característicos e como

Como os músculos podem servir diferentes fins? • Examinando alguns tipos característicos e como são modificados para atender a demandas específicas. • Músculos rápidos (fibras fásicas) vs músculos lentos (fibras tônicas)- Ver tabela. • Não são características inerentes. Depende de como o músculo é usado. • Mudando-se a posição de inserção do tendão de músculos das patas traseiras de um coelho é possível tornar músculos tônicos em músculos fásicos.

Fig. 10 -17 – Respostas de 3 tipos de fibras • 1) contração rápida

Fig. 10 -17 – Respostas de 3 tipos de fibras • 1) contração rápida + fadiga rápida; • 2) contração rápida + resistência a fadiga; • 3) contração lenta + resistência a fadiga, mesmo sob estimulação prolongada. • Os músculos de contração rápida desenvolvem uma F 10 x maior do que as fibras de contração lenta. Porém o preço pago é a fadiga rápida.

Músculos de peixes = fibras fásicas e tônicas. cavala atum • nadam continuamente a

Músculos de peixes = fibras fásicas e tônicas. cavala atum • nadam continuamente a velocidades relativamente pequenas; • os 2 tipos de fibras estão separadas em duas massas musculares: os tônicos são de vermelho intenso devido a alta conc. de mioglobina (lateral do peixe). • A natação durante o nado cruzeiroé executada pelos músculos vermelhos; • a grande massa de músculo branco (fásico) representa uma reserva de potência para nados de alta velocidade (Fig. 10 -18).

Músculo cardíaco • Possui também actina e miosina e estrias transversais idênticas ao músculo

Músculo cardíaco • Possui também actina e miosina e estrias transversais idênticas ao músculo esquelético, porém as mitocôndrias são mais abundantes. • Grande diferença = qdo uma contração se inicia no coração rapidamente se espalha para todo o músculo (características estruturais peculiares-Fig. 10 -19).

 • Após o potencial de ação a membrana permanece em um estado refratário

• Após o potencial de ação a membrana permanece em um estado refratário para um dado período, longo o suficiente para permitir o músculo relaxar após cada potencial de ação. • Por isso não pode apresentar tetania. O período refratário é, pois, essencial para as contrações rítmicas do coração.

MÚSCULOS ESQUELÉTICOS DOS VERTEBRADOS Fibras Fásicas - Movimentos rápidos. Ex. : pulo Pobres em

MÚSCULOS ESQUELÉTICOS DOS VERTEBRADOS Fibras Fásicas - Movimentos rápidos. Ex. : pulo Pobres em mioglobina. Brancas Associadas com grandes fibras nervosas (10 -20µm), com u = 8 -40 m s-1 - Respondem à lei do tudo-ounada - O relaxamento é 50 -100 x mais rápido que o das fibras tônicas Fibras Tônicas - Movimentos lentos, contrações prolongadas. Ex. : postura corporal - Ricas em mioglobina - Vermelhas - Associadas com fibras nervosas pequenas (5µm de diâmetro), com u = 2 -8 m s-1 - Respondem com somação a estímulos repetitivos - Relaxamento mais lento

Músculo Esquelético

Músculo Esquelético

Músculo do vôo de aves selvagens e aves domésticas (galinha) Rico em fibras vermelhas

Músculo do vôo de aves selvagens e aves domésticas (galinha) Rico em fibras vermelhas (tônicas), ricas em Mb, lentas Rico em fibras brancas (fásicas), rápidas

Fadiga Muscular Fevereiro, 2008

Fadiga Muscular Fevereiro, 2008

MÚSCULO LISO • • • Vertebrados: estômago, intestinos, bexiga, ureteres, útero, brônquios, vasos sangüíneos,

MÚSCULO LISO • • • Vertebrados: estômago, intestinos, bexiga, ureteres, útero, brônquios, vasos sangüíneos, etc. Invertebrados: não formam grupos funcionais. Contração depende também de filamentos das mesmas proteínas actina e miosina e de ATP, porém o músculo liso não apresenta as estrias transversais porque o arranjo dos filamentos é menos ordenado.

Músculo Liso

Músculo Liso

Razões do músculo liso ser pouco estudado: • Células menores (fibras com < 1

Razões do músculo liso ser pouco estudado: • Células menores (fibras com < 1 mm de comprimento) • Fibras correm em muitas direções • Não é um órgão discreto como o músculo esquelético; é uma parte integral do tecido de algum outro órgão (difícil de se isolar). • A contração do músculo liso é desencadeada por um mecanismo diferente daquele do músculo esquelético.

Mecanismo da Contração do Músculo Liso 1) estímulo 2) liberação de Ca++, mas os

Mecanismo da Contração do Músculo Liso 1) estímulo 2) liberação de Ca++, mas os íons se difundem para a célula a partir do fluido EC (lento para músculo esquelético, porém a difusão no músculo liso é rápida - área superficial/ volume). 3) não há troponina para regular a interação da miosina com a actina; 4) vários tipos de estímulos podem iniciar a contração [contrações rítmicas espontâneas (intestinos), nervos, hormônios, compostos liberados pelas células endoteliais, etc]. 5) como no músculo cardíaco, a presença de junções gap permite as células adjacentes se comunicarem, coordenando suas atividades; a contração é bem diferente daquela do músc esquelético= 6) o grau de encurtamento é variável, a ativação e a velocidade de contração são mais lentas, pode manter contração por períodos mais longos ( veloc , E requerida para manter a tensão).

ESTUDAR • • Músculo catch adutor dos bivalves Músculo da quela do caranguejo Músculo

ESTUDAR • • Músculo catch adutor dos bivalves Músculo da quela do caranguejo Músculo de vôo dos insetos (sincrônico e assincrônico) Saltos - energia economizada pela elasticidade (cangurus, pulgas, gafanhotos, galago e besouro click) • Rigor mortis (rigidez cadavérica) • Força do músculo mandibular das formigas • Hipertrofia muscular

Rigor-mortis Em temperaturas amenas ocorre 3 e 4 horas postmortem, com total efeito do

Rigor-mortis Em temperaturas amenas ocorre 3 e 4 horas postmortem, com total efeito do rigor em aproximadamente 12 horas, e finalmente o relaxamento em aproximadamente 36 horas.

Bioquímica do “Rigor-mortis” • A causa bioquímica do rigor mortis é a hidrólise do

Bioquímica do “Rigor-mortis” • A causa bioquímica do rigor mortis é a hidrólise do ATP no tecido muscular, a fonte de energia química necessária para o movimento. • Moléculas de miosina derivados do ATP se tornam permanentemente aderentes aos filamentos e os músculos tornam-se rígidos. • A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos do metabolismo. • Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte. Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento do p. H. Neste momento, actina e miosina, unem-se formando actomiosina, que contrai fortemente o músculo.

 • Após a morte, o cálcio pode permear livremente a membrana do retículo

• Após a morte, o cálcio pode permear livremente a membrana do retículo sarcoplasmático por consequência de sua degradação devido a morte celular. • Com isso o sarcoplasma fica com uma concentração elevada de cálcio, formando pontes de ligação miosinaactina. • Contudo como o metabolismo energético não mais sintetiza ATP, as bombas de regulação iônicas não mais funcionam (Bomba de cálcio ATPase). • Em consequência o músculo permanece rígido já que pontes não se libertam.

À medida que o Mb aumenta, a diferença entre massa e a força que

À medida que o Mb aumenta, a diferença entre massa e a força que pode ser produzida pelos músculos aumenta. O tamanho corporal (em termos de vol. , o qual está relacionado com a massa) aumenta com o l 3 enquanto a área transversal dos músculos aumenta com o l 2