Meteoritos Flvio Rosseto Meteorides O Que so meteorides

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Meteoritos Flávio Rosseto

Meteoritos Flávio Rosseto

Meteoróides O Que são meteoróides? • Meteoróide é o corpo (fragmento de rocha, metal.

Meteoróides O Que são meteoróides? • Meteoróide é o corpo (fragmento de rocha, metal. . . ) que vaga no espaço, antes de colidir com a atmosfera e possuem dimensões significativamente menores que um asteróide. • Quando um meteoróide penetra na atmosfera da Terra, ele produz um meteoro luminoso, que também é chamado popularmente de “estrela cadente”.

Explicando melhor. . . Quando o meteoróide penetra na atmosfera, ele interage com as

Explicando melhor. . . Quando o meteoróide penetra na atmosfera, ele interage com as camadas de ar que oferecem resistência a sua passagem, decorrente do atrito. O astro então se aquece. Se a velocidade do corpo celeste for da ordem de 70 km/s (252. 000 km/h), geramse temperaturas que variam de 3000°C até cerca de 7000°C, dependendo dos materiais que compõem o meteoróide. Com temperaturas assim tão altas, a parte externa é volatilizada e há, nesse processo, geração de luz.

Meteoros • O termo meteoro vem do grego “meteoron”, que significa fenômeno no céu.

Meteoros • O termo meteoro vem do grego “meteoron”, que significa fenômeno no céu. • Quando meteoróides atingem a atmosfera porém não chegam a superfície do planeta é chamado meteoro.

Ocorrem de duas formas Esporádicos Chuvas

Ocorrem de duas formas Esporádicos Chuvas

Chuvas de Meteoros • Normalmente observamos meteoros esporádicos, porém a Terra pode encontrar uma

Chuvas de Meteoros • Normalmente observamos meteoros esporádicos, porém a Terra pode encontrar uma grande quantidade de poeira/escombros (meteoróides) em sua trajetória, ocasionando os chuveiros, que devido a essas características podem ser previstos.

Próxima Chuva de Meteoros • A próxima chuva de meteoros que está ocorrendo atualmente

Próxima Chuva de Meteoros • A próxima chuva de meteoros que está ocorrendo atualmente é a Perseidas e seu máximo acontecerá no dia 13 com taxa de 95 meteoros por hora. • Radiante: Constelação Perseus Cometa relacionado: Swift-Tuttle C/1862 III • A constelação é vista no horizonte norte aproximadamente às 4 h-4 h 30 • Referência para encontrar a constelação Perseus: - Aldebaran (touro) - Betelgeuse (Órion)

Meteoritos Tamanhos de meteoróides variam de poucas gramas (como um grão de arroz, quilos,

Meteoritos Tamanhos de meteoróides variam de poucas gramas (como um grão de arroz, quilos, ou até mesmo toneladas). Meteorito é um meteoróide que atinge a superfície da Terra ou outro corpo do Sistema Solar sem ser completamente vaporizado.

Meteoritos Hoba West: 60 toneladas encontrado em Grootfontein, Namibia. Encontrado no Pico Reckling, na

Meteoritos Hoba West: 60 toneladas encontrado em Grootfontein, Namibia. Encontrado no Pico Reckling, na Antarctida – Fragmento de asteróide.

Meteoritos • Pelo menos 40 mil toneladas de estilhaços de asteróides e restos de

Meteoritos • Pelo menos 40 mil toneladas de estilhaços de asteróides e restos de cometas penetram a atmosfera da Terra por ano. • Desse total, menos de 1% sobrevive à passagem pela atmosfera. • Com poucas exceções, meteoritos são lascas de asteróides. Os asteróides que lhes deram origem são chamados “asteróides parentais. ” Meteorito Willamette (1902) com 14. 140 toneladas - Oregon -USA Museu Americano de História Natural - NY

Breve Histórico • Embora os meteoritos tenham sido colecionados como curiosidade ao longo de

Breve Histórico • Embora os meteoritos tenham sido colecionados como curiosidade ao longo de séculos, não eram reconhecidos como material extraterrestre. • Em 7 de novembro de 1492, um meteorito de 127 kg anunciou sua queda com um estrondo. • Diante de uma testemunha ocular solitária a rocha caiu num campo de trigo perto da cidade de Ensisheim, na França. • No mundo ocidental esse é o registro mais antigo da queda de um meteorito.

Classificação Os Meteoritos são divididos basicamente em: • Metálicos ou Ferrosos (Ferro-Níquel) • Rochosos

Classificação Os Meteoritos são divididos basicamente em: • Metálicos ou Ferrosos (Ferro-Níquel) • Rochosos (Carbônicos) • Ferrosos Rochosos

Rochosos (93%) • Os meteoritos rochosos são os mais abundantes e os condritos constituem

Rochosos (93%) • Os meteoritos rochosos são os mais abundantes e os condritos constituem a subclasse mais comum. • Condrito é um meteorito que contém aglomerações esféricas de minerais em estado cristalino. • Aproximadamente 82% de todas as quedas testemunhadas são de meteoritos condríticos. Meteorito Condrito - Encontrado nas colinhas de Allan Hills na Antarctida

Ferrosos • Constituídos principalmente de ligas de ferro-níquel com quantias secundárias de carbono, enxofre,

Ferrosos • Constituídos principalmente de ligas de ferro-níquel com quantias secundárias de carbono, enxofre, e fósforo). • A quantidade e freqüência de meteoritos ferrosos é bem menor: aproximadamente 5, 5%. Meteorito Ferroso - encontrado no Pico Derrick, na Antarctida e formado pelos elementos ferro e níquel.

Ferro-rochosos • Neste grupo estão os Meteoritos formados por rochas e metais. • São

Ferro-rochosos • Neste grupo estão os Meteoritos formados por rochas e metais. • São os meteoritos encontrados com menores freqüência: aproximadamente 1, 5%. Meteorito ferro-rochoso descoberto em 1893 na índia.

Identificação Como identificar se um objeto é um meteorito? • Algumas características devem ser

Identificação Como identificar se um objeto é um meteorito? • Algumas características devem ser levadas em consideração, como: - Crosta de Fusão: provocada pelas altas temperaturas geradas pela alta velocidade na atmosfera. - Formato (principalmente ferrosos). - Datação radiométrica*. A datação radiométrica é o procedimento do cálculo da idade absoluta de uma rocha e dos minerais que contém certos radioisótopos ( isótopos radioativos ).

Problemas na Identificação • Alguns processos naturais podem dificultar ainda mais a identificação de

Problemas na Identificação • Alguns processos naturais podem dificultar ainda mais a identificação de meteoritos: - Efeitos de desgastes como erosão : os rochosos perdem completamente sua crosta de fusão ( torna-se uma rocha de cor clara). - Infiltração de água no interior do meteorito altera quimicamente seus minerais. - Oxidação nos meteoritos ferrosos. - Desgaste mecânico, através do frio, calor e ventos.

Identificação • Alguns lugares são mais propícios a busca de meteoritos, que são as

Identificação • Alguns lugares são mais propícios a busca de meteoritos, que são as regiões polares e desertos, onde há poucas rochas. • A maioria dos meteoritos são encontrados por testemunhas oculares.

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Ocorrência • Os meteoritos caem na terra numa média de 1 para cada 2.

Ocorrência • Os meteoritos caem na terra numa média de 1 para cada 2. 590 km² a cada ano (maioria com até 10 g). • Quase 200 mil corpos. . . • 70% cruzam o céu em áreas inabitadas. • 1/3 terra x 2/3 água

Crateras • Um fator que pode auxiliar na busca de meteoritos ou ao menos

Crateras • Um fator que pode auxiliar na busca de meteoritos ou ao menos constatar a queda de um são as crateras. • As crateras causadas por meteoritos são chamadas crateras de impacto. • Também podem sofrer mudanças ou até desaparecer devido a processos naturais como erosão. • Poucas crateras de meteoritos são conhecidas, principalmente devido a estes fatores.

Crateras As crateras de impacto são divididas basicamente em: • Crateras Simples: de até

Crateras As crateras de impacto são divididas basicamente em: • Crateras Simples: de até 4 km em diâmetro, com aumentou e destruiu beira, e que cerca uma depressão moldada em forma de tigela. • Crateras complexa: geralmente de 4 km ou mais em diâmetro, com uma elevação central distinta na forma de um cume em forma de sino, e afundamento da beira. O interior desta estrutura contém rochas derretidas pelo impacto.

Cratera Meteor A cratera de impacto mais famosa é a Meteor: • 1, 2

Cratera Meteor A cratera de impacto mais famosa é a Meteor: • 1, 2 Km de diâmetro • Localizada no Arizona - EUA • Aproximadamente 49 000 anos • Cratera equivalente a uma explosão nuclear

Cratera Meteor

Cratera Meteor

Cratera Meteor

Cratera Meteor

Crateras na Lua • A Lua não possui atmosfera e por isso os meteoróides

Crateras na Lua • A Lua não possui atmosfera e por isso os meteoróides passam direto e chocam-se contra a superfície lunar criando milhares de crateras que não “desaparecem” como na Terra.

Crateras Brasileiras Até agora são conhecidas 5 crateras no Brasil cuja origem por impacto

Crateras Brasileiras Até agora são conhecidas 5 crateras no Brasil cuja origem por impacto meteorítico já está comprovada: • Domo de Araguainha – entre Mato Grosso e Goiás – Maior cratera meteorítica da América do Sul com 40 Km de diâmetro. • Serra da Cangalha e Riachão – Tocantins. Essas duas crateras têm cerca de 12 e 4, 5 Km respectivamente. • Domo de Vargeão – Localizada em Santa Catarina com diâmetro de 12 Km. • Vista alegre - Localizada no município de Coronel Vivida (Paraná) com diâmetro de 9, 5 Km.

Crateras Brasileiras Domo de Araguainha Serra da Cangalha

Crateras Brasileiras Domo de Araguainha Serra da Cangalha

Outras. . . • Provavelmente há muitas outras crateras no Brasil, • Processos erosivos

Outras. . . • Provavelmente há muitas outras crateras no Brasil, • Processos erosivos dificultam muito a identificação. • Algumas crateras que estão em fase de estudos: - Colônia: Próximo a cidade de São Paulo com 3, 6 Km de diâmetro. - Praia Grande: Descoberta por técnicos da Petrobrás na Bacia de Santos, tem cerca de 25 Km. Possivelmente a primeira cratera soterrada em uma bacia sedimentar descoberta no Brasil.

Meteoritos Brasileiros Meteorito Quijingue • Encontrado em 1984 na cidade de Quijingue Bahia quando

Meteoritos Brasileiros Meteorito Quijingue • Encontrado em 1984 na cidade de Quijingue Bahia quando um fazendeiro abria buracos para plantar árvores. • Pesava 59 kg • Quando encontrado estava a cerca de 1 metro abaixo do solo. • Meteorito Ferro-Rochoso

Meteoritos Brasileiros Meteorito Bendengó • Encontrado em 1784 próximo ao rio Vaza-Barris, na cidade

Meteoritos Brasileiros Meteorito Bendengó • Encontrado em 1784 próximo ao rio Vaza-Barris, na cidade de Monte Santo, na Bahia. • 2, 15 metros de comprimento por 1, 5 metro de largura. • Pesava 5. 360 kg • Atualmente encontra-se Museu Nacional do Rio Janeiro no de • Crenças sobre o Meteorito Bedengó.

Pedra Negra Outro meteorito curioso é o meteorito de Meca, objeto de adoração do

Pedra Negra Outro meteorito curioso é o meteorito de Meca, objeto de adoração do povo árabe, o qual é chamado de Pedra Negra (al-Hajar-ul-Aswad), que segundo contam, foi trazida a Abraão pelo Anjo Gabriel. Este meteorito encontra-se na Kaaba na mesquita sagrada de Al Masjid Al. Haram em Meca

19 de Novembro de 2006 Imagem do Dia - NASA Meteorito Peekskill -1992 Meteorito

19 de Novembro de 2006 Imagem do Dia - NASA Meteorito Peekskill -1992 Meteorito rochoso que caiu em Peekskill – Nova York em 1992 http: //apod. nasa. gov/apod/ap 061119. html

Também caem na Terra. . . • Nem tudo que cai na Terra é

Também caem na Terra. . . • Nem tudo que cai na Terra é meteoróide. • Cerca de 13 mil objetos feitos pelo homem de 5 cm ou mais orbitam a Terra.

Conseqüências

Conseqüências

Venda de Meteoritos • Há varias feiras de meteoritos ao redor do mundo, sendo

Venda de Meteoritos • Há varias feiras de meteoritos ao redor do mundo, sendo a maior do mundo a “Tucson Gem and Mineral Show” realizada anualmente, em fevereiro, em Tucson, Arizona. (www. tgms. org). • Outras feiras ocorrem em Tóquio, Munique, feiras menores em vários estados norte-americanos e em vários outros países. • Os preços variam de US$1, 00 a US$1000, 00 por grama dependendo do meteorito.

Venda de Meteoritos Vídeo – “Lapidando um meteorito ferroso. . . ” Disponível em

Venda de Meteoritos Vídeo – “Lapidando um meteorito ferroso. . . ” Disponível em <http: //www. youtube. com/watch? v=_Tmi 5 q. Zg. IFQ> Acesso em 08/08/08

Referências • Revista Astronomy – Edição Especial sobre Meteoritos. Volume 1 – número 4.

Referências • Revista Astronomy – Edição Especial sobre Meteoritos. Volume 1 – número 4. Editora Andromeda, São Paulo - Agosto de 2006. • <http: //www. cdcc. sc. usp. br/cda/aprendendo-basico/sistema-solar/meteoroide. html> Acesso em 04/08/2008. • <http: //www. if. ufrgs. br/ast/solar/portug/meteor. htm> Acesso em 04/08/2008. • <http: //apod. nasa. gov/apod/ap 061119. html> Acesso em 08/08/2008. • <http: //www. constelacoes. hpg. com. br/frame. htm> Acesso em 08/08/2008.

E-mail: rosseto@gmail. com

E-mail: rosseto@gmail. com