MEGACLON MEGACLON Aumento do dimetro dos diversos segmentos

















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MEGACÓLON
MEGACÓLON Aumento do diâmetro dos diversos segmentos do cólon, causado por uma denervação autonômica intramural.
ETIOLOGIA l l l PSEUDO-OBSTRUÇÃO INTESTINAL DOENÇAS NEUROLÓGICAS(Distrofia Miotônica, Parkinson, Neuropatia diabética) DOENÇAS DA MUSCULATURA LISA INTESTINAL(Esclerodermia) DROGAS MEGACÓLON TÓXICO MEGACÓLON CHAGÁSICO
MEGACÓLON CHAGÁSICO No Brasil, acomete de 2 a 5% dos infectados, atingindo geralmente pessoas de meia idade. Constitui a forma mais grave da doença depois da cardiopatia. Pode ocorrer isoladamente ou associado ao megaesôfago.
PATOLOGIA Ocorre espessamento e dilatação da parede colônica, notadamente no reto e no sigmóide por neuropatia inflamatória dos plexos mioentéricos, com degeneração e destruição neuronal
QUADRO CLÍNICO l Constipação intestinal- de instalação lenta e progressiva l Distensão abdominal- podendo ou não estar associado à disfagia. l Tonturas, palpitações l Perda transitória da consciência
DIAGNÓSTICO Anamnese Ø Obstipação intestinal- história de não evacuação por mais de 10 dias. Ø Alteração no estado nutricional, quando associado ao megaesôfago Ø Arritmias cardíacas, tonturas, palpitações e perdas de consciência transitórias
EXAME FÍSICO Ø distensão abdominal, frequentemente assimétricos, deve-se sempre realizar o toque retal EXAME RADIOLÓGICO Ø Rx simples- ectasia do cólon sigmóide, distensão gasosa, fecaloma Ø Enema Opaco- determina o grau de dilatação e segmentos acometidos
EXAMES LABORATORIAIS Ø Reação de fixação de complemento para doença de Chagas Ø Reação de Machado Guerreiro Ø ECG
COMPLICAÇÕES Ø Fecaloma Ø Impactação fecal Ø Volvo – Alça viável l Torção com necrose de alça Ø Úlceras por estase fecal Ø Perfuração l
TRATAMENTO Megacólon não complicado – dieta e laxativos. Não utilizar fibras pois aumentam o bolo fecal. l Fecaloma- enteroclisma, esvaziamento com toque retal, raquianestesia e esvaziamento manual assistido do fecaloma. l Volvo de sigmóide – descompressão da alça pela inserção de colonoscópio ou de sonda retal desfazendo a torção da alça. l
TRATAMENTO CIRÚRGICO Consiste na ressecção do segmento acometido. – Retosigmoidectomia com anastomose T-T ou T-L. – Colectomia esquerda- pouco efetivo a longo prazo. – Colectomia total- ceco ou ileo-reto-anastomose, alta morbidade. – Cirurgia de Duhamel – Haddad- ressecção com abaixamento do cólon e anastomose endo-anal. – Ressecção do segmento acometido(volvo), sem anastomose e com colostomia terminal temporária.