Mdulo 2 Apoio s Mudanas de Comportamento Objectivos
Módulo 2: Apoio às Mudanças de Comportamento
Objectivos da Aprendizagem • Entender as técnicas-chave de aconselhamento • Aprender sobre as ferramentas motivacionais para entrevistar e aplicá-las ao aconselhamento sobre a adesão
Plano • Técnicas-chave de aconselhamento – Aliança terapêutica – Educação sanitária colaborativa – Entrevistas motivacionais
Aliança Terapêutica Contacto visual Escuta activa Normalizar e não julgar Demonstrar cuidado Desenvolver a confiança Metas individuais Inculcar esperança Saber os seus limites
Aliança Terapêutica Contacto visual • Quando olhamos directamente para uma pessoa estamos a demonstrar-lhe pela primeira vez que ela é importante. • Não devemos olhar para o papel gigante ou para um documento enquanto a pessoa estiver a falar connosco. Escuta activa • Quando estamos a aconselhar uma pessoa, devemos atender ao que ela está a dizer e prestar atenção com a nossa própria linguagem corporal. • Sempre que entendemos o que está a dizer, devemos acenar com a cabeça. • Devemos fazer-lhe perguntas complementares, à procura de esclarecimento: “Gostaria de entender melhor, pode falar-me mais sobre isso? ”
Aliança Terapêutica Normalizar e não julgar • “Muitas pessoas têm dificuldade em tomar ARVs todos os dias. ” • “Ainda bem que me disse isso – assim podemos trabalhar juntos para tentar facilitar o processo”. Demonstrar cuidado • Com a linguagem corporal – Inclinar-se para a frente quando alguém ficar triste, oferecer-lhe um lenço de papel se começar a chorar – Expressões faciais: não julgar, mostrar bondade • Com palavras – “Deve ter sido difícil, lamento muito que tenha
Aliança Terapêutica Desenvolver a confiança • Demonstrar quer o melhor para o paciente – “O meu objectivo hoje é ajudá-lo a tomar controlo da sua saúde. ” – Vamos pensar juntos na melhor maneira de facilitar a sua vida. ” • Se a pessoa lhe contar algo difícil, reaja com bondade. – Paciente: “Não tenho estado a tomar os meus medicamentos. ” • Provedor: “Obrigado por ter partilhado isso comigo. É difícil falar sobre isso mas agradeço que tenha confiado em mim. Vamos falar na melhor maneira de trabalharmos juntos para a sua saúde? ”
Aliança Terapêutica Metas individuais • “O que espera que melhore para si no futuro? ” • “Você disse que a coisa mais importante para si são os seus filhos, como é que a sua saúde pode ajudar os seus filhos? ” • “Como é que as coisas poderiam melhorar para si se você tomasse medicamentos? ” Inculcar esperança • “Bem vejo que você é forte e é capaz de aguentar muitos desafios. Tenho a certeza de que podemos trabalhar juntos para o ajudar a tomar o seu medicamento. ” • “Você está tão motivado a ser saudável para os seus filhos e tomar os medicamentos pode ajudá-lo a ser forte
Aliança Terapêutica Saber os seus limites • Se achar que alguém precisa de mais ajuda do que a que você lhe pode dar, procure obter o apoio e orientação de mais alguém • Deve oferecer sempre um nível realista de apoio potencial, caso contrário pode perder a confiança do paciente
Normalizar e Não Julgar • A adesão é um problema comum porque é difícil. • Não é a pessoa à sua frente que é fraca, é a tarefa que é difícil.
Normalizar e Não Julgar • Quase toda a gente se esquece de tomar doses. Temos de ajudar as pessoas a falar confortavelmente sobre essas omissões, que são perfeitamente normais. • A falta de adesão constitui um risco para a saúde do paciente. O provedor não é prejudicado pela falta de adesão, portanto não
Normalizar e Não Julgar • Muitas pessoas têm dificuldade em tomar ARVs todos os dias. • As suas perguntas devem indicar claramente que a omissão de doses é de esperar e é normal: – “Fale-me sobre a última dose que não tomou. – “Quando foi a última vez que omitiu uma dose? ” – “Que tipo de interferência o/a faz omitir uma dose? ”
Normalizar e Não Julgar • Devem elogiar-se os esforços, não os resultados. Esta abordagem reduz os relatos excessivos de adesão que as pessoas oferecem para não nos decepcionarem. – “É fantástico que você esteja a tentar tomar os medicamentos todos os dias. ” – “A sua carga viral é baixa – você deve estar a esforçar-se muito por tomar os seus ARVs. ”
Normalizar e Não Julgar • A carga viral é elevada – Que tipos de feedback podemos dar?
Viabilização de Educação Sanitária de Forma Colaborativa • Você tem muita informação e quer ajudar as pessoas a entender a sua saúde. • Se comunicar a informação na forma de uma discussão e não uma aula, conseguirá o seguinte: – – – Manter a relação terapêutica Assegurar que o paciente permaneça receptivo à informação Avaliar o que o paciente já sabe Visar a informação de que o paciente necessita Melhorar a motivação para o paciente aprender a informação Ajudar as pessoas a tomar responsabilidade pela sua própria saúde • As perguntas promovem a discussão e encorajam os pacientes a fazer também perguntas sobre tópicos que não entendem.
Viabilização de Educação Sanitária de Forma Colaborativa Perguntar Confirmar Perguntar Informar Perguntar
Viabilização de Educação Sanitária de Forma Colaborativa Perguntar Confirmar “Muitas pessoas têm dificuldade em tomar ARVs. Qual é a parte mais difícil para si? ” “Isso deve ser mesmo frustrante. As pessoas estão constantemente a dizer-lhe para fazer algo que não gosta de fazer, que é fácil de esquecer e que não lhe parece importante. Perguntar “Gostaria de receber mais informação sobre como é que os ARVs lhe dão saúde? ” Informar Visar os benefícios imediatos, como manter os parceiros saudáveis, ir menos vezes ao médico, manter o corpo e o cérebro saudáveis, e tomar menos medicamentos. “Tem alguma pergunta sobre essa informação? ” “Acha que algum desses benefícios é importante? ” “Como é que esta informação muda a sua opinião sobre os ARVs? ” Perguntar
ACTIVIDADE Os facilitadores demonstrarão como viabilizar educação sanitária colaborativa nas discussões sobre a carga viral. Perguntar Confirmar Perguntar Informar Perguntar
Introdução às Entrevistas Motivacionais
Entrevistas Motivacionais: Ir ao Encontro das Pessoas aonde Elas Estão • Queremos trabalhar com os pacientes e não contra eles. • Os acontecimentos da vida, as competências e os conhecimentos ajudam a estabelecer até que ponto as pessoas estão dispostas a mudar. • Se o provedor estiver a trabalhar no sentido de estabelecer objectivos com alguém que não esteja empenhado em mudar, o resultado pode ser uma luta entre a pessoa e o paciente. • Seguem-se alguns sintomas dessa luta entre provedor e paciente: – É preciso muito esforço para convencer o paciente – Discussões com o paciente • Quando se verificarem esses sinais, é importante deixar de lutar com o paciente e permanecer no nível de mudança que ele está disposto a aceitar.
Entrevistas Motivacionais: Aumentar a Motivação para Mudar As seguintes técnicas podem fazer aumentar a motivação para mudar e desenvolver situações colaborativas:
Entrevistas Motivacionais: Aumentar a Motivação para Mudar Perguntas abertas: Evitar perguntas cuja resposta seja Sim/Não • “Porque é difícil tomar os ARVs todos os dias? ” • “O que é que já fez para tentar tomar os ARVs todos os dias? ” • “O que acha que poderá acontecer se continuar a tomar os ARVs como toma agora? ”
Entrevistas Motivacionais: Aumentar a Motivação para Mudar Afirmações: Elogiar os esforços para mudar • “Agradeço que esteja a ser honesto/a sobre a maneira como toma os ARVs. ” • “É claro que você é uma pessoa criativa, capaz de enfrentar todos esses desafios. ”
Entrevistas Motivacionais: Aumentar a Motivação para Mudar Escuta reflectiva: Repetir o que o paciente acaba de lhe dizer • “Você gostaria de saber se é importante tomar os ARVs. ” • “Então você disse que se sente triste quando pensa em tomar os ARVs e que portanto torna-se bastante difícil tomá-los. ” • “O que me parece que você disse foi que você se sente tão aflito/a que os seus medicamentos são o
Entrevistas Motivacionais: Aumentar a Motivação para Mudar Mapas resumo • “Vamos lá ver se entendi o que disse. Tem dificuldade em tomar os seus ARVs porque embora queira ficar melhor e ser saudável, também tem outros problemas na vida, que não lhe permitem concentrar-se na sua saúde. ” • “Vou repetir o que ouvi de si, diga -me se entendi correctamente. Você sente-se bem mesmo
ACTIVIDADE Formar pares com os parceiros e cada par deve revezar-se simulando situações em que o paciente e o provedor comunicam, utilizando as personagens Graça e João. Utilize as competências OARS para discutir os problemas das personagens em relação à adesão.
Graça • 28 anos de idade • Descobriu que era HIV+ há 3 anos, quando estava grávida da filha mais nova. • Tem três filhos (de 8, 6 e 3 anos de idade), todos eles HIV-. • Quando estava grávida e a amamentar tomava os medicamentos todos os dias, mas agora tem dificuldade em manter a adesão.
João • 36 anos de idade • Diagnosticado pela 1ª vez como HIV+ há 10 anos • Trabalha muito para sustentar a família (mulher e dois filhos de 10 e 7 anos de idade) • Nunca tomou os medicamentos durante mais do que alguns meses e nunca sentiu que isso lhe tivesse causado problemas
Discussão: Entrevistas Motivacionais • O que dificulta a utilização destas competências? • Que diferença verificou na resposta do/da seu/sua parceiro/a a uma pergunta aberta? • O que é que se sente quando se afirma uma declaração? • O que fez com que as afirmações ou reflexões parecessem genuínas (ou não genuínas)? • Até que ponto é que os mapas resumo foram úteis?
Resumo • Aceitar: Abordar as mudanças de comportamento sem julgamentos. • Colaborar: Antes de proporcionar qualquer psicoeducação, é essencial responder a perguntas, de forma a envolver as pessoas no aprendizado. • Motivar: Ir ao encontro da pessoa no ponto em que ela está, mostrar entender – o que pode estimular e apoiar a
Perguntas?
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