Jos Saramago Personagens temas e escrita do tempo

















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José Saramago "Personagens, temas e escrita do tempo e do espaço em O Ano da Morte de Ricardo Reis" Ana Paula Arnaut
JOSÉ SARAMAGO (1922 -2010) "Era uma vez um homem que nasceu numa azinhaga e se fez serralheiro, jornalista, escritor e cavaleiro. Era uma vez a gente que o amou e odiou. Era uma vez um homem que tinha um sonho e não sabia. Era uma vez uma mulher que o fez sorrir. Era uma vez um homem que escreveu um livro e o ouviu cantado em ópera. Era uma vez Blimundo. Era uma vez. Saramago“ (Luísa Jacobetty, in O Independente 17 de Maio de 91) Era uma vez um homem que José Sousa poderia ser, diz-se, por sua auto recreação o oficial do registo civil não tivesse, ao invés, optado por grafar a alcunha de família, apelidada dos Saramagos. Era uma vez José Saramago em 16. 11. 1922 (Azinhaga, Golegã). Era uma vez um Prémio Nobel em 8. 10. 1998.
Terra do Pecado “Uma estrela cadente riscou o céu. Maria Leonor sorri lembrando-se da estela de Belém e, brincando consigo própria, começou a procurar no campo, quase totalmente imerso em sombra, os três reis magos. Olhou por cima das casas quase invisíveis, no lugar onde brilhavam luzes mortiças de candeias, até uma colina eu recebia ainda no topo os últimos raios de sol. Ali, os muros brancos do cemitério, caiados de fresco, cintilavam sob a claridade dourada do Sol, que desaparecia rapidamente
Terra do Pecado Caiu de joelhos e, com a cabeça apoiada no parapeito da janela, chorou longamente, como nunca tinha chorado depois da sua doença. A colina desapareceu de súbito, fundida na escuridão. Maria Leonor enxugou os olhos, levantou-se, e ao dirigir-se para a porta, recuou assustada diante duma sombra escura entre os batentes. Ia gritar, mas a sombra recuou assustada. Era Benedita. Respirou aliviada: – Credo, mulher, que susto me este! Vendo que a criada não respondia, perguntou: – Que há? ” (p. 82).
Levantado do Chão “Agora levantou-se Sigismundo Canastro, alto delgado como uma esteva seca, faz a saúde aos noivos, e tendo todos emborcado com regalo o vinhito abafado, diz que vai contar uma história que não é parecida com a de António Mau-Tempo, mas talvez seja igual, porque isto de histórias e casos, procurando bem, acabamos sempre por lhes encontrar igualdade, ainda que pareça impossível, Há muitos anos, e neste ponto primeiro faz uma à caça, deu-se um caso, ora que tal disseste, histórias de perdizes, tanto mentes quanto dizes, mas Sigismundo Canastro não está a brincar, nem responde à interrupção, olha só pausa para se certificar de que todo o pessoal está atento, e estão, olham a direito, alguns um pouco amortecidos mas resistindo, e então pode continuar, Há muitos anos, andava eu em redor com um jeito de quem se condói de tanta inconsciência, e quer fosse por este olhar ou pela curiosidade de saber que tamanho tem esta mentira, faz-se silêncio, e João Mau-Tempo, que muito bem conhece Sigismundo Canastro, sabe de ciência segura que aquele ponto tem seu nó, a questão será entendê-lo,
Levantado do Chão Nessa altura, ainda eu não tinha espingarda, pedia-a emprestada, ora a um ora a outro, conforme calhava, e não era nada desajeitado a caçar, não senhor, digam aí os do meu tempo, e então havia um cãozito que andei a ensinar uma temporada, saiu-me um coral, fino de nariz, até que um dia fui com uns camaradas, levando cada um seu cão, fazíamos um bonito grupo, demos uma grande volta, e já todos vínhamos bem aviados, este caso passou-se ali para as bandas da Guarita do Godeal, levanta-se de repente uma perdiz maltesa e ela aí vai como um raio, meto a arma à cara, ela descai o voo quando eu ia mesmo a disparar, o certo é que não lhe toquei nem com um bago de chumbo, até por sinal não estava ali companheiro nenhum, foi melhor para a minha vergonha, mas o Constante, era esse o nome do animal, corre na direcção da perdiz, pensou se calhar que ela tinha sido ferida, por meio dos tojos, que ali o mato era cerrado como poucas vezes se tem visto, e havia umas pedras grandes que tapavam a vista, foi o caso que se me sumiu o cão, e por mais que eu chamasse Constante, e assobiasse, não apareceu, que ainda foi vergonha maior
Levantado do Chão voltar para casa sem o animal, para não falar do desgosto, que o bicho só lhe faltava conversar. O público estava muito atento, ouvindo e digerindo, não é preciso muito para tornar um homem feliz e contente uma mulher, e mesmo que a história fosse uma imensa galga, era uma boa história, e bem explicada, como já Sigismundo Canastro outra vez ia contando, Passados dois anos calhou ir para aqueles lados e deu com um grande bocado de mato limpo, tinham andado ali a desmoitar, mas depois, não sei porquê, desistiram, e então veio-me à lembrança o sucedido, meti-me pelo meio das pedras, foi o cabo dos trabalhos, não sei que ideia é que me levava, parecia que alguém me estava a aconselhar, não desistas, Sigismundo Canastro, e de repente que é que eu vejo, o esqueleto do meu cão ali de pé a marrar o esqueleto da perdiz, e estavam naquilo há dois anos, cada qual em sua firmeza, parece que o estou a ver, o meu cão Constante, com o focinho esticado, a pata levantada, não houve vento que o deitasse abaixo nem chuva que lhe soltasse os ossos. ” (LC 228 -229).
PUBLICAÇÕES 1947 – Terra do pecado (romance) 1966 – Os poemas possíveis (poesia) 1970 – Provavelmente alegria (poesia) 1971 – Deste mundo e do outro (crónica) 1973 – A bagagem do viajante (crónica) 1974 – As opiniões que o DL teve (crónica) 1975 – O ano de 1993 (poesia) 1976 – Os apontamentos (crónica) 1977 – Manual de pintura e caligrafia (romance) 1978 – Objecto quase (contos) 1979 – Poética dos cinco sentidos (obra coletiva) O ouvido (conto). 1979 – A noite (teatro) 1980 – Levantado do chão (romance) 1980 – Que farei com este livro? (teatro) 1981 – Viagem a Portugal (viagem)
PUBLICAÇÕES 1982 – Memorial do convento (romance) 1984 – O ano da morte de Ricardo Reis (romance) 1986 – A jangada de pedra (romance) 1987 – A segunda vida de Francisco de Assis (teatro) 1989 – História do cerco de Lisboa (romance) 1991 – O evangelho segundo Jesus Cristo (romance) 1993 – In nomine Dei (teatro) 1994 – Cadernos de Lanzarote I (diário) 1995 – Ensaio sobre a cegueira (romance) 1995 – Cadernos de Lanzarote II (diário) 1996 – Cadernos de Lanzarote III (diário) 1996 – Moby Dick em Lisboa (crónica) 1997 – Todos os nomes (romance) 1997 – Cadernos de Lanzarote IV (diário) 1998 – Cadernos de Lanzarote V (diário)
PUBLICAÇÕES 1998 – O conto da ilha desconhecida (conto) 1999 – Discursos de Estocolmo 1999 – Folhas políticas (1976 -1998) (crónica) 1999 – Direito e os sinos (ensaio) 2000 – A caverna (romance) 2000 – Aqui soy Zapatista (ensaio) 2001 – A maior flor do mundo (conto) 2002 – O homem duplicado (romance) 2004 – Ensaio sobre a lucidez (romance) 2004 – Palabras para un mundo mejor (ensaio) 2005 – Questo mondo non va bene che ne venga un altro (ensaio) 2005 – Don Giovanni ou O dissoluto absolvido (teatro) 2005 – As intermitências da morte (romance) 2006 – As pequenas memórias (autobiografia) 2006 – El nombre y la cosa (ensaio)
PUBLICAÇÕES 2006 – Andrea Mantegna – Uma ética, uma estética (ensaio) 2008 – A viagem do elefante (romance) 2009 – O caderno (diário) 2009 – Caim (romance) 2009 – O caderno 2 (diário) 2010 – Democracia e Universidade (ensaio) 2011 – Claraboia (1953, romance) 2011 – O silêncio da água (conto) 2014 – Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas (romance inacabado, escrito em 2010) 2013 – A estátua e a pedra (ensaio, 1999)
Claraboia como um homem se foi fazendo escritor Publicação de Claraboia: preenche um vazio e suaviza uma linha de disparidade até então existente na produção ficcional saramaguiana. O romance permite: antever algumas das ousadias formais e algumas das grandes preocupações humanistas e humanitárias que nortearão o escritor nos romances a vir. Ver: Carlos Reis, Diálogos com José Saramago, 1998, em que assume as diferenças entre TP e C, do primeiro se distanciando, não o reconhecendo como seu, e do segundo aceitando a presença de coisas que já têm a ver com o seu modo de ser, apesar de nele verificar alguma ingenuidade (badana).
Claraboia como um homem se foi fazendo escritor Narrativa ainda (relativamente) linear, onde subsistem uma sintaxe e uma pontuação canónicas. Processos de construção de personagens, ainda vocacionados para a descrição de certas mentalidades e para um rigor de pormenor que convocam práticas idênticas às usadas no romance anterior. Aspetos novos: vão surgindo, gradualmente, à medida que o narrador, e nós com ele, vai subindo e descendo as escadas do prédio onde vivem os inquilinos cujas vidas compõem a história do romance.
Claraboia como um homem se foi fazendo escritor Linha narrativa obediente ao cronologicamente sequencial, MAS: princípio de apresentação • desdobramento progressivo da história em vários enredos/microcosmos familiares - antecipação, ainda que muito embrionariamente, da complexidade expositiva dos romances posteriores. • Exigência de uma maior atenção do leitor, que tem que ir recompondo as informações, as vidas, dispostas no xadrez da obra). • Possibilidade de verificarmos estratégias de composição de personagens, com o consequente delinear de temas, que, de forma sistemática, caracterizarão a estética literária de José Saramago.
Manual de Pintura e Caligrafia • a emergência de(a) M. (ulher) como mola de conhecimento, • o ateísmo, bastas vezes confessado, • o empenhamento ideológico – alusões ao regime ditatorial e, por conseguinte, por extrapolação, a todo e qualquer tipo de opressão. • a fluidez genológica, • o abandono do registo sintático-discursivo linear
PROGRAMA
Página da Agenda em que Saramago registou vários acontecimentos do ano de 1936 http: //purl. pt/13870
Ricardo Reis “Sábio é o que [não] se contenta com o espetáculo do mundo”
Representações do século XX: (o espaço da cidade) o tempo histórico e os acontecimentos políticos Tempo: 1935 -1936 (novembro de 1935 / 29 de dezembro de 1935 – 8 de setembro 1936) • • Estado Novo em Portugal Franquismo em Espanha Fascismo na Itália Nazismo na Alemanha
Representações do século XX: (o espaço da cidade) o tempo histórico e os acontecimentos políticos Tempo: Situação em Portugal • Fascismo • Criação da Mocidade Portuguesa [1] • Sublevação em Lisboa O. R. A. (1936) [2] (Organização Revolucionária da Armada) Situação em Espanha • Guerra Civil • (História e Ficção [3])
Mocidade Portuguesa [1] Emblema e estandarte da MP [1] A Organização Nacional Mocidade Portuguesa foi criada pelo Decreto--Lei n. º 26 611, de 19 de maio de 1936, em cumprimento do disposto na Base XI da Lei n. º 1941, de 19 de abril de 1936. Pretendia abranger toda a juventude – escolar ou não – e atribuía-se, como fins, estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina, no culto dos deveres morais, cívicos e militares. O seu Regulamento foi aprovado em 4 de dezembro de 1936, pelo Decreto n. º 27 30.
Mocidade Portuguesa [1] A ela deveriam pertencer, obrigatoriamente, os jovens dos sete aos catorze anos. Os seus membros encontravam-se divididos por quatro escalões etários: • Lusitos, dos 7 aos 10 anos; • Infantes, dos 10 aos 14 anos; • Vanguardistas, dos 14 aos 17 anos; • Cadetes, dos 17 aos 25 anos. Emblema e estandarte da MP [1]
O. R. A. [2] 8 de setembro de 1936. Revolta dos marinheiros. “Culminando um intenso trabalho de agitação e manifestações várias de descontentamento contra as arbitrariedades e a repressão fascista, pela defesa de direitos, pela melhoria do rancho, vendo com impaciência o governo a tomar medidas que ameaçavam seriamente a O. R. A. , um significativo número de marinheiros, membros da O. R. A. iniciou a acção revolucionária apossando-se dos navios «Dão» , «Afonso de Albuquerque» e «Bartolomeu Dias» , aliás os navios onde as células da O. R. A. eram mais fortes e mais larga a difusão do seu órgão «O Marinheiro Vermelho» , embora pensassem que teriam a adesão de outros navios. O objectivo era fazerem um ultimato ao governo de Salazar para exigir a satisfação de direitos, o fim das perseguições e a libertação dos presos, tendo ao seu dispor o potencial de fogo próprio dos navios, que entretanto deveriam ser postos a salvo fora da barra”.
O. R. A. [2] “As medidas contra os marinheiros revoltosos deram início a uma fase qualitativamente nova na escalada repressiva. As acções contra o regime foram identificadas como sendo contra a Pátria. Os julgamentos foram quase sumários. As penas aplicadas, atingindo em vários casos, 17, 19 e 20 anos de prisão, foram das mais altas aplicadas pelo fascismo. Dos 82 condenados, 48 foram enviados para a Fortaleza de Angra e 34 foram para o Tarrafal* no dia seguinte ao julgamento, onde 5 deles viriam a ser assassinados, o que, somado aos 12 mortos no momento da revolta, dá um total de 17 mortos”. “Os marinheiros constituíram 1/5 dos seleccionados pelo fascismo para a inauguração do Campo de Concentração do Tarrafal, o qual – e não sem razão – passaria à história como Campo de Morte Lenta, prisão onde centenas de presos antifascistas foram sujeitos à tortura permanente e 32 deles assassinados”. O Militante, nº 284. Set. -out. 2006. http: //www. omilitante. pcp. pt/pt/284/Tema/64/ * Criado em abril de 36, recebe prisioneiros em outubro 18 Ilha de Santiago / Cabo Verde).
História e Ficção [3] importante o comentário do narrador: “Sobre a nudez forte da verdade o manto diáfano da fantasia, parece clara a sentença, clara, fechada e conclusa, uma criança será capaz de perceber e ir ao exame repetir sem se enganar, mas essa mesma criança perceberia e repetiria com igual convicção um novo dito, Sobre a nudez forte da fantasia o manto diáfano da verdade, e este dito, sim, dá muito mais que pensar” (José Saramago, O ano da morte de Ricardo Reis. 21ª ed. Lisboa: Caminho, 2013)
Representações do século XX: (o espaço da cidade) o tempo histórico e os acontecimentos políticos Lisboa: • decadente (paralelismo com Cesário Verde / Bernardo Soares) • espaço-tempo de opressão • Labirinto Fátima: • • local de peregrinação, do comércio e da mendicância arraial militar pátio de milagres confraria mercantil
PORTUGAL António Óscar de Fragoso Carmona 16 -11 -1926 a 18. 4. 1951) – décimo primeiro Presidente da República Portuguesa (último da Ditadura Militar e primeiro do Estado Novo). Morreu no exercício do cargo. António de Oliveira Salazar – Presidente do Conselho de Ministros entre 1933 e 1968.
Personagens Mais importantes: • • • Ricardo Reis Lídia Marcenda Fernando Pessoa (funções variadas na narrativa) Velhos (funções variadas na narrativa) Víctor Doutor Sampaio Pimenta Salvador
Ricardo Reis A personagem mantém as características que lhe são atribuídas na Carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro (sobre a génese dos heterónimos, Lisboa, 13 de Janeiro de 1935, MAS: José Saramago reveste-a de novos traços, criando um outro que é o mesmo. Processo de humanização: • importância de Lídia e de Marcenda
Ricardo Reis - Lídia / Marcenda Representações do amor Lídia e Marcenda • • • diferença no modo como são vistas e aceites por Ricardo Reis, diferença na caracterização física e psicológica, diferença na arte da sedução, Responsáveis, cada uma à sua maneira, pela consubstanciação de um novo Ricardo Reis.
Marcenda: “este nome de Marcenda não o usam mulheres, são palavras doutro mundo, doutro lugar, femininos mas de raça gerúndia, como Blimunda, por exemplo, que é nome à espera de mulher que o use, para Marcenda, ao menos, já se encontrou, mas vive longe” (p. 493, Ed. cit. ) [4]
Intertextualidade Gérard Genette, Palimpsestes. La littérature au second degré. Paris : éditions du Seuil, 1982. Tomando como objeto da poética a transtextualidade, ou transcendência textual do texto, isto é, “tudo o que o coloca em relação, manifesta ou escrita com outros textos”, Gérard Genette delimita cinco tipos de relações transtextuais: 1. Intertextualidade – na linha de Julia Kristeva (Recherches pour une sémanalyse. Paris: Seuil, 1969, pp. 145 -146), que entende o texto como “um cruzamento de palavras (de textos), onde lemos, no mínimo, um outro texto”, Genette define esta prática como a “relação de co-presença entre dois ou mais textos”, ou, por outras palavras, a presença efetiva de um texto em outro” (p. 8):
Intertextualidade • a citação – com aspas, com ou sem referência precisa, • o plágio – apropriação não declarada de um outro texto, • a alusão – supõe a perceção de uma relação entre dois textos, • a paródia – considerada como um género hipertextual (com o travestimento e o pastiche), a sua prática pontual pode, no entanto, ser considerada como uma das categorias da intertextualidade (p. 19).
Intertextualidade 2. Paratextualidade 3. Metatextualidade 4. Hipertextualidade 5. Arquitextualidade
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa Luís de Camões Constantes referências à estátua do poeta ou ao largo em que a sua estátua se encontra, porque “Todos os caminhos portugueses vão dar a Camões”. Função simbólica múltipla.
LUÍS DE CAMÕES (Chiado) (9. 10. 1867) Vítor Bastos (1829 -1824) http: //vitaefratrumordinispraedicatorum. blogspot. pt/2013/03/as-partidasprovidenciais. html
LUÍS DE CAMÕES (Chiado) https: //pt. wikipedia. org/wiki/Monumento_a_Cam%C 3%B 5 es
LUÍS DE CAMÕES (Chiado) https: //pt. wikipedia. org/wiki/Pra%C 3%A 7 a_Lu%C 3%ADs_de_Cam%C 3 %B 5 es
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa Luís de Camões Exemplos de intertextualidade: Citação: • “Aqui, com grave dor, com triste acento” (p. 81, ed. cit. ) Citação / alusão: • “Como disse o outro, solitário andar por entre a gente” (p. 313, ed. cit. )
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa Luís de Camões Paródia: cap. 1: “Aqui o mar acaba e a terra principia” cap. 19: “Aqui, onde o mar se acabou e a terra espera” Os Lusíadas, Canto III, est. 20: “Eis aqui, quase cume da cabeça / de Europa toda, o Reino Lusitano, / onde a terra se acaba e o mar começa (…)”
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa Dactiloscrito O ano da morte de Ricardo Reis http: //purl. pt/13872/1/P 7. html
Luís de Camões - Adamastor Importância simbólica da recorrente presença do episódio do Adamastor (Canto V, Os Lusíadas)
Luís de Camões - Adamastor http: //www. cm-lisboa. pt/equipamentos/equipamento/info/adamastormiradouro-de-santa-catarina
Luís de Camões - Adamastor http: //www. lisboapatrimoniocultural. pt/artepublica/eescultura/pecas//CM L_Pecas_Suporte/Adamastor 3. jpg
Luís de Camões - Adamastor http: //1. bp. blogspot. com/Ke 2 Rfohj 1 m 4/Tf. Jz. Vwy. Zmr. I/AAAABqk/YOXg. Kk 7 Wemw/s 1600/DSC 07240. JPG
Luís de Camões - Adamastor http: //www. lisbonlux. com/lisbon/miradouro-de-santa-catarina. html
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa Cesário Verde (1855 -1886) • aproximação pela atitude de flâneur – deambulação pela cidade de Lisboa (observação e comentários) • Ligações intertextuais com “Cristalizações”, “Num Bairro Moderno” ou “O sentimento dum Ocidental”, por exemplo.
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa Citação de (literal ou com variantes) ou alusão a vários poemas de: • Ricardo Reis: “Vivem em nós inúmeros”, por exemplo; • Álvaro de Campos: “Ode marítima”, por exemplo; • Alberto Caeiro: “Num meio dia de fim de primavera”, por exemplo; • Fernando Pessoa: “Cai chuva do céu cinzento”, vários poemas de Mensagem, por exemplo.
Intertextualidade José Saramago, leitor de Luís de Camões, Cesário Verde e Fernando Pessoa “O menino da sua mãe”: • As atrocidades cometidas pelas guerras (ligação à Guerra Colonial) • A simbologia da cadela Ugolina
Intertextualidade José Saramago, leitor de outros autores • Eça de Queirós – Importância da subversão da epígrafe de A Relíquia • Camilo Castelo Branco • João de Deus • Camilo Pessanha • Verlaine • Dante Alighieri • Shakespeare • Charles Perrault (etc. )
Temas (entre outros) • Crítica social • Amor • Mulher • Comida • Religião • Criação literária