JEAN JACQUES ROUSSEAU O FILSOFO DA LIBERDADE COMO
JEAN JACQUES ROUSSEAU O FILÓSOFO DA LIBERDADE COMO VALOR SUPREMO “Na ordem natural, sendo os homens todos iguais, sua vocação comum é o estado de homem; e quem quer que seja bem educado para esse, não pode desempenhar-se mal dos que com ele se relacionam. Que se destine meu aluno à carreira militar, à eclesiástica ou à advocacia pouco me importa. Viver é o ofício que lhe quero ensinar. Saindo das minhas mãos ele será primeiramente um homem. Tudo o que um homem deve ser, ele o saberá; e por mais que o destino o faça mudar de situação, ele estará sempre em seu lugar. ” (Jean-Jacques Rousseau).
INDIFERENCIAÇÃO ENTRE GRUPOS ETÁRIOS � Inexistência de fronteira formal entre crianças, jovens e adultos; � Inexistência de conflitos de gerações; � Crianças e adolescentes ocupavam progressivamente seus lugares; � Inexistência de crises etárias; � Jovens e velhos faziam as mesmas tarefas e exerciam as mesmas funções; � A linguagem, a Literatura, a Poesia não ofereciam produções diferenciadas por idade.
DIFERENCIAÇÃO PROPOSTA POR ROUSSEAU � Lactância (até 2 anos), � Infância (de 2 a 12 anos), � Adolescência (de 12 a 15 anos), � Mocidade (de 15 a 20 anos) � Início da idade adulta (de 20 a 25 anos). � Para a pedagogia interessam, particularmente, os três primeiros períodos, para os quais Rousseau desenvolve sua ideia de educação como evolução natural do discípulo. � Método: natural, com a mínima interferência do mestre no desenvolvimento do aluno, em especial, até os 12 anos, quando, na plenitude dos seus sentidos, ainda não pode contar com a razão. � Procedimento: educação negativa, que consiste não em ensinar a virtude ou a verdade, mas em preservar o coração do vício e o espírito do erro.
CONTEXTO � Mesmo havendo escrito um verbete sobre Música para a Enciclopédia, elaborada pelos filósofos das Luzes, Rousseau discordava mais do que se harmonizava com os pensadores do seu tempo. Cria o mito do “bom selvagem”. Denuncia a falência da civilização e prega o retorno à natureza. � Os iluministas Voltaire e Diderot exaltavam a cultura; � Rousseau defendia a primazia da emoção; � Diderot organizava a Enciclopédia valorizando a erudição teórica; � Rousseau pregava a experiência direta, a simplicidade e a intuição; � Os iluministas exaltavam o racionalismo ateu; � Rousseau postulava a religião natural, a presença divina no ser humano e na natureza; � Os iluministas postulavam a manutenção do status vigente; � Rousseau concebia o homem cidadão, regido por leis, elaboradas pela vontade geral.
OBRA: Composições musicais: � Composição de ópera-balé: As Musas Galantes (1745); � Composição de ópera cômica: O Adivinho da Aldeia (1752); � Carta sobre a Música Francesa (1753). Escritos científicos: � Discurso sobre as Ciências e as Artes (1750); � Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (1755); � Romance epistolar: Julie: ou A Nova Heloísa (1761); � Tratado sobre O Estado: Do Contrato Social (1762); � Tratado sobe a Educação: Emílio ou Da Educação ( 1762); Escritos póstumos � Escritos sobre a sinceridade absoluta: Confissões (1782); � Obra Testamento: Devaneios de um Caminhante Solitário (1782).
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