II Seminrio de PsGraduao da ANPEGE A Internacionalizao

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II Seminário de Pós-Graduação da ANPEGE “A Internacionalização na Ciência e as Políticas de

II Seminário de Pós-Graduação da ANPEGE “A Internacionalização na Ciência e as Políticas de Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil” Profa. Fernanda Sobral UNB

A abordagem para a produção do conhecimento Ø Condições socioinstitucionais Ø Condições cognitivas Ø

A abordagem para a produção do conhecimento Ø Condições socioinstitucionais Ø Condições cognitivas Ø Condições sociocognitivas

Condições sócio-econômicas e políticas que influenciam a política de CT&I, o fomento à pesquisa,

Condições sócio-econômicas e políticas que influenciam a política de CT&I, o fomento à pesquisa, o ensino superior e a pós-graduação Ø Globalização e capitalismo liberal Ø Democratização ( democracia rasurada) Ø Revolução dos meios de comunicação e informação Ø Sustentabilidade ambiental

Condições cognitivas que influenciam as políticas Ø Ortodoxia econômica e teorias neoliberais Ø Teorias

Condições cognitivas que influenciam as políticas Ø Ortodoxia econômica e teorias neoliberais Ø Teorias da democracia e dos movimentos sociais

Concepções de ciência Ø Globalização -A ciência como fonte de oportunidade estratégica- dimensão econômica-

Concepções de ciência Ø Globalização -A ciência como fonte de oportunidade estratégica- dimensão econômica- protagonismo das universidades e da ciência no crescimento das economias nacionais e papel no incremento da competitividade dos países no contexto da economia global. Daí a ênfase na internacionalização da produção do conhecimento e na inovação tecnológica. Ciência e tecnologia para a competitividade Ø Democratização- A ciência para o bem da sociedade - Dimensão social -papel da ciência no atendimento de necessidades locais e regionais, além das questões universais e globais. Ideia de maior interação com a sociedade no atendimento de demandas sociais e de transferência do conhecimento para a sociedade – Ciência e tecnologia para a cidadania

Internacionalização Ø Na política de CT&I Ø No fomento à pesquisa Ø No ensino

Internacionalização Ø Na política de CT&I Ø No fomento à pesquisa Ø No ensino superior Ø Na política de pós-graduação

Internacionalização na política de CT&I Processo em que diferentes países adotam as mesmas visões

Internacionalização na política de CT&I Processo em que diferentes países adotam as mesmas visões de PCTI, os mesmos instrumentos e formas semelhantes de gestão da PCTI. A difusão destas ideias ocorre através das relações internacionais em PCTI, isto é, contatos no nível internacional, mediados por organizações internacionais e organismos multilaterais. Variadas formas: Ø Mobilidade de pesquisadores, Ø Colaboração física e virtual, Ø Contratos de pesquisa supranacionais, Ø Participação em organizações internacionais de pesquisa; Ø Coordenação e planejamento conjunto de atividades em CTI

Estratégia Nacional de C, T&I 20122015 - Desafios Ø Redução da defasagem científica e

Estratégia Nacional de C, T&I 20122015 - Desafios Ø Redução da defasagem científica e tecnológica que ainda separa o Brasil das nações mais desenvolvidas: promoção da inovação e definição de segmentos tecnológicos prioritários; Ø Expansão e consolidação da liderança brasileira na economia do conhecimento da Natureza: terras raras , pre-sal; Ø Ampliação das bases para a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono: capacitação científica e tecnológica na área de energia a partir de fontes renováveis e combustíveis alternativos;

Estratégia Nacional de C, T&I 20122015 - Desafios Ø Consolidação do novo padrão de

Estratégia Nacional de C, T&I 20122015 - Desafios Ø Consolidação do novo padrão de inserção internacional do Brasil: CT&I como elemento decisivo nas parcerias com países em desenvolvimento (BRICS, IBAS, Mercosul, UNASUL, CPLP) , apoio à circulação de cientistas brasileiros e à internacionalização das empresas brasileiras.

Estratégia Nacional de C, T&I 20122015 - Desafios Ø Superação da pobreza e redução

Estratégia Nacional de C, T&I 20122015 - Desafios Ø Superação da pobreza e redução das desigualdades sociais e regionais: Programa de Inovação em Tecnologia Assistiva, massificação das TICs, desenvolvimento de tecnologias urbanas e habitacionais, fomento a tecnologias para agricultura familiar.

ENCT&I 2016 -2022 Desafios Ø Ø Ø Posicionar o Brasil entre os países mais

ENCT&I 2016 -2022 Desafios Ø Ø Ø Posicionar o Brasil entre os países mais desenvolvidos em CT&I; Aprimorar as condições institucionais para elevar a produtividade a partir da inovação; Reduzir assimetrias regionais na produção e no acesso à CT&I ; Desenvolver soluções inovadoras para inclusão produtiva e social; Fortalecer as bases para a promoção do desenvolvimento sustentável.

Internacionalização no fomento à pesquisa: Exemplo de um programa (INCTs) O Programa Institutos Nacionais

Internacionalização no fomento à pesquisa: Exemplo de um programa (INCTs) O Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia , criado em 2008, visava promover a excelência nas atividades de ciência e tecnologia (C&T) e sua internacionalização, assim como uma vigorosa integração do sistema de C&T com o sistema empresarial, melhoria da educação científica e participação mais equilibrada das diferentes regiões do país no esforço produtivo com base no conhecimento.

INCTs / Objetivos ØPromoção de pesquisa de vanguarda e de elevada qualidade em temas

INCTs / Objetivos ØPromoção de pesquisa de vanguarda e de elevada qualidade em temas de fronteira e/ou estratégicos; Ø Formação de recursos humanos ; Ø Transferência de conhecimento para a sociedade.

Resultados INCTs Ø Ø Ø Ø Organização do trabalho de pesquisa em redes possibilitadas

Resultados INCTs Ø Ø Ø Ø Organização do trabalho de pesquisa em redes possibilitadas pelas TICs e pelas parcerias nacionais e internacionais; Integração de agências federais, estaduais e setoriais em torno de um programa único; Possibilidade de maior desconcentração do conhecimento dada a participação de várias FAPs e de pesquisadores de diferentes regiões; Grande número de INCTs temáticos estimulando a inter multidisciplinaridade; Maior capacidade de resposta às demandas e necessidades públicas oferecendo subsídios às políticas públicas e do setor privado por meio de interação com empresas; Indução de formatos não tradicionais de difusão do conhecimento para a sociedade. ; Fortalecimento da pós-graduação e oferta de cursos não necessariamente acadêmicos.

Tendências observadas no fomento à pesquisa pelos INCTs Ø Ø Ø Internacionalização Temas/Problemas Organização

Tendências observadas no fomento à pesquisa pelos INCTs Ø Ø Ø Internacionalização Temas/Problemas Organização da pesquisa em redes Multidisciplinaridade/ Interdisciplinaridade Heterogeneidade institucional Interação com a sociedade “Se, no século passado, a ciência falou para a sociedade, neste século, a sociedade passa a falar para a ciência” (NOWOTNY, SCOTT, GIBBONS, 2001).

INCTs 2016 Objetivos: Apoiar atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas

INCTs 2016 Objetivos: Apoiar atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas e/ou na fronteira do conhecimento que visem a busca de solução de grandes problemas nacionais, promovendo a consolidação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) que ocupam posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e a formação de novas redes de cooperação científica interinstitucional de caráter nacional e internacional.

Internacionalização no ensino superior Ø Ø Participação de organismos multilaterais na formulação de sua

Internacionalização no ensino superior Ø Ø Participação de organismos multilaterais na formulação de sua agenda internacional realizada por instituições como UNESCO, Banco Mundial, OCDE, União Europeia etc; Desterritorialização- instalação de campi de universidades estrangeiras em vários países; Ø Mobilidade acadêmica transnacional, tanto mobilidade estudantil como docente; Ø Emergência dos rankings internacionais; Ø A busca pela construção das world class universities (MARTINS, C. B. , 2015)

Internacionalização na pósgraduação -PNPGs Antecedentes : • PNPG (1996 -2000) -a flexibilização do modelo

Internacionalização na pósgraduação -PNPGs Antecedentes : • PNPG (1996 -2000) -a flexibilização do modelo de pós-graduação, o aperfeiçoamento do sistema de avaliação e a ênfase na internacionalização; • PNPG (2005 -2010) -a introdução do princípio de indução estratégica, o combate às assimetrias e o impacto das atividades de pós-graduação no setor produtivo e na sociedade, resultando na incorporação da inovação no SNPG e na inclusão de parâmetros sociais no processo de avaliação. Objetivos do PNPG 2011 -2020: • o fortalecimento das bases científica, tecnológica e de inovação; • a formação de docentes para todos os níveis de ensino; • a formação de quadros para mercados não acadêmicos.

PNPG 2011 -2020 • Sistema de Avaliação –distorções e necessidade de ajustes; • A

PNPG 2011 -2020 • Sistema de Avaliação –distorções e necessidade de ajustes; • A importância da inter(multi)disciplinaridade na pós-graduação -na nucleação dos cursos de pós-graduação, além dos campos disciplinares e seus objetos recortados, haverá os temas e os problemas, dando vazão a cursos inter e multidisciplinares; • Assimetrias - Distribuição da Pós-graduação no Território Nacional - a novidade será o foco nas mesorregiões; • Educação Básica: Um Novo Desafio para o SNPG ; • Recursos Humanos para empresas- diante do novo paradigma da inovação; • Recursos Humanos para programas nacionais um dos eixos do novo Plano será a organização de uma agenda nacional de pesquisa, em torno de temas, de acordo com sua relevância para o país e das oportunidades que se avizinham. (água saúde, energia, transporte, agronegócio, controle de fronteiras. Amazônia, Mar, justiça, segurança pública e criminologia , defesa, programa espacial, etc. ) • • Inserção internacional: formação em condições de competitividade, políticas de atração de pesquisadores, consórcios internacionais estratégicos no âmbito da

Exemplo de um programa de internacionalização para a pósgraduação (PRINT) O PRINT foi criado

Exemplo de um programa de internacionalização para a pósgraduação (PRINT) O PRINT foi criado em 2018 visando apoiar projetos Institucionais de Internacionalização de Instituições de Ensino Superior ou de Institutos de Pesquisa que tenham ao menos quatro (4) Programas de Pós-Graduação (PPG) recomendados pela Capes na avaliação trienal de 2013 e na quadrienal de 2017, entre os quais deverá haver, pelo menos, dois (2) com cursos de doutorado.

Objetivos do PRINT Ø Ø Ø Fomentar a construção, a implementação e a consolidação

Objetivos do PRINT Ø Ø Ø Fomentar a construção, a implementação e a consolidação de planos estratégicos de internacionalização das instituições contempladas nas áreas do conhecimento por elas priorizadas; Estimular a formação de redes de pesquisas internacionais com vistas a aprimorar a qualidade da produção acadêmica vinculadas à pós-graduação; Ampliar as ações de apoio à internacionalização na pósgraduação das instituições contempladas; Promover a mobilidade de docentes e discentes, com ênfase em doutorandos, pós-doutorandos e docentes para o exterior e do exterior para o Brasil, vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu com cooperação internacional. Fomentar a transformação das instituições participantes em um ambiente internacional. Integrar outras ações de fomento da Capes ao esforço de internacionalização.

Desafios atuais para a pesquisa e pósgraduação Escolhas do futuro: a partir de tendências

Desafios atuais para a pesquisa e pósgraduação Escolhas do futuro: a partir de tendências internacionais em CT&I Escolhas do presente: a partir do desenvolvimento de áreas estratégicas nacionais (definidas em diferentes planos ou em oportunidades surgidas) e a partir do atendimento de necessidades regionais e locais ou do atendimento de problemas emergenciais. (SOBRAL e SANTOS, 2018) Sem esquecer escolhas do passado ou escolhas permanentes que representam a história das instituições acadêmicas.

Desafios para as CHSSA A internacionalização se apresenta como um imperativo para os diversos

Desafios para as CHSSA A internacionalização se apresenta como um imperativo para os diversos campos científicos, mas para as CHSSA a internacionalização é duplamente crucial, pois constitui simultaneamente prática e objeto científico. Ao mesmo tempo em que são impulsionadas às práticas de internacionalização, as CHSSA são convocadas a produzir conhecimento científico sobre os processos e resultantes deste fenômeno. Porém, as CHSSA não compartilham com outros campos científicos a nitidez de tendências temáticas internacionais e o inglês como automática língua franca. Nas CHSSA, a internacionalização apresenta dois complicadores : a) as CHSSA tem como responsabilidade cultural e epistêmica o estudo da própria cultura, cujas tradições e especificidades identitárias precisam ser preservadas; b) as CHSSA usam mais frequentemente do que outras áreas o próprio idioma, como repositório dinâmico de uma visão-do-mundo única e rica em sua diversidade. (Proposta do FCHSSA para o Plano de Ação do MCTIC)