I T A C U ED S E

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I T A C U ED S E D O A N O D

I T A C U ED S E D O A N O D : I S T S IS E N S A AD ME L E I C C LD A A E E N SP U ON SO E IFIC CI ES D ELA RP R TE IN

NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS: DIFICULDADES NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL OBJETIVO: identificar formas de interação e intervenção

NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS: DIFICULDADES NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL OBJETIVO: identificar formas de interação e intervenção com jovens com problemas emocionais e comportamentais CONTEÚDOS: Problemas emocionais e comportamentais § Défice de atenção e hiperatividade § Síndroma de Asperger Intervenção em contexto escolar § Comportamentos a evitar § Estratégias sugeridas

SÍNDROMA DE ASPERGER Características das crianças/jovens: § Dificuldade na comunicação; § Dificuldade no relacionamento

SÍNDROMA DE ASPERGER Características das crianças/jovens: § Dificuldade na comunicação; § Dificuldade no relacionamento social; § Dificuldade no pensamento abstracto. Têm normalmente inteligência (Q. I. ) média ou mesmo acima da média e muitas não são diagnosticadas como tal, sendo muitas vezes referidas, pela família e professores, como estranhos, excêntricos, originais, diferentes, extravagantes ou esquisitos.

INTERAÇÃO SOCIAL Têm dificuldade em perceber sinais não verbais, incluindo os sentimentos traduzidos em

INTERAÇÃO SOCIAL Têm dificuldade em perceber sinais não verbais, incluindo os sentimentos traduzidos em expressões faciais, o que levanta problemas em criar e manter relações com pessoas que não percebem esta dificuldade. Precisam de aprender aspetos do convívio social que nós adquirimos sem pensar, como a entoação da voz, linguagem corporal e expressões faciais.

INTERAÇÃO SOCIAL § Isola-se socialmente, mas pode não se preocupar com isso; § Pode

INTERAÇÃO SOCIAL § Isola-se socialmente, mas pode não se preocupar com isso; § Pode ficar tensa e agitada ao tentar lidar com as abordagens e as exigências sociais de terceiros; § Começa a ter consciência de que os seus colegas têm amizades, sobretudo quando atinge a adolescência. Nessa altura, pode querer ter os seus amigos, mas não tem nenhuma estratégia para desenvolver e consolidar amizades; § Tem dificuldade em seguir as “deixas” sociais; § Pode ter um comportamento socialmente inaceitável.

COMUNICAÇÃO EM CONTEXTOS SOCIAIS Pode ter uma linguagem aparentemente perfeita, mas com tendência para

COMUNICAÇÃO EM CONTEXTOS SOCIAIS Pode ter uma linguagem aparentemente perfeita, mas com tendência para ser formal e pedante. “Como está? Chamo-me João” pode ser uma saudação típica de um adolescente com síndroma de Asperger – mas é precisamente isso que o distancia dos seus colegas, expondo-o ao ridículo.

COMUNICAÇÃO EM CONTEXTOS SOCIAIS Tem frequentemente uma voz sem expressão (monocórdica). Também pode ter

COMUNICAÇÃO EM CONTEXTOS SOCIAIS Tem frequentemente uma voz sem expressão (monocórdica). Também pode ter dificuldade em interpretar as diferentes entoações de terceiros. Quase toda a gente sabe dizer se uma pessoa está zangada, aborrecida ou radiante apenas pela entoação (ou inflexão de voz). Muitas vezes, a criança com síndroma de Asperger não consegue ter este tipo de discernimento, o que pode originar algumas situações complicadas. Por exemplo, um professor teve de combinar um sinal visual com um aluno – “Quando eu tirar os óculos enquanto estiver a olhar para ti, já sabes que estou zangado contigo”. Levantar a voz não tinha nenhum efeito sobre a criança.

COMUNICAÇÃO EM CONTEXTOS SOCIAIS Também pode ter dificuldade em utilizar e interpretar comunicação não

COMUNICAÇÃO EM CONTEXTOS SOCIAIS Também pode ter dificuldade em utilizar e interpretar comunicação não verbal como, por exemplo, linguagem corporal, gestos e expressões faciais. Pode compreender os outros de forma muito literal. Um exemplo: após o Rui se ter recusado terminantemente a ajudar a avó a arrumar a cozinha, esta disse-lhe: “Deves pensar que tens o rei na barriga!” O Rui respondeu-lhe: “Na barriga? Não é possível engolir um rei!”, não percebendo que a avó se referia à sua teimosia em não a ajudar. A criança não reagiria a uma expressão como “Está calor aqui” – enquanto todas as outras pessoas perceberiam de imediato o sinal para abrir uma janela.

INTERESSES ESPECIAIS As crianças com síndroma de Asperger desenvolvem interesses obsessivos e podem em

INTERESSES ESPECIAIS As crianças com síndroma de Asperger desenvolvem interesses obsessivos e podem em consequência disto adquirir um conhecimento enciclopédico sobre determinada matéria. Podem ficar fascinados com horários de comboios, um certo programa de televisão ou previsões meteorológicas. Isto pode originar-lhes alguma frustração por não entenderem que os seus interesses não são partilhados pelos outros. No entanto, estas obsessões podem ser aproveitadas, e conduzir a boas oportunidades profissionais e de investigação.

GOSTO POR ROTINAS Não gostam de alterações ou mudanças. Podem impor as suas rotinas,

GOSTO POR ROTINAS Não gostam de alterações ou mudanças. Podem impor as suas rotinas, tais como insistir em seguir sempre o mesmo caminho para a escola. Na escola podem ficar nervosos com uma alteração no horário, ou mudança de professor. Gostam normalmente de ter uma rotina diária coerente e imutável. Se trabalham de acordo com um horário, um atraso inesperado, devido a um demora nos transportes ou a problemas de tráfego, podem tornálos muito nervosos ou ansiosos.

COORDENAÇÃO MOTORA São normalmente desajeitados e têm dificuldade na coordenação motora, (atar os sapatos,

COORDENAÇÃO MOTORA São normalmente desajeitados e têm dificuldade na coordenação motora, (atar os sapatos, andar de bicicleta, etc. ). A sua forma de andar é peculiar. § Pode ter movimentos bruscos e desastrados; § Tem frequentemente problemas de organização – não consegue orientar-se nem reunir o material de que precisa; § Tem dificuldade em escrever e desenhar ordenadamente e, muitas vezes, não termina as tarefas.

VULNERABILIDADES Os jovens com síndroma de Asperger são muito vulneráveis. A adolescência amplifica a

VULNERABILIDADES Os jovens com síndroma de Asperger são muito vulneráveis. A adolescência amplifica a sua luta interna, gerando grande ansiedade. § vulnerabilidade ao abuso, (praxe, gozo, etc), porque os seus comportamentos são vistos como excêntricos ou peculiares e têm dificuldade de adaptação; § dificuldade de antever os resultados das suas ações ou palavras e de colocar os assuntos em contexto; § grande ansiedade quando há alterações da rotina do dia a dia, (atraso de um autocarro, mudança de professor, desaparecimento da marca favorita, etc. ); § dificuldade em planear porque isso requer a capacidade de pensar em hipóteses e prever consequências; § dificuldade em expressar os seus pensamentos, em comunicar os seus medos, os seus problemas e frustrações.

INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA O jovem com síndroma de Asperger faz parte do todo da comunidade

INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA O jovem com síndroma de Asperger faz parte do todo da comunidade escolar e deve ser aceite e apoiada por toda a comunidade escolar.

DICAS - COMUNICAÇÃO § Simplifique a linguagem utilizada. § Dê uma instrução de cada

DICAS - COMUNICAÇÃO § Simplifique a linguagem utilizada. § Dê uma instrução de cada vez, em vez de uma série de instruções. § Mantenha as expressões faciais e os gestos simples e explícitos. § Dê tempo à criança para responder. Utilize auxiliares visuais adicionais para ajudar a criança a compreender. § Seja sensível às tentativas da criança para comunicar.

DICAS - INTERAÇÃO SOCIAL § Compreenda que a criança pode sentir-se ameaçada pela proximidade

DICAS - INTERAÇÃO SOCIAL § Compreenda que a criança pode sentir-se ameaçada pela proximidade extrema de terceiros – sobretudo de outras crianças da mesma idade. § Permita que a criança se isole. § Acompanhe o ritmo da criança ao tentar desenvolver uma interação. § É mais provável que a criança interaja com pessoas conhecidas, por isso dê-lhe tempo para ficar a conhecê-lo.

DICAS - COMPORTAMENTO § Adote uma abordagem com a máxima coerência. § Ajude a

DICAS - COMPORTAMENTO § Adote uma abordagem com a máxima coerência. § Ajude a criança a compreender o que se espera dela através de rotinas explícitas e previsíveis. § Ajude a explicar as mudanças através de auxiliares visuais. § Se a criança ficar agitada, compreenda que as estratégias habituais para acalmar uma criança (por exemplo, tentar sentá-la junto a si) podem ter o efeito oposto e ela acabar por ficar ainda mais agitada. § Se a criança tiver uma obsessão, não tente detê-la. Com o tempo, talvez consiga limitá-la.

DICAS - EM GERAL § Os resultados e os progressos podem ser lentos –

DICAS - EM GERAL § Os resultados e os progressos podem ser lentos – não desista! (Muitas vezes, construir uma relação demora muito tempo. ) § Cada criança é única – o que resulta para uma pode não resultar para outra. § Cada criança é instável – por isso, se ela estiver num “dia não”, não pense que a culpa é sua. § Se tudo o resto falhar, deixe-a sozinha. Amanhã é outro dia!

INTERVENÇÃO - AMBIENTE SOCIAL Estas crianças não são antissociais. Em vez disso, são associais

INTERVENÇÃO - AMBIENTE SOCIAL Estas crianças não são antissociais. Em vez disso, são associais – às vezes querem fazer parte do mundo social, mas não sabem como entrar nele. São socialmente imaturas – seja qual for o seu nível de desempenho académico. Estas crianças/jovens parecem relacionar-se mais facilmente com adultos do que com outras crianças da mesma idade, possivelmente porque os adultos fazem mais concessões e modificam o próprio comportamento para com a criança. A criança/jovem com síndroma de Asperger pode ser ingénua e crédula, incapaz de distinguir as abordagens amigáveis das abordagens que se destinam a “darlhe a volta”.

INTERVENÇÃO - AMBIENTE SOCIAL Diz-se frequentemente que as crianças com síndroma de Asperger têm

INTERVENÇÃO - AMBIENTE SOCIAL Diz-se frequentemente que as crianças com síndroma de Asperger têm um elevado nível de egocentrismo. Dito desta maneira, parece que elas optam por agir assim – mas isso não é verdade! Muitas vezes, nem sequer compreendem os seus sentimentos e comportamentos. O objetivo da intervenção consiste em aumentar a confiança da criança em si própria enquanto indivíduo, uma vez que uma maior autoconfiança reduz a ansiedade. É necessário esforçarmo-nos por fazer com que a criança tenha uma imagem positiva de si própria.

EM RESUMO § A síndroma de Asperger foi descrita pela primeira vez em 1944

EM RESUMO § A síndroma de Asperger foi descrita pela primeira vez em 1944 pelo médico austríaco Hans Asperger, cujo trabalho foi publicado pela primeira vez em inglês em 1991. § Caracteriza-se por limitações subtis em áreas de desenvolvimento: comunicação social e interação social. Em certos casos, também se registam problemas adicionais de organização e coordenação motora. § Afeta pessoas de inteligência média e acima da média. § Pensa-se que a prevalência se situe na ordem de 36 por 10. 000. § A probabilidade de incidência é maior nos rapazes do que nas raparigas, com uma taxa de probabilidade de 10 rapazes para 1 rapariga.