I Congresso Nacional de PICs Natal 2017 Mandala

  • Slides: 25
Download presentation
I Congresso Nacional de PICs – Natal - 2017 Mandala temática 1 - Salão

I Congresso Nacional de PICs – Natal - 2017 Mandala temática 1 - Salão Jacarandá - 09: 00 às 10: 30: Cenários e formas de inserção das PIC na atenção à saúde no SUS Charles Tesser – Depto Saúde Pública - UFSC charles. [email protected] br

PROPOSTA DA APRESENTAÇÃO • 1 - Preâmbulo: cenários gerais (no SUS e fora dele)

PROPOSTA DA APRESENTAÇÃO • 1 - Preâmbulo: cenários gerais (no SUS e fora dele) • 2 - Cenários no SUS • 3 - PIC na APS (ou atenção básica) e na APS, 5 • 4 - PIC na atenção secundária (especializada) • 5 – PIC na atenção hospitalar q Mistura de descrição com prescrição - empiria + filosofia rasa + teoria simplif. q Empiria: experiência de 15 anos em 4 municípios de SP como clínico da APS q Empiria: pesquisas em municípios q Empiria: extensão nos últimos 7 anos em Florianópolis-SC com PIC na APS

1 - Preâmbulo: cenários gerais (no SUS e fora dele) • Dimensão societal dos

1 - Preâmbulo: cenários gerais (no SUS e fora dele) • Dimensão societal dos modos de viver • Dimensão individual e comunitária dos modos de cuidar (cuidado autônomo) • Acesso ao cuidado heterônomo “especializado” e modos de cuidar especializados (cuidado heterônomo) Eduardo Menendez (“auto atenção”) + Arthur Kleiman (“sistemas de cuidado á saúde”

 • 1 - Preâmbulo: cenários gerais – saúde nas sociedades Dimensão societal dos

• 1 - Preâmbulo: cenários gerais – saúde nas sociedades Dimensão societal dos modos de viver: + ou - salutogênica Prod-manutenção da vida/saúde: Trabalho/Descanso Renda 60 pessoas +ricas= 50% + pobres do mundo (OXFAM) (BRASIL: 6 pessoas (famílias) = 100 milhões) Habitação e saneamento (H O + esgoto) Culinária ----------------- (alimentação) Cultura/lazer/arte/esporte/dança etc ------- (ativ. física) 2 • Dimensão individual e comunitária dos modos de cuidar (cuidado autônomo) ) PIC não-bioméd. • Acesso ao cuidado heterônomo biomédico SUS At. Básica (solidariedade social - universalidade - equidade – integralidade - coord)

 • 1 - Preâmbulo: cenários gerais – saúde nas sociedades Dimensão societal dos

• 1 - Preâmbulo: cenários gerais – saúde nas sociedades Dimensão societal dos modos de viver: + ou - salutogênica Prod-manutenção da vida/saúde: Trabalho/Descanso Renda 60 pessoas +ricas= 50% + pobres do mundo (OXFAM) (BRASIL: 6 pessoas (famílias) = 100 milhões) Habitação e saneamento (H O + esgoto) Culinária ----------------- (alimentação) Cultura/lazer/arte/esporte/dança etc ------- (ativ. Física) 2 • Dimensão individual e comunitária dos modos de cuidar (cuidado autônomo) ) PIC não-bioméd. • Acesso ao cuidado heterônomo biomédico SUS At. Básica (solidariedade social - universalidade - equidade – integralidade - coord)

PIC no SUS • 1º Cenário - Auto-atenção APS • 2º Cenário – APS

PIC no SUS • 1º Cenário - Auto-atenção APS • 2º Cenário – APS - cuidado com PIC e ou biomédico (ESF) • 3º Cenário - APS, 5 - PIC ou cuidado biomédico (NASF) • 4º Cenário - Serviços especializados ambulatoriais (At. 2 aria) (CAPS) (serv. biomédicos com PIC) (serv. de PIC) • 5º Cenário – Serviços Hospitalares (At. 3 aria)

PIC no SUS • 1º Cenário - Auto-atenção APS • 2º Cenário – APS

PIC no SUS • 1º Cenário - Auto-atenção APS • 2º Cenário – APS - cuidado com PIC e ou biomédico (ESF) • 3º Cenário - APS, 5 - PIC ou cuidado biomédico (NASF) • 4º Cenário - Serviços especializados ambulatoriais (At. 2 aria) (CAPS) (serv. biomédicos com PIC) (serv. de PIC) • 5º Cenário – Serviços Hospitalares (At. 3 aria)

2 - Cenários e formas de inserção no SUS • 78% das PICs estão

2 - Cenários e formas de inserção no SUS • 78% das PICs estão na atenção básica ou APS • PNPIC orienta ênfase na APS (genericamente) • Modos de inserção e ou integração c/ APS diversificados • Distintas experiências municipais de implantação e oferta • Mas há experiências em serviços espec. e hospitalares

PIC no SUS • 1º Cenário - Auto-atenção APS • 2º Cenário – APS

PIC no SUS • 1º Cenário - Auto-atenção APS • 2º Cenário – APS - cuidado com PIC e ou biomédico (ESF) • 3º Cenário - APS, 5 - PIC ou cuidado biomédico (NASF)

PIC E CUIDADO NA APS ATRIBUTOS 1. Cuidado integral (todos os tipos de problemas)

PIC E CUIDADO NA APS ATRIBUTOS 1. Cuidado integral (todos os tipos de problemas) BIOMEDICINA Via APS através do cuidado generalista + cuidado especializado e NASF RM VITALISTAS E ALGUMAS PIC Sem problemas com limites 2. Cuidado centrado no usuário (e não na dça) Tendência ao centramento em doenças e riscos Centramento no usuário 3. Abordagem holística Tendência ao reducionismo materialista mecanicista. Abord. + holística 4. Integração aspectos bio, Grande dificuldade para integração psico e sociais (saberes não articulados fragmentários) Boa integração 5. Integração de cuidado com prevenção e prom Pouca integração por fragmentação de saberes e práticas (+ justaposição)* Boa integração 6. Valorização da relação e do vínculo e correspons. Pouca valorizada, dificultada pelo saber e projeção de poder (diag e ter) nas tecnologica duras Muito valorizada * A prevenção tem entrado na cura subrepticiamente como estágio precoce de doença, com grande potencial de dano e medicalização.

PIC E CUIDADO NA APS RM VITALISTAS E ALGUMAS PIC Forte exploração ATRIBUTOS 7.

PIC E CUIDADO NA APS RM VITALISTAS E ALGUMAS PIC Forte exploração ATRIBUTOS 7. Exploração da espiritualidade BIOMEDICINA Muito difícil e rara, a não ser de forma muito genérica e superficial 8. Técnicas e saberes para autoatenção Dieta e exercícios (seguir precrição) (e exames preventivos) Pluralidade e riqueza de técnicas 9. Estímulo a autocura Pobre, restrito aos aspectos relacionais 10. Estímulo a Pobre, valores e filosofia restritos ao ressignficação de valores combate de doenças e controle de auto-conhecimento riscos Rico, com técnicas específicas Diversi// de valores e filosofias, vitalismo, solidariedade, equilíbrio etc 11. Potencial de dano iatrogênico Menor em relação a biomedicina Grande no cuidado e na prevenção * A prevenção tem entrado na cura subrepticiamente como estágio precoce de doença, com grande potencial de dano e medicalização. (Ex. ICC)

Pesquisa: INSERÇÃO DAS PIC NO SUS E INTEGRAÇÃO COM A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE:

Pesquisa: INSERÇÃO DAS PIC NO SUS E INTEGRAÇÃO COM A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ESTUDO DE CASOS NO BRASIL Disponível em: Cadernos de Saúde Pública: http: //www. scielosp. org/pdf/csp/v 33 n 1/1678 -4464 -csp-33 -01 -e 00150215. pdf Islândia M C Sousa – Centro de Pesquisa Aggeu magalhães – FIOCRUZ - Pernambuco gps. [email protected] com Charles Tesser – Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC charles. [email protected] br Agradecimento: CNPq (bolsa produtividade de pq e pós-doc) - 312989/2013 -0 e 207603/2014 -6

Objetivos: Analisar a inserção das PIC nos serviços e integração com a APS INSERÇÃO

Objetivos: Analisar a inserção das PIC nos serviços e integração com a APS INSERÇÃO das PICs em cinco municípios com experiências diversas consolidadas em PIC (> 5 anos): Recife / São Paulo / Rio Janeiro / Campinas / Florianópolis Métodos: - Consulta a dados secundários, via internet - Pesquisa em dados primários de estudos realizados (estudos de caso – dados secundários e entrevistas com gestores e praticantes) com atualização quando necessário

Pesquisa em 5 cidades com experiências consolidadas em PIC: Recife, São Paulo, Rio Janeiro,

Pesquisa em 5 cidades com experiências consolidadas em PIC: Recife, São Paulo, Rio Janeiro, Campinas, Florianópolis Análise: inserção das PIC e integração com a APS. Dimensões: • presença da PIC na agenda municipal; • posição nos serviços; • modo de acesso à MTC; • praticantes; • tipos de práticas; • perfil da demanda; • potencial de expansão no SUS Resultados: Identificação de 4 tipos básicos de inserção das PIC no SUS (com foco no inserção institucional e desvio das características de cada muncípio)

Tipo 1 PICs praticadas pelos prof. da APS que exercem o cuidado biomédico •

Tipo 1 PICs praticadas pelos prof. da APS que exercem o cuidado biomédico • Já competentes ou que recebem formação em PICs em serviço • Acesso fica igual e integrado à atenção básica • Formação em serviço introduz a prática e estimula aprendizado (superficial) (bom pra plantas medicinais, possível com acp, auriculo etc) • Demanda continuidade de formação e especialização quando houver (matric). • Grande integração das PICs com cuidado biomédico (amplia recursos cuidado) • Bom potencial de expansão mas depende de formação em PIC em serviço (depende da gestão) para sua expansão

Tipo 2 PICs inseridas na APS praticadas por profissionais exclusivos • Praticadas por profissionais

Tipo 2 PICs inseridas na APS praticadas por profissionais exclusivos • Praticadas por profissionais exclusivos de PIC • O acesso à PIC é livre ou por encaminhamento (protocolos ou prioridades) • Perfil da demanda depende do acesso e de protocolos ou prioridades • Integração com o cuidado na APS é parcial e menor (conforme relação prof) • Potencial de expansão pequeno pois implica alocar novos profissionais nos serviços de APS (numa APS biomedicamente já largamente subdimensionada )

Tipo 3 PICs inseridas na APS, praticadas por profissionais matriciadores (NASF ou ~ )

Tipo 3 PICs inseridas na APS, praticadas por profissionais matriciadores (NASF ou ~ ) • Prof. dos NASF ou de equipes de apoio que matriciam em PICs. • O acesso ao cuidado individual com PIC é via matriciamento (referência). • Matriciadores fazem ações coletivas e individuais • Perfil da demanda é diferente da APS nos atendimentos individuais (referenciados) e similar nos coletivos (acesso direto) • Grande potencial de expansão das atividades coletivas com PIC (matriciadores circulam por várias unidades) Podem fazer educação permanente dos prof da APS – formação (tipo 1)) • Pequeno potencial para atenção individual (casos selecionados)

Tipo 4 PICs inseridas na Atenção Especializada, praticadas por profissionais exclusivos ou especialistas •

Tipo 4 PICs inseridas na Atenção Especializada, praticadas por profissionais exclusivos ou especialistas • Profissionais de referência em serviços especializados ou hospitais • Acesso geralmente por encaminhamento (com ou sem protocolo/prioridade) • Sem contato entre profissional da SF e referência em PIC • Tendência a superlotação e filas de espera nos serviços especializados que oferecem alguma(s) PIC(s) • Pouco potencial de expansão devido ao isolamento da APS e a tendência de hiperlotação e filas (frente a rede especializada subdimensionada)

CONCLUSÃO PARCIAL: Proposta de inserção das PIC no SUS e na APS: • Combinação

CONCLUSÃO PARCIAL: Proposta de inserção das PIC no SUS e na APS: • Combinação dos tipos 1 (pelos prof. da APS) e 3 (matriciamento) • Todo serviço especializado ambulatorial deveria matriciar várias ESF • Ambos as inserções se complementam • Isso democratiza o acesso às MAC na APS • Viabiliza o acesso ao cuidado especializado de casos filtrados • Viabiliza a expansão de atividades coletivas em PIC sem sobrecarregar prof da APS (sobrecarregados com cuidado biomédico)

 Proposta de inserção das PIC no SUS e na APS: • LIMITAÇÕES E

Proposta de inserção das PIC no SUS e na APS: • LIMITAÇÕES E / OU CONSEQUENCIAS: • Pesquisadas apenas cidades de grande porte (APS grande) • Depende de inclusão pesada e progressiva de algumas PIC: dos profissionais • na formação graduada generalistas da APS: • pós-graduada - Plantas medicinais, • Ensino em serviço - Acupuntura, - Homeopatia, - Aurculoterapia - Práticas corporaisenergéticas - Reiki - etc

 • 3º Cenário - APS, 5 - PIC ou cuidado convencional (matri/NASF) •

• 3º Cenário - APS, 5 - PIC ou cuidado convencional (matri/NASF) • 4º Cenário - Serviços especializados ambulatoriais (At. 2 ari) (CAPS) (serv. Biomédicos com PIC) (serv. de PIC) PIC em serviços: • Especializados mistos • Hospitalares ou • Universitários só de PIC SÃO necessários para : § Desenvolver expertise acadêmica em PIC § Construir saber socializável em PICs para os generalistas § Introduzir na grad e ed. em serviço as PIC aos demais prof e generalistas da APS § Ser referência especializada para tratar § Matriciar em PIC Todo serviço especializado ambulatorial (com PIC ou sem PIC deve se comunicar, apoiar e fazer ed. permanente das equipes de ESF que lhes referenciam pacientes

Distinção entre graus de gravidade dos adoecimentos APS Baixo risco APS Médio risco APS

Distinção entre graus de gravidade dos adoecimentos APS Baixo risco APS Médio risco APS Alto risco • A saúde é mais prevalente que a doença E os adoecimentos leves (baixo e médio risco) muito mais prevalentes (na população em geral) na APS • As PIC tem um lugar muito maior do que se imagina como recurso principal ou complementar nas situações de baixo e médio risco