Hospital Nereu Ramos Manifestaes Pulmonares nos pacientes com

  • Slides: 50
Download presentation
Hospital Nereu Ramos Manifestações Pulmonares nos pacientes com HIV/AIDS

Hospital Nereu Ramos Manifestações Pulmonares nos pacientes com HIV/AIDS

 - PRINCIPAIS CAUSAS: Pneumonia bacteriana Pneumocistose Tuberculose Micobacterioses atípicas Neoplasias malignas Infecções fúngicas

- PRINCIPAIS CAUSAS: Pneumonia bacteriana Pneumocistose Tuberculose Micobacterioses atípicas Neoplasias malignas Infecções fúngicas Pneumonia intersticial idiopática

Contagem CD 4 x Agentes etiológicos

Contagem CD 4 x Agentes etiológicos

Principais causas de Pneumopatias no HIV Grupo de agentes Principais gêneros e espécies Bactérias

Principais causas de Pneumopatias no HIV Grupo de agentes Principais gêneros e espécies Bactérias Enterobacteriaceae Germes atípicos (gêneros: Mycoplasma, Legionella) Haemophilus influenzae Mycobacterium tuberculosis Micobactérias não-tuberculosas Nocardia spp Pseudomonas aeruginosa Rhodococcus equi Staphylococcus aureus Streptococcus pneumoniae Fungos Cryptococcus neoformans Histoplasma capsulatum Pneumocystis jiroveci Vírus Citomegalovírus Neoplasias Sarcoma de Kaposi Chlamydia e

 - DIAGNÓSTICO Achados clínicos Contagem de CD 4 Exames complementares exames imagem pesquisa

- DIAGNÓSTICO Achados clínicos Contagem de CD 4 Exames complementares exames imagem pesquisa do agente

 - ACHADOS CLÍNICOS Presença de derrame pleural Presença de lesões cutâneas Acometimento da

- ACHADOS CLÍNICOS Presença de derrame pleural Presença de lesões cutâneas Acometimento da retina Acometimento SNC Hepatoespleno/ linfadenopatia/ infiltração MO

 - - EXAMES COMPLEMENTARES Rx Tórax Exame inicial CD 4 = achados atípicos

- - EXAMES COMPLEMENTARES Rx Tórax Exame inicial CD 4 = achados atípicos Tc Tórax Melhor definição características lesões Suspeita de pneumocistose com alterações discretas Rx Rx nódulos pulmonares: neo x infecção

 - - EXAMES COMPLEMENTARES Escarro Pesquisa BAAR – 3 amostras/ 3 dias Pesquisa

- - EXAMES COMPLEMENTARES Escarro Pesquisa BAAR – 3 amostras/ 3 dias Pesquisa P. jiroveci Toracocentese Líquido pleural: bioquímica, ADA, pesquisa fungos e micobactérias, pesquisa de células neoplásicas

 EXAMES COMPLEMENTARES Sorologias - Pesquisa antígeno urinário pneumococo - Pesquisa antígeno criptocócico no

EXAMES COMPLEMENTARES Sorologias - Pesquisa antígeno urinário pneumococo - Pesquisa antígeno criptocócico no sangue - Pesquisa antígeno p/ H. capsulatum

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Pneumocistis jiroveci - Frequência no HIV (previamente a IO mais

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Pneumocistis jiroveci - Frequência no HIV (previamente a IO mais comum) - Exposição na infância - Infecção exógena x Infecção latente reativada - Fisiopatologia Inalação → alveolite → exudato alveolar → espessamento dos septos interalveolares → edema intersticial → acúmulo de MN → shunts pulmonares → hipóxia -

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Quadro Clínico Evolução insidiosa (semanas a meses) Dificuldade respiratória Tosse

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Quadro Clínico Evolução insidiosa (semanas a meses) Dificuldade respiratória Tosse seca Desconforto torácico Febre Emagrecimento Sudorese noturna Calafrios Cianose de estremidades

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Exame Fïsico Geralmente não ajuda!!! Ausculta Pulmonar: estertores crepitantes sibilos

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Exame Fïsico Geralmente não ajuda!!! Ausculta Pulmonar: estertores crepitantes sibilos -Exames Laboratoriais Gasometria arterial – hipoxemia 80% dos pacientes Pa. O 2 < 80 mm. Hg LDH elevada (relação com evolução)

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Exames de Imagem Radiografia de Tórax Infiltrado intersticial pulmonar difuso

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Exames de Imagem Radiografia de Tórax Infiltrado intersticial pulmonar difuso e bilateral Ápices geralmente poupados Predomínio em região perihilar e bases (asa de borboleta) Ausência de derrame pleural e adenomegalia hilar Pneumatoceles – Pneumotórax

Pneumocistose Pulmonar (PCP)

Pneumocistose Pulmonar (PCP)

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Exames de Imagem Tomografia de Tórax Opacidades em vidro fosco

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Exames de Imagem Tomografia de Tórax Opacidades em vidro fosco Consolidações alveolares Espessamento de septos interlobulares Aspecto – “Pavimentação em mosaico” Nódulos e lesões císticas

Pneumocistose Pulmonar (PCP)

Pneumocistose Pulmonar (PCP)

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Diagnóstico definitivo Isolamento do P. jiroveci em tecidos ou fluidos

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Diagnóstico definitivo Isolamento do P. jiroveci em tecidos ou fluidos Expectoração após inalação com salina hipertônica (biossegurança) – S>90% Lavado broncoalveolar – S 100% Biópsia transbrônquica Biópsia pulmonar aberta Coloração com prata metenamina (forma cística) e Giemsa (esporozoítos e trofozoítos).

Pneumocistose Pulmonar (PCP) Esquemas Posologia Sulfametoxazol/trimetoprima (SMX/TMP) Dose = 75 a 100 mg/kg/dia de

Pneumocistose Pulmonar (PCP) Esquemas Posologia Sulfametoxazol/trimetoprima (SMX/TMP) Dose = 75 a 100 mg/kg/dia de SMX e 15 a 20 mg/kg/dia de TMP, divididos em quatro administrações (a cada 6 horas), por 21 dias; dependendo da gravidade do caso, pode ser administrado por via oral ou intravenosa Isotionato de pentamidina Dose = 4 mg/kg/dia, por via intravenosa, em infusão lenta; administrar com solução glicosada (10%), pois pode ocorrer hipoglicemia; tratar por 21 dias. Clindamicina + primaquina Dose de Clindamicina = 2, 4 a 3, 6 g/dia, via intravenosa; após melhora clínica 450 mg 6/6 h, via oral, por 21 dias; Dose de Primaquina = 15 a 30 mg/dia, via oral, por 21 dias. Dapsona (DDS) + trimetoprima Dose de Dapsona = 50 a 100 mg/dia, via oral, por 21 dias; Dose de Trimetoprima = 15 a 20 mg/kg/dia, via oral, por 21 dias. Atovaquona Dose = 750 mg 8/8 h, por via oral, com alimentos; utilizar por 21 dias. Se Pa. O 2<70 mm. Hg ou diferença alveolo arterial >35 – Prednisona 80 mg 5 dias, seguido de 40 mg por 5 dias, seguido de 20 mg até completar 21 dias.

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Profilaxia CD 4<200 ou PCP prévia: Sulfametoxazol-Trimetoprim 160/800 1 x

Pneumocistose Pulmonar (PCP) - Profilaxia CD 4<200 ou PCP prévia: Sulfametoxazol-Trimetoprim 160/800 1 x dia

Tuberculose Pulmonar - Imunidade X Quadro Clínico HIV - com PPD reator possui risco

Tuberculose Pulmonar - Imunidade X Quadro Clínico HIV - com PPD reator possui risco <10% de desenvolver TB HIV + com PPD reator possui risco > 75% - Espectros clínicos: - Fase precoce (CD 4>350): TB apical, cavitária - Fase intermediária (CD 4 entre 200 e 350): típica/atípica - Fase avançada (CD 4<200): Doença bilateral e difusa Padrão miliar Infiltrados alveolares em terço médio e inferior

Tuberculose - Derrame Pleural Predomínio de MN Glicose baixa ADA elevado

Tuberculose - Derrame Pleural Predomínio de MN Glicose baixa ADA elevado

Tuberculose - Quadro Clínico Tosse produtiva Febre vespertina Sudorese noturna Queda do estado geral

Tuberculose - Quadro Clínico Tosse produtiva Febre vespertina Sudorese noturna Queda do estado geral Emagrecimento

Tuberculose - Diagnóstico Baciloscopia sempre com Cultura: Escarro espontâneo ou induzido Lavado broncoalveolar Biópsia

Tuberculose - Diagnóstico Baciloscopia sempre com Cultura: Escarro espontâneo ou induzido Lavado broncoalveolar Biópsia pleural se presença de derrame pleural BK x Outras micobacterioses

Tuberculose - Diagnóstico Radiografia de tórax Fases iniciais de imunodepressão: Condensações Cavitações predominantemente em

Tuberculose - Diagnóstico Radiografia de tórax Fases iniciais de imunodepressão: Condensações Cavitações predominantemente em ápice Adenomegalia hilar

Tuberculose

Tuberculose

Tuberculose - Diagnóstico Radiografia de tórax Fases tardias de imunodepressão: Padrão miliar Derrame pleural

Tuberculose - Diagnóstico Radiografia de tórax Fases tardias de imunodepressão: Padrão miliar Derrame pleural Múltiplas áreas de condensação Adenomegalias

Tuberculose miliar – Micronódulos difusos na radiografia do tórax (localizada) e na tomografia computadorizada

Tuberculose miliar – Micronódulos difusos na radiografia do tórax (localizada) e na tomografia computadorizada de tórax.

Tuberculose - Diagnóstico PPD

Tuberculose - Diagnóstico PPD

Tuberculose Condução dos casos de tuberculose nos enfermos infectados pelo HIV. Situação Recomendação Paciente

Tuberculose Condução dos casos de tuberculose nos enfermos infectados pelo HIV. Situação Recomendação Paciente virgem de tratamento para tuberculose e para HIV Tratar tuberculose por seis meses com esquema I (E-1)1 recomendado pelo Ministério da Saúde. Após a estabilidade clínica 2, determinar contagem de linfócitos T CD 4+ e carga viral para avaliar necessidade de TARV 3. Caso indicada anti-retroviral, seguir recomendações do Quadro 7. Meningoencefalite tuberculosa Tratar tuberculose por nove meses, com esquema II (E-2)4 recomendado pelo Ministério da Saúde. Iniciar ou substituir a terapia anti-retrovital por esquemas compatíveis com uso concomitante de rifampicina, conforme o apresentado no Quadro 7. Retratamento tuberculose para Tratar tuberculose por seis meses, com esquema I reforçado – IR (E-1 R)5, 6, recomendado pelo Ministério da Saúde. Iniciar ou substituir a terapia anti-retroviral por esquemas compatíveis com uso concomitante de rifampicina, de acordo com o apresentado no Quadro 7. Falência ao tratamento para tuberculose Tratar tuberculose por 12 meses, com esquema III (E-3)7 recomendado pelo Ministério da Saúde. Iniciar ou substituir antiretrovital pelo esquema considerado mais adequado do ponto de vista imunológico e virológico. Tuberculose multirresistente Encaminhar aos serviços de referência em tuberculose, para avaliação de especialista e uso de esquemas especiais.

Pneumonias Bacterianas - HIV + tem oito vezes mais chance de apresentar PNM bacteriana

Pneumonias Bacterianas - HIV + tem oito vezes mais chance de apresentar PNM bacteriana - Agentes mais comuns Streptococcus pneumoniae Haemophilus influenzae Staphylococcus aureus Pseudomonas aeruginosa - Quadro clínico e radiológico semelhante ao HIV – - HIV + evoluem mais frequentemente com sepse pulmonar - Mais frequentes que PCP

Pneumonias Bacterianas

Pneumonias Bacterianas

Micobacteriose atípica - Micobacterium avium: geralmente CD 4 entre 10 -50 - Quadro Clínico:

Micobacteriose atípica - Micobacterium avium: geralmente CD 4 entre 10 -50 - Quadro Clínico: Febre Emagrecimento Sudorese noturna - Radiografia de tórax: Infiltrado miliar principalmente em bases Infiltrados alveolares e nodulares Adenopatia mediastinal e hilar

Micobacteriose atípica -Diagnóstico: Hemocultura ou cultura de tecidos Biópsia MO -Profilaxia: Azitromicina 1, 2

Micobacteriose atípica -Diagnóstico: Hemocultura ou cultura de tecidos Biópsia MO -Profilaxia: Azitromicina 1, 2 g/ semana – 500 mg 3 x/ semana

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar): - Quadro clínico Dispnéia Tosse não produtiva

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar): - Quadro clínico Dispnéia Tosse não produtiva (timbre metálico) Dor torácica Febre Quadro arrastado

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar): - Radiografia Padrão nodular difuso Pequeno componente

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar): - Radiografia Padrão nodular difuso Pequeno componente intersticial Derrame pleural – sanguinolento Linhas B de Kerley Adenopatia hilar ou mediastinal Anormalidades de parênquima central ou peri hilar

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar):

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar):

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar): - Broncoscopia Lesões violáceas traqueobrônquicas

Neoplasias Malignas Sarcoma de Kaposi (Acometimento Pulmonar): - Broncoscopia Lesões violáceas traqueobrônquicas

Neoplasias Malignas Linfoma Não Hodgkin (Acometimento Pulmonar): - Quadro Clínico Sintomas sistêmicos - Radiografia

Neoplasias Malignas Linfoma Não Hodgkin (Acometimento Pulmonar): - Quadro Clínico Sintomas sistêmicos - Radiografia Infiltrado no parênquima Nódulos Massas solitárias - Diagnóstico Biópsia transbrônquica Punção transtorácica Biópsia a céu aberto

Pneumonia Intersticial Idiopática - Pneumonite Intersticial Linfocítica Mais frequente em crianças Possível relação com

Pneumonia Intersticial Idiopática - Pneumonite Intersticial Linfocítica Mais frequente em crianças Possível relação com resposta imune exacerbada aos antígenos do HIV ou Epstein Barr Quadro Clínico: Infiltração pulmonar assintomática Linfadenopatia, Hepatoesplenomegalia Aumento das Parótidas, Taquipnéia Tosse Exames Laboratoriais: LDH elevado LBA – predomínio de linfócitos

Pneumonia Intersticial Idiopática Radiografia: Infiltrado reticulonodular

Pneumonia Intersticial Idiopática Radiografia: Infiltrado reticulonodular

Infecção fúngica – Criptococose Pulmonar - Principal fungo no HIV é o Criptococcus neoformans

Infecção fúngica – Criptococose Pulmonar - Principal fungo no HIV é o Criptococcus neoformans - Cultura do escarro sela o diagnóstico. - Quadro neurológico + pulmonar

Infecção fúngica – Criptococose Pulmonar -Achados Radiográficos: Infiltrados pulmonares intersticiais bilaterais Nódulos Derrame pleural

Infecção fúngica – Criptococose Pulmonar -Achados Radiográficos: Infiltrados pulmonares intersticiais bilaterais Nódulos Derrame pleural Adenopatia intratorácica

Infecção fúngica – Histoplasmose Pulmonar - Comum em regiões endêmicas - Presentes em maior

Infecção fúngica – Histoplasmose Pulmonar - Comum em regiões endêmicas - Presentes em maior frequencia no fígado, MO, outros órgãos do sistema reticuloendotelial. - Febre e hepatoesplenomegalia -

Infecção fúngica – Histoplasmose Pulmonar - Achados Radiográficos: Infiltrados intersticiais ou reticulonodulares

Infecção fúngica – Histoplasmose Pulmonar - Achados Radiográficos: Infiltrados intersticiais ou reticulonodulares