Fundamentos da fratura frgil de materiais cermicos Contextualizao

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Fundamentos da fratura frágil de materiais cerâmicos

Fundamentos da fratura frágil de materiais cerâmicos

Contextualização n Ligação química n Defeitos 3 D n Processamento

Contextualização n Ligação química n Defeitos 3 D n Processamento

Introdução Vantagens competitivas de materiais cerâmicos Altos valores de dureza alta resistência ao desgaste

Introdução Vantagens competitivas de materiais cerâmicos Altos valores de dureza alta resistência ao desgaste Inércia química Refratariedade Grande variação de valores de propriedades elétricas, eletrônicas e óticas n Ø Ø

Introdução n v Problema Comportamento frágil Importância de se analisar e entender a teoria

Introdução n v Problema Comportamento frágil Importância de se analisar e entender a teoria e modelos desenvolvidos para explicar o comportamento mecânico

Propriedades mecânicas ü Fratura frágil ü Distribuição de valores de tensão de ruptura ü

Propriedades mecânicas ü Fratura frágil ü Distribuição de valores de tensão de ruptura ü Corrosão sob tensão v Premissa: os materiais cerâmicos são frágeis

Resistência teórica Orowan

Resistência teórica Orowan

FRATURA FRÁGIL O trabalho por unidade de área para separar dois planos de átomos

FRATURA FRÁGIL O trabalho por unidade de área para separar dois planos de átomos é dado por: (2) Que pode ser igualado com a energia de superfície, 2 , das novas superfícies formadas: (3) Para a primeira parte da curva, próxima à posição de equilíbrio, a 0, a relação entre a força e o deslocamento pode ser considerada linear (lei de Hooke) e será dada por: (4) Onde E é o Módulo Elástico

Critério de fratura Para valores típicos de E, a 0 e , a seguinte

Critério de fratura Para valores típicos de E, a 0 e , a seguinte relação é válida: Problema Para a maior parte dos materiais cerâmicos usuais, o valor da tensão de ruptura situa-se entre E/1000 e E/100

Por que essa discrepância entre os valores teórico e real da tensão de ruptura

Por que essa discrepância entre os valores teórico e real da tensão de ruptura ? ?

Modelo de Inglis

Modelo de Inglis

Modelo de Inglis n Inglis [1913] : magnitude da tensão máxima no ponto de

Modelo de Inglis n Inglis [1913] : magnitude da tensão máxima no ponto de coordenada (a, 0).

Considerando o raio de curvatura no ponto C da elipse ( =b 2/c):

Considerando o raio de curvatura no ponto C da elipse ( =b 2/c):

Modelo de Griffith

Modelo de Griffith

Critério de Griffith n Energia de deformação elástica: § Energia de superfície da trinca,

Critério de Griffith n Energia de deformação elástica: § Energia de superfície da trinca, energia necessária para uma extensão unitária da trinca

Obs. : dimensão normal ao plano x-y é unitária. . .

Obs. : dimensão normal ao plano x-y é unitária. . .

Balanço de energia de fratura

Balanço de energia de fratura

Por esse critério, a tensão de ruptura depende de: ü Módulo de Young, propriedade

Por esse critério, a tensão de ruptura depende de: ü Módulo de Young, propriedade intrínseca do material ü Energia de superfície, propriedade intrínseca ü Comprimento do maior defeito *

Resumindo. . 1) necessidade de tensão: em algum ponto no sólido, a tensão local

Resumindo. . 1) necessidade de tensão: em algum ponto no sólido, a tensão local deve ser alta o suficiente para superar a força de coesão do sólido; concentração de tensão devido à presença de defeitos tais como microtrincas pré-existentes. 2) necessidade de energia: deve ser fornecida energia potencial suficiente para superar a resistência à extensão da trinca conversão de energia elástica armazenada em energia de superfície

Validação do modelo Tensão de ruptura X tamanho da trinca para vidros

Validação do modelo Tensão de ruptura X tamanho da trinca para vidros

Critério de Irwin

Critério de Irwin

Fator de intensidade de tensão Propriedades intrínsecas Critério de fratura Tenacidade a fratura

Fator de intensidade de tensão Propriedades intrínsecas Critério de fratura Tenacidade a fratura

Balanço

Balanço

n Fator de intensidade de tensão:

n Fator de intensidade de tensão:

n O fator de intensidade crítico para o modo I de abertura da trinca

n O fator de intensidade crítico para o modo I de abertura da trinca é conhecido como tenacidade a fratura.

LIMITAÇÃO n n O modelo foi desenvolvido considerando -se materiais totalmente frágeis Embora esse

LIMITAÇÃO n n O modelo foi desenvolvido considerando -se materiais totalmente frágeis Embora esse modelo apresente uma boa correlação com os valores experimentais, ela não considera efeitos cinéticos presentes

Relembrando. .

Relembrando. .

Ø Ø Se o material não for totalmente frágil, há mecanismos de dissipação de

Ø Ø Se o material não for totalmente frágil, há mecanismos de dissipação de energia adicionais à criação de novas superfícies. Assim, o termo Gc(J/m 2) representa todos os mecanismos disponíveis para “dificultar” a propagação da trinca (deformação elástica, fatores microestruturais, etc). Gc= trabalho total de fratura, wof , ou força para crescimento da trinca ou taxa de liberação de energia elástica

n Otimização do critério para ocorrência de fratura catastrófica é dado por: Gc=R onde

n Otimização do critério para ocorrência de fratura catastrófica é dado por: Gc=R onde R é uma medida da resistência do material à propagação da trinca. Idealização: R e Kic independentes do comprimento da trinca.

? ? ? Curvas R Crescentes (GC = 2ϒ + ___)

? ? ? Curvas R Crescentes (GC = 2ϒ + ___)

Curva R Tenacidade a fratura X comprimento da trinca

Curva R Tenacidade a fratura X comprimento da trinca

Refratários

Refratários

Mecanismos de tenacificação de cerâmicas (a) deflexão (“deflection”) da trinca por decoesão (“debonding”) na

Mecanismos de tenacificação de cerâmicas (a) deflexão (“deflection”) da trinca por decoesão (“debonding”) na interface; (b) microtrincamento na zona frontal do processo (“branching”); (c) escoamento plástico na zona frontal do processo; (d) transformação de fase com expansão de volume e/ou microtrincamento na zona da marola; (e) ponteamento da trinca por fibras ou whiskers; (f) ponteamento (“bridging”) da trinca por grãos e travamento (g) ponteamento viscoelástico.

As cerâmicas comportamento de curva R também apresentam outros fatores relacionados ao comportamento mecânico:

As cerâmicas comportamento de curva R também apresentam outros fatores relacionados ao comportamento mecânico: a) A degradação da tensão de ruptura é menos dependente do tamanho de defeito crítico b) Há um aumento na confiabilidade dos valores de resistência mecânica, pois há uma região onde a tensão é insensível ao tamanho do defeito c) A resistência ao choque térmico é melhorada.

Estratégias empregadas para melhorar a tenacidade dos cerâmicos 1. Dispersão de fibras (compósitos cerâmicos);

Estratégias empregadas para melhorar a tenacidade dos cerâmicos 1. Dispersão de fibras (compósitos cerâmicos); 2. Deflexão da fenda por controle da microestrutura 3. Incremento da tenacidade por transformação de fase. (Zr. O 2)

AUMENTO DA TENACIDADE POR TRANSFORMAÇÃO ALOTRÓPICA

AUMENTO DA TENACIDADE POR TRANSFORMAÇÃO ALOTRÓPICA

Fatores que contribuem para aumentar a tenacidade a fratura de um compósito de matriz

Fatores que contribuem para aumentar a tenacidade a fratura de um compósito de matriz cerâmica a)Fração volumétrica da fase de reforço

b) Valores dos módulos elásticos da matriz e da fase de reforço. Se a

b) Valores dos módulos elásticos da matriz e da fase de reforço. Se a matriz for reforçada com fibras de alto módulo de Young, essas últimas podem suportar maiores níveis de tensão. c) Resistência da interface matriz/reforço. Em compósitos reforçados com fibras, uma interface forte pode causar a transferência de tensão da matrizz para as fibras. Por outro lado, uma interface fraca pode causar decoesão e deflexão da trinca.

Aumento da tenacidade a fratura aumento de Vf n Incremento da razão Ec/Ef n

Aumento da tenacidade a fratura aumento de Vf n Incremento da razão Ec/Ef n Aumento da relação f/ i n

Referências n n n Kingery, R. W. , Bowen, H. K. , Introduction to

Referências n n n Kingery, R. W. , Bowen, H. K. , Introduction to Ceramics; Green, D. , Na Introduction to the mechanical properties of ceramics; Carter, C. V. , Norton, M. G. , Ceramic Materiais – Science and Engineering; Zanotto, E. D. , Migliore Jr, A. R. , Propriedades mecânicas de materiais cerâmicos: uma introdução, Cerâmica, 37, 7 -15, 1001. Rice, R. W. , Mechanical Properties of Ceramics and Composites: Grain And Particle Effects CUNHA-DUNCAN, F. N. ; BRADT, R. C. . Fratura de refratários. Cerâmica, São Paulo , v. 49, n. 312, p. 199 -215, Dec. 2003