Foto 01 Patologia observada Descolamento de reboco em
Foto 01 - Patologia observada: Descolamento de reboco em laje de forro. Causas: O descolamento apresentado na foto, ocorreu em reboco que revestia a laje do forro de uma residência, e sobre a qual estava instalada uma caixa d’água com vazamento. A causa apontada para a patologia é a infiltração de umidade proveniente do vazamento da caixa d’água através da laje; Tal infiltração além de produzir pressão sobre o reboco, causa o enfraquecimento do revestimento devido à lixiviação, caracterizada pela passagem da umidade através dos vazios e poros capilares existentes na argamassa endurecida, e de efeito mais danoso em argamassas que contenham cal em sua composição (caso ilustrado).
Foto 02 - Patologia observada: Fissuras em reboco que reveste parede externa de residência. Causas: A causa das fissuras existentes no reboco, é a retração da argamassa, caracterizada pela falta de orientação na direção da fissuração. As causas da retração (neste caso) São: Utilização de aglomerante em excesso (traço rico); Secagem muito rápida da argamassa, pois como trata-se de parede externa, está sujeita à exposição direta ao Sol, que causa a evaporação da água antes que a argamassa aplicada tivesse resistência suficiente para suportar às tensões decorrentes da secagem, o que causa redução de volume e conseqüente retração.
Foto 03 - Patologias observadas: Manchas em pintura, e fissuração de revestimento em muro de edificação, exposto à intempéries. Causas: As manchas na pintura ocorrem em decorrência da presença de fungos, instalados nos poros e fissuras do reboco. Tais fungos ali se instalam em razão da secreção de enzimas que fazem a decomposição da matéria orgânica presente no pó e até mesmo nas tintas, que lhes serve de alimento; As enzimas agem como ácidos, e atacam a pintura, queimando-a e causando manchas. Quanto às fissuras, pode-se observar que sua ocorrência se dá exatamente no local das juntas entre os blocos de cimento das diferentes fiadas que compõem a parede. Como trata-se de parede exposta à intempéries (ciclos de molhagem e secagem, exposição ao Sol e ventos), e os materiais constituintes (blocos, argamassa de assentamento e revestimento) têm coeficientes de dilatação térmica diferentes, logo verifica-se que variações de temperatura acarretam o surgimento de fissuras, e o inchamento dos materiais causado pelos ciclos de molhagem e secagem contribui ainda mais para a fissuração
Foto 04 - Patologias observadas: Ocorrência de bolor e limo, e descolamentos de pintura, em parede de garagem externa coberta. Causas: O bolor ou mofo, é causado pela presença de fungos (vegetais inferiores), que instalam-se em frestas e fissuras existentes no reboco, em razão da umidade existente, causada pela infiltração de água, no encontro da parede com a laje. A coloração das manchas de bolor é escura (preto-esverdeadas e vermelhas), e decorrem da decomposição da matéria orgânica que serve de alimento aos fungos, decomposição esta causada pela secreção de enzimas pelos fungos, que atacam e queimam o material, onde o fungo está instalado. Observa-se também a presença de limo no encontro da parede com a laje; Tratamse de vegetais microscópicos, que se alimentam de substâncias existentes na água infiltrada, e que podem causar desagregação, devido à pressão causada por suas raízes nos poros da argamassa. O descolamento da pintura é conseqüência da umidade, que fica retida entre o reboco e a película de tinta, causando pressão sobre esta última, o que acarreta surgimento de bolhas, que se rompem com o tempo, e dão origem aos descolamentos.
Foto 05 - Patologia observada: Trincas existentes em parede, nas laterais do vão da janela. Causas: Os motivos do surgimento das trincas neste caso aparentam ser de dois tipos diferentes, que estão associados. A primeira falha decorre da falta de vergas sobre o vão e contra-vergas sob o vão, causando respectivamente incidência de cargas sobre a esquadria deformando-a, e concentração de cargas nos lados do vão, sem carga no centro, o que ocasiona solicitações diferentes, e consequentemente surgimento de trincas; Muito embora este efeito seja notado, a direção, forma e abertura das trincas sugere outra patologia associada, inclusive de maior efeito sobre o problema, que seria o recalque diferencial das fundações, com afundamento do apoio do lado direito. Tal afundamento gera tensões de tração sobre alvenaria, e o surgimento de trincas nas diagonais opostas do vão é favorecido pela menor rigidez da parede naquela direção. Esta hipótese é reforçada pela abertura das trincas, maiores junto ao vão, e que diminuem de abertura à medida que se afastam dali, chegando nas extremidades da parede com aberturas que permitiriam classificá-las como fissuras.
Foto 06 - Patologia observada: Rachadura em muro, com separação da argamassa de assentamento dos elementos de alvenaria. Causas: São duas as razões pelas quais surgiu a rachadura no muro, sendo a primeira a ocorrência de recalque diferencial, com afundamento do apoio do lado direito, verificada pela direção da rachadura e pela maio abertura na extremidade superior. Nota-se que a rachadura ocorre na ligação entre os blocos de cimento e a argamassa de assentamento, em virtude da menor resistência desta última; Já a segunda causa para o surgimento do problema, é o desaprumo do muro à esquerda da rachadura, provocado pelo empuxo de terra, proveniente do aterro existente do lado interno do muro, aterro este mais baixo à direita da rachadura. Como o muro possui pouca rigidez na direção da solicitação causada pelo empuxo de terra (solicitação horizontal), o muro sofre desaprumo.
Foto 07 - Patologia observada: Rachadura em muro, com ruptura dos elementos de alvenaria. Causas: A causa do surgimento da rachadura é o recalque diferencial das fundações do muro, com afundamento do lado direito, o que pode ser comprovado pela inclinação da rachadura, e também por sua abertura, maior na extremidade superior, e menor na extremidade inferior, onde chega com abertura correspondente à trinca.
Foto 08 - Patologia observada: Vazamento em caixa d’água elevada, executada com anéis de concreto pré-fabricado. Causas: O motivo causador da patologia é uma falha na impermeabilização existente entre o anel pré-fabricado e a laje de fundo da caixa d’água, também préfabricada; Tal falha pode estar sendo agravada pela diferença no gradiente térmico à que estão submetidas as peças em questão (laje e anel). O anel fica exposto à intempéries (radiação solar), e consequentemente sofre maior dilatação térmica do que a laje, no interior da caixa e em contato com a água: Como a impermeabilização fica aderida em ambas as peças, a diferença nas deformações causadas pela variação de temperatura, causa a fissuração da camada impermeabilizante, agravando o efeito.
Foto 09 - Patologia observada: Surgimento de eflorescências nas paredes de um reservatório d’água, construído em concreto armado. Causas: O surgimento das eflorescências (manchas brancas), se dá em razão da dissolução de sais de cálcio existentes no interior do concreto, pela umidade que o atravessa, de dentro para fora, em razão da pressão hidrostática atuante nas paredes do reservatório, e principalmente em razão de impermeabilização deficiente, chegando à superfície, onde a água evapora e os sais se depositam, formando as manchas de carbonato de cálcio. Nota-se que em razão do método empregado na execução das paredes de concreto, que utilizavam formas deslizantes, com concretagem em camadas, os vazamentos ocorrem preferencialmente nas juntas de concretagem, formando manchas que se distribuem horizontalmente.
Foto 10 - Patologia observada: Surgimento de eflorescências em viga de concreto armado Causas: A causa do aparecimento de eflorescências é a mesma descrita anteriormente, onde o fluxo de umidade dissolve os sais de cálcio existentes no interior do concreto; Chegando à superfície a água evapora e os sais de carbonato de cálcio se acumulam. É interessante notar que o fluxo de umidade é vertical (de cima para baixo), e devido à isso, as eflorescências surgem no local de passagem da água em forma de estalactites de carbonato de cálcio, com coloração branca.
Fotos 11 e 12 - Patologias observadas: Segregação do concreto e corrosão das armaduras. Causas: Verifica-se neste caso que há várias causas para o surgimento das patologias, e varias estão relacionadas entre si. No caso da segregação, pose-se apontar: Consistência inadequada do concreto; Quantidade excessiva de agregado graúdo; Vazamento da nata de cimento, através das frestas das formas; Afastamento insuficiente entre as armaduras e as formas; Métodos impróprios de lançamento e adensamento do concreto. No caso da corrosão das armaduras nota-se: Cobrimento insuficiente das armaduras; Concreto poroso, provavelmente em razão de fator água/cimento elevado; Falhas de concretagem (ninhos de segregação), causando exposição das armaduras. Pode-se verificar que o emprego de concreto com consistência inadequada pode causar segregação, com exposição das armaduras, ou então pode levar à obtenção de concretos porosos (alto fator a/c), favorecendo a ocorrência da carbonatação do concreto, com conseqüente redução do PH, o que causa a destruição da película apassivadora formada ao redor das armaduras em razão dos elevados teores de álcalis do cimento, favorecendo a corrosão. CONTINUA. . .
Já o emprego de cobrimento insuficiente, reduz a proteção mecânica sobre as armaduras, e também contribui para a segregação, pois a pequena distância entre as formas e as armaduras não permitem a passagem de agregado graúdo. O princípio de corrosão das armaduras neste caso, ocorre por processo de natureza eletroquímica; Forma-se uma película de eletrólito na superfície das armaduras, em razão da própria umidade do concreto, ou então pela elevada umidade relativa do ar e incidência de chuvas. Ocorre que com o aço em solução eletrolítica, parte dos elétrons tende a passar para a solução, gerando cátions de ferro, com carga elétrica positiva, deixando a armadura com carga elétrica negativa, porém este ainda não é o fator causador da corrosão; Eventualmente, qualquer diferença de potencial que ocorra entre dois pontos da barra, quer seja causada por diferença de umidade, tensão no concreto ou concentração de agentes agressivos, que em regiões litorâneas podem ser transportados pelos ventos (névoas salinas), é capaz de gerar pilhas, desencadeando assim o processo de corrosão.
Fotos 13, 14, 15, 16 e - Patologias observadas: Deterioração do concreto e corrosão das armaduras por ataque de agentes agressivos. Na foto de nº 13, pode-se observar um píer, construído em concreto armado, no canal de Bertioga, cidade litorânea do Estado de São Paulo. Na foto n° 14, observa-se a deterioração do concreto. Causas: O que aparentemente poderia ser classificado como segregação, na face inferior da laje do píer, na verdade trata-se de deterioração do concreto, ocorrida em razão de ataque químico, proveniente da água do mar, que contém elevados teores de sais solúveis em sua composição (cerca de 3, 5 por cento em peso); Quanto à composição química da água, os agentes mais agressivos São os sulfatos, o magnésio e o CO 2 dissolvido na água, sendo os cloretos mais danosos às armaduras. CONTINUA. . .
O concreto se deteriora em contato com a água do mar em função de diversas razões, sendo algumas delas: A água do mar possui PH variando em torno de 8, com razoável presença de CO 2 dissolvido; Sua ação sobre o concreto acelera a carbonatação. A presença de sulfatos, geralmente acarreta erosão ou perda dos constituintes sólidos da massa de concreto. O magnésio reage com o hidróxido de cálcio não combinado do concreto, também acarretando deterioração. Todas as situações descritas anteriormente tendem a aumentar a permeabilidade do concreto, tornando-o ainda mais suscetível às mesmas ações agressivas. Além disso, a estrutura também está sujeita à ocorrência de erosão física, causada pela ação das ondas sobre a estrutura, ou por impactos de embarcações contra a estrutura. CONTINUA. . .
Nas fotos nºs ’ 15, 16 e 17 observa-se a corrosão das armaduras. Causas: A corrosão das armaduras é causada por processos de natureza eletroquímica (já descritos anteriormente), agravados pelo ataque de agentes agressivos. Embora as armaduras apresentassem cobrimento razoável de concreto (cerca de 3 cm), o ataque químico da água do mar ao concreto (já comentado) causou a deterioração desta proteção, e a presença de cloretos acelerou o processo de corrosão das armaduras; Como os produtos da corrosão do aço chegam a aumentar cerca de 8 vezes de volume, em relação ao volume inicialmente ocupado pela armadura sã, surgem tensões de tração no concreto, e como este não resiste à tração, ocorre o desprendimento da camada de cobrimento, deixando a armadura totalmente exposta. Constata-se que em alguns pontos, houve o seccionamento das barras de aço, que encontram-se penduradas. Mesmo nas barras não seccionadas, houve redução da seção de aço de tal ordem, que a armadura positiva das vigas está seriamente comprometida, chegando quase a inexistir, podendo ocasionar a ruína da estrutura. CONTINUA. . .
CONTINUA. . .
Fotos 18 - Patologia observada: Corrosão da estrutura metálica - Ponte do Barreiro - São Vicente. Causas: A corrosão da estrutura metálica é causada por processos de natureza eletroquímica (já descritos anteriormente), agravados pelo ataque de agentes agressivos. O princípio de corrosão da estrutura metálica, neste caso, ocorre por processo de natureza eletroquímica; Com elevada umidade relativa do ar e incidência de chuvas, ocorre que com o aço em solução eletrolítica, parte dos elétrons tende a passar para a solução, gerando cátions de ferro, com carga elétrica positiva, deixando a armadura com carga elétrica negativa, porém este ainda não é o fator causador da corrosão; Eventualmente, qualquer diferença de potencial que ocorra entre dois pontos do metal, quer seja causada por diferença de umidade, ou concentração de agentes agressivos, que em regiões litorâneas podem ser transportados pelos ventos (névoas salinas), é capaz de gerar pilhas, desencadeando assim o processo de corrosão. O ataque químico de cloretos à estrutura causa a deterioração da mesma
Foto 19 - Patologia observada: Bolor, trincas em laje e fissuras no vão da porta Causas: Nas fotos P 1 e P 3, verifica-se a ocorrência de bolor, como descrito anteriormente, devido a infiltração de água, pela laje, apresentando uma má impermeabilização. Na foto P 2, há o aparecimento de trincas na laje, devido a esta suportar a caixa d´água e às forças externas de vibração, ocasionadas por caminhões. Vale lembrar que o local está submetido a constantes vibrações, sendo que no entorno circulam caminhões de carga, estando esta residência nas proximidades de grandes indústrias. Na foto P 4, percebe-se a falta de vergas sob o vão da porta, como, também, descrito anteriormente.
Foto 20 - Patologia observada: Trincas existentes em lajes Causas: Na foto P 5, verifica-se uma fissura ao longo do rebaixo da laje. Esta fissura se deve ao fato de, após reforma de ampliação do ambiente, eliminação da parede de suporte, que dava sustentação a laje. Na foto P 6, o caso se repete , com maior intensidade, só que com aparecimento de trinca, devido a eliminação parcial da parede, com um recorte na mesma, perdendo a sustentação da laje.
Foto 21 - Patologia observada: Trincas existentes em parede com revestimento de azulejo. Causas: A falha decorre de uma conseqüente ampliação do ambiente, com aplicação de materiais com características diferentes na execução da alvenaria nova, emendada com a antiga. Pelo fato do cimentcola apresentar resistência maior que a do azulejo, com a dilatação e retração da parede, a trinca não se deu no rejunte, e sim no próprio azulejo.
Fotos 22 e 23 - Patologia observada: Trincas existentes em parede, nas laterais do vão da porta e janela. Causas: A falha decorre da falta de vergas sobre o vão e contra-vergas sob o vão, causando respectivamente incidência de cargas sobre a esquadria deformando-a, e concentração de cargas nos lados do vão, sem carga no centro, o que ocasiona solicitações diferentes, e consequentemente surgimento de trincas como já descrito anteriormente.
Bibliografia • Verçosa, Enio José - Patologia das Construções. Editora Sagra • Borges Alberto de Campos - Prática das Pequenas Construções. Editora Edgar Blucher • Helene, Paulo R. L. - Corrosão em armaduras para concreto armado. Editora PINI - IPT • P. Kumar Mehta, Paulo J. M. Monteiro - Concreto: estrutura, propriedades e materiais. Editora PINI.
- Slides: 26